Remo B goleia seleção de Tomé-Açu

Com três gols do atacante Frontini, um de Márcio Nunes e outro de Alan, o Remo B derrotou a seleção de Tomé-Açu por 5 a 2, na noite desta terça-feira, no Baenão.  Caio e Belém descontaram para os visitantes. Apesar da quase total ausência de público, o jogo foi bem movimentado e Frontini voltou a mostrar qualidades, aproveitando as chances que apareceram. Giba mandou a campo a seguinte equipe: Wagner Bueno (Diego Amaral); Neto, San, Márcio Nunes e Loyola; Ramon, Didão, Betinho (Alan) e Gian (Paulo André); Frontini (Alessandro) e Samir (Jorge Santos).

Condel do Remo vai decidir futuro de AK

Os grandes beneméritos do Remo – à frente, Ronaldo Passarinho, Djalma Chaves, Alcir Braga e Ubirajara Salgado -, reunidos no começo da noite desta terça-feira, na sede do clube, decidiram pela convocação de uma assembléia do Conselho Deliberativo para discutir que medidas serão adotadas quanto à remoção do símbolo máximo do clube do pórtico do estádio Evandro Almeida. Além dos grandes beneméritos, dezenas de conselheiros compareceram à sede, indignados com o ato do presidente Amaro Klautau.

Muitos defendiam o “impeachment” do dirigente, medida que deverá ser encaminhada para discussão do Conselho Deliberativo, na assembléia marcada para a próxima segunda-feira, 30. A indignação dos conselheiros somava-se ao sentimento de “avacalhação” da imagem do Remo depois do gesto ordenado pelo próprio presidente do clube.

Em entrevista,  no final da tarde, o presidente do Remo, Amaro Klautau, tentou justificar a destruição do símbolo que ficava no pórtico do Baenão alegando que temia que a propriedade sofresse um aviltamento de preços no mercado imobiliário.

Presidente do Remo destrói símbolo do clube

Por ordem do presidente do clube, Amaro Klautau, o escudo do Clube do Remo foi removido da tradicional fachada do estádio Evandro Almeida, à avenida Almirante Barroso. A remoção foi feita às 22h de segunda-feira, a fim de evitar eventuais problemas com torcedores. O objetivo, admitido pelo próprio dirigente em entrevista à Rádio Clube, foi remover o símbolo que configura um bem histórico da cidade. Com a destruição da fachada, na visão de AK, fica aberto o caminho para a liberação da venda do estádio, por R$ 32 milhões, à construtora Agra/Leal Moreira.

AK, cujo mandato termina em três meses, admite ter pressa para fechar o negócio. Segundo ele, o processo de tombamento do estádio Baenão, que tramitava na Secretaria Estadual de Cultura, seria o empecilho para sacramentar a transação, embora na própria segunda-feira o órgão tenha anunciado o indeferimento da proposta. AK garante que só com o dinheiro da venda do estádio será possível escapar das pendências trabalhistas – segundo ele, atualmente avaliadas em R$ 8,3 milhões.

Ainda na terça-feira à noite, os 10 grandes beneméritos do clube reuniram na sede social para discutir o que será feito em relação ao presidente, que tomou uma atitude “autoritária e ditatorial”, sem consultar os conselheiros. AK, nas recentes reuniões do Conselho Deliberativo, foi desautorizado a prosseguir com a transação. Ao avaliar detalhes da proposta da incorporadora, o Conselho azulino descobriu que os compradores se comprometem a construir apenas 50% do futuro estádio (a ser construído em Marituba). Acusado de mentiroso por vários conselheiros e beneméritos, incluindo Ronaldo Passarinho, AK não soube explicar o motivo da mudança na proposta da construtora, que inicialmente se comprometeu a entregar uma arena inteiramente concluída em troca da área do Baenão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Coluna: Adeus ao velho Carabina

Valdemar Carabina, que treinou o Remo (e o Paissandu também) nos anos 90, morreu em Salvador no domingo à noite, embora a notícia tenha se espalhado ontem. Tinha 78 anos. Há duas semanas, num programa da Rádio Clube, conversando no ar com Valmir Rodrigues e Paulo Caxiado, recordamos algumas histórias saborosas envolvendo o velho treinador.
De voz grave, com acentuado sotaque paulistano, Carabina teve entre seus méritos a formação de um dos mais fortes esquadrões remistas de todos os tempos. Era um timaço, com Belterra na zaga, Agnaldo, Alencar e Artur no meio-campo e Luciano Viana no ataque. Foi campeão estadual invicto em 1991 e chegou à Série A na temporada seguinte.
Os jogadores daquele tempo costumam destacar o jeitão amigo de Carabina no trato com todos. Fazia o gênero paizão, talvez herança da convivência com Oswaldo Brandão no Palestra Itália. Aliás, quem via Carabina sem camisa vociferando ordens nos treinamentos no Baenão, talvez não fizesse idéia do prestígio de que desfrutou no Palmeiras. 
Titular absoluto da maior zaga palmeirense de todos os tempos, compôs a chamada “Academia”, nos anos 60. Não por acaso, é reverenciado como grande ídolo do clube. Prova maior desse cartaz é que, até hoje, Carabina é nome obrigatório em qualquer escalação histórica do Palmeiras.
Depois que pendurou as chuteiras, abraçou a carreira de técnico e chegou a dirigir o próprio Palmeiras, sem maior sucesso. A partir daí, dedicou-se a emprestar seus conhecimentos a equipes de porte médio. Rodou o interior paulista e passou pelo Norte-Nordeste, sendo que talvez no Remo tenha tido sua passagem mais festejada. Repetiu aqui o êxito que Paulo Amaral, outro grande nome nacional, havia experimentado anos antes.
Ao contrário de Amaral, inflexível no aspecto disciplinar, Carabina era bem liberal. Permitia brincadeiras, gostava de uma boa piada e não fazia cara feia para um carteado nas concentrações.
De seu fino humor restaram alguns bons testemunhos. Certa ocasião, o repórter Paulo Caxiado iniciou pergunta sobre a escalação e saiu citando todos os titulares. Carabina, meio aborrecido, rebateu: “Você é o técnico, já escalou o time inteiro… não tenho o que responder mais”. A resposta, naquele tom de voz carregado característico, fez todo mundo cair na gargalhada, inclusive os jogadores que estavam por perto.       
Teve passagem breve e sem brilho pelo Paissandu, mas vai deixar seu nome marcado pela história construída no Remo, incluindo sete jogos da célebre invencibilidade de 33 partidas invictas contra o maior rival. 
 
 
Diante das especulações sobre o preço dos ingressos que o Remo vai cobrar no mata-mata contra o Vila Aurora, o grande benemérito azulino Ronaldo Passarinho é taxativo: “Para ver esse time jogar até R$ 2,00 sai caro”.
Por imposição da empresa Nação Azul, que gerencia o programa de sócio-torcedor do clube, a diretoria do clube só pode cobrar acima de R$ 20,00 pelos jogos no Brasileiro da Série C. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 24)