Para o Paissandu, Moisés vale R$ 2,5 milhões

Atenta à possibilidade de valorização do atacante Moisés depois dos gols no clássico contra o Remo e nas partidas da Copa do Brasil, a diretoria do Paissandu apressou-se em aumentar o valor da cláusula de rescisão contratual do jogador para R$ 2,5 milhões. Revelado nas divisões de base do clube, Moisés chegou a ser colocado em disponibilidade para outras equipes – juntamente com Japonês, hoje no Cametá – no ano passado, antes de virar a sensação do atual campeonato. 

Com a valorização, Moisés terá direito a um reajuste salarial, não divulgado pelo clube. Especula-se que recebia em torno de R$ 2 mil. O aumento deverá elevar seus ganhos mensais para a faixa dos R$ 10 mil, onde se encontram jogadores mais experientes, como Zeziel, Didi e Zé Augusto. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

O lado mais charmoso do Paulistão

Continua empolgante a disputa para escolher a ‘Gata do Paulistão 2010’. Cada um dos 20 clubes tem uma representante. De início, as 10 moças mais votadas pelos internautas se classificam para a segunda fase, quando os internautas também darão seus votos acumulando pontos até a escolha final de um corpo de jurados indicados pela federação. Por enquanto, a liderança é de Myriã Lívia, do Santos (foto acima), com todos os méritos, como se vê. A segunda colocada é Fernanda Passos, do Corinthians. A vencedora leva um prêmio de R$ 10 mil. Abaixo, as valorosas representantes do Mirassol, Rio Claro e Portuguesa. 

Paulista usa hipnose para voltar a vencer

Dizia-se nos anos 60 que a televisão era máquina de fabricar doido. Nos dias que correm pode-se dizer o mesmo sobre o futebol. Basta ver a notícia que chega de Jundiaí (SP). Mal das pernas no campeonato estadual, o Paulista achou um jeito inusitado de tentar dar a volta por cima e fugir do rebaixamento. Contratou um hipnólogo. É Olimar Tesser, um ex-goleiro que garante saber tudo sobre os “medos dos jogadores”.

“Eu treino a pessoa para que ela mantenha o equilíbrio. Mostro que os jogadores são capazes. Mas não sou milagreiro”, explica o especialista. Uma das providências do hipnólogo foi fazer os jogadores andarem sobre cacos de vidro. “Todos tiveram de andar sobre cacos de vidro. Isso foi para mostrar que são capazes. Todos conseguiram vencer o medo”, contou, animado.

Os jogadores juram que gostaram das novas atividades. “Nunca vi isso. Foi algo fantástico. Deu muita confiança”, disse o volante Willian Rocha. “Uma sensação única. No começo eu estava com medo, mas depois foi ótimo”, concordou o meia Rai. Por enquanto, o time ainda não conseguiu reproduzir em campo as lições repassadas pelo guru.

Vou te contar…

Os elefantes brancos da Copa de 2014

Por José Roberto Malia

O ‘Plano de Aceleração da Copa-2014’ informa ao esfolado, mas amado contribuinte: os futuros estádios têm grandes chances de se transformarem em ‘elefantes brancos’. O alerta é do vice-presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Base, Adilson Primo. A maior parte dos 12 palcos que serão construídos ou remodelados não possui plano para utilização após o torneio.

Manaus, como se sabe, não corre esse risco. O novo Vivaldão já tem uso garantido depois da Copa. Como bumbódromo.

Robinho desfalca Santos em Belém

O Santos viaja nesta terça-feira a Belém para disputar a segunda fase da Copa do Brasil contra o Remo. A delegação santista embarca às 10h55, direto para a capital paraense, com chegada prevista para as 14h25. Na quarta-feira, o time treinará no campo da Assembléia Paraense, às 15h30. A partida será realizada na quinta-feira, às 21h, no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. O retorno da equipe está marcado para sexta-feira, com chegada às 19h. O técnico do Santos, Dorival Júnior, relacionou 18 jogadores para a viagem. O grande desfalque será o atacante Robinho, que sentiu dores no adutor esquerdo e foi vetado pelo Departamento Médico. De acordo com o médico do time, Rodrigo Zogaib o jogador será submetido a ressonância magnética e ultrassonografia para confirmação do diagnóstico, nesta terça-feira.

O Santos avançou para a segunda fase da Copa do Brasil, com a goleada histórica de 10 a 0 sobre o Naviraiense, campeão sul matogrossense, na quarta-feira passada, na Vila Belmiro. Se vencer o Remo por dois gols de diferença, o time santista elimina a partida de volta, marcada para o dia 31, e se classifica para a terceira fase do Campeonato, contra o Guarani-SP ou Fortaleza. (Com informações da ESPN)

Confira os relacionados para a partida contra o Remo:

André – atacante
Arouca – volante
Durval – zagueiro
Edu Dracena – zagueiro
Felipe – goleiro
Madson – meia
Maikon Leite – atacante
Maranhão – lateral
Marquinhos – meia
Neymar – atacante
Pará – lateral
Paulo Henrique Ganso – meia
Roberto Brum – volante
Rodrigo Mancha – volante
Rodriguinho – volante
Vladimir – goleiro
Wesley – meia
Zé Eduardo – meia

Programação de Porco e Peixe em Belém

Programação dos clubes paulistas em Belém. O Palmeiras, que enfrenta o Paissandu na quarta-feira, às 21h50, desembarcou hoje (sem o goleiro Marcos, contundido) e está hospedado no hotel Crowne Plaza. Deve treinar amanhã no campo de futebol da Assembléia Paraense.

Já os meninos da Vila chegam nesta terça-feira, às 14h25. Time completo para encarar o Remo na quinta-feira, às 21h. Treinam na quarta-feira no campinho da AP.

Um golpe de mestre do mestre Scorsese

Por Inácio Araújo

Não me impressionou tanto no “Ilha do Medo” a abordagem da, digamos, crise do sujeito, assunto muito contemporâneo, que quase serve de chão para o filme. Mas ele agita outros itens, como o confronto falso/verdadeiro, real/imaginário que se desenvolve ao longo da trama, mas que também é muito presente em vários filmes (bons filmes).

O que de fato me impressionou foi o tratado de cinema que Martin Scorsese elaborou e do qual vou tentar puxar alguns fios aqui. Primeiro, ele nos joga na mais clássica das aventuras. Um filme noir. Dois detetives (DiCaprio e Rufalo) às voltas com um mistério. Daí evoluímos para uma ilha em que, como nos tempos clássicos, a ciência busca a hegemonia sobre a mente, ou seja, o poder absoluto.

Toda a ambiguidade desse estilo, que está muito na série de Val Lewton para a RKO, mas não deve ser a única fonte do filme. Se ficasse por aí, já estaria bem, num registro próximo, digamos ao do Peter Bogdanovich, aquela coisa meio passadista, mas legal. Só que, passo a passo, Scorsese vai preenchendo seu cenário arrepiante com personagens como os doutores Ben Kingsley e Max Von Sydow.

Cientistas são sempre tipos ambíguos. Mas esses não só evocam, do roteiro à mise-en-scène, a tradição como despertam nossas próprias lembranças (do cinema e da vida). Assim, o dr. Von Sydow se mistura perfeitamente à idéia de cientista alemão (nazi) refugiado nos EUA no pós-guerra. E isso vai colar com as lembranças de guerra do DiCaprio.

Ao mesmo tempo, as memórias do U.S Marshal DiCaprio conferem a sua investigação um caráter pessoal a que não podemos nos furtar. Mas estamos, basicamente, dentro daquele dilema que alguns comentaristas atribuem (e acho que com razão) ao Cronenberg: saber qual a imagem verdadeira e qual a imagem virótica.

O que poderia ser um problema de roteiro, isto é, de escrita (distinguir o falso do verdadeiro, o real do imaginário), torna-se então, prioritariamente, um problema de cinema. Porque o cinema é a própria ilusão. O cinema clássico não se propõe como um sonho socializado? Pois bem, aí está: MS reproduz a estrutura do sonho como não me lembro de ter visto alguém fazer antes (o Resnais, talvez, mas tenho a impressão de que isso é marginal no cinema dele, é a narrativa em si que ele toma como questão).

Ele não reproduz um sonho para depois nos dizer: “toma, isso é apenas cinema, pode acordar, vai para a vida”. Ele nos atira no sonho de tal maneira que toda a nossa percepção da realidade parece fraturada, fragilizada. E nossa crença nas imagens de cinema sai, curiosamente, abalada e revigorada, ao mesmo tempo.

Quer dizer, se nossa idéia de que o que aparece na imagem é necessariamente verdadeiro já faz algum tempo que tem sido questionada com pertinência (me parece que o filme do DePalma sobre o Iraque é um primor quanto a isso), “A Ilha” de certa forma confirma nossas suspeitas, por um lado, mas por outro, por um trabalho de mise en scène absolutamente impecável, nos atira nas delícias que só a ficção pode criar.

Tanto a ficção do personagem, como a do autor do filme.

Por fim: me parece muito significativa a mudança de ritmo deste filme em relação aos últimos Scorseses. Tudo deve se fixar mais em nossa mente, nada deve passar rápido demais, como uma alucinação da droga. Isso, acho, nos leva a acreditar mais piamente na realidade das imagens (como faziam os espectadores clássicos), apenas para sermos arrancados mais tarde desse paraíso de fruição. Por sorte, Scorsese nos joga em outro paraís

Tribuna do torcedor

Por Tiago Silva Guimarães (tsguima@yahoo.com.br)

Sou advogado e faço parte da Diretoria de Futebol da Assembléia Paraense. O motivo deste contato é solicitar sua ajuda no sentido de tornar pública minha revolta com a desorganização do projeto sócio-torcedor do Clube do Remo. Estão sendo oferecidos 04 (quatro) diferentes planos para quem quiser se associar, com diferentes valores de mensalidades – R$ 10,00, R$ 25,00, R$ 50,00 e R$ 100,00. Na última sexta-feira fui à sede do clube para me associar ao projeto, na intenção de me inscrever no plano “VIP”, cuja mensalidade é de R$ 25,00, pois este é o plano que atende minhas expectativas. No entanto, para minha surpresa e frustração, fui informado de que, pelo fato de eu ser sócio-proprietário do Clube do Remo, seria obrigado a me inscrever em um dos dois planos cujas mensalidades são R$ 50,00 ou R$ 100,00, já que os planos de mensalidades menores não são acessíveis a sócios-proprietários ou remidos do clube. Está havendo uma gravíssima inversão de valores no Clube do Remo. Os seus sócios, ao invés de serem beneficiados, estão sendo prejudicados, obrigados a pagar mensalidades mais caras do que os que não são sócios do clube.
No meu caso específico, sou sócio-proprietário, mas não pago minhas mensalidades há vários anos. Por causa deste absurdo, o Remo acabou ficando sem minhas mensalidades, as quais não pago e nem pretendo pagar, e sem a mensalidade que eu pagaria com prazer pelo sócio-torcedor. Ou seja, estão rasgando dinheiro. As pessoas escaladas para fazer o atendimento aos interessados na sala do sócio-torcedor são despreparadas. Após várias tentativas de argumentar junto à atendente que aquela situação era absurda, recebi a graciosa sugestão: “Vá até a Secretaria e cancele seu título de sócio-proprietário, que assim o Sr. poderá associar-se no sócio torcedor, pagando R$ 25,00 de mensalidade”. Como percebi que o Remo está tratando seus sócios como um lixo, me dirigi à Secretaria para cancelar mesmo meu título. Lá fui recebido por uma outra moça mais estúpida ainda, que ficava fazendo terríveis caras e bocas enquanto eu falava. Contei os motivos pelos quais estava solicitando o cancelamento do meu título e fui obrigado a ouvir o seguinte disparate: “…Então quer dizer que o sr. não faz a menor questão de ajudar o clube…”. Achei que ela só poderia estar brincando comigo e pedi para falar com um diretor. Veio um suposto diretor de sede, cheio de arrogância, e disse que eu poderia cancelar meu título sem problema algum, desde que levasse uma declaração com assinatura reconhecida, pois assim eu não poderia alegar posteriormente que não tinha pedido o cancelamento. Ou seja, mesmo que eu assinasse na frente de todos que estavam lá, minha assinatura não teria valor algum se não tivesse reconhecida por tabelião.
A conclusão dessa história: não pude me associar ao sócio-torcedor, pois seria obrigado a me associar em um plano que não me interessa e continuo (e continuarei) sem pagar minhas mensalidades de sócio do clube. Além disso, iria fazer um plano igual para presentear um tio que faria aniversário no sábado. Detalhe: esse meu tio é sócio remido! Mesmo assim, ele também seria obrigado a pagar R$ 50,00 ou R$ 100,00, e não R$ 25,00, como qualquer torcedor comum do Remo. Incrível! Me parece que o Remo é um clube rico, sem dívidas, que pode se dar ao desfrute de abdicar de valores que seriam pagos e entrariam sem bloqueios da Justiça do Trabalho e de não fazer nenhuma questão de atrair seus sócios.
Meu amado clube está entregue a uma corja de incompetentes, que só sabem dilapidar o patrimônio do clube, sem qualquer capacidade para gerir os recursos financeiros. Depois deste episódio, concluí que este projeto sócio-torcedor está fadado ao fracasso, pois o clube prefere abrir mão de novos associados a corrigir uma idéia equivocada dos idealizadores do projeto; concluí ainda que a venda do Baenão será desastrosa mesmo. O dinheiro vai todo pelo ralo.

(Tiago Silva Guimarães – OAB/PA nº. 11357)

Copa BR: Remo deve manter ingresso a R$ 30,00

Informações atribuídas a Júlio Lima, ligado à diretoria do Remo, dão conta que o clube encomendou ingressos no valor de R$ 30,00 (arquibancadas) para o jogo de quinta-feira contra o Santos. Diante do insucesso no primeiro Re-Pa da decisão e o risco de debandada da torcida, surgiu o impasse: manter a entrada em R$ 30,00 ou baixar para R$ 20,00. Segundo o próprio Lima, a tendência é manter o preço dos ingressos já confeccionados.