Orgulho paraense – 3

Sr. Gerson,

Meus cumprimentos,
Com respeito à sub-sede da Copa do Mundo, o Papai do Céu foi muito amigo dos paraenses e, principalmente, de nós, belenemses. Imagine o sr. o caos que tomaria conta da nossa cidade com obras que certamente não acabariam, gambiarras do Estado e município por todos os lados, obras vagabundas, ruas esburacadas, empreiteiras mancomunadas com o poder público etc. etc. Se o pórtico que custa algo em torno de 600 mil reais não sai do lugar, imagine grandes obras! Mesmo em se tratando de dinheiro federal, mas… E o pior de tudo: teríamos greves na saúde, dos motoristas de ônibus, dos socorristas, dos alternativos, dos mototaxistas e, para rebater, os caras do MST. Quer mais? Como nós poderíamos querer que Belém fosse sub-sede com equipes de trabalhos (GT) tão inexpressivos? Pergunto: qual o apelo político tem a D. Lúcia Penedo e o sr. Carlos Cunha (Sejel)? Zero, zero! Enquanto Manaus tratava tudo com o governador e o prefeito, que estavam lá na CBF lutando. Então, meu amigo, agora é so chorar e se lamentar e ver Manaus crescer cada vez mais. O nosso caminho político como está (governo e prefeitura ) é uma ladeira abaixo sem retorno. Note: o pior ainda está por vir!
Abraços,
Luís Souza

Orgulho paraense – 2

Do Marcelo Santos:

Não adianta querer enganar o povo paraense de novo, sabemos claramente que: os politicos paraense só aparecem em cadeia nacional quando fazem parte de pedofilia, roubos, desvios de verbas, etc. As brigas em poder próprio desmoralizam nosso Estado, empobrece nossa alta estima, nos deixa loucos de raiva pelo descaso em geral. Enquanto isso, os políticos amazonenzes esqueceram as picuinhas e se unem em prol de um objetivo e conseguiram, depois volta tudo ao normal por lá, as desavenças voltam, todos sabemos disso.
Nós temos que meter na cabeça que somos PARAENSES  e não brasileiros, temos que ter vergonha na cara, parar de torcer mais pra times de fora do que nos de nosso estado, eu sou apenas Paissandu e era seleção também. Depois dessa vergonhosa safadeza, apenas Papão com orgulho.
A escolha foi da CBF e o anúncio da Fifa, quem é que não sabe disso? Agora vamos aguentar a penúria de nosso Estado, nossa cidade, nosso futebol, cair no descaso das ” pobres autoridades”. A imprensa tem que fazer seu papel, mas o principal papel tem que estar voltado aqui pra nós, temos que largar essa baboseira de esportistas se orgulharem de ser flamenguista, corintiano, vascaíno. Será que não está na hora de todos os paraenses verdadeiros se orgulhar de que e quem somos realmente. Seleção é da NIKE e COCA COLA, quem não sabe disso?
Eu me orgulho de ser Paraense, ser Paissandu, ser ético, ser entendido. E tenho nojo hoje e da qui pra frente de ser brasileiro, pois não sou palhaço e sim patriota de meu Estado.
Agora não adianta lamentar e sim erguer a cabeça e mostrar aos barristas que aqui é um país diferente (Pará) e que temos todos os poderes para ser fortes, criativos, guerreiros e basta de futebol exterior. Bastam as notícias, já é o suficiente.
 
grato !!

Orgulho paraense

Caros amigos bom dia,
 
Do Eduardo Vox:

Vamos levantar uma campanha através da mídia para que aquele projeto de reforma do nosso tão amado Mangueirão, já que falta tão pouco para que ele fique nos tão falados Padrão Fifa, que façamos isso e mostremos para o mundo todo que nossa paixão pelo futebol não depende de evento esportivo como A Copa que perdemos e que nosso estádio sirva de exemplo para o quanto apaixonados somos por futebol.
 
Amamos o Pará e amamos futebol vamos fazer do Mangueirão com o projeto apresentado o melhor estádio do Brasil não para o mundo e sim para nós Paraenses. O Colosso é nosso e isso ninguém tira.

Tribuna do torcedor

Prezado Gerson Nogueira,

O paraense acorda hoje com um sentimento muito grande de frustração e insatisfação com o que aconteceu na tarde de ontem, tanto na reunião da FIFA quanto a espectativa criada pelo governo do estado em relação a possibilidade de Belém ser uma das sub-sedes.

Antes de mais nada é bom que se diga que a população não é burra ou mal informada como todos acreditam ou acreditavam. Sabíamos sim do jogo de cartas marcadas e também dos problemas que vivemos aqui no estado.

Em 2006 estive em Manaus, a cidade era um canteiro de obras, porém não observei nada na cidade que fosse algo de “super fantástico” ou “sobrenatural” para a candidatura desta cidade. Em algusn sites, a justificativa era somente em razão de Manaus ser muito mais conhecida internacionalmente que Belém.

Fora isso, tecnicamente e estrategicamente Belém é melhor.

As questões técnicas foram apresentadas e concordo com você quando diz que houve uma certa ingênuidade por partes de nossas lideranças políticas.

Aliás, falando em política, penso que isto nada tem a ver com esta coluna, mais não poderia deixar de dizer como fico envergonhado de ver paraenses que por questões partidarias contribuiram para enfraquecer o movimento em razão de politicagem. É imensuravel esta perda, talves se Manaus estivesse de fora, os Amazonenses não sentiriam tanto.

Acho que é hora de olhar prá frente, organizar a casa e continuar com as nossas paixões, de fato não merecemos, porém pagamos pelos nosso erros com um governo que não se entende com a prefeitura e senadores que agem em razão de causas partidarias, no final o Pará é que perde.

Um abraço.

Sebastião Júnior
Assistente A
EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL

A pior das nossas derrotas

O anúncio formal da Fifa, direto das Bahamas, teve caráter apenas protocolar. A coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, matou a charada ainda na sexta-feira, obviamente a partir de informações oriundas da própria CBF. Não há dúvida quanto ao peso do lobby, da influência política, dos conchavos e do interesse financeiro envolvido no processo de escolha das 12 cidades para a Copa 2014.
É de conhecimento até do reino mineral que critérios técnicos ou de tradição não decidem o jogo. De nada adianta saber quem tem estádio ou não, quem gosta de futebol ou boi-bumbá. O que vale é a grandiosidade dos projetos e, principalmente, o volume de dinheiro a ser gasto.
Claro que, na hora de contabilizar as estimativas de lucro, é sempre mais sedutor apostar num projeto caro, como o de Manaus (cerca de R$ 600 milhões), do que na reforma prevista para o Mangueirão, que não ultrapassaria a casa dos R$ 200 milhões.
Cifras movem o mundo, fazem a roda girar, mas sempre resta um fiapo de esperança. Aquela fagulha localizada entre o sonho e a realidade. Mas, quando começou a cerimônia de divulgação das escolhidas, a ilusão se desfez. Prevaleceu a frieza dos números, o peso das decisões de gabinete e a força dos grandes patrocinadores.
Belém tinha tudo para sediar jogos da Copa. Estádio, acessibilidade, tradição futebolística e experiência em eventos internacionais. Manaus tem hotelaria e o apelo do ecoturismo, mas nenhum vínculo com futebol. No entanto, levou a melhor. Não nos iludamos: aquele que era o nosso maior trunfo pode ter sido nosso mais pesado entrave. Ter um estádio pronto desestimula investimentos. Isso teve o condão de desinteressar os senhores da bola.
Alguns outros fatores também contribuíram para o revés. O mais evidente deles foi o descompasso entre Prefeitura de Belém e Governo do Estado. Juntos, poderiam fazer muito. Distanciados, dificultaram ainda mais o que já era difícil por natureza.
Outro aspecto a considerar é o equívoco na estratégia de inserção da candidatura no âmbito internacional. Um grupo de trabalho visando uma Copa do Mundo não podia ter estrutura exclusivamente regionalizada. Faltou desde sempre a participação de lobistas profissionais afeitos a esse tipo de disputa, como fizeram outras cidades.
Por fim, faltou força política para defender a candidatura nos bastidores, onde a guerra verdadeira se travou. Acreditava-se que o presidente Lula era nosso eleitor, mas na prática essa preferência não produziu efeito prático e a culpa certamente não pode ser atribuída ao chefe da nação.  
Resta agora, além do choro, buscar forças para reconstruir a imagem do Pará e a importância de Belém no cenário nacional. Talvez não seja o momento mais favorável do ponto de vista prático, mas é primorosa oportunidade de conscientizar os paraenses quanto às dificuldades terríveis que teremos pela frente, não apenas no campo futebolístico. A incompetência política não pode perdurar. Ser preterido na escolha da Fifa é apenas mais um capítulo do rosário de derrotas (e constrangimentos) a que o Estado vem sendo submetido nas últimas décadas. Que seja o último.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 01/06)

Kaká com um pé no Real

kaka2

O meia-atacante brasileiro Kaká pode ter feito neste domingo, diante da Fiorentina, sua última partida com a camisa do Milan. Segundo o jornal espanhol AS, o jogador já acertou sua transferência para o Real Madrid. De acordo com a publicação, o valor estabelecido para a transação é de 60 milhões de euros (cerca de R$ 168 milhões) e o negócio já está acordado há algumas semanas, articulado por Florentino Pérez.

Pérez, candidato único à presidência do Real nas eleições de julho, conversou com Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, que pediu para que o anúncio oficial fosse feito após o término da temporada. Kaká deve assinar contrato por cinco temporadas, com salários anuais de cerca de nove milhões de euros (aproximadamente R$ 25 milhões) líquidos. O meia-atacante ainda ficará com 50% dos rendimentos referentes a seus direitos de imagem. (Do Folhaonline)

The dream is over!

Do Jornal Infernal, do não menos Tonico da Bocaiúva:

Quando o Juca Kfouri cantou a pedra, meses atrás, que Manaus seria a sede amazônica da Copa do Mundo, foi uma gritaria. Teve vereador querendo processar o Juca por danos morais, a governadora disse que o jornalista estava blefando, que Belém estava certa, e que ela criar a “bolsa copa” assim que a cidade fosse anunciada, radialistas e colunistas esportivos ridicularizaram o Kfouri.
 
Ninguém estava suficientemente informado mas não faltaram vozes bairristas contra o Juca, jornalista esportivo dos mais premiados e prestigiados do país.
 
Pronto, não foi barrigada, como disseram alguns, confiando na presunção. Claro que Belém não é pior que a maioria das cidades do Brasil, muito menos pior que Manaus, a única cidade brasileira que já ultrapassou o limite dos 50% de pobres (1 salário mínimo ou menos) na zona metropolitana. Ou seja, mais da metade da população tem o almoço incerto.
 
Por que Belém então ficou de fora? Ora, porque o terreno onde se travou a guerra pelas sedes expurga o amadorismo. Vale mais o loby, o pacto político, as estatísticas de retorno, o prestígio regional, do que, com todo respeito aos religiosos, os pedidos à Virgem de Nazaré. Começa pela personagem que assumiu a tarefa de levar o Mangueirão à Nassau. Lúcia Penedo é uma ilustre desconhecida. Não tem nenhum prestígio nacional nem internacional. É uma anônima, de carreira política modestíssima, e sem preparo intelectual para comandar um projeto que envolve milhões de dólares.

Série C: Rio Branco vence a primeira

Na Arena da Floresta, em Rio Branco (AC), o dono da casa não tomou conhecimento do Luverdense e conquistou sua primeira vitória na competição, marcando 3 a 0. O primeiro gol, de pênalti, foi muito contestado pela equipe visitante, que também se queixou de duas expulsões, ocorridas ainda no começo da partida.

Izabelense derrota Paissandu

Um golaço de Marquinhos, ainda no primeiro tempo, deu ao Izabelense a vitória de 1 a 0 sobre o Paissandu, domingo à tarde, em Santa Izabel. No primeiro tempo, o técnico interino Gauchinho pôs em campo o time titular do Papão. Na etapa final, fez diversas substituições, para que todos os jogadores do elenco se movimentassem. O Izabelense teve chances de ampliar o marcador, mas Paulo Wanzeller, que substituiu Rafael Córdova na etapa final, evitou pelo menos dois gols.

Desabafo de cidadão

Caro Gerson,

Meu nome é André C. Carvalho. Sou cidadão paraense com muito orgulho, filho de pais maranhenses, fruto de uma miscigenação que só há no Brasil. Descendente, sim, de índios como todo brasileiro devia se orgulhar de ser.

No auge dos meus 26 anos, conhecendo um pouco da história do meu Pará, percebo o quanto nosso povo é guerreiro, batalhador, apaixonado e alegre, mesmo passando por “poucas e boas” nas mãos dos nossos ilustríssimos governantes.

Governantes estes que fizeram Belém perder a sede da Copa para Manaus, uma cidade que tecnicamente é inferior a nossa cidade, e por vários motivos – afinal, não precisaríamos construir um estádio, apenas adequá-lo para atender às exigências da Fifa. O acesso a nossa cidade é mais viável a todos os Estados vizinhos, podendo ser feito via terrestre (fator principal), aéreo e fluvial, além de recebermos todos os anos mais de 2 milhões de pessoas no Círio de Nazaré, dentre outras particularidades que deixariam Manaus sem a menor competitividade. A não ser pelo fator político é claro. E os nossos governantes renegaram um direito único que nós, paraenses, temos, que é o viver, morrer e amar o futebol!

A cada ano, vejo a nossa cidade ser maltratada e jogada, literalmente, no lixo por pessoas que nem preciso citar o nome, mas não vão ser vocês, tampouco “Ricardos Teixeiras” da vida que vão acabar com o nosso sentimento de amor, paixão e vida por essa cidade. Perdemos a Copa. O orgulho pode estar ferido, arranhado, mas nunca perdido, afinal, o paraense nunca irá se dar por vencido, jamais!

Sou cidadão paraense, nortista de coração, perdemos a batalha, sim, mas a guerra, para esta estarei vivo, ao lado dos meus filhos, minha esposa, dos meus pais, dos meus amigos e para quem quiser ouvir que aqui no Pará, terra igual não há! O tempo vai passar, mas nosso Estado jamais vai ser esquecido! 

“Belém minha terra, minha casa, meu chão

Meu sol de janeiro a janeiro a suar

Me beija, me abraça que quero matar

A doída saudade que quer me acabar

Sem Círio da Virgem, sem cheiro cheiroso

Sem a “chuva das duas” que não pode faltar

Cochilo saudades na noite abanando

Teu leque de Estrelas, Belém do Pará”

(Edyr Proença e Adalcinda Camarão)