Punição discreta

O atacante Dentinho tomou três jogos de suspensão pela cotovelada na boca de Rafael Moura, do Atlético-PR, em partida válida pela Copa do Brasil.

Achei pouco, mas o técnico corintiano Mano Menezes teve a pachorra de dizer que a punição foi injusta. Sua simplória argumentação: as imagens de TV não deveriam ser usadas para punir esse tipo de lance.

Por essas e outras que o futebol descamba sempre para espetáculos violentos, quando sua essência deveria ser a exibição do talento.

Brasileiro: Vitória e Inter na ponta

Uma rodada com algumas surpresas no Brasileiro e dois times que começam a se distinguir dos demais.

O Palmeiras perdeu para os reservas do Inter, no Beira-Rio, o que é mais ou menos normal. O time de Luxemburgo é dado a rompantes, oscila muito. O Inter, que nada tinha a ver com isso, se manteve a liderança.

O Flamengo tropeçou no Avaí, no Maraca, e pode se dar por feliz. O time catarinense podia ter matado o jogo no segundo tempo.

O S. Paulo empatou às duras penas com o Atlético-PR, no Morumbi, em 2 a 2. O gol de empate, de André Lima, aos 43 do segundo tempo, foi em impedimento.

O Galo derrotou o Grêmio, por 2 a 1. Vingancinha de Celso Roth contra seu ex-clube.

O Flu tropeçou no interior de SP: 0 a 0 com o Barueri.

O Santo André meteu 4 a 2 no Coritiba. Em Curitiba, o que prova que o empate obtido pelo Botafogo na estréia não foi mau negócio.

O Náutico derrubou o favorito Cruzeiro: 2 a 0.

Santos tropeça, em casa: 3 a 3 com o Goiás.

O Botafogo empatou com o Corinthians, que fez suspense mas entrou com o time titular (Ronaldo, inclusive)

E o Vitória de Carpegiani se segura na liderança, ao lado do Inter, com a vitória de 1 a 0 sobre o Sport.

Arranjos aéreos sob suspeita

Jornal da cidade afirma, em nota, que o verdadeiro enrosco financeiro do coronel Nunes é doméstico: cobrir o pagamento das passagens aéreas do deslocamento de clubes para o interior. O problema é que a agência de viagens pertenceria ao diretor técnico Paulo Romano.

Diante de mais essa situação nebulosa, a FPF deve explicações públicas.

Sob o domínio de lunáticos

Alguém me pergunta de onde surgiu o delírio de trocar o mascote do Remo. Pelo que sei a ideia é de um lunático da própria diretoria, o que não surpreende e diz muito sobre esses próprios diretores.

Na falta de tutano para enfrentar questões mais sérias e urgentes, aparece sempre alguém disposto a desviar o foco, com factóides que não levam a nada.

Por sorte, ninguém com o mínimo de discernimento embarca nessas bizarrices.

Appaloosa

Um trechinho de Scare Easy, música que fecha, em grande estilo, “Appaloosa” (Cidade sem lei), inspirado bangue-bangue de Ed Harris. 

Vi o filme hoje e fiquei impressionado, como fã de western e de boa música.

Harris, além de dirigir, co-assina o roteiro (belíssimo) e atua muito bem, na pele do xerifão Virgil Cole.

Outras atuações sensacionais por conta de Viggo Mortensen, como o sub-xerife, e de Jeremy Irons, como o bandidão da fita.

Um bangue-bangue dos bons, como nos velhos tempos: papéis bem definidos, com patifes agindo como patifes e heróis como heróis.

Recomendo.