Parazão abre fase com muitos gols

Muitos gols na primeira rodada da fase inicial do Campeonato Paraense. A Tuna goleou o Sport Belém, por 4 a 1; o Santa Rosa bateu o Vila Rica por 3 a 1 e o Time Negra perdeu por 3 a 1 para o Independente. Outro resultado de destaque foi a vitória do Cametá por 1 a 0 em cima do Castanhal na partida de abertura, realizada na noite de sábado no estádio Maximino Porpino, em Castanhal. Nos demais resultados, prevaleceu a boa performance dos atacantes que tiveram um bom aproveitamento em seus jogos, tendo como destaque o jogador Eric, do Santa Rosa, que marcou 2 dos 3 gols da sua equipe sobre o Vila Rica. 
         
Confira a primeira rodada do Parazão 2010:
Sábado

Castanhal 0 x 1 Cametá, em Cametá

Domingo

No Souza, Sport Belém 1 x 4 Tuna 
Na Curuzu, Vila Rica 1 x 3 Santa Rosa 
No Baenão, Ananindeua 2 x 1 Bragantino 
Em Marabá, Time Negra 1 x 3 Independente 
         
Classificação: 
         
1º Tuna – 3 pts saldo: 3 
2º Santa Rosa – 3 saldo: 2 
3º Independente – 3 saldo: 2 
4º Ananindeua – 3 saldo: 1 
5º Cametá – 3 saldo: 1 
6º Bragantino – 0 
7º Castanhal – 0 
8º Time Negra – 0 
9º Vila Rica – 0 
10º Sport Belém – 0

(Com informações da Rádio Clube do Pará)

Coluna: No rastro da manipulação

Enquanto desconfianças povoavam somente o pensamento do torcedor de arquibancada ainda era possível sustentar a situação. O problema é que a sucessão de resultados esquisitos saiu do terreno das teorias conspiratórias para despertar a atenção das autoridades policiais. Na Alemanha, onde o cerco à máfia de apostas ilegais tem sido mais enérgico, foi anunciado na sexta-feira um inédito processo de investigação sobre 200 jogos de primeira e segunda divisões.
Os jogos investigados valiam pela Liga dos Campeões da Europa, Copa da Uefa e de nove campeonatos nacionais – Suíça, Croácia, Eslovênia, Turquia, Alemanha, Bélgica, Hungria, Bósnia e Áustria – realizados neste ano. Há indícios de que jogadores, dirigentes e árbitros estão enrolados até o fio dos cabelos num mega-esquema de manipulação de resultados.
Mais de 300 policiais participam das diligências e 17 pessoas já foram detidas na Alemanha e Reino Unido, devendo levar aos principais responsáveis pelos crimes. É, desde já, o maior escândalo de manipulação de jogos no futebol mundial.
As dúvidas já rondam até partidas de Copa do Mundo, como as insistentes denúncias sobre o suborno de jogadores de Gana no Mundial da Alemanha, em 2006. Até o jogo vencido pelo Brasil é apontado como “vendido” aos chefões das apostas clandestinas.    
Mesmo ainda fora do raio de investigações, dirigentes, políticos e setores da imprensa russa parecem não ter digerido até agora a surpreendente eliminação da seleção de Guus Hinddink para a Eslovênia na repescagem européia para a Copa 2010.
De nada adiantou a presença de Arshavin, Pavlyuchenko e Zhirkov em campo. Todos são craques respeitados em toda a Europa, mas não renderam o suficiente para salvar a velha Rússia. Mas o que a princípio foi visto apenas como uma jornada inglória já recebe outra avaliação. A apatia do time nos dois confrontos é o que mais alimenta as cismas.
Como a cruzada anticorrupção no futebol é empreendida na Europa não duvido que enquadre os criminosos, mesmo se sabendo que é o tipo da operação que não deixa pegada ou recibo.
No Brasil, só para demarcar a diferença, a mais ruidosa maracutaia do gênero terminou em risível desfecho: a “máfia do apito”, descoberta em 2005 e centrada no ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho, ficou livre das grades porque desembargadores entendem que os crimes não lesaram ninguém. Como se o futebol não fosse a vítima maior de toda a sujeira.
 
 
As investigações internacionais talvez acabem batendo em partidas cujo placar desafia a lógica. É o caso daquele estranho Argentina 6, Peru 0, na Copa de 1978. Ou do mais recente França 3, Brasil 0, final da Copa de 1998 marcada indelevelmente pelas convulsões de Ronaldo e profunda letargia dos canarinhos em campo.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 22)

Bugre, Vovô e Atlético-GO chegam à elite

Atlético-GO, Ceará e Guarani garantiram neste sábado, com uma rodada de antecedência, o objetivo que há tantos anos buscavam e disputarão a Série A em 2010. A espera foi longa para as equipes: somado o jejum das três, foram 45 anos longe da elite do futebol nacional. Os goianos, que ficaram 23 anos fora da primeira divisão, eram os mais ameaçados de sair do G-4 nesse fim de semana. O time entrou em campo para pegar o Juventude, fora de casa, em quarto lugar, com 62 pontos, seguido de perto por Figueirense, com 60, e Portuguesa, com 58.

Mas o Atlético fez sua parte, bateu seu adversário, ameaçado de rebaixamento, por 3 a 1, e contou com o tropeço do Figueirense contra o Duque de Caxias em Florianópolis, por 2 a 1. A Portuguesa conseguiu surpreender o Vasco no Maracanã e carimbar a faixa de campeão dos cariocas com uma vitória por 1 a 0, mas o resultado foi em vão.

Para Ceará e Guarani, a vaga já estava mais próxima. O clube de Fortaleza nem precisaria de um triunfo contra a Ponte Preta fora de casa para subir depois de 16 anos. No entanto, fez questão de bater os donos da casa em Campinas por 2 a 1 e deixar a festa completa. O Guarani perdeu para o Bahia em Salvador por 2 a 0, mas o placar não tirou a alegria dos bugrinos, fora da Série A há seis anos. (Da ESPN)

E pensar que, há dois anos, esse mesmo Guarani estava decidindo vaga na Série C com o Águia de Marabá, lembram? Pois é…