Independente, campeão da Segundinha

Festa em Tucuruí. O Independente conquistou neste domingo o título de campeão paraense da Segunda Divisão 2009. O título veio após o empate em 3 a 3 na tarde deste domingo no estádio Navegantão em Tucuruí-PA. Os gols do Independente foram marcados por Diego Silva, Albertinho e Daniel. Pelo Santa Rosa marcaram Paulinho (2) e Leandro. No jogo de ida, o “Galo Elétrico de Tucuruí” havia vencido pelo placar de 3 a 0, o que lhe garantiu a vantagem do empate no segundo jogo.

O Independente conquistou o título de forma invicta. Foram 10 jogos realizados, com 5 vitórias e 5 empates. A equipe de Tucuruí marcou 17 gols e sofreu 8, apresentando um saldo positivo de 9 bolas. O artilheiro da “Segundinha” foi o atacante Ari do Izabelense com 6 gols marcados. (Com informações da Rádio Clube)

Papão larga na frente na decisão do sub-20

No primeiro jogo da decisão do campeonato paraense sub-20, realizado na manhã deste domingo, no estádio Edgar Proença, o Paissandu abriu vantagem em cima do Pinheirense e venceu por 2 a 1, de virada. O Pinheirense abriu o marcador com Fabrício, aos 16 minutos do primeiro tempo. Os gols bicolores vieram através de Irailton aos 29 minutos do primeiro tempo e Juba, de cabeça, aos 29 minutos do segundo tempo. O segundo jogo da decisão será realizado no próximo domingo (15), às 9h30, também no Mangueirão. (Com informações da Rádio Clube)

Milan, na ascendente, supera Lazio

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Foi um domingo feliz para os torcedores do Milan e para os jogadores brasileiros da equipe comandada pelo técnico Leonardo. Jogando em Roma, os milanistas derrotaram a Lazio por 2 a 1, com gols de Alexandre Pato e Thiago Silva, além de uma boa atuação de Ronaldinho Gaúcho. Com o resultado positivo, o Milan continua em ascensão no Campeonato Italiano e agora soma 22 pontos na classificação após 12 partidas – apenas dois pontos a menos que a vice-líder Juventus.

O primeiro gol da partida saiu logo aos 21 minutos, com o zagueiro Thiago Silva, ex-Fluminense. Depois, aos 35, Pato ampliou após receber belo lançamento de Ronaldinho. A Lazio descontou na etapa final, com um gol contra do próprio Thiago Silva, aos 19 minutos, mas a reação parou por aí. Em outro duelo deste domingo pelo Calcio, a Sampdoria, que também aparece no pelotão de frente na classificação, perdeu por 2 a 0 para o Cagliari, na casa do adversário, e permanece com 21 pontos, um a menos que o Milan. (Da ESPN)

O império Sarney contra-ataca

Por Luís Nassif

Os jornalistas abaixo-assinados, Palmerio Dória e Mylton Severiano, denunciam aqui a ação fascistoide de um grupo de jovens, a mando do grupo ligado a José Sarney, em São Luís do Maranhão.

1. Antecedentes. Palmerio, autor do livro “Honoráveis Bandidos”, da Geração Editorial, e Mylton, co-autor, a convite de jornalistas de São Luís, aceitaram lançar o livro na capital maranhense, ontem, dia 4 de novembro de 2009, às 19 horas. Para começar, nenhuma grande livraria local, ou entidade, aceitou promover o evento, além do que nem sequer aceitam o livro em suas prateleiras. Até que, lembrado o Sindicato dos Bancários, suas portas se nos abriram e para ali ficou marcado o lanç amento. Na antevéspera, mais um ato que lembra métodos fascistas: a empresa responsável pelos outdoors que anunciavam o evento devolveu o dinheiro aos promotores e mandou “raspar” as peças

2. O clima à nossa chegada, na terça, véspera do ato, começou a ficar “esquisito”, quando na coletiva à imprensa, numa sala do Sindicato, alguns colegas nos perguntaram se a gente não tinha “medo”. Falou-se em “corte de energia” durante o evento, brincou-se com a possibilidade de cada um levar uma vela, e alguns dos colegas não descartaram até atos de violência. À noite, em programa ao vivo na rádio Capital, vários ouvintes nos alertaram para aquelas possibilidades – “ele são capazes de tudo”, “cuidado”.

3. Ontem, quarta, no fim da manhã, uma colega, Jane Lobo, mais realista, aconselhou – e acatamos – a pedir proteção.

4. Veio a noite. O auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol, estava superlotado, havia muita gente em pé. Um ambiente familiar – gestantes, gente idosa, crianças pequenas e grandes, estudantes. Por ali passaram mil pessoas.

5. Iniciada a sessão pelo coordenador Marcos Nogueira, quando Palmerio passa a falar sobre o conteúdo do livro, eis que do nosso lado direito uma vintena de jovens, na maioria rapazes e umas poucas moças, prorrompem em berros, aos poucos distinguimos “Jackson ladrão, envergonha o Maranhão”, “mentira”, “viva Sarney”. As pessoas mais próximas se levantam e se afastam, abrindo um claro. Os baderneiros abriram suas camisas, pondo à mostra uma camiseta em que se lia Navalhada de Bandidos e atrás de grades Jackson Lago, o governador que a família Sarney derrubou num golpe do judiciário. Dentre os baderneiros, um rapaz, possesso, ergueu uma das pesadas cadeiras e a arremessou na direção do palco onde estávamos. Imediatamente uma chuva de objetos voou sobre a mesa – bolas de papel molhado, ovos e até pedras – junto com xingamentos e outros impropérios.

6. Seguiu-se um quebra-quebra, pancadaria, promovida pelos baderneiros.

7. Passada a estupefação, os presentes mais os seguranças providenciados pelo Sindicato passaram a expulsar os baderneiros do local aos tapas e empurrões. Boa parte do público se retirou, preocupada, “eles vão voltar”.

8. Reiniciado o ato, os presentes cantaram Oração Latina, puxada ao violão pelo cantor e compositor Cesar Teixeira. A platéia e políticos, das mais diversas extrações, se deram as mãos durante o canto.

9. Felizmente nenhuma criança se feriu. Uma pessoa das relações de Jackson Lago foi buscar seu carro na rua de trás do Sindicato, Rua dos Afogados, e testemunha: ali havia cinco viaturas da PM, esperando o quê, não se sabe. E, praticamente no mesmo instante, menos de cinco minutos depois, Décio Sá, jornalista “guerrilheiro” dos Sarney, que se encontrava em Fortaleza, já postava em seu blog notícia em que os baderneiros viraram estudantes que protestavam contra o lançamento do l ivro e “foram atingidos por cadeiras, pedras, socos e pontapés e revidavam como podiam”.

10. Enquanto os autores retomavam a sessão, um grupo foi à delegacia de polícia mais próxima registrar B.O., Boletim de Ocorrência. Dissemos que os baderneiros vieram a mando do grupo ligado a José Sarney e eles próprios, desastrados, se encarregaram de deixar prova cabal: uma moça, Ana Paula Ribeiro, tida nos meios estudantis como “estudante profissional”, ao sair correndo deixou cair a bolsa, com sua identidade dentro. A moça trabalha simples mente com Roberto Costa, secretário de Esporte e Juventude da governadora Roseana Sarney.

11. Toda a confusão armada pelos baderneiros foi fotografada e filmada por profissionais contratados pelo evento.

12. Mesmo com este ataque fascistoide, Palmerio e Mylton assinaram mais de 500 livros, o que demonstra a sede de informação sobre a família que há meio século governa o Maranhão.

Deputados pró-diploma visitam Supremo

Do Informe STF

Os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Rebecca Garcia (PP-AM) estiveram, nesta quarta-feira (4), com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, para pedir agilidade na publicação do acórdão sobre o julgamento que decidiu ser inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961.
Paulo Pimenta é autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 386 e Rebecca Garcia é coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma de Jornalista. De acordo com o deputado, eles vieram manifestar preocupação já que, até o momento, não houve a publicação do acórdão, o que impede a Federação Nacional dos Jornalistas e outros órgãos de impetrar embargos declaratórios. Ele explicou que, por meio dos embargos, será pedida compreensão mais ampla da decisão pelo Supremo e seu alcance.
Ele citou como exemplo a questão de concursos públicos para jornalistas que foram suspensos depois da decisão e a questão do sigilo da fonte, prerrogativa garantida pela Constituição. Segundo o deputado, a retirada da exigência do diploma cria uma grande instabilidade do ponto de vista jurídico e social. Do ponto de vista jurídico porque existiria um conjunto de questões sem respostas. “Se o Supremo entende que não há exigência do diploma e também não estabelece outra regra, a rigor qualquer pessoa pode se declarar jornalista”, disse.
Para Paulo Pimenta, esse vácuo criou situações absurdas como casos de pessoas analfabetas que já têm o registro de jornalista. Ele citou outra situação paradoxal, na qual qualquer cidadão preso numa operação policial e chamado para depor numa delegacia pode se recusar a falar e alegar sigilo da fonte, dizendo que trabalha como jornalista free lancer. “A decisão tem muitas lacunas, que serão resolvidas, do nosso ponto de vista, com os embargos”, defendeu.
O deputado explicou também que teve a oportunidade de falar sobre a tramitação da PEC 386 que, segundo ele, faz uma ressalva àquilo que dispõe o artigo 220 da Constituição Federal. De acordo com ele, o dispositivo afirma que no Brasil não haverá lei que possa criar qualquer tipo de embaraço ou restrição à liberdade de expressão ou à liberdade de informação jornalística e, no STF, houve a compreensão de que a exigência do diploma para que alguém exerça a atividade profissional de jornalista possa ser entendida como restrição ou embaraço.
Paulo Pimenta falou que fez essa ressalva de que em nenhum momento a exigência do diploma para o exercício da atividade profissional será considerado embaraço ou restrição, mantendo o conceito da liberdade de expressão e informação jornalística. “É uma prerrogativa de defesa no exercício da atividade profissional, sem buscar qualquer tipo de colisão com esses conceitos maiores que o STF e o constituinte têm a preocupação que sejam garantidos, que é a liberdade de expressão em última instância.”

Papão bate seleção do Vale do Jari

Na sua sexta apresentação pelo interior, o Paissandu derrotou a seleção do Vale do Jari por 2 a 0, na tarde deste sábado. Os gols foram marcados por Claudio Hallax, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Josemar, de cabeça, aos 22 minutos do segundo tempo. A renda do amistoso somou R$ 36.000,00 (público pagante de 3 mil pessoas). (Com informações da Rádio Clube)

89% da madeira do Pará vêm de área ilegal

Da Folha de S. Paulo

O desmatamento sem autorização legal atinge 89% da área que sofre exploração madeireira no Estado do Pará, de acordo com estudo da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), informa Reinaldo José Lopes na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). É a primeira vez que se faz uma estimativa direta da retirada de madeira ilegal da Amazônia. Até hoje ninguém sabia direito qual é a quantidade de madeira clandestina na região. O número mais citado, impreciso, fala em 50%.

Os dados usados pelo Imazon agora, vindos de imagens de satélite de 2007 e 2008, indicam que até a atividade madeireira legalizada tem irregularidades – como o registro de toras supostamente oriundas de áreas já desmatadas por completo – em 37% dos casos. A ONG ainda pretende cruzar o mapeamento com os dados de volume total de madeira em cada região do Estado para estimar o volume clandestino.

A primeira conclusão dos pesquisadores é que 89% da área em que a derrubada foi detectada via satélite não corresponde aos locais em que a atividade madeireira foi aprovada pelo Estado. São quase 375 mil hectares, dos quais 73% equivalem a áreas privadas, devolutas ou sob disputa. O Imazon pretende realizar o levantamento todos os anos daqui para a frente, incluindo também Mato Grosso.

Os números só espantam quem não conhece este rico e maltratado Estado. Interioranos, como eu, sabem o quanto é predatória, abusiva e criminosa a exploração madeireira no Pará, com a cumplicidade dos ditos poderes estabelecidos.

Gênios enxergam mais longe

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“Os Beatles estavam fazendo o que mais ninguém fazia”, disse Bob Dylan em 1971 a um de seus biógrafos, Anthony Scaduto. “Os acordes eram ultrajantes e suas harmonias vocais validavam tudo. Você só pode fazer isso com outros músicos. Foi quando comecei a pensar em trabalhar com outras pessoas. Todo mundo pensava que os Beatles eram pra adolescentes, que logo iam passar. Pra mim, eles tinham chegado pra ficar. Sabia que eles apontavam o rumo que a música devia seguir.” (De uma velha reportagem da finada revista Bizz)