Archive for 13 de setembro de 2017

Justiça para todos… SQN

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13 de setembro de 2017 at 17:43 Deixe um comentário

Mordendo o próprio rabo

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POR LUIZ RUFFATO, no El País

O legado mais trágico da institucionalização da corrupção no Estado brasileiro – em todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todos os níveis (federal, estadual e municipal) e abrangendo todas as cores ideológicas, sem exceção – é a descrença da população em geral no regime democrático. Assistimos, impotentes, a defesa de governos autoritários e o fortalecimento do discurso da intolerância. E, apáticos, vemos, um a um, desabarem os pilares que sustentavam nossos sonhos de justiça, harmonia e liberdade.

O deputado federal Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército e pré-candidato à Presidência da República, encarnando esse ideário de “valores” da ditadura, vem contabilizando um impressionante crescimento de intenção de voto. Conforme pesquisa do instituto DataPoder360, realizada nos dias 9 e 10 de julho, Bolsonaro já conta com 21% das intenções de voto, contra 26% do pré-candidato petista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nostalgia por um regime de forças, algo impensável há algum tempo, vem se tornando raciocínio bastante comum nos mais diversos meios sociais.

Bolsonaro ocupou recentemente o microfone da Câmara dos Deputados para criticar o seriado da TV Globo “Os dias eram assim”, cujo enredo passa-se nos anos 1970, chamando-o de “farsa” e “mentira”. Ele só faltou pedir a suspensão do programa, em nome da “verdade” e da “pátria”, passo, no entanto, dado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), seção do Rio Grande do Sul, que conseguiu fechar a mostra “Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira”, que estava em exposição no Santander Cultural, em Porto Alegre, em nome da moral e dos bons costumes.

A coordenadora do MBL no Estado, Paula Cassol, condenou a exposição por, segundo ela, fazer apologia à pedofilia, zoofilia e pornografia. A mostra, que propunha uma reflexão sobre gênero e diversidade sexual, reunia 273 obras de 90 artistas brasileiros, entre os quais Ligia Clark, Candido Portinari, Alfredo Volpi e Adriana Varejão. Embora não tenha visitado a exposição, Paula Cassol afirmou que “isso não é arte”, e liderou a pressão contra o banco, que acabou cancelando a mostra. Também a Arquidiocese de Porto Alegre se manifestou, em nota oficial, denunciando a exposição por utilizar “de forma desrespeitosa símbolos, elementos e imagens, caricaturando a fé católica e a concepção de moral que enleva o corpo humano e a sexualidade como dom de Deus”…

No dia 19 de março de 1964, dia de São José, padroeiro das famílias, um grupo estimado entre 300 e 500 mil pessoas, lideradas pela Igreja Católica, realizou em São Paulo a chamada Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Replicadas em várias partes do Brasil, essas marchas, que contavam com apoio de diversas organizações civis e classistas, e que visavam combater “o ateísmo comunista”, restaurar a ordem e restabelecer a moral, encorajaram o golpe militar que nos sentenciou a 21 anos de obscurantismo.

Ao contrário do que advogam os entusiastas do autoritarismo, o período militar não conheceu estabilidade política. A cada sucessão brigavam entre si os vários setores das Forças Armadas para fazer prevalecer seus interesses: golpe de 1969 que guindou o general Garrastazu Médici ao poder; rebelião de militares linha dura contra o general Ernesto Geisel; pacote de Abril de 1977 que sufocou a oposição; rebelião de militares linha dura contra o general João Figueiredo. Também não foi um tempo de estabilidade econômica: a inflação média era de 20% ao ano (contra 7,5% ao ano no período democrático, não contando o governo de transição de José Sarney), e ultrapassava os 200% ao ano quando devolveram o poder aos civis. Além disso, a corrupção grassava nas mais de 500 empresas estatais existentes, que incluíam siderúrgicas, bancos, rádios, refinarias, etc.

Durante o período militar, censores profissionais definiam o que era ou não era arte, o que podia ou não podia ser publicado, visto ou ouvido. Durante o período militar, qualquer um podia parar na cadeia e ser torturado ou até morto por manifestar opinião divergente. Durante o período militar estavam proibidas manifestações de rua. Os militares destruíram os sistemas de educação e saúde e ampliaram o fosso entre ricos e pobres. Mas, principalmente, os militares forjaram a geração que manda hoje no país, contra a qual se insurgem aqueles que defendem… a volta da ditadura militar…

13 de setembro de 2017 at 17:33 2 comentários

O último jogo de Mané Garrincha

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POR EDUARDO CASTRO, no Chuteira F.C.

Semana passada, dia 7, completaram-se 45 anos de um dos dias mais tristes do futebol brasileiro. Foi num feriado da Independência, em 1972, que Garrincha fez seu último jogo profissional.

Ele tinha 38 anos, passara os últimos dois vagando por clubes do Brasil e exterior. Passara pela Portuguesa, Bangu, Deportivo Barranquilla da Colômbia. Treinou no Nacional de Montevidéu e no Boca Juniors, de Buenos Aires, mas não ficou. Num dia de abril de 1969, bateu o carro na Via Dutra. No acidente, morreu a mãe de Elza Soares, sua esposa na época. Desnorteado, o casal foi embora para a Itália.

Ela cantava, ele gastava e bebia. Na época, clubes italianos estavam proibidos de contratar estrangeiros, salvo os descendentes de italianos. O máximo que conseguiu foi uma sinecura: “garoto-propaganda” do Instituto Brasileiro do Café. Afundado na tristeza, jogava, no máximo, amistosos – um deles por um time de açougueiros, devidamente registrado.

O declínio veio abrupto, logo depois do ápice. Vencida a Copa do Chile, em 62, as dores no joelho (a perna esquerda tinha seis centímetros mais que a direita) o levaram ao ortopedista Mário Jorge. Ao invés de um diagnóstico, recebeu uma sentença: se não parasse por três meses, estaria inutilizado. O Botafogo não podia esperar, pois havia vendido mais do que amistosos no exterior; tinha vendido a presença de Garrincha. Um ano depois, ele estava sem os meniscos.

Daí pra frente, entrava e saía do departamento médico com muita frequência, mais ou menos a mesma que passara a aparecer nas manchetes sensacionalistas – desde que trocara a esposa Nair pela cantora Elza Soares, com quem se casou, em 66, na embaixada da Bolívia (o divórcio não existia no Brasil). Ele tinha oito filhos, e, segundo a ex-mulher, “a cabeça virada” e 20 mil cruzeiros devidos em pensão.

Já não ganhava mais, como alguns anos antes, malas de dinheiro (com maços presos com esparadrapo). Sem nem imaginar o mundo futebolístico de Neymar e seus parças, invejava a sorte dos colegas mais novos: “Hoje em dia é assim, o sujeito só pensa em ganhar dinheiro. Até esses meninos que estão começando já têm um pai para orientar, imagine”. Garrincha perdeu o pai muito cedo, vítima de cirrose, a mesma doença que o mataria, também precocemente. Vivia no pouco que sobrara da bonança financeira: móveis e espelhos de uma casa que dividira com Elza, mas não conseguira pagar; levou o que sobrou para um apartamento em Copacabana, alugado.

Foi quando os diretores do histórico Olaria (vice-campeão carioca de 1933, dentre outras glórias) a ideia de trazê-lo de volta ao futebol profissional. A chegada foi gloriosa: 50 mil pessoas no Maracanã, contra o Flamengo. Mas já naquele dia, em março de 72, estava claro que quem voltara foi apenas Garrincha, mas não a “Alegria do Povo”. Na revista Veja, Geraldo Mayrink escreveu que o ponta “ao longo dos anos, perdeu muito mais que o seu gênio para criar essa alegria em campo. Não está apenas mais gordo, mais lento e mais velho, mas também um pouco mais triste. Nenhum jogador brasileiro, salvo Pelé, mereceu mais o paraíso do que ele. Nenhum craque de sua categoria, especialmente Pelé, chegou tão perto do inferno”.

Mesmo assim, era esperado, venerado. Num jogo em Vitória, viajou um dia antes que o time, segundo ele “como chamarisco” para o jogo. Funcionou, pois 40 mil pessoas encheram o estádio. Em Juazeiro, na Bahia, sem condições de jogar, teve que entrar em campo: deu o pontapé inicial da partida para outro estádio lotado. Em 23 de março, no histórico Palma Travassos, de Ribeirão Preto, fez um dos gols do Olaria, no empate em 2 a 2 com o Comercial, num chute de longe no goleiro Paschoalin. Seria seu único com a camisa do clube, o último como jogador profissional.

Até que chegou o 7 de setembro, data do aniversário da Caldense, da mineira Poços de Caldas. Por 12 mil cruzeiros, mais despesas de hospedagem e transporte, a festa pôde contar com o Azulão da Rua Bariri e seu mítico camisa 7. Final: 5 a 1 para os aniversariantes, com direito a uma balançada daquelas, conhecidas, pra cima do lateral Hildo. Ninguém que estava no estádio Coronel Christiano Osório imaginava que aquele seria o último jogo de Garrincha – nem ele.

Sem aviso, a carreira terminara – mas não o calvário público. Garrincha ainda apareceria alguma vezes em amistosos; um ano depois, na despedida oficial, ao lado de Pelé no Maracanã lotado, jogo da seleção contra um combinado do resto do mundo; até no desfile da Mangueira no carnaval de 1980, já muito inchado e debilitado, sem conseguir se sustentar sozinho no carro alegórico, acenando a esmo para o público.

E, finalmente, no estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, Distrito Federal, no dia de Natal de 1982, um sábado chuvoso, num encontro de equipes amadoras. Um dos presentes era o goleiro Paulo Vitor, que, quatro anos depois, seria reserva de Carlos na Copa do México. Foi ele quem pegou o último chute de Garrincha, sob protesto do público. Menos de um mês depois, em 20 de janeiro de 1983, ele morreu, na Casa de Saúde Dr. Eiras, em Botafogo, trazido às pressas de Bangu, onde morava numa casa alugada pela CB. Tinha 49 anos, e bebido sem parar, desde a véspera.

13 de setembro de 2017 at 16:30 Deixe um comentário

Da série “diálogos edificantes”

Apresentadora da GloboNews:

– O que está faltando nesse processo contra o Lula?

Advogado Guilherme Peña, da UFF:

– As provas. 

13 de setembro de 2017 at 16:27 Deixe um comentário

Povo acompanha Lula na audiência em Curitiba

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Um cordão humano se formou em frente ao prédio da Justiça Federal de Curitiba antes da chegada de Lula para depoimento à Lava Jato. Pessoas de todo o Brasil participam do ato de solidariedade ao ex-presidente da República e maior líder político do país.

13 de setembro de 2017 at 16:19 1 comentário

Papão libera Capanema e Rayner

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A diretoria do Paissandu decidiu liberar os jogadores Ricardo Capanema, volante, e Rhayner, lateral e meio-campista. Os dois atletas não fazem parte dos planos do técnico Marquinhos Santos e deixaram de ser relacionados para os jogos da equipe na Série B. Jogador fundamental na campanha do Papão em 2015, símbolo de raça em campo, Capanema perdeu espaço em função de seguidas lesões e problemas extracampo que quase o afastaram do clube em 2016. Rayner, contratado para esta temporada, chegou a disputar alguns jogos sob o comando de Marcelo Chamusca, mas nunca conseguiu se firmar como titular. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo do blog)

13 de setembro de 2017 at 16:04 Deixe um comentário

A arte do olhar

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Por Erich Lessing-Bergen. Noruega 1954.

13 de setembro de 2017 at 15:55 Deixe um comentário

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