Pé na moto tira Adriano de jogo decisivo

O atacante Adriano está fora do jogo deste domingo contra o Corinthians, em Campinas, pela penúltima rodada do Brasileiro. Ele nem entrou no ônibus com a delegação que viaja nesta noite para São Paulo e não decidiu ainda se irá ao interior paulista para apoiar os companheiros. O Imperador não participou do treinamento do Flamengo desta sexta-feira à tarde no Ninho do Urubu, em Vargem Grande (RJ). Ele queimou o pé esquerdo, quando passeava de moto, e fez apenas tratamento durante o dia, enquanto o técnico Andrade dava o coletivo. (Com informações da ESPN)

Dorival não é mais do Vasco

Depois de muita especulação, agora é oficial: o técnico Dorival Júnior não seguirá no comando do Vasco para a temporada de 2010. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira após reunião do técnico com a cúpula de futebol cruzmaltina e anunciada através de nota oficial no site do clube momentos depois do encontro. A decisão ocorreu após as duas partes não chegarem a um acordo pela renovação de contrato. Desse modo, Dorival fica livre para dirigir outra equipe na próxima temporada. O treinador vinha sendo especulado como futuro comandante do Grêmio em 2010, assim como Silas, que deixará o Avaí. (Da ESPN)

Coluna: Dois pecados, uma decepção

Quando se candidatou ao cargo e conquistou a presidência do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo despertou de imediato a esperança de que poderia transformar – para melhorar – o viciado ambiente da gestão de grandes clubes no Brasil. Economista de primeira linha, currículo impecável, serviços prestados ao país e sólida formação intelectual, parecia o sujeito certo para a missão de qualificar o debate do futebol profissional no Brasil.
Começou muito bem, fincando no pé no propósito de resistir às pressões para negociar jogadores do elenco palmeirense. Disse, publicamente, que o plano de conquistar o título brasileiro era prioridade absoluta de sua gestão e chegou a peitar os investidores da Traffic. 
Dois episódios recentes deixaram claro, porém, que o dirigente diferenciado também pode conviver com o cartola à moda antiga, com direito a todos os vícios tão execrados neste último modelo. Perdeu a compostura ao criticar o erro de Carlos Eugênio Simon no jogo entre Fluminense e Palmeiras.
Quando tudo que se esperava dele era uma postura equilibrada, insultou e ameaçou ir às vias de fato, caso encontrasse o árbitro na rua. A afirmação soou esquisita, vindo de quem veio. Como punição, levou um gancho de nove meses no STJD. Além disso, vai enfrentar um processo judicial, movido pelo árbitro ofendido. 
Coincidência ou não, os jogadores Obina e Maurício reagiram com extremo destempero no jogo contra o Grêmio, trocando tapas diante das câmeras de TV. Qualquer estudioso das emoções que cercam o futebol identificaria de imediato a relação de causa e efeito entre a explosão do cartola e as cenas de pugilato entre seus atletas.
Quando tudo parecia serenar, eis que Belluzzo é flagrado em evento da torcida “organizada” Mancha Verde, uma das facções mais violentas dos estádios brasileiros, responsável por diversos crimes e arruaças.
No palco, à meia-luz, o presidente que encarnava a modernidade se despiu de todos os pruridos e soltou a voz, acompanhando um hino de apologia à violência gratuita: “Nós vamos matar os bambis, nós vamos matar os bambis…”, repetia, entusiasmado, o refrão primitivo.
Ninguém, em sã consciência, vai imaginar que Belluzzo pretende levar a cabo a letra dos hoolligans, mas é descabida a imagem de um mandatário que se presta a apoiar esse tipo de ritual selvagem. Já se disse, em algum lugar, que nos estádios de futebol até o mais vetusto magistrado é capaz de canalhices, mas não se precisa levar essa crença às últimas conseqüências.
Belluzzo tem preparo e verniz para estabelecer uma nova era na administração dos clubes brasileiros. Apesar dos dois pecados gravíssimos, ainda tem tempo para cumprir o papel que lhe cabe. Só não pode continuar brincando de torcedor. O cargo que ocupa exige bem mais que isso.
 
 
A derrota, previsível, foi mais dilatada do que se imaginava, mas a bonita campanha do Pinheirense na Copa do Brasil de futebol feminino não pode ser julgada pela goleada de ontem. Até porque o Santos tem o melhor time do continente. Portanto, não há desonra nesse revés. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 27)