Uma canção para Emerson

Um vídeo antigo, para fãs de Beatles e F-1. George Harrison homenageia Emerson Fittipaldi, seu grande amigo, mudando os versos do clássico Here Comes the Sun.

Foi em 1996. O vídeo só passou num programa antigo do SBT.

George, o beatle mais místico, dava as boas vindas a Emerson, que se recuperava de grave acidente em corrida da Fórmula Indy em Michigan.

Pela saudação final fica óbvio o quanto George gostava de Emerson.

Aliás, a única visita de Harrison ao Brasil foi justamente para ver uma corrida de F-1, em Interlagos, trazido por Emerson.

Bons tempos.

Um gol sem querer

É raro uma bola dividida render um lance digno de atenção.  

Quase sempre espirra ou termina em falta.

Nesse lance, do jogo entre Bayer Leverkusen e Karlsruher, houve um final feliz para um dos lados.

O zagueiro Langkamp (do Karls) tenta interromper o avanço do brasileiro Renato Augusto, ex-Flamengo e jogador do Bayer.

Por puro golpe de sorte, desarma o adversário e acerta um chutaço que vai direto para as redes inimigas.

Um golaço, absolutamente acidental.

Paissandu vence e levanta taça

O segundo tempo no Mangueirão começou morno, sem muitos lances de perigo. Vélber entra em substituição a Alex Sandro. E, aos 19 minutos, Zeziel bate falta em forma de cruzamento para a área e engana o goleiro Labilá, desempatando o jogo.

O S. Raimundo não esmorece e vai em busca do empate. Aos 28, Garrinchinha dribla o goleiro e marca o segundo gol santareno. Na comemoração, acaba expulso de campo por Heber Roberto Lopes.

Nem bem sofreu o empate, o Paissandu foi ao ataque e ganha escanteio. Vélber cobra na cabeça de Zeziel. 3 a 2.

Em seguida, Zé Augusto (que substituiu Reinaldo) perde chance de gol em lance que teve também a participação de Rossini.

Fim de jogo, festa no Mangueirão.

Paissandu campeão paraense, depois de dois anos na fila.

Almirante estréia com vitória

Na Série B, o Vasco estréia com vitória sobre o Brasiliense. 1 a 0. Gol de Rodrigo Pimpão, no segundo tempo.

Torcida empolgada nas arquibancadas.

Bom sinal para uma campanha que promete ser difícil.

O Brasiliense vendeu caro a derrota e quase estragou a festa vascaína com um disparo na trave, logo no comecinho da peleja.

Mundico e Papão: 1 a 1 no primeiro tempo

Depois de um incrível atraso de 20 minutos, para dar tempo de a torcida chegar, o jogo entre S. Raimundo e Paissandu finalmente começa no Mangueirão, encerrando o campeonato estadual – cujo campeão, todo mundo sabe, já é o Papão. No apito, Heber Roberto Lopes (Fifa-PR), que até apita bem quando não inventa moda.

Nos primeiros movimentos, equilíbrio entre as equipes, embora com algumas hesitações da zaga santarena – que, depois da goleada no primeiro jogo, parece receosa até quando cobra arremesso lateral.

Balão e Aldivan tentam atacar pelo lado esquerdo do ataque do Paissandu, mas não conseguem produzir lances de perigo nos primeiros 15 minutos.

Do lado do Mundico, Hélcio é bastante acionado, mas a marcação bicolor não permite espaços.

Depois dos 20 minutos, a equipe de Valter Lima se solta mais e Michel passa a surgir como opção no ataque. Chega a invadir a área, cara a cara com o goleiro Rafael Córdova, mas chuta para fora.

Logo em seguida, a resposta do Papão: Dadá recebe passe de Balão e manda na trave. Dois minutos depois, o volante invade a área, aplica o drible da vaca num beque e chuta forte, mas Labilá salva.

Balão, que se movimentava bem, é substituído por Rossini aos 28 minutos. O atacante sai chutando lata e não esconde a irritação diante de Gauchinho, auxiliar e filho de Edson Gaúcho, que, suspenso, não pode orientar o time da beira do gramado.

Aos 31 minutos, em lance rápido, a bola chega ao veterano Luís Carlos Trindade, quase 20 anos de futebol, que encaixa uma meia bicicleta e estufa as redes, abrindo o placar para o Mundico. Bonito gol.

Dez minutos depois, o Paissandu empata: tabelinha de Reinaldo com Aldivan termina com o lateral mandando a bola para as redes mocorongas. Resultado justo para um primeiro tempo disputado em igualdade de condições.

Michel e Pitbull, do S. Raimundo, receberam cartão amarelo. Pelo Paissandu, Zeziel foi advertido.

Alex, o novo Dirceu Lopes

Do blog de Cosme Rímoli:

Seria uma honra ser comparado a Ademir da Guia e a Dirceu Lopes.

Em todos os aspectos, menos em um.

Ser um desperdiçado pela Seleção Brasileira.

Na Turquia, jogadores, dirigentes e torcedores do Fenerbhace não se conformam.

Ele prefere não mais pensar no assunto.

A não ser se um jornalista insista no tema.

Foi o caso.

 

Alex, você já se conformou em não ser mais chamado para a Seleção Brasileira?

Ah, já faz mais de três anos que não sou convocado…

Eu já remoí muito este assunto.

Prefiro pensar que é sempre opção do treinador.

Ele escolhe os jogadores que têm confiança e pronto.

Minha carreira está ótima.

Estou em um momento tão bom como estava no Cruzeiro em 2003.

Mas nunca fui convocado pelo Dunga e, sinceramente, acho difícil demais isso acontecer.

 

Qual o pecado que você fez para não ser convocado mesmo tendo tanto talento?

Olha…Eu não fiz nada de errado. Na Seleção Brasileira eu sempre joguei pouco tempo.

Por uma questão de coincidência, a maioria das partidas que tive chance de entrar foi nos últimos minutos.

Não tive sequência. Quando começava um jogo tinha de fazer uma partida fora do comum.

Não podia errar. Tive poucas chances.

Prefiro pensar que foi uma questão de escolha, de preferência dos treinadores.

Eu só quero falar que, em 14 anos de carreira, eu não mudei.

Quem joga comigo me respeita.

Consegui vencer na minha carreira nos clubes.

Os torcedores do Palmeiras, do Cruzeiro, do Coritiba, do Fenerbhace gostam demais do meu futebol.

Isso me deixa muito feliz.

 

Qual é a sensação de ser um novo Ademir da Guia, Dirceu Lopes?

Ótimos jogadores que foram desperdiçados pela Seleção?

Ser comparado a esses dois jogadores já é um grande elogio.

Por coincidência, eu conversava longas horas com o Dirceu Lopes no Cruzeiro.

Falávamos sobre esse mesmo assunto.

A conclusão que chegávamos é que cada técnico tem a sua Seleção Brasileira.

Você tem a sua, o outro repórter a dele e assim vai.

Preferi não levar para o lado pessoal.

Não me preocupo mais com isso.

Sou realista. Se o Dunga não me chamou nenhuma vez, não vai chamar agora.

 

Mas, como você se sente sabendo que, mesmo tendo uma carreira tão vitoriosa, não vai disputar uma Copa do Mundo?

Como o Djalminha deve ter se sentido.

Não me passa pela cabeça como um jogador com tanto talento como o Djalma que eu acompanhei bem, não ter disputado um Mundial.

É muito talento desperdiçado.

Ainda mais sabendo que tantos jogadores sem sequer uma parte do talento dele foi para uma Copa.

É duro, mas a vida é assim.

E pensar que Viola foi até campeão em 94, Paulo Sérgio (quem mesmo?), Chicão e Elzo disputaram Copas do Mundo…

Olha só essa…

A Arquidiocese do Rio de Janeiro comprou um apartamento de aproximadamente 500 m2, avaliado em R$ 2,2 milhões, no Flamengo (zona sul da cidade), informa neste sábado reportagem da Folha de S. Paulo.

O imóvel poderá ser usado pelo ex-arcebispo d. Eusébio Scheid, que deixou o cargo em abril.

Dias após o novo arcebispo, d. Orani Tempesta, saber da compra, a instituição anunciou que o padre Edvino Steckel foi afastado, anteontem, do cargo de ecônomo (responsável pela gestão dos bens da arquidiocese).

Oficialmente, a arquidiocese nega que o afastamento tenha a ver com a compra do apartamento. O próprio padre teria pedido para deixar o cargo durante uma conversa com o arcebispo no último domingo – antes de dom Orani saber sobre a compra do imóvel.

Após deixar o cargo, o ex-arcebispo passou a morar em São José dos Campos (97 km de SP), mas poderá usar o imóvel quando estiver no Rio.

Heloísa na farra das passagens

A ex-senadora Heloisa Helena (PSol-AL) também entrou na farra das passagens aéreas.

Ela usou sua cota, depois de perder o mandato no Senado, para dar passagens ao filho.

Ao “Congresso em Foco”, a normalmente furibunda dirigente do PSol negou que tenha praticado uma irregularidade.

É o que dizem todos os que foram apanhados com a mão na massa, desde as figuras notórias de sempre até os ínclitos, como Fernando Gabeira e Eduardo Suplicy, paladinos da ética e da moralidade no Congresso Nacional.

Simpatias vascaínas

Não sou adepto daquela tese falsamente piedosa de que o momento mais triste da vida de um grande clube é encarar uma divisão inferior.

Talvez pela própria experiência (redentora, por sinal) com o meu amado Botafogo, não vejo mais como o fim do mundo a descida à segunda divisão.

Por isso, sob determinadas nuances, encaro de maneira positiva a situação.

O Vasco começa a sua caminhada daqui a pouco, jogando em São Januário contra o Brasiliense, às 16h10.

“Tenham certeza de que o Vasco estará muito bem representado, com os jogadores se doando ao máximo”, afirmou o técnico Dorival Júnior, que pediu o apoio incondicional de sua torcida para facilitar o trabalho vascaíno.

O time terá Carlos Alberto entre os titulares. Ao seu lado jogará Léo Lima, que ganhou a vaga antes ocupada por Enrico.

O Vasco sempre foi meu segundo time no Rio. Acho a agremiação simpática, tenho afinidades óbvias com o uniforme e razões caseiras (meu pai José e meu mano Edmilson são vascaínos de quatro costados) para desejar o melhor ao clube da Colina.

Tenho certeza de que emergirá mais forte (e mais unido) dessa passagem pela Série B.

Barrichello em terceiro, Massa em quarto

O piloto inglês Jenson Button, da Brawn, fez neste sábado a pole-position do GP da Espanha de F-1. A segunda colocação no grid ficou com o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, e a terceira acabou com Rubens Barrichello, da Brawn.

A prova será disputada no domingo, às 9h.

Felipe Massa mostrou que a sua Ferrari evoluiu bastante e ficou com a quarta posição. Nelsinho Piquet, outro brasileiro da F-1, vai largar com a sua Renault em 12ª lugar.

Essa será a primeira corrida em solo europeu nesta temporada da competição.

A prova também marcará a estreia de novos pacotes aerodinâmicos em quase todas as equipes, que tentam alcançar a Brawn, líder do Mundial de Construtores com 50 pontos.

Desconfio que a vantagem da Brawn começa a diminuir. As corridas “ocidentais” devem trazer um novo equilíbrio de forças à categoria.

E, talvez, um pouco mais de graça às corridas.

Por enquanto, a mesmice prevalece e algumas provas continuam a dar sono.