O adeus de um dos pais da bossa nova

Morreu nesta quinta-feira, em S. Paulo, aos 80 anos, Johnny Alf, cantor, compositor e pianista inovador reconhecido como um dos precursores da bossa nova. Autor de clássicos da música brasileira, como “Eu e a brisa” e “Rapaz de Bem”, o músico que influenciou artistas como Tom Jobim e João Donato, sofria há três anos com um câncer de próstata. Sem parentes, ele vivia internado numa clínica de repouso em Santo André, interior de S. Paulo. Nas últimas semanas, seu estado de saúde piorou e ele foi internado no hospital Mario Covas, na cidade.

Tribuna do torcedor

Por José Milton Vieira Júnior (junior@cemagui.com.br)

Honrado em lhe cumprimentar, venho através desta manifestar o meu profundo desapontamento com a campanha de sócio torcedor do Clube do Remo. Hoje, dia 04/03, me dirigi até a sede do clube, com o único intuito de colaborar com a instituição. Ao chegar na sala onde se cadastra novos aderentes, me deparei com quatro planos de associados: R$ 10,00, R$ 25,00, R$ 50,00 e R$ 100,00. É lógico que escolhi o que melhor se adequava a minha realidade financeira (R$ 25,00). Para o meu espanto, por ser sócio do clube, me foi negado o direito de escolher por este tipo de plano, restando-me ter que escolher entre os planos de R$ 50,00 e R$ 100,00. Gostaria de lembrar que toda e qualquer tipo de doação deveria ser bem-vinda, haja vista que o clube se encontra em total clima de penúria. Acredito que este projeto está com as melhores das intenções, porém não posso me sentir “penalizado” por ser sócio do clube. Todo torcedor deveria ter o direito de escolher o plano que melhor lhe convir, assim todas as partes sairiam ganhando. Eu deixei de colaborar e quantos outros seguidores também não fizeram o mesmo por motivo de igual teor? Penso que nós, torcedores, temos a missão de fazer com que o Clube do Remo nunca ande sozinho, porém temos que contar com a colaboração do topo da pirâmide hierárquica. Vale lembrar como exemplo que alguns cultos religiosos estão nadando em dinheiro, inclusive possuindo como seus bens redes de televisão, pelo simples motivo de saberem aproveitar todas as doações que lhes são dirigidas.

Remo joga por 3 empates para vencer o turno

Critérios de classificação e desempate das fases decisivas do Campeonato Paraense, segundo o regulamento disponibilizado no site da FPF: 

SEMIFINAIS DO TURNO

Os quatro clubes classificados serão divididos em duas chaves e a disputa será em partida única. Os dois primeiros colocados, jogarão pelo empate para chegar à decisão.

FINAIS DE TURNO

Os dois clubes classificados na fase semifinal jogarão duas partidas e será considerado campeão do turno o clube que, após os dois jogos, somar o maior número de pontos ganhos. Em caso de empate em pontos ganhos após as duas partidas, o desempate ocorrerá observando-se os critérios abaixo:

1º) Maior saldo de gols na somatória dos dois jogos (jogo de 180 minutos);
2º) Persistindo o empate, o time que tiver feito a melhor campanha em todo o turno disputado será considerado campeão.

FINAL – TAÇA AÇAÍ

Só será disputada se houver  campeões distintos de turnos, pois se uma equipe vencer os dois turnos será proclamada automaticamente campeã. A Taça Açaí  será disputada pelos campeões de turno em duas partidas sem qualquer vantagem anterior. Será considerado campeão o clube que, após os dois jogos, somar o maior número de pontos ganhos. O perdedor será vice-campeão. Em caso de empate em pontos ganhos, após o encerramento das duas partidas da final, o desempate ocorrerá observando-se os critérios abaixo:

1º) Maior saldo de gols na somatória dos dois jogos (jogo de 180 minutos);
2º) Cobrança de tiros livres direto da marca do pênalti, de acordo com normas da International Board.

Dunga só mexe na Seleção por um “novo Pelé”

A possibilidade de ver o atacante Neymar, a mais nova joia do clube da Vila Belmiro, desfilando seu talento na Copa do Mundo da África do Sul, dificilmente se concretizará. Foi isso o que deu a entender o treinador da Seleção Brasileira, Dunga, após desembarcar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na manhã desta quinta-feira (4). “A história da Seleção, se você for lá pesquisar, mostra que todos os jogadores que não tiveram amistosos e não jogaram, nunca deram certo. Nada é definitivo, mas a história demonstra isso. Tem que ser realmente um jogador diferenciado, que venha para jogar e encha os olhos de todos. Se surgir um novo Pelé, eu o convoco”. Mesmo sem citar nominalmente o artilheiro santista no Campeonato Paulista, Dunga reforçou sua tese lembrando que o torcedor brasileiro já pediu outros atletas considerados novos craques no time verde e amarelo, mas que muitos não vingaram ou fizeram jus ao rótulo de craques. (Com informações do R7)

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta quinta-feira, 4:

9h Despacho interno – Centro Cultural Banco do Brasil 

9h30 Edson Santos, ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

10h Clara Ant, chefe do Gabinete-Adjunto de Informações em Apoio à Decisão do Gabinete Pessoal do Presidente da República 

10h30 Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

11h30 Swedenberger Barbosa, chefe de Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento do Gabinete Pessoal do presidente da República 

12h30 Vereador Agnaldo Timóteo

15h Despacho interno

15h30 Reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento II (PAC II)

(Fonte: Secretaria de Imprensa da Presidência)

Coluna: Desacertos no Paissandu

Belém teve um prefeito muito popular, conhecido por ser “tarado” pela Doca de Souza Franco, em função das obras que realizou naquela avenida. Numa apropriação forçada daquela expressão, pode-se afirmar que a atual diretoria do Paissandu é tarada por contratações. Só isso explica tamanha compulsão por aquisições sem qualquer critério. Até ontem, 48 jogadores tinham sido contratados para o campeonato regional.
Quando o campeonato ainda estava por começar, o Paissandu pontificava no noticiário pela quantidade de contratações agendadas. Primeiro, chegaram 14 jogadores, acompanhando o técnico Nazareno Silva e atendendo à estranha parceria firmada (mas não assumida) com o empresário Genival Santos. Ainda em novembro, mais nove atletas foram incorporados ao elenco, que passou a contabilizar quase 40 figurantes, contando ainda com os jogadores remanescentes da frustrada campanha no Brasileiro da Série C.
Pelas razões largamente conhecidas, dias antes do começo do campeonato, o técnico foi dispensado e junto com ele zarpou da Curuzu grande parte dos primeiros importados, praticamente todos reprovados por deficiência técnica. Nem bem o novo comandante foi confirmado, no final de dezembro, começou o desembarque em massa de novos reforços.
Nas minhas contas, mais oito jogadores aportaram no Leônidas Castro na primeira semana de 2010. Alguns sequer estrearam – casos de Rancharia, Romeu, Marquinhos e Adônis –, outros apenas fingiram jogar (Muçamba, Parral, Brida, Marcus Vinícius). Haveria mais gastança, com a chegada de outra leva de 11 jogadores. Foi a vez de Didi, Enilton, Edson Pelé, Paulão. 
Com tanto jogador por metro quadrado, era até previsível que o técnico tivesse aperreios na hora de montar o time. Não satisfeita, a diretoria ainda traria Bruno Agnelo, Álvaro, Fabrício e Tiago Potiguar. E há, ainda, a promessa de mais um volante, Serginho (ex-Remo), e um novo zagueiro.
Não surpreende que Luiz Carlos Barbieri tenha pedido as contas, depois de acertar sua vida com o Mixto. Nenhum treinador, com um mínimo de seriedade e nome a zelar, aceitaria compactuar com tamanha barafunda. Charles Guerreiro, o interino, herdou o brutal desafio de encontrar 11 jogadores tecnicamente confiáveis para escalar.
 
 
O baluarte Pedro Adalberto Maia, agoniado com esse jeitão pragmático da Seleção, reclama do futebol chinfrim apresentado no amistoso em Londres e com a arrogância do treinador. “Quando outras seleções que são tradicionalmente fortes candidatas fazem amistosos com adversários bem preparados, a nossa pega uma Irlanda que não possui tradição e nem um time à altura do hoje bem jogado futebol mundial. Ainda assim jogou bem e se tivesse um pouco mais de motivação poderia complicar. Hoje o Brasil depende unicamente do talento do Kaká, haja vista que o resto é só madeira de dar em doido. Tem muito volante e pouca criatividade. Para piorar, o Dunga anda ‘se achando o tal’. É arrogante, grosso e mal educado. Geralmente esse tipo de gente tem um final muito triste. As razões para deixar o Gaúcho de fora não convencem”, opina.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 4)