Castanhal sedia JEPs pela primeira vez

Pela primeira vez na história dos Jogos Estudantis Paraenses uma cidade do interior irá sediar uma etapa da competição. Castanhal, a 74 quilômetros de Belém, vai receber a partir desta quarta-feira (6) setecentos e cinquenta atletas, entre 15 e 17 anos, que estudam em escolas públicas e privadas de 25 municípios, que irão competir nas modalidades de vôlei, basquete, handebol e futsal. A abertura oficial da categoria “B” dos JEPs será às 18h, no Ginásio Loyola Passarinho. A competição vai até domingo (10).

As etapas finais dos Jogos Estudantis Paraenses (JEPs), categoria “B”, disputadas no domingo (10) serão transmitidas ao vivo pela TV Cultura. A transmissão pelo Canal 2 inicia a partir das 8 horas e serão seis horas de programação das partidas finais de quatro modalidades.

Os jogos dos dias 7, 8 e 9 de setembro estão programados para manhã e tarde, e serão disputados em quatro ginásios de Castanhal: Ginásio Poliesportivo Antônio Virgulino (Av. Maximino Porpino) recebe as partidas de basquete; o Ginásio Imperial sedia o futsal; Ginásio Loyola Passarinho terá partidas de handebol e o Ginásio da Escola Municipal Maria da Encarnação fica com os jogos de vôlei.

A organização dos JEPs está a cargo do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL) da Seduc, com apoio da Prefeitura Municipal de Castanhal e Rede Cultura. Os vencedores estarão classificados para os Jogos nacionais, que ocorrerão em Brasília (DF) entre os dias 16 e 25 de novembro deste ano. Os jogos da categoria “A” (12 a 14 anos) aconteceram em Abaetetuba, no mês passado. Os Jogos Estudantis Paraenses (JEPs) acontecem há 59 anos. (Com informações da Agência Pará) 

Lava Jato assume jurisdição universal para abafar novos áudios da JBS

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Que o Comitê Olímpico Internacional – como a Fifa (a do “padrão” coxinha) ou a Fórmula 1 – esteve e está cheio de “comércio de sedes” é algo sabido há muitas Olimpíadas. Mas que esteja na esfera da Lava Jato e que surja horas depois do imbroglio da delação da JBS é “timing” para roteirista algum botar defeito. Numa rapidez digna de Usain Bolt.

Junto com o “autogrampo” de Joesley, a nova operação ajuda a varrer para debaixo do tapete a corrupção do governo Michel Temer. Já na noite de ontem, reunidos na casa do presidente da Câmara, os parlamentares governistas “comemoravam” a “flecha no pé” de Janot.

Aproveitam-se e “vazam” uma conversa de bandidos dizendo que vão montar uma armadilha para o ex-ministro Luiz Eduardo Cardoso, tonto como ele só, ser gravado em declarações comprometedoras, daquelas que saem no terceiro uísque e na enésima vaidade.

É tudo no mesmo diapasão do que ocorre há três anos e que mereceu, no Facebook, o comentário do sábio professor Nilson Lage:

O golpe foi deflagrado à ordem de terceiros por essa associação de gente da cúpula do Judiciário que liberou o núcleo protofascista da Procuradoria da República, Polícia Federal e os “heroicos juízes de primeira instância” – um integralista deslumbrado do interior do Parana e fiéis do ultra-radicalismo luterano em êxtase ante a revelação do pecado.

O sistema judicial brasileiro virou um lixo, que compõe o lixo em que se transformaram as instituições e a vida política deste país. (Do Tijolaço)

Pablo entra para a seleção do melhores do futebol português

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O zagueiro paraense Pablo, do Marítimo, revelado na base do Paissandu e que foi liberado pelo clube durante a Série B, integra a seleção do mês de agosto do Campeonato Português. Pablo é titular da equipe e obteve média de 6.22 pontos nas partidas que disputou. Outro brasileiro, o atacante Jonas, do Benfica, é o principal destaque da lista, com média de 7.24 pontos. (via Futebol Bastidores @f_bastidores no Twitter)

Papão treina para encarar o Coelho e aguarda mais reforços

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O pacote de contratações que o Paissandu promete apresentar nos próximos dias deve incluir um zagueiro, um lateral esquerdo (possivelmente Guilherme Santos, ex-Fortaleza), um camisa 10 e um atacante, provavelmente Bruno Veiga, que tem retorno assegurado à Curuzu caso o Cuiabá seja eliminado da Série C. As inscrições de novos atletas na Série B podem ser feitas até o próximo dia 18 de setembro.

Nos preparativos para o jogo de sexta-feira, 8, contra o América-MG, o técnico Marquinhos Santos realizou treino na tarde desta segunda-feira na Curuzu, contando finalmente com quase todos os titulares. As exceções foram Ayrton, Emerson e Bergson, ainda passando por transição antes de voltarem aos treinamentos mais intensos.

INGRESSOS

A diretoria do Paissandu decidiu lançar uma “casadinha” na venda de ingressos para as partidas contra o América-MG e ABC (dia 16), buscando motivar a torcida a comparecer e apoiar o time. Com preços fixados em R$ 30,00 (arquibancada) e R$ 60,00 (cadeira), dois ingressos para os dois jogos saem por R$ 40,00 e R$ 80,00, respectivamente. A média de público e renda do Papão é uma das baixas desde que o clube participa da Série B. (Foto: FERNANDO TORRES/Ascom-PSC)

Real faz o que Barça não consegue: contratar espanhóis bons e baratos

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Recentemente, o zagueiro Gerard Piqué, símbolo do Barcelona, admitiu, depois da derrota na Supercopa da Espanha, que, depois de muitos anos, via o Real Madrid mais forte que o Barça.  “A verdade é que nos últimos nove ou 10 anos, desde que estou no Barça, é a primeira vez que sinto que são superiores a nós”, declarou.

Muitos fatores explicam como os merengues romperam o domínio dos catalães em La Liga e na Uefa Champions League. Um dos principais, porém, é como os blancos aprenderam a contratar jogadores espanhóis “baratos” e que resolvem em campo. É o completo oposto do que o Barcelona vem fazendo nas últimas janelas.

O maior exemplo disso é o do zagueiro Sergio Ramos, contratado por “apenas” 27 milhões de euros (R$ 100,55 milhões, na cotação atual) na janela da temporada 2005/06. Um valor ínfimo perto do que o atleta já rendeu aos merengues em termos de títulos e principalmente de gols decisivos, além das atuações defensivas.

Ramos soma quatro títulos do Espanhol, duas Copas do Rei, três Supercopas da Espanha, três Liga dos Campeões, dois Mundiais de Clubes e três Supercopas da Uefa. Em muitas dessas conquistas, ele foi o responsável por tirar o Real de situações difíceis, marcando gols de cabeça nos momentos finais das partidas.

Além disso, no aspecto pessoal, ele foi considerado o melhor zagueiro de La Liganas temporadas 2011/12, 2012/13, 2013/14 e 2014/15 e integrou a seleção da Champions em 2013/14, 2015/16 e 2016/17, entre diversas outras distinções tanto por seu clube quanto pela seleção espanhola.

Há também outros exemplos recentes. O meia Isco, por exemplo, custou só 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões) para ser tirado do Málaga, na janela de 2013/14. É verdade que ele demorou um pouco para se firmar, mas hoje é um dos atletas mais importantes do técnico Zinedine Zidane, tendo sido bastante decisivo na reta final da última temporada, anotando gols importantes e dando passes milimétricos para ajudar o Real a conquistar o Espanhol e a Liga dos Campeões. Antes disso, esteve presente na conquista de mais nove taças pelos blancos.

Já nesta temporada, o meia-atacante Marco Asensio estourou de vez, tendo um começo de temporada espetacular e marcando um golaço atrás do outro. Ele custou meros 3,5 milhões de euros aos cofres merengues para ser comprado do Mallorca em 2015/16, depois que o Barcelona teve chance de comprá-lo, mas acabou desistindo. Hoje, o arrependimento é evidente…

Outro espanhol contratados a “preço de banana” foi o lateral direito Carvajal, tirado do Bayer Leverkusen por 6,5 milhões de euros (R$ 24,2 milhões, na cotação atual) em 2013/14. Após se tornar titular, ele resolveu um problema de muitos anos na ala do Real, que não conseguiu firmar ninguém na posição desde a aposentadoria do ídolo Michel Salgado. Jogadores como Cicinho, Panucci, Danilo e muitos outros tentaram, mas ninguém jamais se firmou como Carvajal, que hoje também é titular da seleção espanhola.

O atacante Lucas Vázquez, hoje um promissor reserva, também custou quase nada: 1 milhão de euros (R$ 3,72 milhões) para ser contratado do Espanyol, em 2015/16.

Com outros espanhóis, o Real também soube ganhar direito. Caso, por exemplo, do atacante Álvaro Morata, que foi revelado na base da equipe de Madri e vendido duas vezes: uma para a Juventus, por 20 milhões de euros (R$ 74,48 milhões, na cotação atual), em 2014/15, e agora para o Chelsea, por 62 milhões de euros (R$ 231 milhões).

Neste meio-tempo, ele foi recomprado pela equipe espanhola da “Velha Senhora” por 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões). O saldo final de suas transferências, porém, foi positivo em 52 milhões de euros (R$ 193,66 milhões).

Outro atacante, José Callejón, também rendeu alguns “trocados” para o Real Madrid. Ele foi comprado do Espanyol por 5 milhões de euros (R$ 18,62 milhões, na cotação atual), em 2011/12, e vendido em 2013/14 por quase o dobro para o Napoli: 9,5 milhões de euros (R$ 35,38 milhões, na cotação atual).

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BARCELONA CONTRATA ESPANHÓIS ‘RUINS E CAROS’

Na contramão do Real Madrid, o Barcelona se notabilizou nos últimos anos por contratar poucos jogadores espanhóis. E, quando compra algum, geralmente a decepção é grande, pois gasta muito e tem pouco resultado em troca.

Os catalães, por exemplo, torraram 30 milhões de euros (R$ 111,73 milhões) no atacante Paco Alcácer, ex-Valencia, em 2016/17.  E, desde que chegou, ele jamais justificou o dinheiro investido em sua contratação.

Com pouquíssimo brilho, raramente aproveitou as chances que teve e anotou apenas oito vezes em 30 jogos, ficando muito longe de lembrar o centroavante letal de outras temporadas. Outro exemplo de gasto inútil foi o lateral direito Aleix Vidal, que custou 17 milhões de euros (R$ 63,31 milhões) para ser tirado do Sevilla, em 2015/16.

Inicialmente, ele foi trazido para ser um “reserva de luxo” de Daniel Alves. Mas, mesmo depois que o brasileiro deixou o Camp Nou, o atleta jamais conseguiu se firmar com a camisa azul-grená. Prova disso é que, em dois anos de Barça, ele soma apenas 29 partidas como titular, tendo marcado dois gols.

Nesta temporada, o Barça tentou negociar Aleix até o último dia da janela, mas nenhum interessado apareceu. Com isso, ele acabou virando titular por falta de opção, mas segue devendo muito.

O meio-campista Denis Suárez é outro caso de espanhol que fracassou com a camisa blaugrana. Ele até nem custou tanto, apenas 3,25 milhões de euros (R$ 12,10 milhões) para ser resgatado do Villarreal, mas nunca jogou pela equipe catalã a mesma bola que mostrou no Sevilla e no próprio “Submarino Amarelo”, em atuações que o credenciaram a ser um dos principais nomes das seleções espanholas de base.

O último espanhol contratado pelo Barcelona foi o atacante Deulofeu, revelado pelo próprio time da Catalunha e que custou 12 milhões de euros (R$ 44,7 milhões) para ser trazido do Everton, da Inglaterra. Agora, resta saber se ele conseguirá ter uma passagem melhor que sua primeira pelos azuis-grenás.

Entre os poucos casos de espanhóis que deram certo no Barcelona nos últimos anos, é possível citar nomes como o do lateral Jordi Alba (18 milhões de euros, R$ 67 milhões) e o do meia Cesc Fábregas (34 milhões de euros, R$ 126,62 milhões). (Transcrito da ESPN)

Tite faz mudanças na Seleção e descarta ‘zona de conforto’ contra Colômbia

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Já classificado ao Mundial, a seleção brasileira enfrentará a Colômbia, nesta terça-feira, em Barranquilla, com a mesma “fome” demonstrada na estreia do técnico Tite, há um ano. Quem garantiu isso foi o próprio treinador, que não gostou muito de ser questionado sobre uma possível “zona de conforto”.

“Qual é a nossa etapa profissional? Na medida que encaramos a verdade dos fatos, fica mais fácil entender o que vivemos para trabalhar. Zona de conforto só existe para quem conquistou alguma coisa. Nós apenas nos habilitamos para estar na Copa. É um passo. Eu acredito que estamos em zona de confiança, em nível de desempenho. No último jogo, diante do Equador, nós não finalizamos e passamos tanto quanto queríamos, mas fomos sólidos. Essa maturidade da equipe em tentar entender os momentos que passa é a etapas que estamos vivendo, uma etapa de consolidação”, disse Tite, em entrevista coletiva.

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Ao ser questionado novamente sobre o tema, foi mais enfático.

“Para mim, não existe zona de conforto. É uma zona de confiança, amadurecimento, crescimento. Estamos neste estágio. Queremos uma equipe forte. Na seleção, são atletas de alto nível. Essa busca de consolidação de equipe é um processo, é um desafio. O jogo lá na Colômbia [no primeiro turno] foi muito difícil, nível técnico altíssimo. Deve ser assim novamente”, respondeu o treinador gaúcho.

A seleção lidera a eliminatória sul-americana com 36 pontos. Já está na Copa e tem o título simbólico do torneio classificatório. Se vencer os três jogos restante, registrará a melhor campanha desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos.

Além da zona de conforto, outros dois temas chamaram a atenção durante a coletiva de Tite.

Um deles foi o questionamento sobre a atuação de Neymar contra o Equador, na última quinta-feira. Além de prender mais a bola, ele não demonstrou a mesma efetividade. Foi chamado de “fominha”. O treinador foi abordado se isso seria um efeito da troca do Barcelona pelo Paris Saint-Germain.

“No plano das ideias e da interpretação tática, eu te pergunto: O segundo tempo foi assim? Não foi. O primeiro foi? Foi. E foi pela marcação do Equador. A atuação do Neymar não foi comportamental. Foi circunstancial”, respondeu Tite.

Outro assunto de destaque foi mencionado por um jornalista brasileiro. Como o treinador mostrou uma equipe com quatro alterações, os colombianos estavam pensando se tratar de uma equipe reserva. As mudanças são as saída de Miranda (cortado) e Marcelo (suspenso) para as entradas de Thiago Silva e Filipe Luís, respectivamente. Firmino ainda ficará com a vaga de Gabriel Jesus e Fernandinho com a de Casemiro.

“Esse adjetivo [reserva] não serve. O Fernandinho esteve contra a Argentina. Nos meus dois primeiros jogos, jogou Casemiro. Nos outros foi o Fernandinho. Me deixaram em um dilema. Filipe Luís jogou muito quando o Marcelo machucou. Thiago entrou no último jogo muito bem. Willian retomou seu padrão”, disse sobre a força da equipe que tem em mãos.

O provável time do Brasil deve ter: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luis; Fernandinho; Paulinho, Renato Augusto, Willian e Neymar; Roberto Firmino. A partida será 17h30 (de Brasília), em Barranquilla, nesta terça-feira. (Com informações da ESPN, O Globo e Folha de SP)

Léo Goiano testa mudanças no time azulino para jogo decisivo

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Com várias baixas, por suspensão e lesões, o técnico Léo Goiano treina a equipe azulina para a última e decisiva rodada da Série C testando opções para o time titular. Caso seja mantido o sistema 4-4-2, o time deve ter Vinícius; Léo Rosa, Leandro Silva, Martony (Bruno Costa) e Jaquinha (Gerson); Ilaílson, João Paulo (Tsunami), França (Rodrigo) e Flamel; Pimentinha e Jayme (Edgar).

Há, ainda, a possibilidade de utilização do sistema de três zagueiros, levando em conta as deficiências exibidas pelos laterais Léo Rosa e Jaquinha. Nesse caso, a equipe poderia ser escalada com Vinícius; Leandro Silva, Martony (Bruno) e Igor João; Ilaílson, João Paulo, França, Flamel e Tsunami; Pimentinha e Jayme (Edgar).

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Os desfalques do time são Eduardo Ramos, Dudu e Luiz Eduardo, todos suspensos. Além deles, Martony apresentou lesão do tipo grau 1 na coxa direita, Jayme deixou o jogo de sábado com cansaço muscular e Flamel também foi substituído contra o Sampaio sentindo mal-estar.

A vitória (por 2 a 0) do CSA sobre o Salgueiro, ontem à noite, foi favorável ao Remo, que dependerá de uma vitória simples para se classificar, desde que o Confiança não goleie o ASA, em Arapiraca – a equipe alagoana já está eliminada e o elenco sofreu desmanche nos últimos dias, culminando ontem com a demissão do técnico Marcelo Villar. (Fotos: FÁBIO WILL/SAMARA MIRANDA – Ascom-CR) 

Gazeteiro

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Prefeito home office.

Como ninguém havia pensado nisso antes, meu Deus?!

Pois o viajante João Agripino Doria soltou essa desculpa esfarrapada quando cobrado pela ausência sistemática do cargo de prefeito de S. Paulo. Disse que não precisa estar “presencialmente” para administrar a maior cidade do continente.

Impressionante.

Não dou nem 3h para aparecer um consultor ou coach ou palpiteiro qualquer apoiando o gazeteiro e jurando que isto é o último grito em termos de gestão moderna.

A conferir.

MP pede condenação de ex-preparador de Senna por violação sexual durante voo

POR GABRIELA MOREIRA

Famoso e consagrado por ter sido o preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, de 79 anos, está sendo acusado pelo crime de violação sexual contra uma mulher durante um voo de Curitiba para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do preparador físico.  O processo é de 2015 e corre em segredo de justiça na 3ª Vara Federal de São Paulo.  Os advogados de Cobra negam a acusação.

Segundo relato da vítima e de testemunhas,  o preparador físico “sentou-se ao lado da mulher e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com o corpo e manipulação de energias. Porém, durante a decolagem, passou a tocar os seios e pernas da mulher várias vezes. Enquanto tocava a passageira, o homem dizia que o formato do corpo da vítima lhe despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo”, narra o MPF  sem divulgar os nomes dos envolvidos.

De acordo com o MPF,  “ficou demonstrado que o agressor sentou-se ao lado da vítima e passou a agir de uma forma e numa posição que dificultava que outros passageiros percebessem o ato. Além da dissimulação, o acusado aproveitou-se da vítima estar em local fechado e durante a decolagem do avião, impedindo-a de abandonar o assento, surpreendendo-a e dificultando uma eventual reação para que ela se livrasse das investidas do acusado.”

Ainda de acordo com os relatos, a mulher só teria conseguido se desvencilhar do agressor quando a aeronave estabilizou após a decolagem. Foi quando ela pôde se levantar e procurou a ajuda dos comissários de bordo. Ao chegar em Congonhas, ela prestou depoimento na Polícia Federal.

Defesa afirma inocência 

O advogado Sergei Cobra, que defende o preparador físico, disse que seu cliente é inocente e nada ficou provado nos autos.

“A acusação não foi provada. Foi um mal entendido e ele será inocentado”, disse o advogado ao blog.

Pedido de condenação 

Todos já foram ouvidos no processo e o veredito deve ser divulgado nos próximos dias.  A procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento pediu a condenação do acusado pelo crime 215 do Código Penal que enquadra os casos de “estupro ou ato libidinoso cometido mediante fraude ou meio que impeça ou dificulte a defesa da vítima”.

De acordo com o MPF, a vítima “não conseguiu gritar, nem pedir auxílio imediatamente pois viu-se paralisada e surpresa com a agressão repentina, reação bastante comum em agressões sexuais”.

A procuradora ainda lembrou casos recentes de atos libidinosos cometidos em transporte público e criticou a forma como a lei vem sendo interpretada.

“O crime do artigo 215 protege as vítimas não somente nos casos de `fraude´, quando a mulher é enganada pelo agressor de alguma maneira, mas também nas vezes em que o agressor se utiliza de meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima, impedindo-a de reagir ou dificultando a sua reação. Todavia, infelizmente, vem sendo aplicado de forma muito restrita pelos operadores do direito, o que precisa ser revisto.  Os casos frequentes de agressões em transportes coletivos demonstram que os agressores sabem que as vítimas estão vulneráveis, muito embora em situação de aparente segurança porque pode haver outras pessoas próximas. Os agressores aproveitam-se do fato de muitas vezes a mulher estar distraída e surpreendem a vítima, que fica paralisada pelo susto ou demora para entender o que ocorre a tempo de esboçar uma reação”, afirmou. (Da ESPN)

PF faz buscas na casa de Nuzman e na sede do COB

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Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, é alvo de mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro. A operação, batizada de Unfair Play, mandou agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para as ruas para prender suspeitos de comprar jurados da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016.

Desde as 6h, agentes cumprem mandados de busca na casa de Nuzman e também na sede do COB. O presidente da entidade será intimado a depor ainda nesta terça-feira, na sede da Polícia Federal.

As investigações apontaram para indícios de Carlos Arthur Nuzman participou de forma direita na compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que o Rio de Janeiro fosse eleito a cidade sede dos jogos do ano passado. O presidente do COB teria intermediado toda a relação entre aqueles que pagavam e os integrantes do COI.

O Ministério Público Federal brasileiro, por meio de um acordo de cooperação, trabalha junto com o Ministério Público de Finanças da França, que investigavam a compra de votos. Assim, autoridades francesas estão acompanhando toda a ação desta terça-feira, que acontecem também em Paris e Miami.

Há um mandado de prisão preventiva contra Arthur César de Menezes Soares Filho, ex-dono de uma fornecedora do Estado do Rio de Janeiro, a Facility, e outro para sua ex-sócia, Eliane Pereira Cavalcante.

Conhecido como “Rei Arthur”, o empresário seria o dono do dinheiro que abastecia o esquema, colocando tudo em uma conta no Caribe, que era gerenciada por um operador financeiro do grupo do ex-governador Sérgio Cabral.

Segundo a investigação dos procuradores, para ter mais contratos com o Estado, era pago propina a Cabral por meio de uma conta em Antígua e Barbuda. O mesmo dinheiro teria sido usado para pagar a compra de votos do COI. Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

São 70 policiais federais cumprindo os dois mandados de prisão preventiva e onze de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. (Da ESPN)

Lama nas delações: o fim que conspurca os meios

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Se há algo que contamina todas as operações Lava Jato – de Curitiba a Brasília, passando pela filial carioca, nunca será tão bem expresso quanto na entrevista do submoro juiz Marcelo Bretas, gerente da Lava Jato no Rio:

“O combate à corrupção faz os meus olhos brilharem”.

Próprio de sentimentos irracionais – paixão, cobiça, desejo – o brilho dá a volúpia e retira a serenidade do olhar e faz com que seu campo de visão se estreite ao ponto de quase ser só aquilo que busca, deixando o caminho próprios a tropeços e, como parece ser o caso agora, tombos estrepitosos.

Desde o início, a Lava Jato tornou-se, para o juiz Sérgio Moro e para os procuradores de Curitiba, uma poderosa ferramenta de prestígio, afirmação de poder e realização de objetivos ideológicos (francamente, seria impróprio chamá-los de filosóficos).

Veja friamente: quando é que um juiz e promotores de província (e seu séquito de meganhas) poderiam monopolizar diariamente as manchetes de toda a mídia nacional, ameaçarem um governo, impedir que se eleja um próximo, tudo isso mergulhando em flashes, troféus, capas de revista, palestras e até ganharem um filme, nauseantemente promovido com dinheiros misteriosos?

Já no (sem trocadilho) início deste processo, o Procurador Geral da  República, em lugar de exercer o papel de moderador da ação de seus subordinados, contendo-os no que é legítimo conter – a autopromoção e o abuso das suas funções – reagiu com um “eu também quero”.  Isso se materializou na cena ridícula de segurar, ainda em março de 2015, o  cartaz “Janot, você é a esperança do Brasil”, oferecido por um grupelho de moralistas ensandecidos.

Francamente, Bolsonaro e bolsominions não teriam protagonizado cena mais expressiva de messianismo e vaidade.

O “autogrampo” dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud registra apenas um dos muitos diálogos abjetos que se deram em todo este processo de delação. Os outros, apenas, não foram gravados.

Uma “delação simultânea” de 77 executivos da Odebrecht, afinal, é um ato de vontade individual dos delatores ou um imenso negócio corporativo que, todos sabem, envolveu prêmios milionários a seus participantes, garantias  de estabilidade nas bem-pagas posições que ocupam?

E menos mal a “verdade” comprada a dinheiro e impunidade parcial ou total do que aquela adquirida pelo abjeto método do “acusa que te solto” francamente utilizado nas “alongadas prisões de Curitiba”, para servir-me da expressão usada no plenário do Supremo por Gilmar Mendes.

No estado de Direito fala-se muito no “devido processo legal”. O processo legal, quando conduzido com os olhos brilhantes, tomados do prazer punitivo e/ou da ambição e da ideologia  de seus condutores escorrega para o que é, ao olhar sereno, claramente indevido. E se é indevido, não é um processo legal.

Os donos da pureza e da verdade no Brasil, tão senhores se creem, transformaram as instituições judiciais e parajudiciais (Polícia e Ministério Público) em simples ferramentas de seus projetos pessoais e político-ideológicos, onde os fins (é, os fins, os que fazem os olhos brilharem) justificam os meios.

E assim cegados, tornam-se eles próprios meros instrumentos e interesses econômicos e políticos  que, como farão agora a Janot, jogam logo fora o bagaço espremido das vaidades.