MP sai em defesa de concursados

A Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais e do Patrimônio Público, através dos promotores Jorge Rocha, Alexandre Couto Neto e Firmino Matos, ingressou com ação civil pública, com pedido liminar, requerendo que o Estado seja compelido pelo Poder Judiciário a afastar dos seus quadros, no prazo de 90 (noventa) dias, todas as pessoas contratadas em caráter temporário a partir de 09 de maio de 2005 (data do acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no proc. n. 13ª VT – 0187/05-7), que estejam exercendo atividades em cargos para os quais existam candidatos aprovados em concursos públicos. Ordena, em conseqüência, a nomeação dos candidatos aprovados em concursos públicos para substituir os servidores temporários a serem desvinculados da administração pública estadual.

A ação somente foi proposta após a Procuradoria Geral do Estado ter se recusado a assinar um termo de compromisso de ajustamento de conduta.

(Matéria completa na edição do DIÁRIO desta terça-feira, 26)

A mídia sob análise

Leitor-internauta, preocupado com a violência, critica o endosso de comentaristas à vitória de Machida no vale-tudo.

Foi com surpresa que ouvi os comentários dos apresentadores do programa “Bola na Torre” da RBA sobre a luta de vale-tudo vencida pelo tal Machida. A surpresa está no fato de esportistas apoiarem uma prática que nada mais é do que pura violência. O que se constatou não foi uma disputa esportiva entre atletas, mas tão somente duas bestas-feras se digladiando em um ringue, ovacionados por uma turba de fanáticos sedentos por sangue e brutalidade, seja ao vivo ou via satélite. Se em uma partida de futebol, um jogador pratica uma “entrada” mais violenta, logo é criticado por todos os comentaristas esportivos (com toda razão) pelo seu comportamento violento; no entanto, diante de uma prática de luta-livre, todos se derretem em elogios. Houve até um comentarista que propôs que o pseudo-atleta desfilasse em carro de bombeiro. Seria a consagração da barbárie. O que todos precisam entender é que violência é sempre violência em qualquer situação, e não serão as convenções humanas que mudarão isso. Se já existem estudos que apontam que os videogames violentos influenciam o comportamento de quem joga, imagine o que uma luta de verdade não faz nas pessoas sem uma melhor estrutura psicológica, principalmente as crianças, que acabam absorvendo a violência como uma coisa natural. Depois, quando em um estádio de futebol, a torcida ou os jogadores praticam atos de violência, são imediatamente condenados. Só esquecem de dizer onde toda esse fúria foi incentivada (lógico que as influências são múltiplas). Longe de querer dar lição de moral, o que quero é apenas provocar um pouco de reflexão, para que não se entre em contradição. Acho que os comentaristas esportivos, por serem formadores de opinião, devem medir muito bem seus comentários, antes de apoiarem práticas que há muito já deveriam ter sido banidas de nossa sociedade. Precisamos de bons exemplos e de paz. Um forte abraço.

Ricardo Conduru 

Ainda sobre Zé Rodrix

Um trecho da coluna que o craque cruzmaltino Elias Pinto publica, na edição do DIÁRIO desta terça-feira (26/05), sobre o eterno Zé Rodrix:

Na sexta-feira passada o amigo Duval ligou, para me “pautar”, brincou. Queria saber se eu não iria escrever sobre o Zé Rodrix, que, por um bom tempo, formou um trio com Sá & Guarabyra, sendo que estes seguiram (e seguem) adiante como dupla. De vez em quando, ao sabor dos reencontros, voltavam a recompor-se como trio musical.

A música mais conhecida de Zé Rodrix, “Casa no Campo” (em parceria com Tavito), virou, na voz de Elias Regina, uma espécie de hino dos ripongas brasileiros, dos bichos-grilos e de todo bacana que, cansado do sistema e da paranoia das grandes cidades, queria largar tudo e ir para a mata. Aliás, outra música que também convocava todos a liberar seu lado Jeca Tatu era uma do Hyldon: devíamos jogar as mãos para o Céu e agradecer a graça de ter alguém com quem dividir o teto de uma fazenda ou de uma casinha de sapê, enquanto a chuva caía lá fora.

“Casa no Campo” é de 1972, por ali. Na década seguinte, reencontrei Zé Rodrix, que também era produtor, jornalista e publicitário, agora como leitor de uma coluna sobre livros que ele assinava na Folha de S.Paulo, para minha surpresa, já que não o imaginava como crítico literário.

Tribuna do torcedor

Como azulino que sou, vejo com muita preocupação esse “novo projeto” da diretoria – da diretoria não, do sr. Amaro Klautau. Esse político não tem cacife para dirigente esportivo, não tem conhecimento do ramo e, além de tudo, é liso. Dias negros assustam os torcedores azulinos e isso pode durar mais do que se possa imaginar. Esse cartola não tem projeto viável para o clube, é a mesmice de sempre. O sofrimento vai continuar.

Alguns indícios:

Para quê contratar o Sinomar se não irão continuar com ele? Basta que, nesses amistosos, com equipes medíocres, o time não obtenha bons resultados que ele vai rodar. Além do mais, o time vai ser formado por jogadores que ninguém quer, ou se interessou por eles, gente fracassada. Do time que caiu, salvam-se apenas o San, o Marlon e o Neto. O resto pode mandar em frente. No entanto, querem continuar com essa base fracassada, oriunda do “animador de sub 20” Arthur. Não tem salvação pro Leão com esse tal “projeto”.

Caso tivessem visão, trariam um treinador de qualidade, que pudesse observar bons jogadores existentes principalmente no interior de S. Paulo – Séries A1, A2 e atletas da região Norte que estão disputando as séries C e D e iria formatando o elenco para a próxima temporada. Contrataria esses jogadores – que não são muito caros – e posteriormente traria 4 ou 5 jogadores de qualidade, pra fazer a diferença, e entraria no campeonato paraense pra valer e buscar o título, e seguir em outras competições.

Outra saída é fazer convênio com um clube grande – Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Inter, Palmeiras ou outro – e conseguir bons atletas que não são aproveitados nos times principais e trazer, pois teriam motivação pra seguir em frente e o custo seria pequeno. No entanto, optaram pela saída mais simplista e o fracasso será inevitável.

Abraços

Pedro Adalberto Feitosa

Remo traz goleiro de volta

O Remo já tem um reforço engatilhado para a temporada 2010. Hoje contando apenas com Júnior, revelação das divisões de base do clube como nome para o gol, a diretoria do Leão Azul pretende trazer Evandro de volta. O jogador, natural de Santo Augusto (RS), tem 29 anos e foi reserva de Adriano na edição 2009 do Campeonato Paraense. Mesmo tendo atuado uma única vez com a camisa azulina contra o Castanhal, pela sétima rodada da competição, Evandro agradou aos dirigentes.

Lucival Alencar, diretor de futebol do Remo, revela que, assim como o goleiro, outros jogadores que estiveram no clube em 2009 podem reaparecer em 2010. “Temos interesse em contar com o Evandro e já fizemos contato. Além dele, pretendemos renovar o contrato do San (volante). Durante o Campeonato Paraense, ele provou que tem valor. Pretendemos contar com estes dois atletas e inclusive isso já foi tratado com o Sinomar Naves, nosso treinador”, aponta Alencar. O Remo tem hoje apenas 13 jogadores no elenco.

Atuação ruim, resultado perfeito

Ninguém, em sã consciência, gostou da atuação do Paissandu. Nem mesmo os jogadores, que reconheceram as incríveis dificuldades criadas pelo próprio time diante do modesto Sampaio Corrêa, que ainda veio com quatro desfalques e lançando jogadores que mal treinaram. O técnico Edson Gaúcho chegou a pedir desculpas ao torcedor pela má exibição.

Por todos esses problemas, nas circunstâncias, o resultado foi excelente. O time abusou da sorte, permitiu uma pressão inesperada do Sampaio ainda no primeiro tempo e escapou de sofrer o gol de empate e até uma virada.

A ausência de Dadá no setor de marcação não pode ser usada como justificativa para a lentidão na saída de bola e o excesso de passes errados em todos os setores. Houve, de fato, perda no combate à frente da zaga, mas até Vélber andou tropeçando na bola e travando o jogo em demasia. E quando o principal articulador vai mal, o time paga um preço alto demais.

Zeziel, que encantou o torcedor nas finais do campeonato, também não reeditou os bons momentos. Rossini foi o Rossini condutor de bola e que retarda os avanços do time insistindo em cair a todo instante.

O gol de Zé Carlos logo aos 50 segundos pode ter sido a causa do relaxamento no primeiro tempo. Outra razão talvez esteja no condicionamento físico dos atletas, que pareciam excessivamente travados, situação que tem a ver com a chegada de um novo preparador físico.

Na defesa, as falhas gritantes não constituíram novidade, pois no campeonato estadual a dupla Roni e Luciano já criava situações perigosas. Foi com certa facilidade que Leandro Gonçalves, Almir e Jean Carlos criaram uma sucessão de jogadas de alto risco para a zaga do Paissandu, nos dois tempos, deixando às vezes a impressão de que o Sampaio era o time mais entrosado em campo. 

Na etapa final, Edson Gaúcho trocou Vélber por Balão, mas a falta de criatividade do Paissandu persistiu. O time voltou a ter muitas dificuldades na saída para o ataque e chegou a ser envolvido em diversos momentos. Definitivamente, não foi nem sombra do Paissandu que atropelou o S. Raimundo nas finais do Parazão.

Mas, apesar da frustração, venceu. Melhor ainda: só volta a jogar daqui a 21 dias (no domingo, 14), contra o Rio Branco, o mais fraco da chave. Tempo suficiente para corrigir erros e retomar o pique do Parazão.

 

Em Parauapebas, o Águia fez o dever de casa e bateu o Rio Branco por 1 a 0, com gol de Bruno Rangel, escorando um cruzamento de Soares. Além do bom resultado, a boa notícia é que a equipe não sentiu as modificações e dominou amplamente a partida, só falhando nas finalizações.

 

Opinião do Matheus Lima: “Essa Série C tem tudo para ser simples, fácil e rápida (10 jogos para o acesso; 16 para o título). Porém, se jogar o restante do campeonato como jogou hoje, o principal adversário do Paissandu será o próprio Paissandu. Não temos lateral-direito – Alex Sandro é apenas presepeiro. Precisamos de um volante nas ausências de Dadá e Mael. Tirando o Vélber, não temos armadores. Com isso, uns três ou quatro reforços são indispensáveis”.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 25/05)

Rumo à Copa

Recebi e transcrevo atenciosa e otimista mensagem da coordenadora do GT-Copa, Lúcia Penedo: 

Prezado Editor,

No dia 31/05, às 15h30 (horário de Brasília), será feito o anuncio das 12 Cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014.

O Grupo de Trabalho Copa 2014, juntamente com a Secretaria de Comunicação e a Secretaria de Cultura, está organizando um evento, na Praça da Republica, em frente ao Teatro da Paz, que contará com a participação de grupos culturais, bandas, artistas, etc…

Neste momento especial gostaria de contar com a presença de todos, uma vez que de alguma forma estivemos juntos, sendo no trabalho de elaboração do material técnico que foi enviado ao LOC/Fifa ou de maneira direta ou indireta no apoiamento a que Belém viesse a ser uma das 12 cidades a ser escolhida.

Confiando no poder maior, Daquele que nunca nos abandona, temos muita esperança da escolha de nossa Cidade Belém do Pará.

Tudo o que tinha que ser feito, foi feito de maneira técnica, profissional e comprometida, por isso temos consciencia de dever cumprido.

Na oportunidade agradecemos a Deus, pela oportunidade de estarmos a frente deste Projeto, à governadora Ana Júlia Carepa, pelo integral apoio, ao vice-governador, ao prefeito de Belém, aos senadores, deputados e vereadores, aos dirigentes de órgãos, estaduais e municipais, aos empresários, aos dirigentes de associações, aos membros das frentes, aos meus familiares e amigos, enfim, a todos os anônimos que torceram.

Avante Belém e até a Vitória.

Lúcia Penedo – Coordenadora do GT-Copa

O retorno triunfal de Spider-Man

Hélio Castro Neves conquistou sua terceira vitória nas 500 Milhas e voltou a escalar o alambrado, justificando o apelido de Homem-Aranha. Na prova, segurou o ímpeto do neo-zelandês Scott Dixon, que brigava pela segunda vitória consecutiva. Após largar na pole e liderar até a sétima volta, quando foi superado por Dario Franchitti e Scott Dixon, ambos da Ganassi, Hélio se manteve sempre entre os cinco primeiros e foi premiado pela constância.
Hélio Castro Neves conquistou sua terceira vitória nas 500 Milhas e voltou a escalar o alambrado, justificando o apelido de Homem-Aranha. Na prova, segurou o ímpeto do neo-zelandês Scott Dixon, que brigava pela segunda vitória consecutiva. Após largar na pole e liderar até a sétima volta, quando foi superado por Dario Franchitti e Scott Dixon, ambos da Ganassi, Hélio se manteve sempre entre os cinco primeiros e foi premiado pela constância.

A volta por cima de Castro Neves

Sobre a vitória de Hélio Castro Neves nas 500 Milhas de Indianápolis, neste domingo, trecho do comentário do especialista Flávio Gomes no Portal iG:

É a maior volta por cima de um atleta brasileiro em todos os tempos, algo que talvez só tenha paralelo com o que aconteceu com Maurren Maggi e Ronaldo — uma que ficou suspensa por doping um tempão para virar campeã olímpica, outro que arrebentou o joelho três vezes, saiu catando travecos e se transformou em ídolo do Corinthians.

Helinho, dois meses atrás, tinha como perspectiva de vida passar alguns bons anos na cadeia, tamanhas as dimensões do processo movido contra ele nos EUA. Estava fora da Penske, era dado como futuro presidiário, estava condenado à falência. Mas foi inocentado, correu no mesmo fim de semana, chegou o maio das 500, fez a pole e ganhou a prova.

É um espanto, e é muito bacana ver alguém renascer assim. O que aconteceu hoje em Indianápolis, diante de centenas de milhares de pessoas no autódromo e milhões pela TV, é muito mais significativo do que a vitória de Button em Mônaco, do que qualquer resultado no futebol (exceto a vitória da Lusa ontem), do que qualquer outra coisa que tenha acontecido no esporte mundial neste fim de semana. Primeiro, pela importância que as 500 têm naturalmente. Depois, pela incrível história recente de Helinho.