Macca e Ringo gravam juntos de novo

Da Rolling Stone

Depois de se reunirem no palco em abril, para um show beneficente, Paul McCartney e Ringo Starr resolveram se encontrar em estúdio. McCartney gravou participação em duas faixas de Y Not, novo disco de Ringo. É a primeira vez em mais de dez anos que os dois gravam juntos. O último registro da dupla em estúdio aconteceu em Vertical Man, álbum solo de Ringo lançado em 1998.

Macca canta com Ringo em “Walk With Me”, primeiro single do álbum, e toca baixo em “Peace Dream”. Em um release divulgado à imprensa internacional, o ex-baterista dos Beatles se pronunciou sobre a participação vocal do companheiro. “Paul veio à minha casa e estava tocando baixo em ‘Peace Dream’. Então toquei outra música e ele disse: ‘Me dê os fones de ouvido. Me dê um par de latas’. E ele foi ao microfone e simplesmente inventou a parte onde ele me segue no vocal.”

O ex-baterista do Fab Four ainda aproveitou para tecer elogios ao amigo. “[O vocal de McCartney] faz da música uma conversa entre nós, e foi ideia dele fazer sua parte um beat depois do meu. É por isso que ele é um gên-i-o e um baixista incrível.”

O melhor registro da procissão

É de Rogério Uchoa a foto escolhida como mais marcante da cobertura das celebrações do Círio de Nazaré 2009 pela equipe do DIÁRIO. O registro fotográfico é de uma das homenagens à Virgem durante a procissão da Trasladação, entre o colégio Gentil Bittencourt e a Catedral Metropolitana. Com engenho e arte, Uchoa capturou o momento em que os fogos de artifício parecem se derramar sobre a berlinda. A escolha, em votação secreta dos próprios editores do jornal, aconteceu ontem na Redação, depois de uma peneirada (pelo editor Octavio Cardoso) entre mais de 1.200 fotos da maior festa religiosa do povo paraense. Uchoa ganhou, a título de reconhecimento e estímulo, um aparelho celular.

STJD mantém suspensão de tricolores

A ‘vitória’ são-paulina no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) durou pouco mais de três horas. Após anunciar no inicio da noite desta quinta-feira a liberação de Borges, Dagoberto e Jean para a partida contra o Botafogo, neste domingo, o tribunal indeferiu definitivamente o efeito suspensivo dos atletas e manteve a pena de três confrontos para o trio do Morumbi, que poderá ser revertida na próxima quinta-feira, quando ocorrerá o julgamento por parte do pleno. Dessa forma, os três atletas não enfrentam o time carioca.

O São Paulo tentou apressar a liberação dos atletas devido ao fato de sexta-feira não haver expediente no STJD, o que impediria a escalação dos três jogadores para o duelo diante do Botafogo. Entretanto, segundo o artigo 53 da Lei Pelé, no quarto parágrafo, o efeito suspensivo acontece apenas depois do segundo jogo de suspensão. Dagoberto, Borges e Jean cumpriram o castigo automático até então e poderiam voltar aos gramados apenas na penúltima rodada do Brasileirão, contra o Goiás. (Da ESPN)

 

Meninas do Pinheirense goleiam S. Raimundo

O Pinheirense continua brilhando na terceira edição da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Goleou, nesta quinta-feira à tarde, na Curuzu, o S. Raimundo de Roraima por 6 a 2. Os gols paraenses foram marcados pela artilheira Pingo (3), Suzi, Wal e Kate (contra). Pelo S. Raimundo marcaram Naiana e Ádria. Na fase semifinal, o Pinheirense irá enfrentar (de acordo com sorteio realizado pela CBF) o classificado do confronto entre Santos-SP e Novo Mundo-PR, que se enfrentarão na Vila Belmiro na noite desta quinta-feira. Pingo, com 11 gols, assumiu a vice-liderança entre as artilheiras da competição, atrás apenas da craque Marta. (Com informações da Rádio Clube – Foto: Mário Quadros)

Tuna vence o primeiro teste

A primeira apresentação da nova Tuna, em preparativos para a estreia na primeira fase do Parazão, não decepcionou a pequena torcida presente. Mesmo desentrosada, a Águia se valeu da boa desenvoltura de alguns jogadores para derrotar o Pedreira da Vigia, na tarde de quarta-feira, no Souza, por 1 a 0. O gol foi marcado por Ari (ex-Izabelense) logo aos 2 minutos do segundo tempo. No próximo domingo (22), às 9h30, a Tuna recebe o Sport Belém no Sousa, pelo Parazão.

Cartola do S. Paulo insinua ajuda ao Fla

Se São Paulo e Flamengo não se enfrentam mais dentro das quatro linhas, a “guerra fria” nos bastidores do Campeonato Brasileiro está a pleno vapor. Com muita coisa em jogo fora de campo, de suspensões de jogadores até a perda de mando de campo, a competição pode ser decidida indiretamente nos tribunais. E isso assusta o vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco. “Temos muito medo de que aconteça algo fora de campo”, admitiu o dirigente, que, no entanto, afirmou que o Tricolor paulista seguirá forte independente do que aconteça. “Não seremos influenciados por essa pressão. Não vão tirar o título do São Paulo só querendo nos pressionar. O São Paulo cresce nessas horas”.

Apesar de temer a força dos concorrentes nos bastidores, Leco crê que não há um ‘complô’ a favor do rubro-negro carioca. Tricampeão brasileiro, Leco garantiu que o São Paulo irá brigar, tanto dentro como fora das quatro linhas, e que não podem impedir que o Tricolor triunfe novamente. “Se quisessem que o São Paulo não fosse campeão, teriam que nos avisar no começo do campeonato. Nós entramos sempre para tentar ganhar tudo”, concluiu Leco. (Yahoo Esportes)

Interessante é ver, a esta altura, dirigente do São Paulo falando em medo de que aconteça “algo fora de campo”. É o roto falando do amarrotado. Ou será que Leco fala com conhecimento de causa?

Coluna: Arbitragem no paredão

Sob ataque tanto no Brasil quanto no resto do planeta, a arbitragem adquire peso cada vez mais decisivo no futebol. Ao invés de cumprir seu papel mediador, influi mesmo, interfere nos resultados e muda o destino das competições. Há poucos dias, escrevi sobre as arbitragens no Brasil e no mundo, chegando a admitir que a Europa mantém ligeira vantagem nesse departamento, com exceção da Espanha, onde a atuação dos juízes tem nível calamitoso.
Pois ontem, em Paris, a arbitragem internacional como instituição sofreu duro revés no quesito confiabilidade. Uma partida decisiva, valendo pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, acabou decidida numa falha terrível do árbitro sueco Martins Hansson.
Aos 13 minutos da prorrogação, em cobrança de falta na área irlandesa, o atacante Thierry Henry, que estava impedido, conduziu a bola com a mão antes de tocar para Gallas, que empurrou de cabeça para as redes. De nada adiantou o protesto dos irlandeses. Martin Hansson validou o lance. Três minutos antes, havia ignorado um pênalti cometido pelo goleiro Given no atacante francês Anelka.
Aos 38 anos, Hansson é um mediador acostumado à pressão dos embates internacionais. Em ascensão no quadro da Fifa, apitou (bem) a final da última Copa das Confederações, entre Brasil e Estados Unidos. O incidente de ontem pode ter sido um pecado isolado, apenas um dia infeliz na vida de um bom árbitro. Acontece que a importância do jogo não permitia falha tão primária.  Caso não tenha visto o toque de mão, o sueco deveria ter sido alertado pelos auxiliares, mas estes também não registraram qualquer infração na jogada. O fato vem reforçar a posição dos que defendem o uso de câmeras como recurso à disposição dos árbitros para esclarecer dúvidas. Talvez a repercussão mundial do erro de Hansson encoraje a Fifa a finalmente sair de sua habitual resistência a mudanças no futebol.
 
 
A moda está pegando. Como na rodada anterior, quando dois jogadores (André Dias e Hugo) do S. Paulo trocaram tapas no jogo contra o Vitória, os palmeirenses Obina e Maurício repetiram as cenas de pugilato no fim do primeiro tempo da partida com o Grêmio. A diferença é que, desta vez, o árbitro Héber Roberto Lopes cumpriu a regra e expulsou os dois brigões.
A explosão emocional revela o estado de ânimo do Palmeiras, que há até duas semanas era favorito destacado ao título e aos poucos vai se afastando da briga direta pelo troféu. Os socos de Obina e Maurício refletem também a instabilidade administrativa, pois o próprio presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, foi suspenso após insultar o árbitro Carlos Eugênio Simon, que prejudicou o time contra o Fluminense. Como se sabe, exemplo é fundamental.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 19)