Desabafo de torcedor

Comentário enviado ao blog pelo Danilo Santiago:

Tenho a impressão de que a diretoria do São Raimundo já desistiu dessa vaga à Série D, porém, só vai divulgar após o jogo de sábado (9/5/2009) e está aproveitando o momento para tirar uma gracinha com o Clube do Remo. Caso este fato venha acontecer mesmo, por um lado, atrapalhará o Leão, pois já dispensou os melhores que tinha: o Adriano, Rogério, Márcio Pereira e Beto.

E, ao mesmo tempo, beneficiará também, porque já se desfez de jogadores como o Marcelo Maciel e daquela comissão técnica perdedora, sem noção e formadora de panelinhas, que dispensou jogadores importantes, no caso o Edinho e faltou dar mais chances para jogadores como Jonathas, Jorginho, Alessandro, Neto e Léo Oliveira. E continuo torcendo para, o mais rápido possível, se desfazerem de Gegê, Héllinton, Toninho, Marlon, Bebeto, Helinho, Diego Maciel etc.

Pelo que sei, o S. Raimundo não pretende e nem vai desistir da vaga. O choro em torno do alto custo da campanha na Série D (estimado em mais de R$ 1 milhão) tem o objetivo de sen$ibilizar setores empresariais de Santarém e, quem sabe, até o governo do Estado.

De olho na Amazônia

Leio em algum jornal de S. Paulo notícia sobre o curso “Descobrir a Amazônia, descobrir-se repórter”, com vagas para 30 alunos de jornalismo. Será amanhã, 9 de maio, no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

A partir das atividades realizadas em sala de aula, dez alunos serão selecionados para uma viagem de estudos à Amazônia Ocidental em julho, acompanhados de professores de comunicação, jornalistas e militares.

O curso é aberto a outros interessados nas questões ecológicas, mas só os estudantes pré-selecionados poderão fazer perguntas aos palestrantes.

Lembrei, de repente, daquela música que dizia assim: “o Brasil não conhece o Brasil”. Pelo menos alguém (futuros coleguinhas ainda por cima) demonstra interesse em escarafunchar essa região tão rica e esquecida.

A piadinha alugada

Do site de Ancelmo Góis:

Corre o território livre da internet:

Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração que rezou na igreja de uma cidade próxima. Dias depois, a solteirona foi até à igreja:

– Bom dia, padre.

– Bom dia, minha filha. Em que posso ajudá-la?

– Sabe, padre, soube que uma amiga minha veio aqui e ficou grávida só com uma Ave-Maria.

– Não, minha filha, foi com um padre nosso, mas já o transferimos para o Paraguai!

Quando o futebol vira boxe

Do Folha Online:

A troca de socos entre o santista Germano e o corintiano Chicão no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, na vitória do Corinthians por 3 a 1 sobre o Santos, vai render aos dois atletas julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva.

Apesar de o árbitro Wilson Seneme não ter relatado a briga na súmula, o procurador do TJD, Edílson Zago, analisou as imagens e disse que vai denunciar os atletas.

Ambos serão citados no artigo 253 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que fala em agressão física. A pena varia de 120 a 540 dias de suspensão. A situação do zagueiro do Corinthians, no entanto, pode ser ainda mais complicada.

“Estou com as imagens do jogo e vou denunciá-los nos próximos dias. Germano será enquadrado em agressão física e Chicão também, pelo tapa na nuca do adversário, só que ainda estou analisando melhor, porque depois do tapa, parece que ele tentou dar uma cotovelada, mas quero ver em outro ângulo, pois ele estava sendo segurado pela camisa”, explicou o procurador TJD de São Paulo, Edílson Zago, ao site “www.justicadesportiva.com”.

O lance aconteceu no segundo tempo. Em cobrança de falta para o Corinthians, Chicão acertou um tapa em Germano, que revidou com um soco. O primeiro ainda teria tentado dar uma cotovelada no jogador santista.

Há quem tolere esse tipo de comportamento, digamos, pugilístico de alguns jogadores no Brasil. Sempre fui contra.

A arbitragem tem que punir rigorosamente, expulsando no ato, quem vai a campo para brigar.

O torcedor precisa ser respeitado. Paga ingressos para ver futebol, não troca de socos.

Agiu bem o tribunal paulista diante da omissão do árbitro Wilson Seneme, cuja atitude não surpreende – os juízes tentam não se indispor com os clubes para continuarem a ser escalados.

É uma pouca vergonha.

Reação contra a indisciplina

Reação firme em toda a Europa contra a atitude do time do Chelsea depois da eliminação na Liga dos Campeões, anteontem.

Assim que o jogo acabou, Drogba, Ballack, Terry e outros partiram feito alucinados para cima do árbitro dinamarquês, falando o diabo e ameaçando descer o braço.

O marfinense, que adora fazer biquinho, disparou um palavrão captado pelas câmeras de TV e teve que se desculpar publicamente.

Verdade que o juiz deixou de marcar pelo menos um pênalti para o Chelsea, embora tenha errado feio também ao expulsar Abidal após encenação de Anelka.

Nada, obviamente, que se compare a cenas quase corriqueiras de jogadores que se rebelam contra árbitros no Brasil.

Basta ver o campeonato carioca, onde jogadores como Ibson e Juan praticamente apitam os jogos – e ainda se revoltam quando são driblados!

Opulência e miséria, lado a lado

Sempre que a CBF anuncia novo patrocinador e, por tabela, revela que está abarrotando ainda mais seus fornidos cofres, soa mais incoerente a relação que a entidade máxima do futebol no país sustenta com os clubes. Nem me refiro aos primos pobres, emergentes e participantes das divisões inferiores, falo das grandes agremiações, aquelas que realmente movem o moinho, que dão as cartas em termos de preferência popular.

O mais novo parceiro é a Gillette do Brasil, que vem se juntar a um seleto grupo de anunciantes, que, com crise mundial e tudo, garante à CBF receita anual estimada em quase R$ 80 milhões (incluindo a venda de direitos de transmissão das competições oficiais), segundo cálculos conservadores.

Foi o quarto acordo firmado desde o ano passado – os demais foram com Itaú, Vivo e Nike. É uma dinheirama fabulosa, acima do faturamento de qualquer outra confederação no planeta. E que vai aumentar, pois já se anuncia espaço nos uniformes para mais quatro clientes.

Diante disso, como ficam os clubes, instituições sagradas, sustentáculos do nosso futebol? Vivem de pires na mão, salvo as exceções de sempre (S. Paulo, Inter e, vá lá, Cruzeiro). Dependem dos humores da CBF e precisam tratá-la com o servilismo próprio dos incapazes. Não por acaso, a cada novo sinal de prosperidade da confederação fica no ar um quê de constrangimento entre os plebeus.

 

Para amealhar patrocínios milionários, a CBF explora à exaustão seu carro-chefe: a Seleção. O escrete nacional, como se sabe, é atemporal, não podendo ser avaliado pelo que representa hoje, mas por tudo que colecionou em glórias e taças ao longo da história.

Por esse prisma, os clubes, que serviram de base para que a Seleção conquistasse cinco títulos mundiais, mereciam compensação mais expressiva que as esmolas que hoje são obrigados a aceitar. Na verdade, teriam direito a reivindicar um reembolso pela inestimável contribuição para o futebol no Brasil.

 

A boa fase está deixando Ronaldo cada vez mais solto, com a língua leve para entrevistas, como nunca se desconfiou que fosse capaz. Na Alemanha, em 2006, entediado e sorumbático, praticamente não abria a boca – nas coletivas de imprensa. Anda tão desembaraçado que às vezes até se arrisca a fazer piadinhas e dar cutucadas nos jornalistas, ciente de seu imenso crédito e prestígio com o torcedor.

Depois de reclamar da bagunça que foi a cerimônia de premiação dos campeões paulistas, no domingo, ele voltou a deitar falação no término do jogo com o Atlético-PR, anteontem. Fez questão de dividir os méritos pelo bom momento com os companheiros de time, a turma que carrega o piano para que ele desfrute de oportunidades lá na frente, sem a responsabilidade de marcar ninguém. Gesto maduro, que supera qualquer viés marqueteiro.

 (Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO, desta sexta-feira, 08/05)

Sem perder a arrogância

Parreira não perde aquela banca de arrogância que tanto nos custou caro em 2006 na Alemanha.

Ao analisar o sufoco do Fluminense para passar pelo apenas esforçado Goiás, ontem, o técnico insiste na tese maluca de que os adversários se fecham contra seus times.

Nada mais equivocado.

O Goiás não tomou conhecimento do Tricolor, levou um gol e não se intimidou. Empatou e quase virou o placar.

Como ocorreu diante do Águia, o Fluminense não passou, mas não convenceu.

Duvido que supere o Corinthians de Ronaldo, a invencível armada mosqueteira – e nem estou falando dos pênaltis e facilidades que a arbitragem normalmente concede ao Timão.

Serra e os porquinhos

O episódio virou piada nacional.

Com toda a pose tucana tradicional, o governador José Serra fala algumas sandices sobre a gripe suína.

Fico imaginando se fosse o Lula…

Giletadas no mau humor

Do portal iG, agora há pouco:

SÃO PAULO – A CBF anunciou nesta quinta-feira que a seleção brasileira terá patrocínio da empresa Gillette até o fim da Copa do Mundo de 2010, com possibilidade de renovação até a Copa de 2014, que será realizada em território nacional.

A entrevista coletiva concedida por Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e Dunga, técnico da seleção, teve um assunto principal, como era o esperado: Ronaldo. Além de responder às perguntas dos jornalistas, tanto técnico quanto dirigente ficaram irritados com piadas feitas por Danilo Gentile, repórter do programa CQC, da TV Bandeirantes.

O humorista primeiro perguntou para Ricardo Teixeira se o dinheiro que a Gillette pagará para CBF será utilizado também para ajudar a seleção feminina de futebol, ou a empresa pagará a parte das jogadoras em lâminas de barbear, para que elas depilem as pernas e as deixem bem “lisinhas”.

Todos os presentes no auditório na Zona Oeste de São Paulo riram, inclusive os executivos da Gillette, mas o presidente, visivelmente incomodado com a situação, retrucou: “Se você fizer a pergunta com seriedade, eu respondo”. O repórter então repetiu a questão, mas com um tom mais sério. Teixeira respondeu que isso será determinado pelo departamento técnico da seleção.

Na sequência, quando o assunto da coletiva já era Ronaldo (leia mais aqui), novamente Danilo Gentile entrou em ação. Ele perguntou para o técnico Dunga se, agora que o time é patrocinado pela Gillette, empresa de lâminas que cortam para os dois lados, fica mais fácil a convocação de Ronaldo.

Tá certo que os caras do CQC pegam pesado às vezes, mas a piada era irresistível e obrigatória. Além disso, ver a cara de azedume do Dunga e do Teixeirão (ou Peixeira, como dizia o Casseta dos bons tempos) não tem preço.

O primeiro passo

Do Folhaonline:

Um protesto pela renúncia do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, reuniu cerca de 300 pessoas em frente à sede da Suprema Corte, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), ontem à noite.

O movimento afirma que a postura de Mendes no comando da Corte não representa o significado de Justiça. Argumentam que o presidente do STF atua a favor dos ricos, como na concessão do habeas corpus em favor do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, que foi preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A saga dos rechonchudos

Um breve levantamento sobre os gordinhos que resolvem a parada no futebol. De Puskas a Ronaldo, todos foram ídolos e extremamente eficientes na grande área. Quem duvidou acabou se dando mal.

Ferenc Puskas

“Olha aquele gordinho. Vamos destruí-lo.” Esta frase é atribuída a um jogador inglês não identificado antes da partida contra a Hungria, em 1953, em Wembley. O tal gordinho marcou dois gols na vitória dos visitantes por 6 a 2, a primeira derrota da seleção inglesa no estádio londrino. Puskas, um dos melhores jogadores da história do futebol, sempre enfrentou problemas com o peso durante sua carreira. Porém, mesmo com vários quilos a mais, não teve dificuldades para brilhar com as camisas de Hungria, Honved e Real Madrid. Ao ser contratado pelo clube espanhol, Puskas chegou com 18 quilos a mais em relação a seu peso ideal. Isso não impediu o presidente do Real, Santiago Bernabeu, de fechar contrato com o craque, que conquistou três Copas dos Campeões e cinco campeonatos espanhóis em Madri.

Coutinho

Terceiro maior artilheiro da história do Santos (atrás de Pelé e Pepe), Coutinho sofria para se manter em paz com a balança. O atacante, eternizado por ser muito técnico e por fazer excelente dupla com Pelé, tinha facilidade de engordar, mas driblava os problemas com o peso explorando seus dribles e sua boa colocação na área. Seus quilos a mais não o impediram de brilhar na Copa do Mundo de 1962.

Diego Maradona

Atarracado e gordinho, o craque argentino conseguiu ser o destaque da Copa do Mundo de 1986 mesmo longe de se destacar pela forma física. Maradona compensava tudo com alta técnica. No final da carreira, passou por problemas ainda mais sérios para manter o físico, a maioria deles causada por seu envolvimento com as drogas. Isso afetou o rendimento do craque em campo, especialmente em seu retorno ao Boca Juniors, em 1997. Depois de aposentado, assustou o mundo do futebol com seu peso excessivo. Conseguiu retomar parte da forma após cirurgia para redução de estômago.

Paul Gascoigne

O polêmico jogador inglês jamais se preocupou com sua forma física. Sua paixão pelo álcool somente contribuiu para que sua forma física ficasse ainda pior. De qualquer maneira, foi um dos principais atletas britânicos do início dos anos 90, sendo, inclusive, titular da Inglaterra na Copa da Itália.

Neto

O ídolo corintiano gosta de se definir como “um boleiro, e não um atleta”. Em sua passagem pelo Palmeiras, em 1989, foi barrado por Emerson Leão por sua forma física. Seus quilos a mais, porém, não o impediram de ser o destaque do Corinthians campeão brasileiro em 1990. Seus gols (especialmente em cobranças de falta) decidiram o torneio para o time paulista.

Salvador Cabañas

Flamengo, Santos e Seleção Brasileira sentiram o peso que o roliço Cabañas pode ter no ataque. Em 2008, o atacante paraguaio foi decisivo contra as três equipes. Jogando a Libertadores da América pelo América do México, fez dois gols nos cariocas e outros dois nos paulistas, sendo decisivo para a eliminação de ambos. Depois, contra o Brasil, fez um dos gols da vitória paraguaia por 2 a 0 nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.