A origem de “coxinha”

POR MÁRCIA TIGANI, via Facebook 

Quando estou entre meus amigos eu costumo relatar uma historieta acerca da gênese da expressão “coxinha”. Hoje, depois que um amigo me pediu para contá-la novamente, eu achei que seria uma boa hora para registrá-la por aqui para que todos vocês pudessem conhecê-la.

O nome/termo “coxinha” veio de uma gíria já existente há décadas na cidade de São Paulo e que antes designava apenas um xingamento direcionado aos policiais. “Encarregados de fazer a ronda, eles se alimentavam de coxinha em bares e lanchonetes – e, em troca, garantiam a segurança local.” Prestavam, em meio ao seu turno de serviço público, um bico de segurança momentânea a certos comerciantes que lhes ofereciam como pagamento apenas migalhas (coxinha e café coado).

Esses policiais costumavam e ainda costumam espantar das portas das padarias e similares os pivetes e os jovens moradores das comunidade locais. Eles costumavam e costumam espantar/afastar jovens que muitas vezes cresceram juntamente com seus irmãos e que por vezes frequentaram ou frequentam as mesmas escolas que eles frequentaram. Ou seja, são todos conhecidos, têm o mesmo berço econômico e social.

Tais jovens, ao serem “afastados/espantados” para longe dos estabelecimentos comerciais guardados pelos policiais ficavam furiosos e gritavam para os tais policiais: “Seu coxinha, você sabe que eu não sou bandido. Você me conhece. Você está defendendo esse cara em troca de uma mísera coxinha. Coxinha, coxinha!”

Ou seja, o coxinha, naquele contexto, era um xingamento dirigido a um policial que se escondia de sua própria condição (pobre, favelado e sem estirpe, mas que enganado por seu uniforme, pensava ser igual ou próximo ao rico comerciante e o avesso dos jovens pobres que ele espantava do local).

A expressão coxinha passou então a ser sinônimo daquele que defende um status quo ao qual ele não pertence. Ele defende os ricos, pensa ser rico, mas na verdade é um objeto a serviço dos ricos. Um instrumento para subjugar os seus iguais. O coxinha nunca terá o poder de um Aécio, dos Marinho ou de qualquer outro milionário ou mero empresário, mas ao defendê-los, o coxinha julga ser igual a eles.

Esses milionários não reconhecem o coxinha como seu par em igualdade, mas sim como um instrumento barato que defende e garante que ele (milionário) sempre tenha mais e mais.

O coxinha (na acepção primeira) é o policial que faz segurança na frente das padarias: defende o rico comerciante, acha que é amigo do dono da padaria, mas no fundo é apenas um instrumento barato. Esse policial vira as costas para os seus iguais, impede-os de esmolar por ali, usa da força para tirá-los do campo do rico comerciante.

Mas, caso uma desventura aconteça e esse policial venha a perder o seu emprego, esse rico comerciante não lhe garantirá direitos, nem comida e nem apoio. De modo oposto, os seus iguais, a sua comunidade, certamente lhe oferecerão o apoio necessário e até farão alguma rifa para ajudar sua família a não passar fome.

É isso: o coxinha é aquele que luta por alguém que nunca, jamais irá garantir-lhe os direitos de que ele precisa. O coxinha é o enganado. O termo se generalizou e passou a descrever o cara que pensa que um governante rico e poderoso irá construir melhorias para os trabalhadores, quando na verdade esses trabalhadores receberão desse tipo de governante apenas migalhas.

O coxinha pensa que é classe dominante. Ele se uniformiza à classe dominante: usa camisa polo de marca, já foi aos States, comprou casa e SUV financiados, critica as cotas e os nordestinos, fala mal do SUS e da ignorância da faxineira. O coxinha é o cara que põe gel no cabelo e sai por aí esnobando o seu brega Rolex e pensa ser igual ao CEO da multinacional. Ambos enganados, ambos coitados, ambos à mercê da fuga de suas origens.

Essa é a história da gênese da expressão coxinha e que eu desencravei há alguns anos em uma das tantas pesquisas que fiz por São Paulo.

Coxinhas são aqueles que viverão ao sabor das migalhas frias acompanhadas de café coado. A eles restará sempre e tão somente a azia e a má digestão, pois quem se iguala ao diferente recebe o que esse diferente acha que ele merece: coxinhas frias e nunca uma CLT.

(*) Márcia Tigani é médica psiquiatra, escritora e poetisa 

Morre Harry Dean Stanton, bravo operário da representação

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O ator Harry Dean Stanton, conhecido por atuar nos filmes “Alien” e “Paris, Texas” e na série “Twin Peaks”, morreu nesta sexta-feira (15) aos 91 anos. Stanton estava internado em um hospital de Los Angeles (EUA) e faleceu de causas naturais. A notícia da morte do ator foi confirmada à imprensa internacional por meio de seu empresário, John Kelly.

Stanton é parceiro de longa data do cineasta David Lynch e apareceu no filme “Coração Selvagem” (1990) e na série “Twin Peaks”, incluindo a temporada que estreou em 2017, além do longa originado a partir do programa.

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Ele também era um grande amigo do ator Jack Nicholson. Os dois, inclusive, chegaram a morar juntos na década de 1960. “Lucky” foi seu último trabalho nos cinemas e irá estrear postumamente no fim de setembro. A trama conta a “jornada espiritual de um velho ateísta e os personagens peculiares que habitam sua cidade desconhecida no deserto”. O longa tem a participação de David Lynch.

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Filho de um agricultor, Stanton nasceu em 1926 numa zona rural do estado do Kentucky. Serviu como cozinheiro na Marinha norte-americana durante o conflito do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e, depois de regressado, estudou jornalismo mas não terminou o curso. Queria ser escritor e músico mas acabou por seguir pelo caminho da representação, onde, iniciando o seu caminho com alguns papéis secundários, foi ganhando destaque até que passou a ser um dos favoritos de alguns dos mais notáveis realizadores de Hollywood.

Com uma carreira de 60 anos, Harry Dean Stanton conta com 236 créditos referenciados em filmes ou séries de televisão, tendo trabalhado com realizadores como Ridley Scott (Alien), John Carpenter (Fuga de Nova IorqueChristine), Francis Ford Coppola (Do Fundo do Coração), Wim Wenders (Paris, Texas), Martin Scorsese (A Última Tentação de Cristo) ou David Lynch (Coração SelvagemUma História Simples). (Do G1, Público e Folha SP)

Zé Dirceu e o preço do silêncio e do abandono

PSICANALISTAS PELA DEMOCRACIA

Hoje percebemos o quão caro nos custou o silêncio e o abandono do companheiro Zé Dirceu e de todos os outros às “instituições” que – naquele momento e como agora – diziam estar em pleno funcionamento. Não percebíamos, então, a serviço de quem funcionavam.

Quando nos deparamos com o espetáculo grotesco que foi o julgamento da AP 470, televisionado e comentado 24 horas por dia, com interpretações teratológicas da “Teoria do Domínio do Fato”, do absurdo de uma ministra da Suprema Corte condenar sem provas mas embasada “na literatura jurídica”  um homem à perda da sua liberdade, privando-o do convívio com sua família, impondo o silêncio de suas ideias e de sua participação política no país. Chocadas, nos perguntamos onde estava o Direito, a Justiça e que tipo de instituição era aquela que expressamente condenava inocentes.

Esperamos ouvir os gritos e protestos daqueles que se dizem operadores do Direito, das ditas instituições e organismos que falam em nome da defesa da lei e da Constituição. Nada escutamos, apenas o silêncio da omissão e da covardia. Poucos foram aqueles que se ergueram diante da tirania do Judiciário que cometeu um falso processo, deturpando conceitos jurídicos, negando provas de inocência  e o direito de defesa .

Iniciava-se na AP 470 – e no silêncio diante do arbítrio do Judiciário – o processo de mais um golpe de Estado no Brasil. Desta vez, porém, sem tanques de guerra contra a população, mas com os velhos aliados de togas da oligarquia predatória do país.

Tentaram destruir o homem, que foi abandonado por muitos de seus companheiros. Mas a lealdade deste homem é ao povo brasileiro, à luta pela igualdade social e pelo desenvolvimento do país. Por isso, Zé Dirceu não se enverga, luta pela causa dos mais humildes, possui a honra e a dignidade que só os heróis têm.

Poucos são os seres humanos como Zé Dirceu, desprovidos de egoísmos e pequenos sentimentos mesquinhos. Sua força na luta e altivez da sua honra são muitas vezes confundidas com arrogância: é o preço que tão nobre caráter paga por dedicar sua vida a lutar por um Brasil mais justo.

Já nós, o povo brasileiro, pagamos um alto preço por nosso silêncio, por nossa omissão!

Nosso país é surrupiado, nossas riquezas e futuro estão sendo roubados! Enquanto isso, continuamos a assistir o espetáculo grotesco desse Judiciário, que condena líderes valorosos sem prova e dá prêmios a homens criminosos.

O resultado do silêncio diante dos arbítrios do Judiciário na AP 470 e na Lava-jato foi a instituição de uma ditadura disfarçada, na qual estamos todos sujeitos à tirania de inúmeras togas e, consequentemente, a uma insegurança jurídica jamais vista.

Exigir que o TRF4 meramente aplique a lei ao julgar o recurso de Zé Dirceu se converte em ato revolucionário, diante da ditadura das togas que enclausuram nossas lideranças em falsos enredos jurídicos, em masmorras do silêncio e encarceram seus corpos.

Por um ato revolucionário!

Exige-se a aplicação correta da lei e da Constituição deste país para que seja declarada a absolvição de Zé Dirceu!

Giselle Mathias, advogada, Brasília

Denise da Veiga Alves, advogada, Brasília

Cleide Martins, , Brasília

Andréa Matos, química, Rio de Janeiro

Vera Lúcia Santana Araújo, advogada, Brasilia

Maria Lúcia de Moura Iwanow, professora, Brasília

Das formalidades imbecis

“Não me chame de querida” é o novo “sabe com quem está falando?”. 

O Brasil das formalidades inúteis triunfa sobre o das realidades prementes.

E la nave va…

Agora ou nunca

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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão tem hoje uma chance de ouro para sair da pindaíba em que se encontra na Série B, talvez a pior de suas campanhas em jogos dentro de casa – cinco derrotas. Talvez não surja outra oportunidade tão clara de afastar a má fase como mandante, responsável direta pelo péssimo posicionamento da equipe na tabela de classificação.

Contra o ABC, pior time do campeonato (lanterna, com 17 pontos), o Papão não poderá hesitar. É agora ou nunca. Durante a semana, o técnico Marquinhos Santos ajustou a equipe, buscando corrigir os muitos erros exibidos diante do América na rodada passada.

Espera-se que tenha encontrado um remédio eficaz para curar os piores problemas do time: a distância entre os setores, a ausência de vida inteligente no meio-campo e a falta de apetite no ataque.

A pobreza criativa responde pelos demais problemas do time. Contra o ABC, Marquinhos resolveu prestigiar Diogo Oliveira, um jogador quase que descartado no elenco por não conseguir deslanchar. Artilheiro e principal destaque do Brasil de Pelotas no ano passado, Diogo parece ter deixado o bom futebol lá nos Pampas.

Ocorre que as atuações ruins e pouco convincentes talvez tenham mais a ver com os técnicos do que propriamente com o jogador. O erro está nas expectativas criadas. No Brasil, Diogo era essencialmente meia-atacante, jogando próximo aos atacantes e em condições de executar arremates de média e longa distância. Fez muitos gols assim.

Na Curuzu, sob a orientação de Marcelo Chamusca, foi lançado no Campeonato Paraense como meia de ligação, responsável pela articulação. Apesar do esforço, não se firmou nesse papel.

Na Copa Verde, marcou alguns gols, mas perdeu espaço por não cumprir a função que o técnico desejava. Na Copa do Brasil, frente ao Santos, viu-se um lampejo do velho Diogo. Pegou de primeira um passe perfeito de Rodrigo Andrade, marcando um golaço.

Sob a direção de Marquinhos, entrou sempre no decorrer dos jogos, com dificuldades para se encaixar no esquema proposto. Sem velocidade para percorrer a distância entre as intermediárias, não pode ser encarregado de organizar o time. Seu lugar é mais à frente, junto à área inimiga, tabelando com os atacantes e aproveitando os rebotes.

Caso jogue com essa orientação, Diogo pode contribuir para que o ataque ganhe qualidade e opções de chute, principalmente com um centroavante (Marcão) que atua como pivô e um atacante que flutua (Bergson) pelos lados.

Contra o América, o Papão chutou apenas cinco vezes a gol e sem maior perigo. Muito pouco para um mandante em situação periclitante na competição. Diogo deve adicionar mais poder de fogo ao time, desde que seja liberado da participação nas ações de meio-campo.

Sua contribuição técnica pode abrir caminho para a vitória e possibilitar um novo desenho para o time de Marquinhos Santos, que também corre sérios riscos em caso de novo tropeço em casa. (Foto: FERNANDO TORRES/Ascom-PSC)

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Tite e suas escolhas cada vez mais questionadas

Todo treinador tem suas idiossincrasias. É normal que questões de afinidade, formação e informação influam nas escolhas. Nos clubes, a coisa funciona assim, na Seleção também. Obviamente, no escrete tudo ganha dimensão maior e repercute mais.

Mesmo com campanha invicta e inédita nas Eliminatórias, com nove vitórias e um empate, Tite não está imune a críticas. Afinal, a etapa sul-americana é a antessala da Copa do Mundo e os erros devem ser corrigidos agora.

As listas costumam dividir opiniões desde sempre. A proximidade do Mundial aumenta a visibilidade e a importância das convocações. O anúncio de ontem é o antepenúltimo antes da oficialização dos 23 nomes que irão à Rússia ano que vem.

No gol da Seleção talvez esteja a maior das contradições de Tite. Além de Alisson (Roma), que tem a clara preferência dele e de Taffarel (preparador de goleiros) para a titularidade, o técnico chamou o instável corintiano Cássio e Ederson (Manchester City). Mais que as presenças, chama atenção a reiterada ausência de Vanderlei, do Santos, reconhecidamente o melhor goleiro brasileiro em atividade.

A insistência com Alisson como titular, a exemplo do que fez Felipão em relação a Júlio César em 2014, funciona como desestímulo aos demais postulantes à vaga. Fato agravado pela pouca confiabilidade do guardião.

No meio, Diego (Flamengo) e Fred (do inevitável Shakhtar) voltam à Seleção. Fred foi chamado após passagem discretíssima nos tempos de Dunga. Diego não vive grande momento. Sobre o outro Diego, Tardelli, ora na China, Tite jura estar vivendo momento maravilhoso. A conferir.

A destacar, positivamente, a ausência de dois nomes muito questionados, que pareciam já carimbados para a Copa: Fagner e Giuliano.

(Coluna publicada no Bola deste sábado, 16) 

Trajano volta a trabalhar na TV

O comentarista José Trajano estará de volta a televisão pela Rede TVT, emissora mantida pelo sindicatos dos metalúrgicos do ABC e dos bancários, em São Paulo. De acordo com o anuncio feito pelo canal, o jornalista estreará ainda este mês, com programa diário que irá ao ar de segunda a sexta, às 18h45, antes da exibição do noticiário da casa ‘Seu Jornal’. As informações são do UOL.

Durante o ‘Papo com Zé Trajano’, o profissional abordará assunto sobre esportes, cultura e política. Ainda de acordo com a emissora, como as transmissões são voltadas apenas para as cidades da Grande São Paulo, para o público que não possui antena digital, os comentários de Trajano ficarão disponíveis para os demais estados pelas redes sociais da Rede TVT.

A TVT anunciou oficialmente a contratação na web, por meio de seus perfis no Facebook e no Twitter. Na publicação feita na fan page, os fãs de Trajano comemoraram a novidade, elogiaram a trajetória do profissional e comentaram que colocá-lo na grade da emissora, logo antes do jornalístico, será um aperitivo para os telespectadores.

Trajano volta à TV um ano após deixar a equipe da ESPN. Na emissora de TV paga, o profissional atuou durante 21 anos, 17 destes como diretor de jornalismo. Em 2011, ele deixou de ser executivo e permaneceu no time do canal como comentarista, especialmente do programa ‘Linha de Passe’.

Entre a saída da ESPN e a estreia na Rede TVT, o comentarista chegou a comandar um programa de entrevistas no Canal Brasil. Além disso, o jornalista esteve à frente dos projetos ‘Na Sala do Zé’ – veiculado por meio do Youtube – e o podcast ‘Zé no Rádio’, que foi ao ar pela webrádio Central 3. (Do Comunique-se)

Sobre a alma paraense

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POR GERSON NOGUEIRA

O que, afinal, define a alma paraense?

Grandes escritores regionais já se debruçaram sobre o complexo assunto. Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes, Haroldo Maranhão, Ruy Barata e De Campos Ribeiro, principalmente. Mas é fato notório que não há um inventário completo daquilo que informalmente chamamos de “coisas do Pará”.

O blog tomou a liberdade de elaborar uma lista mais ou menos lista representativa da essência deste caboclo tão diferente, incompreendido, bacana e único – o paraense.

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Ser paraense é…

  • Ter (e festejar) um Natal em outubro e outro em dezembro.
  • Nutrir orgulho e pavulagem por esta terra tão sacaneada por gerações de maus governantes – incluindo os de agora.
  • Jamais comer manga com febre – nossos avós diziam que faz mal.
  • Falar “égua!” em quase todos os momentos e situações.
  • Ir às lágrimas na passagem da berlinda de Nossa Senhora de Nazaré.
  • Ter intimidade com a santa padroeira, a ponto de chamá-la de Nazica.
  • Torcer apaixonadamente por Remo ou Paissandu mesmo que os times não mereçam tanta paixão.
  • Viajar sempre com um (ou mais) isopor levando delícias da terra – cupuaçu, pupunha, taperebá, açaí, tucumã, bacuri, bacaba, filhote, dourada, tucunaré etc. etc. – a amigos de fora.
  • Sentir-se de verdade o senhor dos rios e florestas.
  • Reenergizar o espírito belemense passando sob o túnel de mangueiras da avenida Nazaré.
  • Degustar cachorro-quente (de picadinho) nas esquinas de Belém. McDonald’s é para os fracos.
  • Curtir um passeio na Estação das Docas sob a brisa da baía do Guajará.
  • Tomar açaí (com ou sem açúcar) com farinha de tapioca, camarão, jabá ou peixe frito – ou tudo isso junto.
  • Defender a tradição do carimbó de Verequête e do siriá de Mestre Cupijó.
  • Entender que Cerpinha é a melhor cerveja do universo, e nem cabe discussão.
  • Viajar quilômetros pra comer tapioquinha nas barraquinhas de Mosqueiro.
  • Saber que todos aqui somos manos e manas.
  • Forrar o bucho na comilança do Roxy, saborear 300 sabores de sorvete na Cairu, tomar chope no Cosa Nostra, traçar filhote com jambu no Avenida.
  • Tomar banho com sabonete Phebo e usar roupas perfumadas por patchuli.
  • Ficar sinceramente feliz ao encontrar conterrâneos fora do Estado e do país.
  • Encarar uma cuia de tacacá às 3 da tarde sob temperatura de até 40 graus.
  • Desfrutar da beleza de Alter do Chão e trombetear isso ao mundo.
  • Usar um dialeto particular que inclui palavras como “arredar”, “estrupício”, “inhaca”, “varar”, “morrinha”, “pitiú”, “panemice” etc.

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  • Fazer do combo café preto + pupunha o lanche dos deuses.
  • Falar mal do Ver-o-Peso, mas não permitir que nenhum visitante faça o mesmo.
  • Andar descalço na chuva e admirar o céu todo branco nos torós de fim de tarde.
  • Devorar maniçoba, pato no tucupi e vatapá paraense (com jambu) no sagrado almoço do Círio, tendo compota de cupuaçu como sobremesa.

Diretoria do Remo vai decidir futuro de Léo Goiano

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O técnico Léo Goiano está em negociação com o Remo para permanecer dirigindo o time visando a temporada de 2018. Já foi chamado para conversas com o presidente Manoel Ribeiro e outros diretores, mas a decisão final sobre sua situação caberá aos novos dirigentes – Milton Campos, Miléo Jr. e Abelardo Sampaio.

Goiano lamenta o insucesso na Série C, atribuindo a não classificação à fase de mata-mata aos desfalques que a equipe teve contra o Salgueiro na rodada final. “Fomos para a nossa última partida com o elenco desfalcado, sem banco necessário, o que não pode acontecer em nível de Série C”, disse.

O treinador já foi sondado pelo Carajás e por clubes de fora do Estado, mas não esconde a preferência em permanecer no Baenão, com planos de montar uma equipe sólida, capaz de brigar por títulos e evitando os erros cometidos neste ano.

Junto à torcida azulina, Léo Goiano é bem avaliado e normalmente tem seu nome poupado das críticas contundentes dirigidas à diretoria e aos dois primeiros técnicos do time na Série C – Josué Teixeira e Oliveira Canindé.

Lewandowski cita juiz que diz que “Lava Jato atropela direitos humanos”

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Como os ministros do Supremo Tribunal Federal, diante de Sérgio Moro, não vão além de murmurar, de tão amedrontados de serem expostos pela mídia como “amigos da corrupção” é interessante observar o subterfúgio usado pelo ministro Ricardo Lewandovski para dizer o que pensa da Operação Lava Jato.

Há dois dias, no julgamento de um habeas corpus sem nenhuma ligação com o caso do juiz curitibano, mas que tocava num absurdo apoiado “de bandeirinha” por Moro – a prisão logo após o julgamento de segunda instância, sem o esgotamento dos recursos legais – o ministro, para não dizer com a própria pena, escreveu (aqui, a decisão integral)  que “a nossa Constituição não é uma mera folha de papel, que pode ser rasgada sempre que contrarie as forças políticas do momento” e serviu-se de uma manifestação do processualista e desembargador paulista  Guilherme de Souza Nucci:

Em nosso entendimento, muito disso se deve à chamada operação Lava Jato, que, a pretexto de combater a corrupção, vem atropelando alguns direitos humanos fundamentais. Esperamos que tal aspecto histórico brasileiro não se prolongue por muito tempo; afinal, o cidadão pobre não tem como suportar uma justiça ágil para prendê-lo e ineficiente para apurar a verdade”. (grifei)

O “grifei”, claro, é de Levandowski e não foi, evidentemente,  por acaso.

Hoje, Moro determinou duas prisões de empresários com a confirmação de suas condenações pelo amigo João Paulo Gebran, do TRF-4, o mesmo que pediu “prisão perpétua” para José Dirceu (41 anos de cadeia para quem tem 71 anos o que é?).

O Supremo decidiu que pode acontecer, o que Moro e outros juízes traduziram logo por “tem de acontecer”.

Apesar da covardia, é bom que isso esteja ocorrendo. Pois logo estaremos – mais do que  já estamos – na prisão de 1ª instância, na base da “cognição sumária” ou do “pendura até falar”.

Ou naquele antigo personagem do Jô Soares que dizia: “recolhe , Taborda”.

Papão promove evento de marketing e negócios

Para fortalecer, estruturar e profissionalizar cada vez mais a sua gestão administrativa, o Paissandu, através de sua Diretoria Executiva, promove na noite da próxima quarta-feira (20) o Paysandu Business 2018 no Atrium Quinta de Pedras Hotel, exclusivo para patrocinadores, prospects e agências de comunicação, além de também ser destinado a empresários que negociam e/ou pretendem assinar/renovar contratos de patrocínio com o clube para o ano que vem. O palestrante será José Colagrossi, Diretor Executivo do Ibope Repucom, líder global em pesquisa de marketing e retorno de exposição das marcas em mídia.

O evento começou a ser planejado ainda em 2016, depois que o Vasco da Gama promoveu o I Encontro de Negócios, no Rio de Janeiro (RJ). “Nós entendemos que a ideia foi muito interessante. Na época, conversei com o hoje vice-presidente Ricardo Gluck Paul, que também ficou entusiasmado. E esse ano isso surgiu com força na Comissão de Marketing do Conselho, que está à frente do evento”, informou o presidente do Conselho Deliberativo do PSC, Paulo Maciel.

O clube vai realizar o evento estrategicamente no mês de setembro, para tentar abreviar o fechamento de todas as oportunidades de negócios com vistas ao próximo ano. “Onde quer que o Paysandu tenha uma opção de negócio, tenha uma oportunidade de veicular a marca das empresas, é lá que a gente quer colocar os nossos parceiros”, disse Maciel.

Uma das metas do evento é estreitar, qualificar e atualizar as relações com as empresas que já patrocinam o clube, além de atrair novos parceiros. “Também queremos renegociar com os outros que não fecharam com a gente em temporadas anteriores. Essa é a hora. A compreensão das muitas possibilidades de bons negócios entre o Paysandu e seus parceiros comerciais perpassa pelo entendimento de nossa evolução empresarial, o que nós nos tornamos recentemente enquanto clube, e os negócios que podemos fazer juntos já no ano que vem. É fundamental que nossos parceiros comerciais tenham entendimento concreto do imenso potencial de negócios quando há a associação de marcas ligadas ao esporte, e isso recebe um selo de qualidade quando vem de um profissional com o nível de conhecimento e experiência de José Colagrossi”, argumentou o presidente do Conselho Deliberativo do clube.

SOBRE COLAGROSSI

Formado em Marketing pela Fairleigh Dickinson University e MBA pela Columbia University, José Colagrossi gerencia todas as operações de vendas, desenvolvimento de negócios e as parcerias estratégicas na América Latina, sendo responsável pela expansão do Ibope Repucom no continente. Desde que ingressou ao Ibope Repucom, em 2011, ele oferece suporte a clientes locais bem como clientes globais que operam na região, com foco em projetos de avaliação de mídia, eficiência de patrocínio, estudos de ROI assim como projetos de pesquisa de mercado.

Antes da Ibope Repucom Colagrossi gerenciou operações de vendas e de desenvolvimento de negócios globais para empresas líderes em seus setores, como Net2Phone, FaxNet e iCall. Foi também consultor de desenvolvimento de negócios.

PAYSANDU BUSINESS 2018

Data: 20/09/2017 (quarta-feira)

Hora: 19h30

Local: Atrium Quinta de Pedras Hotel, Rua Dr. Assis, 834, Cidade Velha

Palestrante: José Colagrossi, Diretor Executivo da Ibope Repucom

Tema: Patrocínio Esportivo: A força da associação das marcas

Fifa desconfia de Del Nero, mas autoriza liberação de grana da Copa 2014

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A Fifa fez um acordo com a CBF e vai liberar os R$ 300 milhões do fundo especial de legado da Copa de 2014, retidos por conta das suspeitas de corrupção que pesam sobre o presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, e vários de seus diretores. A liberação deve sair nos próximos dias, mas não significa que a Fifa acredita na inocência dos cartolas brasileiros. Pelo contrário. A entidade concordou em liberar o dinheiro mediante criação de uma empresa, pela própria Fifa, para gerir os recursos.

O dinheiro foi destinado à CBF pelo então presidente Josep Blatter para que fosse investido em centros de treinamento em todo o país com foco na formação de atletas. Ocorre que só um centro foi construído, em Belém, por influência do vice-presidente da CBF, coronel Antonio Carlos Nunes. Os demais foram adiados devido ao escândalo que envolveu Ricardo Teixeira, Del Nero, José Maria Marín em 2015.

Em nota, a CBF garante que caíram as restrições antes existentes em relação à gestão Del Nero. A Fifa não confirma tal mudança e mantém a intenção de fiscalizar de perto a aplicação do dinheiro. (Do blog de Rodrigo Mattos)