Desafios e mitos da educação pública

Por Hermano Vianna

Quando escuto alguém falando maravilhas sobre colégios públicos brasileiros de antes dos anos 1950, sempre pergunto: qual a porcentagem das crianças em idade escolar que estava matriculada naquele tempo? 
Havia sim qualidade em algumas salas de aula, e até o ensino de latim ou bordado. Mas esse serviço, incluindo as palmatórias, era privilégio de uma minoria. Da década final do século XX para cá, convivemos com a inédita universalização do acesso à escola, num país com população muitas vezes maior, no meio de uma baita crise mundial de fundamentos pedagógicos. 
Claro que todo o processo aconteceu aos trancos e barrancos. Vai demorar ainda muito tempo para haver nivelamento qualitativo geral, se é que isso vai acontecer numa realidade ostensivamente mutante. Mas não tenho dúvida: prefiro a situação atual, com todos os seus problemas, do que aquela anterior que servia biscoitos finos para poucos, assim contribuindo para a perpetuação de nossa vergonhosa desigualdade.

Leão é vice-campeão da Taça BR de Futsal Sub-15

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Com uma campanha excelente, o Remo sagrou-se neste sábado vice-campeão da Taça Brasil Sub-15, Divisão Especial de Fusal. A equipe posicionou-se à frente de equipes tradicionais, como Náutico e Fluminense. O campeão é o Sport, que na final derrotou os azulinos por 3 a 1, no ginásio Marcelino Lopes, em Recife. Além do título, o rubro-negro teve o artilheiro da competição, o ala e capitão Guilherme, com 6 gols. Já os remistas, além do vice-campeonato, tiveram o ala Gabriel eleito o melhor jogador da competição após votação.

O Sport abriu o placar, aos 5 minutos, com Lukas, que aproveitou rebote do goleiro Antônio. No segundo tempo, o Remo partiu em busca do empate e conseguiu aos 7 minutos, através do rubro-negro Marcus, que tentou desviar um escanteio e acabou colocando contra o próprio patrimônio. Mas, dois minutos depois, Wellyson soltou uma bomba e recolocou o Sport em vantagem. Atuando com goleiro-linha para tentar o empate nos minutos finais, o Remo acabou falhando na marcação e Guilherme, de longa distância, chutou para sacramentar o título do Leão da Ilha. (Com informações de MMSports)

Leão disputa hoje final da Taça BR de Futsal sub-15

O Remo superou a equipe do Fluminense (RJ) na semifinal da Taça Brasil Correios de Futsal Sub-15 Divisão Especial e vai enfrentar o Sport (PE) na grande final da competição, neste sábado, às 9h, em Recife. Ontem, em jogo emocionante, os paraenses conquistaram a vitória por 2 a 1, em partida que foi decidida na prorrogação.  Bessa e Aírton assinalaram os gols azulinos.

Papão estreia com tropeço dentro de casa

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Por Gerson Nogueira

O técnico Lecheva e o zagueiro Raul saíram dizendo que “a bola não quis entrar”. A realidade do futebol indica outros motivos para o empate do Paissandu com o aplicado ASA (AL) nesta sexta-feira à noite, em Paragominas, marcando o retorno do time paraense à Série B do Campeonato Brasileiro depois de seis anos de ausência. O bonito gol de Rafael Oliveira aos 5 minutos abriu esperanças de uma noite triunfante para o Papão, mas essa impressão durou apenas dois minutos. Em ataque fulminante, o ASA empatou com Wanderson, depois de três arrojadas defesas de Zé Carlos.

Com dificuldades sérias para chegar à área do ASA, o Paissandu dispensava a troca de passes e insistia em cruzamentos inúteis sobre a área. Nenhum lance perigoso foi criado depois do gol de Rafael, embora os alagoanos tivessem criado uma segunda chance com Wanderson, novamente salva por Zé Carlos. Aos 39 minutos, quando Eduardo Ramos escapava livre em direção ao gol, foi derrubado pelo zagueiro Jorginho, que recebeu o cartão vermelho.

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Confuso e sem criatividade para furar o bloqueio defensivo do ASA, o Paissandu insistia em chuveirinhos e passes laterais. Lecheva trocou o fraco lateral Janilson por Pablo, mas o time permaneceu tímido, pouco agressivo nas ações ofensivas. Como os alagoanos recuaram para se defender melhor, ficou a ilusória sensação de que o Paissandu tinha o jogo sob controle. Não tinha. Chegou com perigo num cabeceio de Raul que bateu na trave e num chute rasteiro de Alex Gaibu (que substituiu Djalma). E foi só.

O público foi tão decepcionante quanto o time. Apenas 1.227 torcedores pagaram ingresso na Arena Verde. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Paissandu 1 x 1 ASA (comentários on-line)

Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão – 1ª rodada

Paissandu x ASA (AL) – Arena Verde, em Paragominas.

Na Rádio Clube, Geo Araújo narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Dinho Menezes e Chico Urbano.

Gols: Rafael Oliveira, aos 3 minutos; Uânderson, aos 7 minutos.

Leão tem 5º melhor público dos Estaduais

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Do Blog Srgoool

Se o Campeonato Mineiro terminou com a melhor média de público entre os Estaduais 2013, não é nenhuma surpresa que algum clube de Minas Gerais tenha o maior público da temporada. E o Cruzeiro segue a risca o script. Vice-campeã Estadual, a Raposa está no topo do ranking que abrange as melhores médias do Brasil em 2013. Com a reabertura do Mineirão, o Cruzeiro pôde reeditar grandes públicos do passado. No primeiro clássico, o Trem Azul levou mais de 50 mil pagantes ao estádio. A média do time mineiro só fez subir e o deixou com 24.532 pagantes. O segundo lugar é alvinegro e também vem da Região Sudeste.

Campeão paulista, o Corinthians vive uma lua de mel sem fim com sua torcida. Pelo sexto ano consecutivo, o Timão foi o líder de público no Estadual de São Paulo. No geral, o Timão ostenta média de 23.887 pagantes. Apenas Cruzeiro e Corinthians ousaram ultrapassar a barreira dos 20 mil torcedores. De todos os clubes dos 26 Estaduais em andamento, só 16 chegaram a dez mil pagantes. O Santa Cruz completa o Top 3. Tricampeão pernambucano, o Tricolor ostenta 19.318 pagantes. Mas são outros clubes que chamam a atenção.

O Remo, por exemplo, mais uma vez ficou sem o título paraense e sem vaga na Série D. Mesmo assim, o Leão ocupa a honrosa quinta colocação com média de 15.501. Outros dois clubes do ranking também não disputarão nenhuma divisão nacional. O São Bernardo, que conta com a colaboração de empresários na compra e distribuição de ingressos, fecha o Top 16 com média de 10.009 pagantes. Mas a maior surpresa vem do Itumbiara. Rebaixado no Goianão, o Itumbiara aparece na 13ª colocação a frente de Coritiba e Grêmio, clubes da Série A do Brasileirão – com média de 11.293 pagantes. O Itumbiara, porém, tem a colaboração da prefeitura em relação as entradas.

Destes 16 clubes com as maiores médias de público do Brasil, nove disputarão a elite do Brasileirão. Outros três buscarão o acesso na Série B, enquanto um é da Série C e três – como já foi falado – estão sem calendário nacional.

Confira os clubes com as melhores médias de público dos Estaduais:

1 – Cruzeiro (24.532)

2 – Corinthians (23.887)

3 – Santa Cruz (19.318)

4 – Atlético Mineiro (18.261)

5 – Remo (15.501)

6 – Bahia (14.874)

7 – São Paulo (14.558)

8 – Vitória (13.177)

9 – Paysandu (12.287)

10 – Ceará (12.072)

11 – Sport (11.543)

12 – Santos (11.349)

13 – Itumbiara (11.293)

14 – Coritiba (10.937)

15 – Grêmio (10.111)

16 – São Bernardo (10.009)

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(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Verdão e Sport, exceçõe$ na Série B

tiago-real-leandroO Palmeiras será a grande atração do Campeonato Brasileiro da Série B de 2013. Como já aconteceu há 10 anos, quando sagrou-se campeão da divisão, o time paulista entra como favorito ao título. Não só por sua tradição, como também pela disparidade financeira que o separa dos outros 19 participantes. Enquanto o Palmeiras terá à disposição a sua cota da televisão, que pode chegar a R$ 80 milhões conforme o retorno do pay-per-view, os outros clubes vão receber da televisão a insignificante cota de R$ 3,4 milhões, pagos em 10 parcelas de R$ 340 mil. Este valor é líquido porque são descontados 5% de INSS – previdência social – e 5% de direito de imagem dos jogadores. O valor bruto é de R$ 3,8 milhões.

Só o Sport Recife foge da regra por ter um acordo bilateral com a Rede Globo, detentora dos direitos de imagens, por uma cota de R$ 20 milhões. É a chamada “reserva de praça”, no caso de Recife, considerada uma cidade estratégica. O time pernambucano deve, portanto, ser apontado como um dos times que pode brigar diretamente pelo acesso.

SEM REFORÇOS
A disparidade é enorme “da água para o vinho” diz o presidente do Bragantino, Marco Chedid. Para ele, o mínimo necessário para se tocar um time na Série B por oito meses de competição seria algo em torno de R$ 7 milhões, ou seja, perto de 30% do que recebe o Sport.
Sem dinheiro para investir, os clubes, de forma geral, estão mantendo os seus elencos usados no início da temporada nos estaduais. Com alguns poucos retoques. O plano dos dirigentes é não gastar nas seis primeiras rodadas, porque depois a disputa será paralisada por causa da Copa das Confederações. Isso vale tanto para jogadores como também para os técnicos e suas comissões técnicas.
A tendência é que todos os clubes façam um up-grade após este recesso. E a sua intensidade vai depender, justamente, no desempenho de cada um nas fase inicial. Até o Palmeiras adotará este esquema, embora já venha priorizando a Série B desde que Paulo Nobre assumiu a presidência, em dezembro.

Ele asssegurou a permanência do técnico Gilson Kleina, que já subiu com a Ponte Preta em 2011, e já fez alguns negócios visando a competição, como a ida de Barcos para o Grêmio, com a vinda de vários jogadores: Vilson, zagueiro, Léo Gago, volante, Rondinelly, meia, e Leandro, atacante.
E de outros nomes, como o goleiro Fernando Prass, do Vasco, os laterais Ayrton, do Coritiba, e Weltinho, do Corinthians; o lateral-esquerdo Marcelo OLiveira, do Cruzeiro, o atacante Kléber, do Porto, de Portugal, além da volta do meia Souza, que estava no Náutico e goza de prestígio de Kleina. Após o Paulistão, o zagueiro Tiago Alves chegou do Mogi Mirim. É limitado tecnicamente, mas experiente. (Com informações da Ag. FI)