Uma homenagem de arrepiar

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Por Gian Oddi, de A Bola na Bota

Antes mesmo do jogaço que marcava a volta de Kaká ao San Siro começar, a torcida do Milan já dava uma pista de como se comportaria em relação ao antigo ídolo, que agora veste a camisa do Real Madrid. “Grazie Kaká: 6 anni di emozioni non si possono dimenticare, ma stasera siamo venuti fin qua per vedere segnare il Milan“, dizia a enorme faixa acima, entre os torcedores milanistas.

Traduzindo a brincadeira, uma alusão à “extinta” musiquinha que dizia “siamo venuti fin qua per vedere segnare Kaká“: “Obrigado, Kaká: 6 anos de emoções não podem ser esquecidos, mas esta noite nós viemos aqui para ver o Milan marcar”. Antes de a bola rolar, Kaká entrou em campo para se aquecer com os demais jogadores e foi aplaudidíssimo. Durante o jogo, não.

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Mas, em sua velha casa, Kaká bem que fez por merecer mais aplauso: fez como costumava fazer nos tempos de Milan e, com uma belíssima jogada, deu início ao gol de Benzema. Justíssimo pelo que jogavam os dois times até então. O brasileiro, que já tinha deixado clara a intenção de não comemorar um gol contra seu ex-time caso marcasse, celebrou o do colega francês, ainda que discretamente.

Vieram então, ainda no primeiro tempo, as trapalhadas do árbitro alemão: um pênalti inventado para o Milan — convertido por Ronaldinho — e um gol de Pato, que viraria o jogo, injustamente anulado.

O primeiro tempo, espetacular, terminou com o 1 x 1 no placar. Na segunda etapa, a superioridade do Real deixou de existir, mas o jogo continuou ótimo — e com o 1 x 1 no placar (leia o relato). Um resultado melhor para o antigo time de Kaká, mas nenhuma tragédia para sua nova equipe, apesar da aproximação do Olympique de Marselha.

Ninguém, portanto, deixou o campo decepcionado. Muito menos Kaká, que depois do apito final voltou a ouvir calorosos aplausos da torcida do Milan. E um “olê olê olê, Kaká Kaká!” de arrepiar.

Pensata: Quão real é @realwbonner?

Por Alex Primo

William Bonner passou a ser notícia. Tornou-se o novo “queridinho” da twittosfera brasileira. Seu número de seguidores não para de crescer. Apesar da seriedade que apresenta no Jornal Nacional e em entrevistas que concede, descobre-se que Bonner tem bom humor e que gosta de twittar.

Essa recente descoberta das interações no ciberespaço (ele confessa que nunca gostou de mídias sociais) vem sendo motivo de inúmeras matérias em jornais e sites noticiosos. Além disso, Bonner foi entrevistado no programa de Marília Gabriela, que buscou mostrar o lado “mais humano” do jornalista.

Mas cabe agora perguntar: quão real é o perfil @realwbonner? Durante o programa de Marília Gabriela foi possível constatar que Bonner pode ser divertido, que sabe fazer imitações e canta razoavelmente bem (arriscou dois versos de New York, New York). Mas também descobrimos que seu nome real é William Bonemer Júnior. O sobrenome Bonner foi criado por ele assim que chegou na Globo, para proteger o nome de seu pai, um médico conhecido. Como se vê, desde os primeiros passos no telejornalismo ele já se mostrava consciente do papel público que desempenharia. Podemos então ampliar nossa pergunta: Quanto de Bonemer existe (ou resiste) em Bonner?

William Bonner é um personagem, que Bonemer Júnior sabe desempenhar muito bem. Por mais que se esforçasse em provar que é uma pessoa comum durante a entrevista à Marília Gabriela, o super-ego Bonner rapidamente tomava as rédeas de Bonemer. Quando falou de seu amor por Fátima Bernardes (cujo nome era quase sempre acompanhado do sobrenome), parecia estar recitando um texto lido em um teleprompter. A naturalidade em algumas falas logo dava lugar ao personagem institucional.Vida dura essa de celebridade. Como homem público, editor e apresentador do principal telejornal do país, William Bonner sabe da responsabilidade que carrega em seus ombros. Sabe que sua vida “íntima” é fonte de curiosidade do grande público. E quando a expõe, faz com todo o cuidado. As matérias sobre sua família feliz e perfeita estampam capas da revista Caras. Não há um fio de cabelo fora do lugar, um copo sujo esquecido na mesa auxiliar. Todos sorriem e celebram a vida de uma família de propaganda de margarina.

Bonner diz na entrevista que toma cuidados no trânsito, pois sabe que uma buzinada sua pode parar em sites de fofocas. E celebra que foi elogiado em tablóides online ao pacientemente esperar que um taxista movesse seu veículo para que ele pudesse manobrar. William é plenamente consciente que seu personagem Bonner precisa ser atualizado a todo momento, que a idolatria que desperta é importante para sua carreira e para a TV Globo. Sabe cultivar essa estrela e conhece bem como lucrar com isso. (…)

A atualidade de “Tristes Trópicos”

Por Nara Alves

O livro “Tristes Trópicos”, de 1955, o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009), que morreu no último domingo (1), descreve o seringueiro da Amazônia como um “cliente”. O nome foi dado porque o trabalhador era também consumidor do armazém da zona onde se instalava. O autor francês encontrou no seringal um “território impreciso, concedido por uma vaga autorização do governo, não a proprietários, mas a patrões”. A Amazônia que Lévi-Strauss conheceu há mais de meio século ainda existe, com seus “clientes” e “patrões”. Mas o controle territorial e as funções de cada personagem mudaram e a nova realidade convive com o passado registrado no livro.

Hoje, 45% da floresta têm um estatuto definido se somadas às terras indígenas, segundo a organização ambiental World Wide Fund For Nature, a WWF. Isso não significa que o Estado exerça o controle territorial de fato, por meio de fiscalização e proteção, mas é o começo de uma mudança que, aos poucos, deve se tornar cada vez mais significativa. Além do aumento das terras com estatuto, 74% das áreas protegidas em todo o mundo desde 2003 estão no Brasil, especialmente na Amazônia, de acordo com um estudo publicado na revista Biological Conservation. 

A pesquisa realizada por Clinton N. Jenkins e Lucas Joppa, da Universidade de Maryland, mostra que em 2003 havia 114 mil quilômetros quadrados de área protegida. Hoje são 704 mil km² no planeta, sendo que 524 km² estão em terras brasileiras. O maior controle sobre a Amazônia brasileira resulta na redução do índice de desmatamento. No último ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou uma queda de 55% no ritmo de desmatamento da floresta, alcançando a taxa de 12,9 mil km² destruídos ao ano. Pode parecer pouco, mas a área equivale à metade do Estado de Alagoas.

Duda Mendonça na eleição do Flamengo

Por Lauro Jardim (Radar On-line)

Duda Mendonça fechou neste fim de semana sua participação em uma campanha eleitoral inédita em sua trajetória de marqueteiro. Duda, que torce pelo Bahia, hoje a caminho da Terceira Divisão, fará a campanha de Plínio Serpa Pinto à presidência do Flamengo. Serpa Pinto é um dos sete candidatos a herdar 333 milhões de reais em dívidas.  A assessoria de comunicação do candidato será feita pela FSB, de Francisco Brandão – este sim, flamenguista. A eleição é no dia 7 de dezembro.

 

Remo apresenta novo reforço

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A assessoria de imprensa do Remo informa que o volante Danilo Mendes (foto), novo reforço do Remo para a disputa do Campeonato Paraense 2010, será oficialmente apresentado à imprensa esportiva logo mais às 16h30, no Baenão. O jogador chegou a Belém nesta terça-feira, às 11h30, no voo da TAM JJ3420. Ainda nesta terça-feira à noite desembarcam em Belém mais três reforços: os meias Renan (20 anos, ex-Palmeiras) e Fabrício (31 anos, ex-Itumbiara) e o meia-atacante Samir (28 anos, ex-Rio Preto e Guarani).

Tribuna do torcedor

Por Cezar Falconi

Com a razão no presente e os olhos no futuro!

Não sei quantas vezes participei de uma roda de bate-papo compostas por azulinos e bicolores, mas foram muitas. Mesmo assim, nenhuma roda de bate-papo era diferente da outra, o assunto que imperava era e ainda é, a atual pindaíba dominante de Clube do Remo e Paysandu.

Hoje, se há algum consenso nas duas maiores torcidas paraense, ele se refere ao infortúnio que se instalou sobre Leão Azul e Paysandu, fruto da ingerência nos seus departamentos por pessoas que carregam nas suas características intrínsecas a síndrome do “algo por nada”, que em ultima análise tem como lema: “Eu primeiro”. E a pergunta é: Não foi ou não é isso que acontece dentro dos Titãs? Quando eles saem o que fica para comemorarmos? Nada!

O cenário é tão degradante, que me remete a célebre frase “Independência ou Morte”. A priori, soa como um exagero ao extremo, mas, uma análise ainda que seja despretensiosa é suficiente para aclarar que não se trata de exagero, mas de constatação histórica. Infelizmente, aqueles que ocuparam a presidência azulina e bicolor não tinham habilidade de dar a importância necessária à grandeza do futebol paraense e de quebra, pouca ou nenhuma importância deram ao sentimento das respectivas torcidas que amam com paixão seus clubes.

Com o sinal vermelho ofuscando novos horizontes, o veredicto é o seguinte: ou se libertam desse ambiente anóxico em que se encontram ou morrerão asfixiados nele. Para tanto, é necessário que validem a elaboração de um plano onde deverá constar obrigatoriamente: objetivos, ações de curto, médio e longo prazo. E executá-lo, garantindo sua integridade, neste caso, eu recomendaria um poderoso Método de Gestão que se chama: PDCA, eu o vejo como o caminho para se atingir Metas planejadas.

Certa vez, nos bastidores de um congresso, um consultor me disse: “Uma boa idéia vale um real. O plano para implementá-la vale um milhão”. Sei que, conclusivamente, eu não posso comparar um clube de futebol com uma indústria, mas, a minha experiência em alguns grupos industriais multinacionais, me dá a certeza de que, Clube do Remo e Paysandu enquanto instituições, não podem perdurar às margens das demais instituições de negócio. Em razão disso, os atuais presidentes devem se sensibilizar e compreender que a presidência de um clube deve ser assumida interiormente antes que possa ser reconhecida externamente. Não devem esperar até que se tenha o controle da situação. Ou seja, não se espera até que o céu fique sem nuvens. AK e LOP, para provocar impactos positivos nas duas torcidas com suas atitudes e ações, terão que pegar a tela da vida de Remo e Paysandu respectivamente e pintar com seus próprios “sangues”, uma mensagem grande e brilhante para as duas apaixonadas torcidas.

Espero que esse oceano de insensatez que entorpece Clube do Remo e Paysandu seja expurgado com um alto grau de urgência, por aqueles que estão lá. Se, é verdade que a esperança é a ultima que morre, então, eu, como torcedor do Leão acredito que AK tenha conhecimento e talvez alguma habilidade de planejar. E que, no entanto, a cultura torpe enraizada há décadas em seus departamentos gerenciais somando-se aos conflitos do dia-dia e a gigantesca pressão por resultados de curtíssimo prazo, tenha transformado o atual “gestor” em “bombeiro”, exímio “apagador de incêndio”. Por outro lado, se AK e LOP sabem planejar, é óbvio, que em suas linhas de ação pré-definida deveriam constar às contramedidas para o foco incendiário, não sendo, portanto, necessário que se desvie do objetivo maior.

Diferente de indústrias, Clube do Remo e Paysandu têm uma gigantesca clientela, cuja fidelidade é imutável, mesmo diante dos piores resultados. Então, porque não fazer do futebol azulino e bicolor um grande negócio que atenda a todos? A verdade, é que a profilaxia para o infortúnio azulino e bicolor é: colocar nas presidências, o melhor gerente e um excelente líder. Muitos pensam se tratar da mesma coisa, não é – gerência é o que fazemos (planejamento, orçamento, controle e etc.), liderança é quem somos e, não é sinônimo de gerência, mas de influência. Liderar é servir, portanto, temos que ter como presidente alguém que queira colocar nossos times sempre na frente de seus desejos pessoais, afim de que as Metas planejadas sejam atingidas, diferente disso é tentar, tentar, tentar e morrer na praia.

O adeus de Mestre Verequete

Morreu, na manhã desta terça-feira, no hospital Barros Barreto, o cantor e compositor Augusto Gomes Rodrigues, o Mestre Verequete, aos 93 anos. Símbolo da chamada música paraense de raiz, Verequete ficou famoso como compositor popular de carimbó, o ritmo afro-indígena típico do Estado. A história do músico virou o documentário “Chama Verequete”, de 2002, que, no mesmo ano, conquistou Menção Honrosa, no Festival de Curitiba, e Melhor Música, no Festival de Gramado.
Augusto Gomes Rodrigues nasceu na localidade de Careca, próximo à Vila de Quatipuru, em Bragança, no dia 26 de agosto de 1916. Aos três anos, após perder a mãe, mudou-se com o pai para a cidade de Ourém, onde começou sua trajetória artística, no terreiro da “Negra Piticó”. Cantor e compositor de carimbó, Verequete foi um dos primeiros divulgadores do ritmo nos subúrbios de Belém. Organizou o conjunto “O Uirapuru”, em Icoaraci, e gravou seu primeiro disco em 1970, reunindo uma série de temas de carimbó.

O velório acontece no hall de entrada do Teatro da Paz e o sepultamento está marcado para esta quarta-feira, às 16h, no cemitério Parque das Palmeiras.

O livro aberto do marqueteiro Agassi

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Agassi, nos tempos da famosa peruca

Por Paulo Cleto

Outro dia mesmo escrevi que Andre Agassi é o maior marqueteiro que o tênis conheceu, só para ser atacado pessoalmente pelos idiotas de plantão. Huumm! Escrevi que a atual volta de Agassi às quadras, após uma longa ausência e a quebra de um projeto imobiliário, tinha algo por trás. O que seria?

O careca lançará no início de Novembro um livro autobiográfico – que deve vender zilhões e colocá-lo em total evidencia, que é onde ele gosta de estar – em parceria com um dos mais conhecidos jornalistas americanos, onde promete divulgar o que nem sempre é divulgado em autobiografias. Especialmente de esportistas.

Pelo o que se sabe, através de trechos publicados na revista “People” no jornal “The Times”, Agassi admite que odiava tênis, por conta do pai que o ameaçava e forçou a jogar desde bem pequeno. Não é o primeiro, nem o último, grande esportista que teve um relacionamento de amor e ódio, no caso mais deste último, com o pai dominador.

Fala também de detalhes cômicos como a peruca que usou durante algum tempo e que deteriorou debaixo do chuveiro de Roland Garros. Mas o que está dando pano para manga é a divulgação que usou, no período em que seu relacionamento com Brooks Shields estava de mal a pior, uma droga chamada “cristal meth”, algo como “bolinha da pura”, para ficar doidão e sair varrendo os aposentos da casa, limpar a piscina, fazer a cama, jogar golfe, sem mencionar onde estava a mulher. Isso em 1997, pouco antes de fazer sua célebre volta às quadras.

Eventualmente foi pego em exame anti-doping. Conta como escreveu uma carta à ATP, mentindo do começo ao fim, culpando um manager seu, segundo suas próprias palavras. A ATP comprou a mentira e arquivou o caso. Hoje a FIT diz que qualquer pergunta a respeito a ATP que responda. A ATP diz que é um painel que decide e que um único executivo não poderia decidir. Sei.

Na real, segundo Andre, foi o manager que lhe ofereceu a droga pela primeira vez. Na mentira, o manager foi acusado de ter colocado a droga em uma bebida sem seu conhecimento. A ATP acreditou. Vale lembrar que, até pouco mais de um ano atrás, um antigo manager de Agassi era um dos membros do Conselho da ATP – não sei se o mesmo, já que ele usa um nome fictício para o manager envolvido com drogas.

Não sei qual a razão de Andre Agassi divulgar esses detalhes em seu livro. Ele jura que o livro – “Open”-  é honesto de uma maneira surpreendente. Não sei o quanto é transparente, já que a vida do rapaz, como a da maioria das pessoas, é cheia de segredos, que nem sempre podem, ou devem, vir a público. Ele diz que escreveu mais para ajudar as pessoas aprenderem sobre elas mesmas do que para fazer um mea culpa – exatamente o que um especialista em marketing escreveria. Deixo claro que não vejo um “marqueteiro” como alguém ruim ou mentiroso. Só alguém que tem uma habilidade em manipular a mídia e as pessoas para seu proveito, o que, per si, não é nenhum pecado. Pecado seriam mentiras para conseguir o objetivo.

O livro sai em Novembro, enquanto isso ficamos na expectativa quais outras verdades serão divulgadas e se o livro contará a razão da separação com Brooks, esta sim uma bomba.

Insucesso é para ser esquecido

Por José Roberto Malía

Aos raros torcedores que ainda desconhecem o fato, já que as meninas são badaladas em prosa e verso pela supimpa cartolagem: sem ‘Martinha da Vila’, as sereias entraram pelo cano e perderam o título paulista para as garotas do Botucatu por 2 a 0, com dois golaços de Grazie. A decisão foi sob um aconchegante ar-condicionado de mais de 30 graus, às 10h.

Cara de pau não tem limites

Da Folha de S. Paulo

“Eu errei. Errei por ter visto uma lista e por tentar dizer que não tinha visto.” Essa é a explicação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), sobre o episódio de violação do painel do Senado, no qual esteve envolvido em 2001, quando era líder do governo FHC na Casa. Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, repórter especial da Folha e colunista da Folha Online, durante o programa “É Notícia”, da RedeTV!, Arruda disse que o que o fez mentir foi “ser igual a todos os políticos brasileiros”. No episódio, cujo personagem principal era o então senador baiano Antonio Carlos Magalhães (DEM, ex-PFL), Arruda fez um discurso enfático negando ter participado da violação. Alguns dias depois, admitiu na mesma tribuna a sua participação.