Troféu Irmãos Cara de Pau

Em nota divulgada neste domingo, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e o vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM), negam participação no suposto esquema de pagamento de propina para parlamentares da base aliada do governo na Câmara Legislativa do DF. Na nota, os dois afirmam que foram vítimas de um “ato de torpe vilania” e se mostram “indignados” com as acusações. Arruda e Octavio afirmam que Durval Barbosa – ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal que gravou as imagens flagrando integrantes do governo recebendo propina – agiu de forma “capciosa e premeditada”, apresentando uma “versão mentirosa” dos fatos. (Do Folhaonline)

S. Paulo vê chances mínimas e joga a toalha

Vejo no Sportv entrevista em que o atacante Washington ainda se mostra esperançoso em buscar o título. Mas o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, mais realista, não acredita mais na possibilidade. No entanto, mesmo na quarta colocação, o dirigente garante que o Tricolor terá postura séria diante do Sport, na última rodada. “Acabou. A chance é nenhuma, apesar de existirem as bruxas. O Internacional tem uma vitória a mais e jogará em casa contra o Santo André. Mas vamos jogar com empenho”, afirmou. (Com informações da ESPN)

Brasileiro: as chances de cada um

Foi a rodada dos sonhos do Flamengo. Tudo deu certo. Venceu seu jogo e o São Paulo perdeu em Goiânia. Com isso, ficou a uma vitória de quebrar o jejum de 17 anos sem ganhar o Campeonato Brasileiro. Mas, pela primeira vez desde que a competição passou a ser disputada em pontos corridos, em 2003, quatro times chegam com chances de título à última rodada. Com a vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians, em Campinas, o Fla depende apenas de uma vitória sobre o Grêmio, no Maracanã, para chegar aos 67 pontos e conquistar o sexto título de sua história (oficialmente, o quinto, já que a CBF não reconhece a conquista de 1987).

Se não ganhar do Grêmio, no entanto, o Flamengo terá de secar três rivais. O time já está classificado para a Libertadores da América, mas o título seria muito difícil. O Inter, após vencer o Sport por 2 a 1, de virada, assumiu a vice-liderança e praticamente se garantiu na Libertadores. Para ser campeão, o Inter precisa vencer o Santo André na última rodada e, ironicamente, torcer para o arquirrival Grêmio não perder do Fla no Maracanã.

O Palmeiras assumiu a terceira colocação ao ganhar do Atlético-MG por 3 a 1 no Palestra Itália, com direito a gol antológico de Diego Souza do meio do campo. Também com 62 pontos, mas uma vitória a menos do que o Inter, o Palmeiras, para ser campeão, tem que ganhar do Botafogo na última rodada e torcer por tropeços de Fla e Inter. Para ir à Libertadores, basta um empate no Rio. Se perder do Botafogo, no entanto, o Palmeiras dependerá ou de uma derrota do S. Paulo para o Sport ou então de um tropeço do Cruzeiro contra o Santos, na Vila Belmiro.

O S. Paulo, com 62 pontos, caiu de primeiro para quarto com a derrota de 4 a 2 para o Goiás. Para ir à sétima Libertadores seguida, ainda depende de um empate contra o Sport no Morumbi no domingo. Se perder, dependerá de um tropeço do Cruzeiro. Para ser campeão e chegar à quarta taça consecutiva, o S. Paulo precisa de um milagre. Tem que ganhar do Sport, torcer por derrota do Flamengo e tropeços do Inter e do Palmeiras. Se o Flamengo empatar, o S. Paulo teria de ganhar dos cariocas no saldo, fazendo três gols para cima do Sport. Ainda tem o Palmeiras na mistura, com um saldo de três gols a mais do que o São Paulo. O Cruzeiro, quinto na tabela, ainda sonha com uma vaga na Libertadores. Precisa ganhar do Santos na Vila e contar com derrota ou do São Paulo ou do Palmeiras.

Rebaixamento

Sport e Náutico, que perdeu por 5 a 3 para o Santo André, já estão rebaixados para a segunda divisão. O Santo André ainda respira por aparelhos para se salvar: tem que ganhar do Inter na última rodada, no Beira-Rio, e torcer por derrotas do Botafogo (contra o Palmeiras, no Rio) e do Coritiba (contra o Fluminense, em Curitiba).

O Botafogo, com 44 pontos, depois da derrota (0 a 2) para o Atlético-PR, entrou na zona de rebaixamento, mas ainda depende só de si, de uma vitória sobre o Palmeiras, para se salvar. Se perder, estará na segunda divisão. Se empatar, o Botafogo só consegue evitar a queda em caso de vitória do Flu sobre o Coritiba. O Coritiba, também com 44 pontos, depende de uma vitória simples sobre o Fluminense, em casa, para não cair. Caso empate ou perca, terá de torcer para que o Botafogo não faça um resultado melhor do que o seu.

O Flu, por fim, chegou aos 45 pontos e saiu da zona de rebaixamento. Um empate no Couto Pereira acaba de vez com o fantasma da Série B. Se perder do Coritiba, no entanto, o Fluminense terá de torcer para que o Botafogo não vença o Palmeiras no Engenhão. (Com informaçõeos da ESPN)

Remo fica no empate em Breves: 2 a 2

O Remo escapou de uma derrota, na tarde deste domingo, em Breves, conseguindo já nos acréscimos o gol de empate contra a seleção da cidade. Marlon abriu a contagem para o Remo logo a 1 minuto de jogo. Jedílson empatou para Breves aos 10 do segundo tempo. Jussa desempatou aos 17 e Hellinton, aos 50, deu números finais ao amistoso. A partida marcou a estréia dos novatos Danilo, Fabrício Carvalho e Samir na equipe dirigida por Sinomar Naves. (Com informações da Rádio Clube)

Independente, líder 100% do Parazão

Com um gol de Cristiano Tiririca aos 20 minutos do segundo tempo, o Independente derrotou o Castanhal, em Tucuruí, e assumiu a liderança da primeira fase do Parazão, com 9 pontos. É o único time com campanha 100% no torneio. Já o Cametá goleou o Vila Rica por 5 a 0 e assumiu a vice-liderança, com cinco pontos ganhos. A Tuna, que também goleou o Bragantino, por 4 a 0, no Souza, é a terceira colocada. O placar cruzmaltino foi construído com gols de Cássio e Rodriguinho (3). (Com informações da Rádio Clube)

Resultados da terceira rodada:

Sport Belém 2 x 0 Ananindeua 
Vila Rica 0 x 5 Cametá 
Time Negra 0 x 0 Santa Rosa 
Tuna 4 x 0 Bragantino 
Independente 1 x 0 Castanhal 
         
Classificação: 
1º – Independente, 9 pontos 
2º – Cametá, 7 
3º – Tuna, 6 (saldo=4) 
4º – Ananindeua, 6 (saldo=0) 
5º – Santa Rosa, 4
6º – Sport Belém, 4 
7º – Time Negra, 4 
8º – Castanhal, 3 
9º – Bragantin0, 0  
10º – Vila Rica, 0

Tribuna do torcedor

Por Luciano Gomes – luckvg@gmail.com

Como é nítido e ridículo o interesse de muita gente em ver o Flamengo campeão a qualquer custo: tem emissora global que não esconde, a arbitragem é condescendente com as faltas cometidas pelos zagueiros e volantes do mengo e tem até jogador de times rivais também torcendo como é o caso do Ronaldo Fenômeno que declarou querer ver o time rubro negro levantar o troféu. Foi um Brasileiro emocionante, porém muito fraco com apenas um ou dois jogadores de destaque. Na minha opinião somente o sérvio Petkovic, o Hernanes e o próprio Ronaldo são destaques, o resto é um amontoado de jogadores medianos. No jogo de hoje contra o Corinthians ficou clara a intenção do árbitro Rogério Romam em prejudicar o combalido Timão, distribuindo cartões à vontade para o time paulista, já com o Flamengo o mesmo usou um critério diferenciado, pois não economizou com os amarelos aos jogadores corintianos e deu também um vermelho pro Chicão, permitiu a dupla de volantes do Fla matar jogadas a vontade na entrada da área e fingiu não enxergar um traço de jiu-jitsu (agarrou e jogou no chão) do Ronaldo Angelim em Jorge Henrique. O penal marcado pelo árbitro foi discutível pois um lance parecido já havia acontecido no primeiro tempo com o Fenômeno. Felipe fez o que deveria fazer na minha opinião: entregar de vez o gol já que todos querem assim (apesar de ser anti-ético)… Espero que nos próximos Brasileiros a coisa seja revista e tenhamos campeonato na bola e no gramado.

Só um brasileiro disputa a Bola de Ouro

O Brasil tem agora apenas um representante entre os jogadores que concorrem ao tradicional prêmio Bola de Ouro, concedido pela revista “France Football”. Neste domingo, a publicação francesa revelou a lista dos dez finalistas, e o meia Kaká foi o único brasileiro a permanecer de uma relação anterior de 30 nomes, divulgada no mês passado. Além do jogador do Real Madrid, o português Cristiano Ronaldo, vencedor no ano passado e companheiro de Kaká no time madrilenho também está na lista. No entanto, o grande favorito a ficar com o prêmio é mesmo o argentino Lionel Messi, que tem a companhia de mais três atletas do Barcelona entre os dez finalistas.

Junto de Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi, também estão na lista Zlatan Ibrahimovic, Andrés Iniesta e Xavi, todos do Barcelona, Didier Drogba, do Chelsea, Samuel Eto’o, da Inter de Milão, Steven Gerrard, do Liverpool, e Wayne Rooney, do Manchester United. Antes, os brasileiros Luís Fabiano e Júlio César também estavam entre os indicados. Dos finalistas, apenas Cristiano Ronaldo e Kaká já ganharam o prêmio. O meia ficou com a Bola de Ouro em 2007, quando ainda atuava pelo Milan.

Além de Kaká, outros três brasileiros já foram premiados. Ronaldo Fenômeno saiu vencedor em 1997 e 2002, enquanto Rivaldo ganhou em 1999 e Ronaldinho Gaúcho foi o melhor em 2005. O vencedor da Bola de Ouro de 2009 será revelado na próxima terça-feira. Caso Messi confirme o favoritismo e saia vencedor, será a primeira vez que um jogador argentino fica com o prêmio. (Da ESPN)

“Brega S. A.”, segundo seu realizador

Por Ismael Machado

Entre algumas tribos roqueiras de Belém, capital do Pará, o nome de Vladimir Cunha (http://twitter.com/vcunha) é pronunciado quase que com um rosnado. De traidor a oportunista, ele já foi acusado de quase tudo pelos roqueiros da cidade. Tudo porque Vlad ousou dizer que o rock de Belém é uma espécie de ‘zumbi que se arrasta pela cidade’, numa resenha para a revista Rolling Stone.

Como se não bastasse, ele e Gustavo Godinho empreenderam uma cruzada pelo território das festas de aparelhagens em Belém. Saíram de lá com o documentário “Brega S.A.” que, entre outras coisas, mostra como os produtores do tecnobrega, o ritmo eletrônico da periferia de Belém, aprenderam com muito mais propriedade a lição do ‘faça você mesmo’, herdada dos punks. Nesse mercado não há espaço para gravadoras ou coisas do gênero. A música é feita num quartinho qualquer, copiada, levada para o camelô, que a pirateia, depois segue para as aparelhagens e a festa começa. Os músicos vivem dos shows. Sem atravessador.

O documentário “Brega S.A.” capta esse momento revolucionário do mercado musical em Belém e mostra que o futuro já começou. E ele passa por essa relação entre artista-camelô. A pirataria se torna aliada, não inimiga. O documentário já foi exibido na MTV e está disponível para download gratuito no http://www.greenvision.com.br/brega.  É sobre a produção desse documentário, que já está disponível também em bancas de camelôs na cidade, que Vlad Cunha fala para o Scream & Yell. 

Qual foi o olhar que vocês pretenderam lançar sobre o brega? O que o diferencia de outros olhares?
Eu não sei se o nosso olhar é diferente dos outros, mas o filme não é exatamente sobre o tecnobrega e sim sobre o modo de produção dele e sobre a estrutura de produção, divulgação, distribuição e venda que o cerca. Para a gente a questão da informalidade no centro da cidade, os problemas socioeconômicos de Belém e a relação das pessoas com a música são tão importantes quanto as festas e a musica em si. Então assim, por conta disso, tem algumas coisas que a gente descartou logo de cara, tipo contar a história das aparelhagens ou a história do brega em Belém. Isso para a gente não interessou muito, tanto que ela aparece apenas como explicação para que as pessoas possam entender de onde veio o tecnobrega e as aparelhagens. Preferimos tratar o tecnobrega com um fenômeno fechado dentro de si mesmo e mostrar todas as suas ramificações musicais, culturais e socioeconômicas.

Como tu avalias esse formato de criação, difusão e distribuição da música em relação ao atual mercado discográfico?
A indústria musical é falida, né? É produto de um sistema auto-indulgente, meio paquidérmico, que não percebeu que estava cavando a própria cova. Basta ver que, diferente dos anos 90, os grandes projetos musicais não são mais bancados por gravadoras e sim por corporações. Como o dinheiro do ‘jabá’ sumiu, quem agora financia a carreira dos artistas são as corporações. E aí tu tem uma marca de refrigerante produzindo programa musical, telefonia celular bancado ‘reality show’ com banda e etc. Por outro lado, não acredito que o sistema criado pelos artistas de tecnobrega seja a saída. Acho que ele é um sistema possível de ser aperfeiçoado. Até porque, na maioria das vezes, o artista não se beneficia em nada da pirataria. Tem artista de tecnobrega que grava uma musica de brincadeira, estoura na pirataria, mas não tem grana pra montar uma banda e ganhar dinheiro com show. E às vezes não tem nem repertório, só uma musica que estourou.

Então essa formula produção musical + divulgação na pirataria = grana com shows, muitas vezes não funciona. Por isso eu acho cedo demais para sair soltando foguete apontando a pirataria como o grande salvador da indústria musical. Até porque nem todo mundo pode fazer parte dessa formula. Imagina os Beatles, uma banda que lançou seus melhores discos quando não fazia mais shows. Como eles sobreviveriam hoje? Ou mesmo projetos feitos exclusivamente para o formato LP ou CD, como os discos de dub do Billlaswell, o Steely Dan a partir do meio dos anos 70 ou o Gorillaz?

Não dá para dizer que essa fórmula seja aplicável a todos ou que seja a única solução possível. Por outro lado, a pirataria democratizou a informação e a cultura nas classes C e D de uma maneira que seria impensável há dez anos. Isso é fantástico, saber que um comerciário, uma doméstica, um pedreiro… que essas pessoas, por causa da pirataria, agora tem poder de escolha, que podem ver o filme que quiser, comprado a 3 reais, no DVD player parcelado em 12 vezes na Yamada, saca? Saber que essas pessoas não são mais vítimas da monocultura, que tem poder de escolha, ainda que sob um viés meio torto. Porque ninguém pensou no peão de banho tomado que juntava seu dinheirinho e ia ver “Stallone Cobra” no Iracema por um preço que ele podia pagar e que ficou desamparado quando os cinemas saíram da rua e foram para os shoppings, cobrando um preço proibitivo para quem vive de salário mínimo. Nenhuma loja de CD ou DVD fez seu mea culpa admitindo que 40 reais num CD ou 70 num DVD era um absurdo. Obviamente as pessoas tem vontade de consumir cultura e entretenimento. E como não podiam pelas vias oficiais, encontraram na informalidade o seu grande aliado.

(Trecho de matéria postada no blog Scream & Yell 2.0)