Os bons companheiros

0,,32916103-EX,00

Do G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou na noite desta segunda-feira (9) ao discursar em homenagem ao vice-presidente da República, José Alencar. Alencar recebeu em São Paulo os títulos de presidente emérito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Ordem do Mérito Industrial. O evento reuniu quatro potenciais candidatos à sucessão presidencial: a  ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, o governador de São Paulo, Jose Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves e o deputado federal Ciro Gomes.

Lula disse que Alencar foi uma espécie de “fundo garantidor” de que ele precisava e fez uma brincadeira com a possibilidade de um terceiro mandato. “Além disso, nestes sete anos de convivência, que poderia ser mais se o pessoal quisesse… Nós dois até que aguentaríamos mais cinco anos de batalha”, brincou o presidente.

“Foi uma dádiva de Deus ter te encontrado”, disse Lula a Alencar, em tom solene, para logo em seguida brincar: “A gente devia ter se encontrado antes. Aí quem sabe eu não teria perdido tantas eleições”. Lula também disse que partiu dele próprio a ideia de convidar Alencar para ser seu vice em 2002. “E o PT me aceita?” teria perguntado Alencar. Lula conta que respondeu sim. “Eu é que estava aceitando. No meio da campanha, o pessoal que criticava gostava mais dele (Alencar) do que de mim”, disse Lula.

O presidente também disse que ele e Alencar  bebem e conversam como amigos. “Não são poucas as vezes que tomando um gole a gente fala da vida e começa a chorar”, disse o presidente. Para o presidente ex-sindicalista, o empresário José Alencar, às vezes se posiciona à sua esquerda. “Nós não temos divergências, somos companheiros, fazemos aquilo que entendemos que precisa ser feito. Ele é um pouco mais à esquerda do que eu. Eu virei um sindicalista mais conservador e ele um empresário mais esquerdista”, afirmou Lula. “Eu penso que foi bom para mim, foi bom para ele e foi bom para o Brasil.”

 

Simon na marca do pênalti

66f91bb3-3d39-368f-8c9e-c6644f1f7da4

Momentos após o anúncio da CBF de que o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon está afastado do restante do Campeonato Brasileiro, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou em entrevista, na tarde desta segunda-feira, que vai mover uma ação contra o juiz. De acordo com o dirigente, houve perdas e danos na arbitragem de Simon e ato intencional de prejuízo a um dos clubes que disputavam o torneio. (Da ESPN)

 

Flu protesta contra árbitro portenho

Portal Terra

O Fluminense protestou “veementemente”, em carta enviada neste domingo à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), pela designação do árbitro argentino Héctor Baldassi para a partida de ida das semifinais da Copa Sul-Americana, contra o Cerro Porteño. Apesar dos protestos, a Conmebol confirmou nesta segunda-feira que Baldassi será o árbitro do confronto, marcado para a próxima quarta em Assunção.

O presidente do tricolor carioca, Roberto Horcades, argumenta na carta que Baldassi teve “várias atuações desastrosas contra clubes brasileiros nos últimos dois anos”, o que teve influência “decisiva” nos resultados. Também acusa o argentino de cometer “erros gravíssimos” na partida de volta da final da Copa Libertadores de 2008, quando o Fluminense perdeu o título para a LDU nos pênaltis.

Não é por nada, não, mas o árbitro ideal para o Flu seria Carlos Eugênio Simon.

Câmara derruba projeto de privatização da água

Uma grande mobilização dos partidos de oposição derrotou, na manhã de hoje, o prefeito Duciomar Costa na Câmara de Belém. Por 22 votos a favor, dois contra e duas abstenções, o plenário da CMB aprovou emenda supressiva ao artigo 1º do projeto de lei oriundo do Executivo que dispõe sobre a prestação de serviços públicos diretamente ou sob regime de delegação ou permissão. Com isso, o projeto foi arquivado. A emenda foi apresentada pelo vereador Adalberto Aguiar (PT), e, na prática, a sua aprovação sepulta o projeto de privatização não só do serviço de abastecimento de água e do esgoto de Belém como de, praticamente, todas as atividades a cargo da municipalidade.

Belluzzo cospe fogo contra Simon

5cfc8a70-a85a-3ce5-9555-7a40abf702c2

A ira palmeirense em relação à arbitragem de Carlos Eugênio Simon parece não ter fim. Depois da derrota por 1 a 0 para o Fluminense, domingo, a revolta chegou ao posto mais alto na hierarquia do clube do Parque Antártica. Em entrevista ao diário LANCE! publicada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo subiu nas tamancas e pôs em dúvida a idoneidade do juiz . Afirmou, categoricamente, que Simon “está na gaveta de alguém”, atendendo a interesses de outras equipes na reta final do Brasileirão.

“(Carlos Eugênio Simon) É vigarista, safado e crápula. Se eu encontrá-lo na rua, dou uns tapas do vagabundo”, disparou o cartola palmeirense. “Para variar, ele está na gaveta de alguém. Só dá para entender assim. Ele está fazendo favor a alguém. Na minha opinião, ele fez um serviço para o Fluminense, porque se o Fluminense não ganha, fica complicado para eles”, completou o presidente do Palmeiras. Questionado sobre um possível favorecimento também ao rival São Paulo, que agora é líder isolado do Brasileirão com 59 pontos – um a mais que o Palmeiras -, Belluzzo foi evasivo. Mas não perdeu a oportunidade de “alfinetar” a equipe do Morumbi. “Não posso dizer isso (que há favorecimento ao São Paulo). Digo que quem saiu favorecido foi o Fluminense e o São Paulo, objetivamente. Estou dizendo que o Simon é safado, sem vergonha e crápula”, atacou.

Não acho que exista complô favorável ao São Paulo ou a outro time. Mais que um gaveteiro, Simon é um árbitro tecnicamente ruim, que erra além da conta e tem uma tendência a atrair os holofotes nos momentos decisivos. Desconfio até que o gaúcho sofre da velha síndrome do “falem mal, mas falem de mim”. Lembro de pelo menos três episódios negativos marcantes em sua carreira: aquela arbitragem desastrosa na Copa do Brasil, prejudicando o Brasiliense numa final com o Corinthians; o penal não marcado para o Atlético-MG contra o Botafogo na Copa do Brasil 2007 e uma atuação terrível naquele Botafogo x S. Paulo no primeiro turno do Brasileirão 2007.

Bem, uma coisa é a vocação de Simon para trapalhadas, outra é ver Luiz Gonzaga Belluzzo perder as estribeiras e agir como qualquer cartola de várzea. Pelo destempero, passa a ideia até de que o Palmeiras não foi beneficiado pelas arbitragens na temporada, o que não é verdade. Por outro lado, o desespero denota que o Verdão já começa a sentir o título escapando-lhe pelas mãos. (Com informações do Lance, Folhaonline e ESPN)

Coluna: E surge um favorito

Rendo-me às evidências. São Paulo e Palmeiras ainda aparecem à frente, mas o Flamengo é o time que mostra mais regularidade e evolução a quatro rodadas do fim do campeonato. Se é possível arriscar alguma coisa na verdadeira gangorra atual, pode-se dizer que o time de Adriano é favorito destacado a levantar o título, situação que há duas semanas era improvável. Mantenho minha opinião quanto ao nível técnico da disputa – e o quase rachão entre Fluminense x Palmeiras é prova disso -, mas é inquestionável o tom emocionante desta reta final. E, por questão de origem e tradição, o Rubro-Negro carioca leva vantagem sempre que a emoção entra em campo. Contra o Galo, ontem, diante de 64 mil pessoas, o time foi frio e vibrante nos momentos certos.
E conta com outro importante trunfo, que é também prova viva da decadência técnica do futebol brasileiro: o meia Petkovic, 36 anos, que vem se transformando no principal nome da competição, com passes, arrancadas (!) e finalizações soberbas. Claro que, pelo talento que tem, Pet jogaria bem em qualquer circunstância, mas ser acentuadamente o melhor é algo que faz pensar, como já comentei outras vezes.
As estatísticas também estão ao lado do time de Andrade. Nas últimas cinco rodadas, o Flamengo recuperou a diferença que o separava do Atlético, distanciou-se do Cruzeiro e aproximou-se de São Paulo e Palmeiras, times que trilham a rota inversa, tropeçando a cada rodada e demonstrando sinais eloquentes de instabilidade.
No caso palmeirense, o problema parece ainda mais sério porque não se vê uma jogada elaborada, uma trama mais inteligente. Todos os lances ofensivos começam e terminam na monotonia dos cruzamentos sobre a área. Por razões matemáticas, de cada 20 chuveirinhos pelo menos um vai parar nas redes. Este é, rigorosamente, o único recurso da equipe dirigida por Muricy Ramalho.
Times pouco criativos normalmente se atrapalham em momentos decisivos, pois é justamente a qualidade individual que pode desequilibrar. Para complicar, o reforço trazido a peso de ouro pela diretoria, Vagner Love, salários de R$ 400 mil, ainda não pegou no breu – isto é, entra em campo, mas não joga.
Diego Souza, que a parcela mais afoita da imprensa esportiva já elegia como o craque da temporada, tem mostrado neste segundo turno que é apenas… Diego Souza. Ou seja, raçudo e esforçado, às vezes truculento, mas a léguas do conceito clássico de craque.
 
 
Duas verdades que insistem em se impor. Primeiro: Carlos Eugênio Simon, o mais premiado árbitro brasileiro, é também o que mais erra em momentos decisivos. Alguma coisa está errada com essas premiações. E o Palmeiras, com a camisa imitando o glorioso uniforme do Olaria, definitivamente perdeu o prumo. Pior que isso: começa a fazer jus à pecha de suíno paraguaio.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 9)

Tribuna do torcedor

Por Ulisses Manaças

Há muito tempo quero lhe parabenizar pelas suas análises acerca do futebol, em especial ao nosso futebol paraense. Quero lhe dizer que considero uma das mais, senão a mais, coerente e inteligente visão do mundo futebolístico que nos cerca. Despido de euforia e paixão que é quase generalisado em se tratando deste esporte que move multidões.
Quero protestar pelo que presenciei quando da disputa pelo título da série D do brasileirão no domingo retrasado (1/11). Quando estou em Belém, sou morador do bairro do Jurunas (viajo muito) e tive um sentimento de revolta a ver que a maioria do povo Jurunense preocupava-se com a disputa pela cabeceira da elite do futebol brasileiro, relegando assim a disputa do título da quarta divisão, com um time paraense no duelo, à própria quarta prioridade.
Depois não reclamem que nosso Estado seja desprezado pelas forças futebolísticas e econômicas nacionais, ou mesmo do sentimento separatista dos mocorongos ou paraenses do Oeste. Só se impõe aqueles que tem amor próprio e consciência do representam.
Enquanto nos comportarmos com este espírito de duplamente colonizados (pelos estrangeiros e pelo centro-sul do Brasil) permaneceremos onde estamos.