River assopra 108 velinhas

Um dos maiores clubes do continente, o River Plate, da Argentina, comemora hoje 108 anos de existência. Detentor de inúmeras glórias em campo, não vive bom momento hoje, mas tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo.
Um dos maiores clubes do continente, o River Plate, da Argentina, comemora hoje 108 anos de existência. Detentor de inúmeras glórias em campo, não vive bom momento hoje, mas tem uma das torcidas mais apaixonadas do mundo.

Atuação ruim, resultado perfeito

Ninguém, em sã consciência, gostou da atuação do Paissandu. Nem mesmo os jogadores, que reconheceram as incríveis dificuldades criadas pelo próprio time diante do modesto Sampaio Corrêa, que ainda veio com quatro desfalques e lançando jogadores que mal treinaram. O técnico Edson Gaúcho chegou a pedir desculpas ao torcedor pela má exibição.

Por todos esses problemas, nas circunstâncias, o resultado foi excelente. O time abusou da sorte, permitiu uma pressão inesperada do Sampaio ainda no primeiro tempo e escapou de sofrer o gol de empate e até uma virada.

A ausência de Dadá no setor de marcação não pode ser usada como justificativa para a lentidão na saída de bola e o excesso de passes errados em todos os setores. Houve, de fato, perda no combate à frente da zaga, mas até Vélber andou tropeçando na bola e travando o jogo em demasia. E quando o principal articulador vai mal, o time paga um preço alto demais.

Zeziel, que encantou o torcedor nas finais do campeonato, também não reeditou os bons momentos. Rossini foi o Rossini condutor de bola e que retarda os avanços do time insistindo em cair a todo instante.

O gol de Zé Carlos logo aos 50 segundos pode ter sido a causa do relaxamento no primeiro tempo. Outra razão talvez esteja no condicionamento físico dos atletas, que pareciam excessivamente travados, situação que tem a ver com a chegada de um novo preparador físico.

Na defesa, as falhas gritantes não constituíram novidade, pois no campeonato estadual a dupla Roni e Luciano já criava situações perigosas. Foi com certa facilidade que Leandro Gonçalves, Almir e Jean Carlos criaram uma sucessão de jogadas de alto risco para a zaga do Paissandu, nos dois tempos, deixando às vezes a impressão de que o Sampaio era o time mais entrosado em campo. 

Na etapa final, Edson Gaúcho trocou Vélber por Balão, mas a falta de criatividade do Paissandu persistiu. O time voltou a ter muitas dificuldades na saída para o ataque e chegou a ser envolvido em diversos momentos. Definitivamente, não foi nem sombra do Paissandu que atropelou o S. Raimundo nas finais do Parazão.

Mas, apesar da frustração, venceu. Melhor ainda: só volta a jogar daqui a 21 dias (no domingo, 14), contra o Rio Branco, o mais fraco da chave. Tempo suficiente para corrigir erros e retomar o pique do Parazão.

 

Em Parauapebas, o Águia fez o dever de casa e bateu o Rio Branco por 1 a 0, com gol de Bruno Rangel, escorando um cruzamento de Soares. Além do bom resultado, a boa notícia é que a equipe não sentiu as modificações e dominou amplamente a partida, só falhando nas finalizações.

 

Opinião do Matheus Lima: “Essa Série C tem tudo para ser simples, fácil e rápida (10 jogos para o acesso; 16 para o título). Porém, se jogar o restante do campeonato como jogou hoje, o principal adversário do Paissandu será o próprio Paissandu. Não temos lateral-direito – Alex Sandro é apenas presepeiro. Precisamos de um volante nas ausências de Dadá e Mael. Tirando o Vélber, não temos armadores. Com isso, uns três ou quatro reforços são indispensáveis”.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 25/05)

Rumo à Copa

Recebi e transcrevo atenciosa e otimista mensagem da coordenadora do GT-Copa, Lúcia Penedo: 

Prezado Editor,

No dia 31/05, às 15h30 (horário de Brasília), será feito o anuncio das 12 Cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014.

O Grupo de Trabalho Copa 2014, juntamente com a Secretaria de Comunicação e a Secretaria de Cultura, está organizando um evento, na Praça da Republica, em frente ao Teatro da Paz, que contará com a participação de grupos culturais, bandas, artistas, etc…

Neste momento especial gostaria de contar com a presença de todos, uma vez que de alguma forma estivemos juntos, sendo no trabalho de elaboração do material técnico que foi enviado ao LOC/Fifa ou de maneira direta ou indireta no apoiamento a que Belém viesse a ser uma das 12 cidades a ser escolhida.

Confiando no poder maior, Daquele que nunca nos abandona, temos muita esperança da escolha de nossa Cidade Belém do Pará.

Tudo o que tinha que ser feito, foi feito de maneira técnica, profissional e comprometida, por isso temos consciencia de dever cumprido.

Na oportunidade agradecemos a Deus, pela oportunidade de estarmos a frente deste Projeto, à governadora Ana Júlia Carepa, pelo integral apoio, ao vice-governador, ao prefeito de Belém, aos senadores, deputados e vereadores, aos dirigentes de órgãos, estaduais e municipais, aos empresários, aos dirigentes de associações, aos membros das frentes, aos meus familiares e amigos, enfim, a todos os anônimos que torceram.

Avante Belém e até a Vitória.

Lúcia Penedo – Coordenadora do GT-Copa

Fla empresta Obina ao Palmeiras

Sem marcar um golzinho sequer em 2009, o atacante Obina foi emprestado pelo Flamengo ao Palmeiras. O acerto vale até dezembro. Caso Vanderlei Luxemburgo se encante pelo futebol do baiano, o Verdão terá que desembolsar a bagatela de R$ 4 milhões pelo centroavante.

Leite no pódio e US$ 1 milhão na conta

Hélio Castro Neves na tradicional comemoração no pódio, com leite (por força do patrocínio das 500 Milhas). Espetacular retorno e mais de US$ 1 milhão na conta bancária.
Hélio Castro Neves na tradicional comemoração no pódio, com leite (por força do patrocínio das 500 Milhas). Espetacular retorno e mais de US$ 1 milhão na conta bancária.

O retorno triunfal de Spider-Man

Hélio Castro Neves conquistou sua terceira vitória nas 500 Milhas e voltou a escalar o alambrado, justificando o apelido de Homem-Aranha. Na prova, segurou o ímpeto do neo-zelandês Scott Dixon, que brigava pela segunda vitória consecutiva. Após largar na pole e liderar até a sétima volta, quando foi superado por Dario Franchitti e Scott Dixon, ambos da Ganassi, Hélio se manteve sempre entre os cinco primeiros e foi premiado pela constância.
Hélio Castro Neves conquistou sua terceira vitória nas 500 Milhas e voltou a escalar o alambrado, justificando o apelido de Homem-Aranha. Na prova, segurou o ímpeto do neo-zelandês Scott Dixon, que brigava pela segunda vitória consecutiva. Após largar na pole e liderar até a sétima volta, quando foi superado por Dario Franchitti e Scott Dixon, ambos da Ganassi, Hélio se manteve sempre entre os cinco primeiros e foi premiado pela constância.

A volta por cima de Castro Neves

Sobre a vitória de Hélio Castro Neves nas 500 Milhas de Indianápolis, neste domingo, trecho do comentário do especialista Flávio Gomes no Portal iG:

É a maior volta por cima de um atleta brasileiro em todos os tempos, algo que talvez só tenha paralelo com o que aconteceu com Maurren Maggi e Ronaldo — uma que ficou suspensa por doping um tempão para virar campeã olímpica, outro que arrebentou o joelho três vezes, saiu catando travecos e se transformou em ídolo do Corinthians.

Helinho, dois meses atrás, tinha como perspectiva de vida passar alguns bons anos na cadeia, tamanhas as dimensões do processo movido contra ele nos EUA. Estava fora da Penske, era dado como futuro presidiário, estava condenado à falência. Mas foi inocentado, correu no mesmo fim de semana, chegou o maio das 500, fez a pole e ganhou a prova.

É um espanto, e é muito bacana ver alguém renascer assim. O que aconteceu hoje em Indianápolis, diante de centenas de milhares de pessoas no autódromo e milhões pela TV, é muito mais significativo do que a vitória de Button em Mônaco, do que qualquer resultado no futebol (exceto a vitória da Lusa ontem), do que qualquer outra coisa que tenha acontecido no esporte mundial neste fim de semana. Primeiro, pela importância que as 500 têm naturalmente. Depois, pela incrível história recente de Helinho.

Só falta definir sede amazônica

Da Gazeta do Povo:

Através de sua assessoria de comunicação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) negou que o presidente Ricardo Teixeira tenha tido qualquer reunião com arquitetos ou ainda dado declarações que indicavam as cidades que receberão a Copa de 2014. De acordo com o diretor de comunicação, Rodrigo Paiva, a suposta declaração do dirigente não passa de especulação.

“O presidente esteve na sede da CBF nos últimos dois dias e só recebeu políticos. Não ocorreu nenhum encontro com arquitetos. As pessoas pensam que a CBF exerce alguma influência nesta decisão porque elas querem. É a Fifa quem vai dizer, no dia 31, quais cidades serão escolhidas. Estamos dizendo isso há meses, não tem sentido atribuir a ele estas declarações”, afirmou Paiva, por telefone, à Gazeta do Povo.

Teixeira embarcou na noite de terça-feira para as Bahamas, e é lá que o presidente da CBF deverá ter acesso à lista final. “É óbvio que o presidente saberá quais serão as cidades antes dos outros, mas não tem nada até agora”, finalizou.

Oficialmente, a CBF afirma que não existe nenhuma confirmação por parte da Fifa, contudo a perspectiva é que Curitiba e Porto Alegre representem a região Sul na Copa de 2014. No Nordeste todas as candidaturas – Fortaleza, Natal, Recife e Salvador – foram selecionadas.

Já no Centro-Oeste a cidade de Cuiabá teria vencido a disputa com Campo Grande como a representante do Pantanal no Mundial, enquanto a lista é completada com Brasília (provável palco da abertura), Rio de Janeiro (palco da final), São Paulo e Belo Horizonte. “É fato que o presidente Ricardo Teixeira repassou esta informação de que apenas na Amazônia existe uma indefinição. O restante das subsedes, segundo ele, a Fifa já teria definido”, confirmou o assessor do Sinaenco, Rodrigo Prada, que teve contato com a fonte destas revelações.

Tribuna do torcedor

Olá, meu caro Gerson Nogueira.

Primeiramente lhe parabenizo pelo seu grande trabalho na crônica esportiva paraense. Mas o que me trouxe aqui foi para comentar dos assuntos que me preocupam e deveriam preocupar os nossos governantes e os organizadores de grandes eventos esportivos.

Afinal Belém já não é principiante nesses tipos de eventos, e portanto já deveria ter tomado medidas para reeducar o comportamento da torcida paraense.

No Grand Prix, realizado hoje, no Mangueirão, foi deprimente o comportamento da torcida  ao ficar arremessando aviãozinho de papel para dentro do estádio, causando aquela poluição visual que foi presenciada por quem esteve lá. Peças feitas com panfletos que foram distribuídos para orientar o público sobre o cronograma do evento.

Acho que um Estado que pleiteia ser uma das sub-sedes da Copa de 2014 deveria ter um torcedor com outro tipo de comportamento. Na minha visão, também o sistema de som do estádio foi falho nesse aspecto, pois deveria ter orientado a torcida para que esse tipo triste de manifestação não volte a acontecer.

O segundo comentário é sobre o acesso ao estádio. A entrada próxima à rodovia Augusto Montenegro era uma lama só. E isso já não é de hoje. No ano passado, pelo mesmo evento, a situação era igual. Um ano se passou e nada foi feito para melhorar o acesso.

Fica o comentário como uma crítica construtiva, no intuito de que alguma coisa seja feia nesse sentido, pois ainda há tempo de mudar esse panorama.

Um grande abraço.

Max Souza

Peixe atropela Flu no Maraca

O Santos surpreendeu o Fluminense de Parreira, aplicando uma goleada de 4 a 1, no Maracanã. Foi o resultado mais inesperado da terceira rodada da Série A, mas o Tricolor carioca já vinha vacilando há vários jogos, inclusive contra o Águia de Marabá. Fred, contratado a peso de ouro, ainda não disse a que veio. E o estilo excessivamente cauteloso (retranqueiro, melhor dizendo) de Parreira não ajuda nada.

Papão vence, mas leva sustos

Cheguei agora do jogo e digo, logo de cara, que o Paissandu abusou da sorte. Poderia ter sofrido um revés, em função da má atuação individual de alguns jogadores (Vélber, principalmente) e das falhas gritantes na cobertura da defesa. Mesmo com um time todo empenado, com peças novas e desentrosadas, o Sampaio deu um trabalhão e chegou a botar bola na trave, num chute forte de Almir.

Todos os problemas do Paissandu, ironicamente, começaram com o gol inesperado logo de saída – Zé Carlos, aos 50 segundos, complementando cobrança de escanteio. Com a vantagem no placar, o time deu uma relaxada e permitiu que o Sampaio chegasse com perigo, através de Almir e Jean Carlos, principalmente.

Na etapa final, Edson Gaúcho trocou Vélber por Balão, mas a falta de criatividade do Paissandu persistiu. O time teve muitas dificuldades na saída de bola e chegou a ser envolvido pelo Sampaio em diversos momentos.

Definitivamente, não foi nem sombra do Paissandu que atropelou o S. Raimundo nas finais do Parazão, há oito dias.

O Paissandu volta a jogar pela Série C no domingo (14), contra o Rio Branco, do Acre.

No estádio Rosenão, em Parauapebas, o Águia fez o dever de casa e bateu o Rio Branco por 1 a 0, com gol de Bruno Rangel. 

Os dois representantes paraenses lideram a classificação do grup A, com 3 pontos cada. O Luverdense ainda não estreou.