Archive for 4 de setembro de 2017

Novas luzes sobre o caso Banestado

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POR RENAN ANTUNES DE OLIVEIRA, no DCM

Se alguém suspeita de parcialidade da Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário na caça aos corruptos deve comparar a Lava Jato com o quase esquecido Escândalo Banestado para tirar sua conclusão.

Foi o escândalo da hora na Era FHC, entre 1996 e 2003, também nas mãos do juiz Sérgio Moro, mas sem a pirotecnia do Petrolão.

Um retrato da época mostra que nem todo delegado federal é um caçador de petistas. Que nem todo procurador do MPF investiga corruptos em nome de Deus.

E que o juiz premiado não teve o mesmo apetite justiceiro diante dos poderosos do tucanato. O Escândalo do Banestado serviu de modelo para as grandes operações midiáticas Mensalão e Petrolão da Era Lula-Dilma e é o melhor exemplo do pior das três instituições, cinco se incluídos Legislativo e Imprensa.

Nele, apurou-se que 124 bilhões de dólares foram levados e lavados no exterior. Nele, estavam envolvidos grandes empresas (Globo) e políticos expressivos. Mas estranhamente a CPI do caso deu em nada.

E o Judiciário, no primeiro grande caso nas mãos de Moro, jogou pesado com laranjas, prendendo apenas chinelões. O procurador Celso Três e o delegado José Castilho levantaram a tampa do esgoto e se deram mal – suas carreiras acabaram quando denunciaram tucanos e seus aliados.

Castilho e Três viraram críticos das instituições em que trabalham. A experiência pioneira deles foi desprezada pela cúpula.

Hoje seus nomes ainda são respeitados entre a maioria dos colegas. Mas seus exemplos de seriedade, honestidade e competência não empolgaram as novas gerações. Muitos viram que agir como eles é ruim para a carreira.

Ninguém duvida: suas carreiras estagnaram por apontar culpados com longa folha de serviços prestados à elite que domina o país há séculos, o verdadeiro centro do poder.

Esta é a história deles.

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CASTILHO: NA GELADEIRA DESDE O INQUÉRITO DO BANESTADO

“Tenho convicção que a Lava Jato pegará Renan (Calheiros, presidente do Senado), Jucá (Romero, senador), Cunha (presidente afastado da Câmara) e até o Temer (Michel, presidente da República)”, disse o delegado federal José Castilho Neto, 56, em entrevista ao DCM. Castilho é referência dentro da PF. Tem fama de competente e incorruptível.

Está na geladeira desde que conduziu o inquérito do Escândalo do Banestado, no governo tucano de FHC – rombo de 124 bilhões de dólares que bota Mensalão e Petrolão no chinelo. Castilho diz que “a Lava Jato não está só atrás de petistas, como parece. Ela busca atingir a corrupção no núcleo do poder da República, agora é a vez de ir atrás dos outros”.

Acredita nisso “porque é a PF e o MPF que estão comandando a luta contra a corrupção, o juiz Sérgio Moro só se manifesta com base nas ações e pedidos destas duas instituições”.

Castilho está na geladeira da PF desde 2003, quando esteve no auge, na transição de FHC para Lula. O posto dele em Joinville é considerado menor: “É o meu exílio profissional”.

Ele acredita que foi posto lá porque “denunciei na TV o envolvimento de gente da cúpula do governo FHC no caso Banestado”. Castilho afirma que “a linha divisória entre a impunidade da classe dominante e período de vigência da lei foi o caso Banestado”.

Ele é considerado precursor no uso das técnicas de investigação adotadas pelas equipes da PF. Castilho já tinha trabalhado com o juiz Moro no Banestado, onde rastreou contas internacionais de empresários e políticos. Foi o primeiro a prender o doleiro Alberto Youssef, o delator zero do Petrolão.

Castilho revela mágoas por ter sido afastado na transição do governo FHC para Lula “pela panelinha que comanda a PF”, mas acha que a vida é assim, “é a dinâmica do poder”.

Ele atribui sua queda e exílio em Joinville (depois de outros postos menores ainda) porque “fiz a denúncia pública dos nomes de gente poderosa cujas contas no exterior foram reveladas, entre eles Jorge Bornhausen, José Serra, Sérgio Motta e do operador de FHC, Ricardo Oliveira”.

Castilho lembra que estava em Nova York trabalhando no rastreamento quando foi chamado de volta e afastado da operação. Foi quando ele procurou a mídia para fazer as denúncias.

Encontrou um paredão, porque entre as empresas que usaram o recurso ilegal de enviar dólares para o exterior estavam Rede Globo, Editora Abril, RBS e Correio Braziliense.

Seu momento de glória foi fazer a denúncia na Record, num programa nas altas horas, audiência quase zero – digite o nome do delegado e veja no You Tube. Em 2003, o caso Banestado rendeu uma CPI que deu em pizza.

Castilho foi a estrela dela, levando um livrão verde com a lista dos nomes de 3 mil pessoas com contas em dólar no esquema, entre mandantes e laranjas. Ele brandiu o livro no ar no plenário da Câmara, sem sucesso: “Havia gente poderosa envolvida, tinha gente lá de dentro, é claro que iriam abafar e foi o que fizeram”.

Ele diz que no início do governo Lula foi trazido de volta ao lado bom da carreira por iniciativa de José Dirceu. “Mal eu comecei a mexer, fui outra vez afastado, definitivamente”. Castilho sorri quando explica sua versão: “Acharam que eu era petista, mas não sou nada. Sou contra a corrupção. Acho que o pessoal do PT aprendeu como se fazia no Banestado e preferiu não mexer no esquema”.

O Banestado sumiu da mídia quando começou o Mensalão. E o Petrolão substituiu o Mensalão.
Castilho diz acreditar que “o pessoal (da PF) que hoje atua na Lava Jato é movido não por sua preferência política, como muitos acreditam, porque cada um tem a sua, mas sim por uma imensa vaidade. É a mídia, é querer aparecer, estar na vanguarda, tudo pura vaidade”.

Para Castilho o episódio em que Moro jogou no ar a gravação do tchau querida “foi um erro”. Aí, pensou um pouco e elaborou uma frase mais light: “Muito antes de eventuais desvios (do juiz) há um mar de descumprimentos legais”.

Castilho disse que a PF foi modernizada na Era Lula e cresceu muito. “Ganhamos verbas, carros, tudo, mas o foco eram prefeitinhos e pequenos casos regionais”, lamentou.

Ele acredita que “por muito tempo a maior operação da PF foi a ‘cortina de fumaça’, qualquer coisa que não chegasse ao núcleo do poder”.

Castilho acha que “no governo FHC não havia interesse em ir fundo, porque era um governo corrupto. Depois, a PF modernizada foi atrás dos prefeitinhos. Só agora é que o foco está em derrubar o núcleo no poder, seja de que partido for”.

Ele admite que “mesmo assim o que se vê é uma mira certeira em partidos de esquerda e outros que deram sustentação a um governo de centro-esquerda”.

Castilho se sente orgulhoso de ter contribuído no combate contra a corrupção. Ensina às novas gerações de delegados que “dinheiro não some, alguém fica com ele” e que o caminho “é sempre seguir a trilha dele”.

O delegado disse que fez sua parte “deixando uma longa lista de criminosos de colarinho branco que continua em ação, mas que já foram identificados. Está tudo num arquivo digital na Divisão de Ações contra Ilícitos Financeiros, que deixei lá”. Segundo ele “ali está o mapa da corrupção, estranhamente abandonado”.

Com sua experiência, sabe que seria mais útil se pudesse voltar ao núcleo de elite da PF.
Aceita, no entanto, o destino: “Minha rotina é perigosa, mas é a mesma de muitos policiais. Acordo cedo, boto uma pistola na cintura e saio com minha equipe para caçar traficantes. Alguém tem que fazer este trabalho.”

“CONSPIRAÇÃO DA JUSTIÇA DERRUBOU DILMA”, DIZ PROCURADOR

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O procurador federal Celso Antônio Três (55), membro do grupo anticorrupção do MPF, é um crítico da Lava Jato: “Janot (Rodrigo, procurador geral) e Sérgio Moro fizeram uma conspiração da Justiça contra a política para dar o golpe que derrubou a presidente Dilma”.

Ele fala com a autoridade de ter sido o primeiro procurador federal a seguir a trilha de volumosa quantia de dinheiro desviado do Brasil para o exterior – o Escândalo Banestado em 2003. Um trabalho de investigação monumental, sem os recursos que o MPF tem hoje.

Em entrevista ao DCM o procurador afirmou que “é inconcebível essa intromissão da Justiça na política. É evidente que o que vai ficar na história não é essa coisa ridícula da pedalada fiscal, mas sim a existência de uma conspiração. A divulgação da gravação da conversa Dilma-Lula foi uma ilegalidade, e isto é inaceitável vindo de um juiz”.

Celso critica, também, a prisão do senador Delcídio Amaral. “A Constituição é clara quando diz que um senador só pode ser preso em flagrante delito e por crime inafiançável.”

Para o procurador “se houve alguma transgressão foi da própria Justiça, que cometeu ‘um crime de hermenêutica’ ” (de interpretação da lei) – esta é a palavra usada de forma irônica dos juristas para criticar o sistema: “Eles foram torcendo a lei até achar um jeito de enquadrá-lo e forçar a delação”.

Assinalou que “outra coisa grave é querer condenar políticos por receber doações legais. Se está na lei, não é vantagem indevida. Esta história de que um parlamentar pode ser condenado se o dinheiro veio de um desvio (no caso, da Petrobras) é bobagem, porque precisa se provar que ele tenha participado da origem do desvio”.

Celso Três fala com a experiência de ter sido entre 1996 e 2003 o nome mais importante do MPF, por sua atuação firme e corajosa no Caso Banestado.

Com base na atuação dele o MPF passou a criar grupos especializados em crimes financeiros . O Judiciário também criou varas idênticas, sendo a primeira delas a do juiz Sérgio Moro. Banestado, Mensalão e Petrolão se ligam porque muitos dos procuradores e o juiz Moro trabalharam em todos eles.

Três vê na Lava Jato “uma excrescência jurídica e com claros atropelos da Constituição”. Ele trabalhou com alguns dos integrantes do MPF que hoje estão na força-tarefa da Lava Jato e acredita que “existe uma natural exacerbação que parece de boa fé, mas inaceitável. É ridículo um procurador invocar Deus” (referindo-se, sem citar, ao chefe da equipe de procuradores, Deltan Dallagnol).

O procurador disse ainda que “mais atropelos vêm aí, como aquele pacote de 10 medidas anticorrupção enviado ao Congresso. Não é tarefa do MPF, e além do mais tem erros grosseiros no item das nulidades, só vai piorar as coisas se for aprovado”. Três disse também que “a Justiça tem efeito indevido na política, mas o Brasil é movido por tsunamis”.

Três comandou o inquérito das contas CC5 do Caso Banestado. O modelo de investigação quebrou o sigilo de milhares de pessoas e empresas, flagrando as irregularidades.

Ele ainda hoje mantém cópia dos volumes do inquérito em seu gabinete. Gosta de exibi-los aos interessados. “Nunca se pôde fazer justiça porque o governo FHC tinha altos membros envolvidos. Parte do dinheiro serviu para compra de votos para a reeleição dele, outro escândalo da época”, lembra, manuseando os documentos.

“Nós do MPF tivemos que desmembrar cada ação por domicílio fiscal dos suspeitos, o que se tornou um pesadelo. O Banco Central e a PF nunca colaboraram efetivamente, até atrapalhavam as investigações, visivelmente por ordem do Executivo. Por causa disso os principais mandantes nunca foram presos”.

Celso diz que “os efeitos do caso Banestado até hoje são sentidos. O atual governador do Paraná, Beto Richa, tinha despachado para o exterior 1 milhão de dólares, sem comprovar a origem do dinheiro”.

Ele exibe documentos e mostra que o Banco Araucária (do ex-senador e governador biônico catarinense Jorge Bornhausen) enviou para o exterior 2,4 bilhões de dólares.

“Nossa experiência de combate à corrupção serviu como modelo para a Lava Jato. Não pudemos avançar porque a CPI deu em pizza. E um dos entraves foi quando flagramos a Rede Globo e a RBS mandando dinheiro para fora”.

A carreira de Três declinou depois que ele fez as denúncias da mídia para a mídia – nunca foi indicado para nenhum prêmio. Pior: só recebeu ameaças de morte. Foi movido para outras comarcas.

Lotado em Santa Catarina no ano 2000, iniciou um processo que o botou na geladeira de vez: tentou quebrar o monopólio da RBS (repetidora da Globo) no estado. Ele sustenta que a empresa “monopolizou a imprensa em SC, controla rádio, jornais e TVs, ferindo a Constituição”.

O caso ainda está pendente de decisão do TRF4, em Porto Alegre. Celso Três é procurador em Novo Hamburgo, no interior do Rio Grande do Sul.

ENTENDA O ESCÂNDALO DO BANESTADO

O que é: maior caso de evasão de divisas do Brasil.

Quanto: 128 bilhões de dólares. Quase 420 bilhões de reais ao câmbio atual.

Quando: 1996 a 2003.

Onde: epicentro em Foz do Iguaçu (PR), com raio de ação em todo Brasil, Nova Iorque e Bahamas.

Origem do nome: o caso foi descoberto na agência do Banestado, em Foz do Iguaçu.

Investigados: 3 mil pessoas, empreiteiras, mídia, bancos e casas de câmbio.

Condenados: 26 laranjas, nenhum político ou empresário poderoso.

Legado: o modelo de investigação internacional reinventou o papel do Ministério Público Federal, criou as bases da moderna Polícia Federal para investigar crimes financeiros, obrigou o Judiciário a criar varas especializadas como aquela que Sérgio Moro comanda, forçou o Executivo a reequipar a PF e o MPF, e serviu de modelo para a Lava Jato.

Personagens: Procurador do MPF Celso Três e delegado da PF José Castilho Neto.

COMO FOI

Mídia envia dinheiro ao exterior e boicota escândalo

Políticos e empresários usaram doleiros e laranjas para remeter dinheiro para paraísos fiscais entre 1996 e 2003, burlando o sistema legal de remessa pelas contas internacionais conhecidas como CC5 (por isso também conhecido como Escândalo das CC5). O MPF em Foz do Iguaçu descobriu a fraude porque a agência local do Banestado enviou para a agência de Nova York cerca de 30 bilhões de dólares – o total com outros bancos chegou aos 124 bilhões.

A movimentação era demais naquele final dos anos 90 e levou o até então desconhecido procurador Celso Três a começar a investigação. Como o MPF não tinha técnicos e supercomputadores, quem deu início ao rastreamento de contas pela internet foi um motorista do órgão. Apaixonado por computadores, ele usou um PC apreendido de contrabandistas para descobrir a fraude.

O procurador formou dupla com o delegado federal José Castilho Neto para levar a investigação aos Estados Unidos, seguindo a trilha do dinheiro enviado para o exterior. A investigação identificou dezenas de doleiros, entre eles o mesmo Alberto Youssef delator da Operação Lava Jato, e cerca de 3 mil laranjas (pessoas comuns, usadas por políticos e empresários para enviar dinheiro em seus nomes).

Foram flagrados com remessas ilegais os políticos Jorge Bornhausen, José Serra, Sérgio Motta (já falecido), Ricardo Oliveira (operador nas campanhas de FHC e José Serra) e até o jovem Carlos Alberto Richa (Beto Richa), hoje governador do Paraná, que remeteu 1 milhão de dólares. Quase todos eram da cúpula do governo FHC. O doleiro Youssef foi preso e tornou-se delator pela primeira vez. O trabalho do procurador e do delegado deu base para a abertura de uma CPI, em 2003.

A mídia promoveu boicote depois que foram apresentados documentos de remessa ilegal de dinheiro pela Rede Globo, Editora Abril, RBS e Correio Braziliense. No front político, a investigação do Banestado morreu na CPI. No front jurídico, o MPF e a PF foram esvaziados, perdendo poderes. Ainda em 2003, quase no final, um novo juiz assumiu o caso: Sérgio Moro. Mas as investigações não avançaram.

O procurador e o delegado foram afastados. A investigação foi desmembrada, numa decisão que depois se mostrou equivocada ou, quem sabe, muito bem calculada para chegar aonde chegou: a nada. Cada laranja deveria enfrentar processo em seu domicílio fiscal, em dezenas de comarcas pelo Brasil. Houve 91 prisões de ”peixes miúdos”, do quais só 26 foram efetivamente fisgados. Muitas das ações ainda estão dormindo nos tribunais. Parece que a Justiça se desinteressou depois que o Mensalão (2004) pintou na mídia. É um pesadelo logístico saber quantas ações do caso Banestado já caducaram.

4 de setembro de 2017 at 15:56 Deixe um comentário

Máscaras caindo: advogado espanhol fez pagamentos a Rosângela Moro

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A nota da seção Radar, da Veja, mostrando página de um relatório da Receita Federal, de advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran traz um complicador a mais para o juiz Sérgio Moro.

No dia 27 de agosto passado, a colunista Mônica Bérgamo revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhava para a Odebrecht e está foragido na Espanha, acusou o primeiro amigo de Sergio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de tentar intermediar negociações paralelas com a Lava Jato.

Zucolotto e a senhora Sérgio Moro eram sócios em um escritório de advocacia. Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que Duran deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.

Segundo Duran, a proposta de Zucolotto era alterar o regime de prisão em regime fechado para domiciliar e redução da multa para um terço do valor, ou seja US$ 5 milhões. A proposta teria sido feita no dia 27 de maio de 2016.

Moro respondeu através de uma nota:

“O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;

O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;

Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato;

Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;

Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me; e

Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.”

Há dois anos, em matéria no Conjur, Moro havia alegado que a sociedade da esposa com Zucolotto visava apenas a “partilha de honorários”, o que significa que não atuariam necessariamente no mesmo processo.

Agora, a informação da Veja traz um componente explosivo, que a revista tratou de amenizar, levantando apenas a consequência menos relevante do furo: o fato de Moro ter que se declarar impedido de julgar Duran:

O juiz Sergio Moro poderia ser impedido de julgar o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran não fosse o Ministério Público, que, estranhamente, ocultou uma resposta da Receita Federal que investigou o acusado.

Ora, tem muito mais coisa em jogo.

Vamos entender como a Receita age em circunstâncias semelhantes.

Um escritório de advocacia faz pagamentos a terceiros, outros escritórios ou advogados. A Receita resolve investigar.  E o procedimento inicial é a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), com a relação de todos os pagamentos efetuados pelo escritório.

A Receita vai até o escritório e pergunta porque pagou. O escritório explica. Seria para acompanhamento de uma ação ou para serviços a ou b. Aí a Receita vai até o prestador de serviços e confere se os serviços foram efetuados.

Se o nome da senhora Moro consta na DIRF, significa que o escritório Tacla Duran efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório.

Ou seja, pagou a senhora Moro.

Aí se entra o território da especulação. Qual teria sido a razão para a investigação da Receita? Pode ser uma explicação mais simples, de conferir se Tacla efetivamente pagou Imposto de Renda. Pode ser explicação mais complexa, sobre a natureza dos trabalhos efetuados. Principalmente porque se sabe que a maior ocupação de Tacla era a de doleiro.

O fato dos procuradores da Lava Jato terem escondido o documento por dois anos permite toda sorte de elucubrações.

Se a Receita mandou o resultado há dois anos, significa que a investigação deve ter dois anos e meio, período em que Rosângela Moro sai do escritório. Ou seja, ela saiu quando recebeu sinais de que a Receita estaria investigando Zucolotto.

Em qualquer hipótese, os pagamentos se referem a fatos contemporâneos, quando a Odebrecht e o próprio Tacla Duran já estavam na mira da Lava Jato. E desmontam as versões de Moro sobre as relações do primeiro-amigo e da primeira-dama com o escritório de Tacla Duran. Segundo a inocente explicação de Moro, Zucolotto teria sido contratado por Duran para tirar cópia de um processo em Curitiba.

Desde o início, estranhava-se que as delações ainda não tivessem chegado ao Judiciário. É possível que essa escrita seja quebrada com o fator Tacla Duran..

O advogado Santos Lima 

Conforme anotou o leitor Francisco de Assis, nos comentários, entre os recebedores está o advogado Leonardo Guilherme dos Santos LIma, também do Paraná, e cujo sobrenome coincide com o do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima

4 de setembro de 2017 at 11:52 1 comentário

Jogos Escolares Municipais reúnem 4 mil alunos

Começaram na sexta-feira, 01, os V Jogos Escolares Municipais, reunindo 4 mil alunos (de 38 escolas) inscritos em cinco modalidades. Os jogos são promovidos anualmente pelo Departamento de Educação Física da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e, nesta edição, apresenta como tema “Belém em paz é a gente que faz: Educação, Cidadania e Sustentabilidade”.  A temática visa contribuir no processo educativo e multidisciplinar desenvolvido nas escolas em prol de uma cultura de paz.

Os jogos envolvem duas categorias, de acordo com a faixa etária, num total de cinco modalidades: atletismo, vôlei, queimada, futsal e futebol de campo, todas em sistema de eliminatórias simples. As competições se encerram nesta terça-feira, com os jogos decisivos e a cerimônia de premiação, na quadra poliesportiva do Núcleo de Esporte e Lazer (NEL).

4 de setembro de 2017 at 11:41 Deixe um comentário

PSG forma o trio mais caro da história com Mbappé, Cavani e Neymar

O PSG não tem dúvida de que a melhor defesa é o ataque, e por isso formou um tridente ofensivo de tirar o sono dos adversários. A Cavani e Neymar junta-se agora o garoto-prodígio Mbappé, de 18 anos e futebol de gente grande. O custo para montar esse trio deixa claro que o clube francês mantido pelo dinheiro do Catar não vai sossegar enquanto não conquistar a Liga dos Campeões: 466 milhões de euros, o equivalente a R$ 1,7 bilhão.

O primeiro a chegar foi o uruguaio Cavani, comprado do Napoli em 2013 por 64 milhões de euros (R$ 236,8 milhões em valores de hoje). No início de agosto o PSG chacoalhou o mercado ao pagar os 222 milhões de euros (R$ 821,4 milhões) da multa rescisória para tirar Neymar do Barcelona – o Chuteira revelou no dia 16 de julho que o clube francês só esperava o sinal verde do craque para fazer o depósito e levá-lo embora. E agora chega o cobiçado Mbappé, a grande revelação da última temporada europeia, ao preço de 180 milhões de euros (R$ 666 milhões0 – o que faz dele o segundo jogador mais caro de todos os tempos.

Como não há Fair Play Financeiro que resista a um gasto de 402 milhões de euros (R$ 1,48 bilhão) em uma temporada, o PSG entrou em acordo com o Monaco para jogar a fatura da compra de Mbappé para o exercício 2018/2019. O atacante jogará até o meio do ano que vem “por empréstimo” no PSG, e a bolada será paga só depois.

Com Cavani e Mbappé ao seu lado, Neymar volta a fazer parte de um tridente de sonho como era o do Barcelona. Na Espanha, ele disputou 110 partidas em três anos junto com Messi e Luis Suárez. Foram 84 vitórias, nove títulos e a barbaridade de 364 gols marcados (153 do argentino, 121 do uruguaio e 90 do brasileiro). Na França, em três jogos de Neymar ao lado de Cavani (e com o argentino Di María na vaga que será de Mbappé), o PSG anotou 12 gols.

Com a chegada do garoto, que na temporada passada fez 26 em 44 jogos pelo Monaco, o poder de fogo da equipe vai crescer ainda mais. O trio poderá jogar junto pela primeira vez no dia 8 de setembro, quando o PSG visitará o Metz pela quinta rodada do campeonato. Ou dia 12, em Glasgow, diante do Celtic pela Liga dos Campeões. (Do ChuteiraFC) 

4 de setembro de 2017 at 11:34 Deixe um comentário

Giannotti: “Crise é pior que a de 1964”

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O professor aposentado de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap José Arthur Giannotti deu entrevista à Folha:

Folha – Há um trecho do novo livro em que o senhor diz: “Os cidadãos começam a exercer a cidadania pelo consumo. A política contemporânea tem que se ocupar dessa tragédia”. Como a política poderia levar para um outro caminho?
Giannotti – Não digo que exista outro caminho. Digo no livro como a política pode ou deve pensar nesse conflito e como conviver com ele. Se não há uma solução no nosso horizonte, como vamos conviver com o capital?
A primeira obrigação da esquerda deveria ser a compreensão do que é o capital moderno. Ela entende? Não. No Brasil e nos demais países da América Latina, o que nós tivemos foi populismo, isto é, pensar num capital que existia há 50 anos e querer distribuir aquilo que não poderia. Outro dia vi o programa do PSOL e pensei que estivesse no século 19.

Por quê?
Porque eles pensam a revolução e o capital nos termos do século 19. A esquerda precisa pensar o que é o capital, e o capital moderno é o do conhecimento, é o que produz a base para uma diferença de tecnologia. É assim que os EUA estão saindo da crise.

No caso do Brasil, a situação é apavorante porque o populismo destruiu as condições para que tivéssemos grandes avanços nas pesquisas. O populismo foi, sob esse ponto de vista, altamente nocivo. Nós saímos da crise, mas não saímos do século 20.

O que quer dizer com “não saímos do século 20”?
Não temos estrutura para produzir a tecnologia necessária para o capitalismo moderno.

Quando fala em populismo no Brasil, refere-se a quem?
Ao caso da Dilma, que é extraordinário. Ela pensou que podia, por meio do BNDES, criar um novo capitalismo, com novos atores, com jurinhos bonitinhos… Só que ela gastou muito mais com isso do que com o Bolsa-Família. E ela mesmo se impichou porque não tinha mais condições de operar.

Ela terminou o primeiro mandato, promoveu-se como continuadora de um processo e, em seguida, negou esse processo ao nomear o Joaquim Levy para o ministério da Fazenda. Não me esqueço que, logo depois, uma das vozes do PT, o André Singer, falou em “estelionato eleitoral” na Folha.

Como o senhor avalia o governo Temer?
Apareceu como um governo querendo resolver impasses do capitalismo brasileiro. Não esqueça que a equipe econômica do Temer é a aquela que o Lula queria impor à Dilma, e ela que não quis. Era o Henrique Meirelles [ministro da Fazenda]. Só que esse projeto econômico não está sendo realizado, por isso não sei o que vai acontecer.

Além disso, temos no Brasil uma crise de Estado. Lembre-se da definição do [alemão Karl] Weber, para quem o Estado tem o monopólio do poder. Nós não temos o monopólio do poder hoje, veja o Rio. É, portanto, uma profunda crise de Estado.

O governo Temer está tentando resolver isso? Por enquanto, não conseguiu. E também não resolveremos o problema com esse Congresso, que foi atravessado pela corrupção.

No Brasil, a corrupção passou a ter, em alguns momentos da história, como o atual, uma função política. Se não fosse assim, não teria nascido a Lava Jato, que é um processo jurídico-político.

Qual é a sua opinião sobre a Lava Jato?
Às vezes, vejo exageros, às vezes, algumas loucurinhas, mas, de modo geral, é formidável. É um processo de renovação da política brasileira. Agora, pode dar certo ou não.

A Operação Mãos Limpas, na Itália, não deu certo porque os parlamentares se uniram e liquidaram o movimento. No Brasil, eles conheciam o caso italiano e têm sido mais inteligentes. Em vez de metralhar todo o sistema político, metralharam quem estava no governo ou próximo dele.

Caso o ex-presidente Lula seja absolvido no tribunal de segunda instância, ele tem chance de voltar a ser eleito?
Não sei. Conheço bem o Lula, não esqueça que fui um dos fundadores do PT. E saí logo (risos). O Lula é um gênio político, é absolutamente extraordinário. Até que ponto ele foi tomado pela corrupção a Justiça vai dizer. As pesquisas mostram que o Lula tem chance, mas, se entrar, vai haver muito protesto.

Além disso, Lula não tem ecos dentro do próprio PT. Ele só consegue botar no lugar dele postes, e postes que são pouco iluminadores.

Um dos nomes que despontam é o do deputado federal Jair Bolsonaro (PEN). O que o senhor pensa sobre ele?
Eu não penso, eu me jogo da ponte [risos]. No Brasil, costumava haver o seguinte: o país caía em uma crise, e os militares entravam [no poder]. Isso, felizmente, não aconteceu desta vez. Por outro lado, sempre existem os substitutos dos militares, e um deles é o Bolsonaro. Seria um desastre.

Se ele vencer a eleição, nós, que já não saímos do século 20, daríamos um passo atrás na democracia.

 

(…)

Por tudo o que o senhor já viveu, há algum momento da história recente do Brasil que possa comparar com os dias de hoje?
Não. A nossa crise é pior que a de 1964.

Por quê?
Lá tinha a merda dos militares. Eles mataram gente etc., mas botaram ordem. Agora nem isso nós temos. Não quero a volta dos milicos não [enfático]. Mas hoje não temos processos de resolução da crise. Isso é um problema muito sério. Quem diz ter a solução para a crise? Ninguém.

O senhor acredita que nossa situação hoje é pior que a de 1964 mesmo considerando o fato de vivermos numa democracia, em que temos a opção de mudar o governo?
Veja bem, tudo no Brasil é formal. Vivemos numa democracia formal. A população se manifesta hoje? Não, isso só aconteceu em 2013, quando foi para as ruas. As eleições são falsificadas pelos rios de dinheiro, pela propaganda nas TVs. Isso é melhor do que o populismo na Venezuela, mas é uma boa democracia? Não é.

O senhor foi considerado por muitos anos uma referência intelectual dentro do PSDB…
[ele interrompe] Esse é um problema deles, não meu.

Sou muito amigo do Fernando Henrique, mas no governo dele, fui eleito [ele enfatiza a palavra ‘eleito’] para o Conselho Nacional de Educação. E fiquei pouco tempo. Briguei e fui embora.

Não quero participar de governo, não é minha função. Ao integrá-lo, eu deixo de ser o crítico que quero ser.

Como avalia esse impasse do PSDB de ficar ou não no governo Temer?
O PSDB morreu. Quer que eu fale de defuntos? O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais. E não existe alguém como Lula para aglutinar todos.

(…)

4 de setembro de 2017 at 11:29 Deixe um comentário

E a história se repete…

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POR GERSON NOGUEIRA

A derrota do Remo para o Sampaio Corrêa, sábado, no Mangueirão, teve efeito tsunâmico sobre o astral da apaixonada torcida azulina, que lotou o estádio e bateu todos os recordes (público e renda) da Série C. Uma ducha de água fria no entusiasmo dos 35 mil fanáticos azulinos que compareceram para incentivar o time em busca da classificação.

O começo foi favorável. Um pênalti sobre Flamel deu a chance ao Remo de abrir o placar logo aos 5 minutos. Eduardo Ramos, especialista nesse tipo de cobrança, bateu rasteiro e colocado, mas a bola foi direto na trave direita do goleiro Alex Alves, que já havia saltado para o outro lado.

O impacto emocional causado pela perda mostraria seus efeitos logo em seguida. Nervoso e atrapalhado, o Remo não conseguia se organizar, com os setores distanciados e sem conexão entre si. Alguns jogadores abusavam dos passes errados, casos dos laterais Jaquinha e Ilaílson.

Aos 13’, numa jogada que já vinha sendo ensaiada desde o começo do jogo, Hiltinho avançou pelo lado esquerdo, tabelou com um companheiro e tocou para Jefferson Recife, que entrou na área e foi agarrado por Jaquinha, o mais inseguro dos defensores remistas. Fernando Sobral não vacilou, cobrem bem o pênalti e botou o Sampaio em vantagem.

Os gritos da torcida não conseguiam fazer o Remo acordar da letargia. Jayme isolado pela esquerda, Pimentinha esquecido na direita. Ramos, acabrunhado pelo penal desperdiçado, zanzava sem rumo. Flamel era o mais lúcido, mas tinha dificuldades em articular frente à eficiente marcação. Os volantes João Paulo e Dudu só paravam as jogadas com faltas. O Sampaio era sempre mais tranquilo e objetivo.

Faltava vibração ao Remo, em total descompasso com o entusiasmo da massa nas arquibancadas. Começou a melhorar aos 30’: num cruzamento alto da esquerda, Jayme cabeceou com perigo, rente ao travessão. Depois, o Remo ameaçou de novo, mas a bola foi cabeceada sem força por Dudu.

O gol veio através de uma tentativa errada. Aos 30 minutos, Dudu recebeu na intermediária e chutou rumo ao gol, mas a bola saiu torta e foi nos pés de Flamel, que dominou e passou para Jayme finalizar rasteiro. O empate reacendeu as esperanças azulinas e serviu para incendiar a galera.

O 2º tempo chegou com Pimentinha bastante acionado pela direita. O problema é que o atacante via-se obrigado a driblar até três marcadores, pois não tinha com quem partilhar as jogadas.

A melhor chance ocorreu aos 14’, quando Ramos deu passe a Jayme na linha da área. Desequilibrado, ele chutou fraco nas mãos de Alex Alves. Depois disso, Léo Goiano precisou mexer no time, tirando Flamel e Jayme, lesionados, colocando Edgar e Luiz Eduardo.

Com as trocas, o Remo perdeu em rapidez e qualidade de finalização. Edgar foi o mesmo Edgar dos últimos jogos, sem qualquer disposição até para correr. Luiz Eduardo foi o brigador de sempre, mas o Remo precisava de muito mais que isso. Enrolado, o time não achou meios de fugir à eficiente marcação armada por Francisco Diá.

Quando o desespero já tomava conta do time, veio a tragédia. Em lance recuado, aos 24’, Jaquinha tocou no fogo para João Paulo, que se enrolou ante a aproximação de Wellington Rato e ainda escorregou, reclamando falta. A jogada prosseguiu e chegou a Uilliam, que finalizou para as redes.

Daí em diante, com mais de 20 minutos por jogar, o Remo não existiu mais como time. E o que era ruim ficou pior: Danilinho entrou no lugar de Dudu. Remanescente do grupo trazido por Josué Teixeira, o meia deu dois pontapés e tomou dois cartões. Expulso, foi “aplaudido” pela torcida.

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Fim melancólico e decepcionante para uma tarde que a torcida tentou de todo jeito tornar festiva e espetacular. O Fenômeno fez sua parte, mas era preciso jogar e o Remo esqueceu esse detalhe. (Fotos: WAGNER SANTANA/Diário)

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Vaga é possível, mas cenário é desfavorável  

Como já é tradição, a Série C terá uma rodada final emocionante no próximo sábado. Duas vagas ainda estão em aberto no G4, disputadas por Fortaleza, Remo, Salgueiro, Cuiabá, Confiança e Moto Clube – que também está ameaçado de rebaixamento. Tudo pode acontecer levando em conta o histórico de resultados meio malucos vistos nas últimas rodadas.

O quadro é tão imprevisível que até o Remo, mesmo depois do fiasco no Mangueirão, ainda tem chances concretas de classificação. Para isso, porém, terá que superar seu maior inimigo: o próprio Remo. Com o elenco limitado (e desfalcado) que tem em mãos, Léo Goiano precisará de quase um milagre para obter a vaga no sertão pernambucano.

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Queixas desmentidas pela realidade dos fatos

Em entrevista à Rádio Clube, um dirigente do Sampaio falou cobras e lagartos do diretor azulino Marco Antonio Pina, reclamando do não cumprimento de suposto acordo para que Edgar e Pimentinha não enfrentassem o clube timbira.

Reclamação das mais injustas. Afinal, nos dois confrontos, os atacantes até entraram em campo, mas de fato não jogaram.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 04) 

4 de setembro de 2017 at 0:41 15 comentários


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