Paissandu vence a primeira no returno

O Paissandu conquistou sua primeira vitória no returno, na noite deste sábado, na Curuzu, passando pelo Santa Rosa por 2 a 0. Moisés e Bruno Rangel marcaram os gols. No primeiro tempo, o Santa Rosa foi muito mais presente no ataque, pressionando através de Marcelo Dias e Kevson, mas falhando muito nas finalizações. Em ritmo cadenciado, o Paissandu pouco se arriscou em jogadas ofensivas. Limitava-se a tentativas com Potiguar e Moisés, quase sempre explorando contra-ataques, mas sem resultado prático. O estado do gramado, muito castigado pela chuva, contribuiu para a baixa qualidade técnica da partida.

A pálida presença do meia William em lugar de Fabrício contribuiu para a fraca produção de jogadas no meio-campo. Anunciado pelos dirigentes como grande reforço (teria sido eleito o melhor jogador do campeonato catarinense), o armador mostra-se lento e ainda muito desentrosado com o restante da equipe. Em alguns momentos, chegou a ser chamado às falas pelo volante Tácio, pela pouca participação nas jogadas em frente à área do Santa Rosa. Cercado por Catita e Ricardo Capanema, teve presença nula na partida e ainda atrapalhou Didi num cruzamento feito por Flávio Medina no final do primeiro tempo.   

No segundo tempo, um chute forte de Elias quase surpreendeu o goleiro Ney, que espalmou a bola. Antes de sair pela linha de fundo, a bola ainda raspou na trave. Moisés e Didi tentavam de vez em quando tabelar para vencer a dupla George e Bironga, mas sem sucesso. O próprio Potiguar, que correu muito no primeiro tempo, sumiu do jogo na etapa final.

Diante da má atuação de William, Charles pôs Marquinhos em seu lugar. Até o veterano Sandro, normalmente correto nos passes e na cobertura, andou se enervando com a atuação do time. E tratava de descarregar no árbitro Cláudio Lima, reclamando acintosamente de qualquer marcação desfavorável ao Paissandu. 

Para dar mais poder de fogo ao ataque, Charles tirou Didi e lançou Bruno Rangel. Aos 14 minutos, Marquinhos acertou uma bicicleta, defendida com dificuldades pelo goleiro Evandro. Logo em seguida, aos 24 minutos, surgiu o gol do Paissandu. Álvaro cobrou falta ao lado da área, o goleiro falhou e Moisés apareceu para tocar de cabeça para o fundo das redes.

O Santa Rosa saiu em busca do empate, mas foi o Paissandu que voltou a balançar as redes. Aos 32, Moisés caiu pela direita e cruzou rasteiro para a finalização de Rangel, que entrava em velocidade à altura da pequena área. A renda foi de R$ 24.590,00, com público de 1.776 pagantes (605 credenciados). (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Lula diz ser vítima de má-fé da mídia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem duros ataques à atuação de TVs e jornais, no mesmo tom crítico adotado na crise política de 2005 e na campanha pela reeleição em 2006. Ele acusou a imprensa de agir de “má-fé” e dar informações erradas sobre o governo. “Se daqui a 30 anos alguém tiver que fazer alguma história do Brasil e tiver que ler alguns tabloides, vai estudar muita mentira”, disse, comparando os periódicos brasileiros aos jornais sensacionalistas de Londres.

Ao participar de evento de divulgação do programa Territórios da Cidadania, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Lula reclamou especialmente do noticiário recente sobre suas viagens e inaugurações de obras. “É triste quando as pessoas têm dois olhos bons e não querem enxergar e têm a oportunidade de escrever a coisa certa e escrevem errado”, disse.

Até ontem, as críticas de Lula à imprensa no segundo mandato tinham sido mais brandas do que as feitas nos quatro primeiros anos de governo. Ele agora elevou o tom, na avaliação de assessores, porque os jornais e TV’s, neste começo do processo de sucessão, teriam acabado com a trégua, recorrendo a notícias “erradas” e “contra” o governo. O presidente, no discurso de ontem, disse que estava fazendo o desabafo para o noticiário não piorar ainda mais.

“Se você se acovardar, eles (jornais) vêm para cima. Se tem uma coisa que não temos que ter é vergonha do que fizemos neste país”, afirmou. Ele reclamou, em especial, da cobertura das inaugurações de obras. “Esses dias eu fiquei triste. Inaugurei duas mil casas e não vi uma nota no jornal. Mas, quando cai um barraco, eles dizem que caiu uma casa”, disse. “É uma predileção pela desgraça.” (Da Agência Estado)

The good times are back!

As coisas começam a voltar ao normal na F-1. Michael Schumacher, no estilo desassombrado que o consagrou e com a autoridade de maior vencedor da história da categoria, deu uma encarada firme em Fernando Alonso e Lewis Hamilton, nesta madrugada, durante os treinos para o GP da Austrália, em Adelaide. Tudo por causa do tráfego na pista durante as voltas classificatórias (Vettel conquistou a pole). Schumacher foi direto a Alonso (foto) para cobrar explicações por ter impedido sua passagem numa volta rápida quando o piloto da Ferrari só aquecia o carro. O alemão, que ficou em sétimo lugar no grid de largada, também reclamou de uma fechada de Lewis Hamilton.

Ficha técnica: Paissandu x Santa Rosa

PAISSANDU x SANTA ROSA

Local – Estádio da Curuzu, às 18h

Paissandu – Ney; Flávio Medina, Leandro Camilo, Paulão e Álvaro; Tácio, Sandro, Potiguar e Fabrício; Moisés e Didi. Técnico: Charles Guerreiro.

Santa Rosa – Evandro; Wanderlan, George, Bironga e Johnny; Catita, Ricardo Capanema, Marclécio e Kevson; Marcelo Dias e Elias. Técnico: Luiz Ramos.

Árbitro – Cláudio Lima; assistentes – Márcio Gleidson Dias e João José Azevedo.

Ingressos – R$ 20,00 (arquibancada), R$ 10,00 (meia), R$ 30,00 (cadeira lateral), R$ 40,00 (cadeira central).

Na Rádio Clube – Cláudio Guimarães narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens: Dinho Menezes.

Renato Russo, 50 anos neste sábado

Por Fernanda Catania & Patrícia Colombo – da Rolling Stone

Neste sábado, 27, os fãs da Legião Urbana têm mais um motivo para relembrar a banda. Esta é a data em que Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo, completaria 50 anos. Quase 15 anos após a morte do cantor, a banda, que acumula cerca de 14 milhões de álbuns vendidos, ainda é lembrada como uma das mais importantes do rock nacional – e Renato como um compositor ímpar, com letras que marcaram gerações e que até hoje mantém um fiel séquito de fãs e admiradores.

Nascido no Rio de Janeiro, Renato Russo passou grande parte de sua vida em Brasília, local onde a Legião foi formada. O cantor morreu cedo, em 1996, aos 36 anos, em decorrência de complicações de saúde por conta do HIV. Logo após sua morte, os outros dois integrantes do grupo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, anunciaram o fim oficial da Legião Urbana.

Aos 13 anos, o cantor, junto à sua família, deixou o Rio em direção a Brasília. A contextualização da trajetória de Renato Russo com a cidade foi retratada na biografia Renato Russo – O Filho da Revolução, do jornalista Carlos Marcelo Carvalho, lançada no ano passado. O fato de Renato ter nascido no mesmo ano em que Brasília foi inaugurada atraiu o autor, que decidiu então elaborar o livro, fruto de nove anos de pesquisa e mais de 100 entrevistas. “Renato era um símbolo de um processo muito intenso que aconteceu no Brasil na segunda metade do século XX. Isso era muito simbólico, mas nada teria importância se ele não tivesse refletido esse aspecto nas suas letras, especialmente na primeira fase da Legião”, disse o autor, em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil.

LEIA UM TRECHO da biografia Renato Russo – O Filho da Revolução.

O amigo, guitarrista e ex-parceiro de banda, Dado Villa-Lobos, concorda com o jornalista em relação às composições do Renato. Para Dado, “a força que suas canções atingiram é o maior legado” deixado pelo cantor. “Ele conseguiu fazer com que as pessoas cantassem músicas que têm Camões e a Bíblia na mesma letra. Sem contar o privilégio que é poder ouvir aquela voz”, relembra.

A primeira formação da Legião Urbana contou com Renato (que além de cantar, também atuava como baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista). Dado Villa-Lobos entrou em 1983, quando Paulista e Paraná saíram. O baixista Renato Rocha entrou no mesmo ano em que Dado, deixando a banda no lançamento do quarto álbum, As Quatro Estações, em 1989 – considerado o maior sucesso da Legião, tendo alcançado a marca de 1,8 mi de cópias vendidas.

O legado dos treze álbuns lançados pela banda – oito de estúdio, três ao vivo e duas coletâneas -marcou a música brasileira, com composições, em geral, de autoria do vocalista. Entre os maiores sucessos estão “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica”, “Ainda É Cedo”, “Pais e Filhos”, “Será” e “Índios”, para citar apenas alguns.

Para celebrar os 50 anos de Renato Russo, a EMI lança neste sábado o álbum Renato Russo: Duetos. O CD, idealizado por Marcelo Fróes, com o aval da família Manfredini, traz 15 gravações de Renato com amigos e pessoas de seu convívio. Também neste sábado, Dado e Marcelo irão tocar sucessos da Legião Urbana no programa Altas Horas, exibido pela Rede Globo. Rogério Flausino, Dinho Ouro Preto, André Gonzáles, Catatau e Toni Platão são os cantores convidados para se juntar à dupla.

Pensata: O mundo bizarro de José Serra

Por Leandro Fortes

Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor.

Este professor que carrega o PM ferido é um quadro da arte absurda em que se transformou um governo sustentado artificialmente pela mídia e por coronéis do capital. É um mural multifacetado de significados, tudo resumido numa imagem inesquecível eternizada por um fotojornalista num momento solitário de glória.

Ao desprezar o movimento grevista dos professores, ao debochar dos movimentos sociais e autorizar sua polícia a descer o cacete no corpo docente, José Serra conseguiu produzir, ao mesmo tempo, uma obra prima fotográfica, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff.

Inesquecível, Serra, inesquecível.

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A policial militar ferida por uma paulada no rosto – segundo nota oficial da Polícia Militar publicada neste sábado -, durante manifestação dos professores em São Paulo foi socorrida por um policial militar à paisana. A informação é da mesma nota oficial da Policia Militar . Terra Magazine questionou a assessoria da PM se o policial em questão, que aparece barbudo na foto, não seria do Serviço Reservado, leia-se secreto. Questionamento esse por que não se conhece policiais militares que trabalhem com barba.

A resposta da policial que atendeu ao telefone na assessoria é vaga quanto ao setor em que trabalha o policial que prestou socorro: “Não estou autorizada a dar mais informações”. Terra Magazine indagou sobre o motivo de o policial estar à paisana no local da passeata.

Na resposta da assessora da PM, uma primeira pista: “Era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação”. Portanto, mais um sinal de que o jovem policial barbado trabalha para o Serviço Reservado da PM, que rotineiramente acompanha manifestações do gênero. A assessoria solicitou que as perguntas fossem enviados por email. Estas foram enviadas e Terra Magazine aguarda resposta no decorrer desta tarde de sábado.