Para The Times, Maradona foi melhor que Pelé

Era só o que faltava. Independente das conquistas, gols marcados e talento inquestionável do Rei Pelé, os ingleses do jornal The Times elegeram o argentino Maradona como o melhor jogador da história das Copas. Explicando a escolha, o jornal atribuiu o título a Dieguito pelo jogo entre Argentina e Inglaterra, na Copa de 1986, no México. Na ocasião, ele fez um gol com a mão, a famosa “Mano de Dios” (video abaixo), além de ter feito fila no time inglês antes de driblar o goleiro e anotar o gol da vitória.
Apesar de ter conquistado três Copas e marcado 1.287 gols na carreira, Pelé ficou em segundo lugar na eleição. Os ingleses alegam que o jogador tricampeão mundial pelo Brasil é mais lembrado em Copas pelos gols que deixou de fazer. Entre as chances perdidas por Pelé, o jornal relembra o cabeceio defendido pelo goleiro Gordon Banks em 1970, além do chute para fora após o drible de corpo dado no arqueiro do Uruguai, no mesmo mundial. Devem ter esquecido os golaços marcados pelo Rei, aos 17 anos, na Copa de 1958.
Na sequência da lista o jornal inglês coloca Beckenbauer, Giuseppe Meazza (que dá nome ao estádio dividido por Milan e Internazionale) e Gerd Müller. Mané Garrincha é o sexto colocado, seguido por Johann Cruyff e depois por Ronaldo, maior artilheiro na história dos mundiais com 15 gols marcados. (Com informações de Lancenet, Folha SP e AFI)

1. Maradona (Argentina)

2. Pelé (Brasil)

3. Franz Beckenbauer (Alemanha)

4. Giuseppe Meazza (Itália)

5. Gerd Müller (Alemanha)

6. Garrincha (Brasil)

7. Johan Cruyff (Holanda)

8. Ronaldo (Brasil)

9. Bobby Moore (Inglaterra)

10. Ferenc Puskas (Hungria)

Giba é o novo técnico do Remo

Giba foi anunciado, no começo da noite, como o novo técnico do Remo em substituição a Sinomar Naves. Ele tem chegada prevista para quarta-feira e vai ver das cabines o time jogar contra o Ananindeua na abertura do returno. O diretor Abelardo Sampaio admite que talvez não dê tempo de inscrever novos reforços que o clube está buscando. Antonio Gilberto Maniães, 48 anos, é professor de educação física e técnico formado pela PUC Campinas.

Como treinador, dirigiu os seguintes times:

1996-1997: Valinhos-SP
1997-1998: Paulista-SP
1998-1999: CSA-AL
1999-2000: São Carlense-SP
2000-2001: Santos-SP (Juniors)
2001-2002: Etti Jundai-SP
2002: Gama-DF
2003: Guarani-SP
2003-13/02/2004 : Koweit Sporting Club (Koweit)
23/02/2004-23/01/2005: Atletico Sorocaba-SP
26/03/2005-01/03/2006: Portuguesa-SP
02/03/2006-07/05/2006: Santa Cruz-PE
24/08/2006-21/02/2007: Remo-PA
03/05/2007-11/06/2007: Sport Recife-PE
18/08/2007-09/10/2007: São Caetano-SP
02/02/2008-11/04/2008: Paulista FC-SP
12/04/2008-13/06/2008: Ipatinga-MG
25/05/2009-17/08/2009: Fortaleza-CE
28/02/2010: Rio Branco-SP

Títulos como treinador:
1996 Campeão Paulista Série B – Paulista -SP   
1997 Campeão da Taça São Paulo de Futebol Jr. – Paulista -SP  
1998 Campeão Alagoano – CSA     
2001 Campeão Brasileiro Série C – Paulista -SP   
2001 Campeão Paulista Série A2 – Paulista -SP

Sinomar sai; Giba e Davino cotados

“Depois do empate por 3 a 3 no Re-Pa e a conseqüente perda do 1º turno do Campeonato Paraense, o departamento de futebol do Clube do Remo anunciou a saída de Sinomar Naves do comando azulino. Sinomar assumiu o Remo em  maio  de 2009”. Esse foi o curto comunicado da Assessoria de Comunicação do Remo, anunciando a demissão do técnico Sinomar Naves, ao meio-dia desta segunda-feira, 22.

Agora à tarde, a diretoria deve confirmar a contratação do novo técnico. Os mais cotados são Giba e Roberval Davino, que já treinaram o Remo em outras oportunidades.

Coluna: O clássico em 12 passos

Algumas observações sobre o sensacional Re-Pa final, a conquista do Paissandu e o desempenho de cada time ao longo do primeiro turno.
1. O Paissandu começou a ganhar a fase inicial do campeonato quando solucionou a falta de talento no meio-campo, evidente nas primeiras seis rodadas. Nesse sentido, a contratação de Fabrício e Tiago Potiguar foi providencial e Charles soube utilizá-los, explorando o que têm de melhor: velocidade e passe.
2. No sentido inverso, o Remo, dono da melhor campanha, entregou o turno porque não se deu conta da queda de produção do time a partir da semifinal (contra o S. Raimundo) e nos confrontos finais.
3. Charles teve o mérito de definir uma escalação e apostar suas fichas nela. Recuperou Didi, prestigiou Tácio e fixou Leandro e Paulão na zaga.
4. Sinomar tinha um time envelhecido nas mãos e não providenciou alternativas mais jovens para compensar. Confiou em dois laterais fracos, Índio e Paulinho, além de insistir com Fabrício Carvalho no meio-campo.
5. Charles não se deixou impressionar pela profusão de contratações – média de uma por dia na Curuzu. Concentrou-se no que interessava: entrosar o time desde a semifinal em Tucuruí.
6. Sinomar especializou-se em trocas equivocadas, quase sempre desmontando seu setor de criação. Sua substituição preferida foi trocar Gian ou Vélber por Samir, lançando este na posição errada, como meia. Samir teve boas atuações como segundo atacante.
7. Charles se destacou por prestigiar seus melhores jogadores caseiros, como Moisés e Allax.
8. Sinomar efetivou Héliton, mas valorizou em excesso jogadores recém-contratados e fora de forma, como o meia Otacílio, em detrimento de boas alternativas domésticas, como Marlon e Diego Azevedo.
9. O primeiro jogo da final decidiu a parada. Charles percebeu que era o jogo-chave da decisão e se armou adequadamente para vencê-lo. Venceu. O Remo fracassou por ter confiado num favoritismo que só já existia no papel e na cabeça de alguns corneteiros empolgados. Como não se preparou para vencer, perdeu.
10. No meio da semana, o Paissandu encarou o Palmeiras com disposição, sem medo. Perdeu por 2 a 1. O Remo, cauteloso (três volantes) demais diante do Santos de Neymar, caiu de quatro. Os resultados desiguais influíram no estado de espírito dos times para a finalíssima.  
11. Ontem, precisando vencer por dois gols de diferença, o Remo conseguiu fazer 2 a 0 em 25 minutos, mas não teve fôlego para manter o pique inicial. Cansado e lento, pouco pressionou no segundo tempo e acabou cedendo o empate.
12. O Paissandu, surpreendido com os dois gols do Remo ainda no 1º tempo, se manteve tranqüilo e usou seus principais trunfos – Fávaro, Sandro, Tiago e Moisés – para assegurar o resultado que lhe interessava. Coisa de time amadurecido e senhor de suas próprias forças. Título incontestável. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 22)

Diretoria ainda vai decidir sobre Sinomar

A diretoria do Remo vai reunir nesta segunda-feira, à tarde, para decidir sobre a permanência ou não de Sinomar Naves no comando técnico. Pelas reações pós-jogo, o mais provável é que o treinador seja afastado. Giba e Roberval Davino são as opções para substituí-lo. Ainda no Mangueirão, o diretor Abelardo Sampaio anunciou a contratação do atacante Landu e do volante Ditão. Ainda serão contratados dois laterais e um atacante de área.