Os maiores exportadores

O Internacional é o campeão nacional de faturamento com a exportação de jogadores. Entre 2003 e 2008, o Colorado arrecadou R$ 251 milhões com a venda de jogadores. Em segundo lugar vem o São Paulo, com R$ 218 milhões. O Cruzeiro é o terceiro, com R$ 181 milhões. Em quarto, o Santos, com R$ 150 milhões. O quinto é o Atlético-PR, que faturou R$ 127 milhões. Em sexto lugar, o Corinthians aparece com R$ 125 milhões. O levantamento é da consultoria Crowe Horwath RCS. (Informações da Folha de S. Paulo)

Coluna: Os caprichos do acaso

Não há esporte mais surpreendente que o futebol, daí, de certa forma, derivando todos os seus mistérios e encantos. O puro acaso determina grande parte do desfecho das competições. Não precisa recuar tanto no tempo: vimos o Brasil perder a final da Copa do Mundo de 1998 porque seu principal jogador, Ronaldo, amanheceu indisposto e teve alguns tremores antes do jogo. Escalado na marra, funcionou como a válvula desregulada da engrenagem e deu no que deu. 
Recentemente, um gesto automático e distraído de Roberto Carlos determinou a eliminação do escrete do Mundial de 2006 na Alemanha. O lateral-esquerdo inventou de ajeitar o meião no instante em que a França atacava firme pelo lado esquerdo. O cruzamento chegou até Thierry Henry que flechava pela direita. Bola no fundo das redes e mais um descuido que entra para a história.
Justamente por esses pequenos acidentes de percurso que geram graves conseqüências o futebol é tão interessante. Costumo dizer que, às vezes, o estado de ânimo de um beque atolado em dívidas pode ser mais destruidor – e decisivo – do que o esquema tático mais revolucionário. Pensa-se no jogo sempre como um esforço coletivo (e é), mas se menospreza o peso do fator humano, tão imprevisível quanto desconcertante.
Tome-se o exemplo de Adriano, principal jogador do Flamengo e do atual Campeonato Brasileiro. Peça-chave na equipe de Andrade e esperança maior de gols da ruidosa torcida rubro-negra. Pois o Imperador, depois de driblar o sarrafo de zagas impiedosas, caiu ante um episódio inesperado. Segundo sua versão, tropeçou numa lâmpada no jardim e machucou o pé. Na versão mais verossímil, passeava de moto, como carona, e acabou com o pé chamuscado no escapamento.
Tanto faz, não importa. O certo é que o pequeno acidente doméstico golpeia terrivelmente o Flamengo para o clássico com o Corinthians, jogo crucial na rota do título nacional. Em lugar de seu maior jogador, terá que brigar pela vitória com o reserva Bruno Mezenga no ataque.
É o acaso pregando mais uma de suas peças, fazendo com que o futebol seja manobrado por acontecimentos imponderáveis. Por outro lado, de repente, os deuses da bola podem caprichosamente conspirar para que o jovem Mezenga vire o novo herói da massa. Só para contrariar os idiotas da objetividade.    
 
 
Quatro campeões nacionais travam uma guerra de foice no escuro, na parte baixa da tabela, para escapar ao rebaixamento. Coritiba, Atlético-PR, Botafogo e Fluminense. Um deles cairá, mas o veredicto só sai na próxima rodada. Meu palpite, suspeito, é que o Coxa vai dançar.
Na parte de cima, desconfio que os confrontos de hoje irão reaproximar Inter e Palmeiras das primeiras posições – e das possibilidades de título.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 29)

Juventude cai para a Série C

Neste sábado, o Juventude juntou-se a Fortaleza, Campinense e ABC e confirmou o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro após a derrota por 2 a 1 para o Guarani, pela 38ª e última rodada. O time alviverde ocupava a 17ª colocação e precisava que pelo menos um dos três concorrentes à última vaga na terceirona de 2010, Ipatinga, América-RN e Brasiliense, não vencesse seus jogos. O único que ‘ajudou’ o Juventude foi o América-RN, que não passou de um 0 a 0 com o Ceará. (Da ESPN)