PSC x Guarani – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série B 2017 – 26ª rodada

Paissandu x Guarani – estádio da Curuzu, às 21h30

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Na Rádio Clube do Pará, Guilherme Guerreiro narra, Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Paulo Sérgio Pinto, Dinho Menezes, Francisco Urbano, Carlos Estácio. Banco de Informações – Jerônimo Bezerra

Papão tenta nova reabilitação

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Contra um adversário que vem caindo pelas tabelas, o Paissandu tem a chance de se reabilitar na Série B e se afastar da zona de rebaixamento. Com 30 pontos, o clube paraense está a apenas dois pontos do primeiro clube do Z4 – o Figueirense, com 28 pontos. O problema é que, além do time catarinense, existem mais três equipes com 28 pontos e na perseguição direta ao Papão – Goiás, Santa Cruz e Luverdense.

Com a fraca atuação de sábado no Serra Dourada, o time voltou a sofrer ameaça de ser ultrapassado na tabela de classificação. Por isso, o confronto desta noite (21h30) na Curuzu tem ares de decisão para os bicolores. Como o grupo retornou na madrugada de domingo a Belém, não houve tempo para treinos fortes.

O esquema 4-4-2 foi mantido e as esperanças se concentram em Rodrigo Andrade, que voltou a jogar bem e a fazer gols, e na dupla de ataque Bergson e Marcão, que passou em branco diante do Goiás. Bergson, artilheiro do time na Série B com 8 gols, não marca há três rodadas. O Guarani, que está 3 pontos à frente do PSC, tenta dar a volta por cima depois da goleada sofrida em casa para o Paraná, por 4 a 0. (Foto: FERNANDO TORRES/Ascom PSC)

ESCALAÇÕES

PSC – Emerson; Ayrton, Douglas Mendes, Perema e Guilherme; Rodrigo Andrade, Augusto Recife, Carandina e Diogo Oliveira; Bergson e Marcão. Técnico: Marquinhos Santos

Guarani – Wagner; Keven, Weverton, Diego e Salomão; Baraka e Evandro; Rafael Silva, Bruno Nazareno e Paulinho; Eliandro. Técnico: Marcelo Cabo

Arbitragem – Igor Benevenuto (MG); assistentes – Márcio Eustáquio Santiago e Celso Luiz da Silva (MG).

Ingressos – R$ 30,00 (arquibancada), R$ 50,00 (cadeira).

Torcida protesta e pede o afastamento de Manoel Ribeiro

Um grupo de torcedores do Remo esteve, no começo da noite desta segunda-feira, em frente ao hotel Sagres, na rua Governador José Malcher, cobrando atitudes por parte do Conselho Deliberativo e exigindo a saída do presidente Manoel Ribeiro. A Polícia foi chamada para evitar baderna, mas os torcedores exigiam participar da reunião que acontecia num dos salões do hotel.

Alguns conselheiros tentaram dialogar com os torcedores, pedindo calma, mas os gritos da torcida não cessavam, exigindo a renúncia imediata de Ribeiro, que não participou da reunião. Já sem o vice-presidente, Ricardo Ribeiro, que pediu licença do cargo, o mandatário azulino passará por um escrutínio no Condel no dia 9 de outubro. Na ocasião, suas contas serão julgadas e a gestão avaliada pelos conselheiros.

Após relatórios feitos pelo Conselho Fiscal (Confins) do Clube do Remo, na semana retrasada, ontem foi realizada a primeira reunião sobre os valores orçamentários gastos pela atual diretoria ao longo dos dois primeiros quadrimestres do ano, sob a supervisão do Conselho Deliberativo (Condel). Entre os assuntos em pauta, a assembleia procurou levantar o destino da verba consumida com o futebol, levando em conta as normas do estatuto do clube.

Acontece que a diretoria só entregou (com atraso) o relatório referente ao primeiro quadrimestre, documentação insuficiente para avaliar a movimentação financeira. Segundo o presidente do Condel, Ângelo Carrascosa, a reunião visa tomar conhecimento do que foi feito até o momento pelo Conselho Diretor (Condir).

Rock coxinha do Brasil grita contra corrupção, mas apoia corruptos

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POR VINÍCIUS CARVALHO

O problema do rock nacional é que ele é e sempre foi música de playboy. Aqui no Brasil o cara consegue ser fã de Led Zeppelin e Offspring cantando putaria mas acha Pablo Vittar imoral; ama Roger Waters que defende a causa Palestina mas chama imigrante de terrorista; chora com Beatles que fazia música subversiva pró-URSS mas diz que nossa bandeira jamais será vermelha; anda com camisa do Slayer que falava do diabo pra encher o saco dos protestantes dos Estados Unidos, mas continuam reproduzindo toda a moral coxinha que aprendeu com papai e mamãe, e se amarram no MBL censurando exposição de arte baseado em preceitos religiosos; não à toa aquela banda super-coxinha lá de SP, a tal de Noturnall, tocou no último Rock in Rio e o vocalista levou a mamãe, uma baranga velha, rica e cheia de botox pra cantar música mela-cueca no palco.

Tony Iommi foi operário e traficante, Jon Bon Jovi foi traficante, os caras do Guns e do Pantera donos de puteiro, aí no Brasil o cara quer que o MC Guimê vá pra cadeia e que chama sindicalista de vagabundo.

Rock no Brasil é música de família! Veja que absurdo!

Idiotas como Dinho Ouro Preto e Rogério Flausino só fazem parte dessa mesma classe média urbana e de condomínio. São caras que fizeram selfie com Aécio e depois vão fazer protesto contra a corrupção em Rock in Rio com o nariz branco de tanto pó como se não tivessem culpa no cartório.

Pará conquista 5 medalhas nos Jogos da Juventude

O Pará fechou participação nos Jogos Escolares da Juventude (JEJ) com cinco medalhas: uma de ouro, uma de prata e três de bronze. As disputas ocorreram de 12 a 21 setembro, em Curitiba. Na modalidade individual, o atleta André Oliveira conquistou as medalhas de ouro e prata ao nadar os 50 e 100 metros borboleta, respectivamente. Já os três bronzes foram conquistados nas modalidades coletivas que disputaram o 3º lugar.

No basquete masculino, a equipe paraense derrotou Goiás, por 43 a 38. No futsal masculino, os atletas do Pará venceram os de Rondônia por 8 a 3. O handebol masculino, representado pelo município de Parauapebas, venceu Alagoas por 23 a 20, obtendo o terceiro lugar. (Da Agência Pará)

Símbolo da raça alvinegra, Bruno Silva completa 100 jogos no Fogão

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Destaque da Chapecoense na Série A de 2015, o volante Bruno Silva chegou para reforçar o Botafogo no começo da temporada de 2016. De lá para cá, o clube carioca fez 126 partidas somando amistosos e competições oficiais. O incrível é que Bruno Silva esteve presente em 100 desses compromissos, ou seja, em 80% dos jogos do Fogão.

A centésima partida de Bruno Silva teve um gosto especial para o camisa 8, afinal, de virada, o Botafogo superou o Coritiba por 3×2 em pleno o estádio Couto Pereira. Com o resultado positivo, o time da estrela solitária entrou no G-6 da Série A e novamente Bruno Silva contribuiu para o resultado positivo com uma assistência, a décima dele pela equipe alvinegra.

“Foi um resultado importantíssimo, que nos colocou no grupo de classificação para Libertadores, que é uma meta do clube para o próximo ano. Nosso time entendeu e gostou muito de participar da competição neste ano, foi uma bela campanha, e para 2018 queremos e temos condições de irmos ainda mais longe. Esse grupo merece”, garantiu Bruno Silva, que tem no Avaí o clube que mais defendeu na carreira com 130 compromissos.

Bastante identificado com o clube e a torcida, Bruno Silva não esconde a emoção de estar escrevendo uma bonita história com a camisa botafoguense. “Vivo meu melhor momento da carreira e fico feliz e honrado de estar sendo no Botafogo, uma camisa tão grande e respeitada no futebol mundial. Quero continuar tendo uma boa passagem por aqui e escrever mais capítulos bonitos dessa história”, enfatizou o camisa 8.

Com a camisa botafoguense, Bruno Silva não é destaque apenas na presença constante entre os titulares. Mesmo sendo um volante, ele tem chamado atenção pela participação ofensiva. Além das 10 assistências, Bruno Silva já anotou 13 gols pelo clube carioca. “Eu tenho a cara desse time do Botafogo. Desde o trabalho com o Ricardo Gomes até agora com o Jair Ventura. Ambos sempre me deram muita moral e o jeito da equipe jogar é como eu gosto. Minha característica principal é a marcação e pegada e isso é símbolo desse Botafogo. Mas, futebol não é só defender, tem que atacar para buscar a vitória. Tenho essa liberdade de chegar mais a frente e estou sendo abençoado com gols e assistências”, finalizou.

Números de Bruno Silva pelo Botafogo:

100 jogos – 46 vitórias, 24 empates, 30 derrotas, 13 gols e 10 assistências

Com a corda no pescoço

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POR GERSON NOGUEIRA

O Papão começa hoje, contra o Guarani, a série de seis partidas decisivas em casa para afastar o risco de rebaixamento. Com 30 pontos, precisa de mais 16 pontos para garantir permanência na Série B. Nos confrontos dentro de Belém está a chave para resolver a situação. Depende exclusivamente das forças do time para superar os visitantes, tarefa que se tornou um fardo ao longo do campeonato deste ano, com um surpreendente índice negativo diante da Fiel torcida.

A vitória sobre o ABC, na 24ª rodada, quebrou um jejum caseiro de dois meses. Fez ainda com que o torcedor voltasse a acreditar na possibilidade de uma reação dentro do torneio. A atuação convincente do ponto de vista ofensivo reabriu perspectivas de um final de campanha mais tranquilo.

Ocorre que o desempenho bisonho diante do Goiás, no último sábado, trouxe de volta toda a desconfiança acumulada até agora e reacendeu os sinais de alerta tanto entre torcedores como na diretoria.

Não há manifestação oficial por parte do clube, mas as preocupações são crescentes e naturais, pois o time não se estabiliza. Ganha uma, perde outra logo em seguida, não permitindo que se distancie dos últimos colocados. Tudo isso com o campeonato entrando em sua reta decisiva, com definição de posições e afunilamento da briga pelo acesso e contra o descenso.

A presença de quatro clubes com 28 pontos aumenta bastante a pressão sobre os bicolores. Qualquer tropeço hoje à noite pode significar perda de posição na tabela. Curiosamente, o técnico Marquinhos Santos mantém o discurso da tranquilidade absoluta, como se a situação estivesse sob controle. Obviamente, não está. De um comandante sempre se espera serenidade, mas, a essa altura, não é possível mais esconder que a situação é perigosa.

Para um clube que investiu alto, contratando mais de 30 jogadores na temporada e pagando uma das folhas salariais mais robustas do torneio, o Papão cumpre campanha decepcionante até aqui. Sofreu 11 derrotas e tem um dos piores ataques da Série B – o 17º, com 25 gols, acima apenas de CRB, Náutico e ABC.

Em relação aos adversários, o time não chega a ser tecnicamente inferior. Elenco por elenco, o do Papão se encontra no mesmo nível da grande maioria. O problema talvez seja justamente esse: a equipe está perdida na multidão e não consegue se sobressair.

Ainda há tempo de uma retomada, mas as dificuldades naturais da competição e o acirramento da disputa não permitem projeções otimistas. Paira, acima de tudo, o problema da ausência de confiabilidade do time. Marquinhos Santos tentou várias formações, mexeu no meio-campo, voltou com Diogo Oliveira e os ajustes não se encaixam.

Para o confronto desta noite, a escalação é praticamente a mesma das últimas partidas e o sistema é o 4-4-2, mas o Papão precisará sair da pasmaceira vista em Goiânia. A receita para mandantes em desespero é imutável: assumir as rédeas do jogo, buscar os lados e chutar bastante.

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Remo & Ramos: novela expõe questões maiores

Muita gente já dava como certo o fim do ciclo de Eduardo Ramos no Evandro Almeida. Notícias surgidas ontem indicam que a história do camisa 10 pode ter uma reviravolta. Parte da diretoria tende a concordar com a permanência do jogador – por achar que vale a pena ter um meia-armador de talento no time e também por não querer encarar problemas trabalhistas causados por acordos não cumpridos com o atleta.

O fato é que, 109 jogos depois, Ramos segue como um enigma difícil de decifrar. Foi campeão estadual em 2014 e 2015 e contribuiu para o acesso à Série C, mas enfrenta questionamentos junto ao torcedor pelos altos e baixos com a camisa remista.

Nas redes sociais e no blog campeão, posições divergentes quanto ao papel do camisa 10. Para Lopes Junior, a questão é mais em cima. “Sou favorável à manutenção de Eduardo Ramos no elenco, mas sou mais a favor ainda de uma profissionalização da gestão do clube, embora duvide que esta profissionalização ocorra logo, de modo a gerir com qualidade o futebol azulino já em 2018”.

Avalia que Ramos é um jogador que depende de estrutura mínima profissional “para render o máximo pelo tempo que se queira, ou por manter uma regularidade acima da média ao longo de todo um campeonato. A razão dos sucessivos fracassos azulinos não está nesse ou naquele jogador, mas na mais completa falta de profissionalismo para com o elenco, ou no que também é conhecido simplesmente como amadorismo”.

Para Lopes, Ramos é um jogador que se adaptou ao clube, à cidade e à torcida, e não deve ser desprezado. Ressalta que as sucessivas mostras de amadorismo ao longo deste ano indicam que isso não atrapalhava o clube enquanto os times do interior e de fora, considerados tecnicamente inferiores, não possuíam estrutura e planejamento equivalentes ao do Remo, há 10 ou 20 anos.

“Entendo que esse é o tamanho do atraso azulino – uma ou duas décadas –, em que muita coisa aconteceu e o clube perdeu o bonde da história. Quero dizer, o Clube do Remo não se modernizou, permanecendo nas mãos de dirigentes ultrapassados e com visão muito distante da realidade atual do mercado do futebol. E está pagando caro por isso”, finaliza.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 26)