Papão goleia e põe a mão no título do Parazão

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Foi um verdadeiro passeio. Sem fazer grande esforço, o Paissandu marcou três gols no primeiro tempo. Depois, procurou controlar as ações, aproveitando o desespero do PFC. Levou um certo sufoco no começo do segundo tempo, mas fechou a goleada nos instantes finais do segundo tempo. O time de Lecheva não teve uma atuação impecável, mas fez por merecer a vitória por 4 a 0. Com o resultado, praticamente garantiu a conquista do campeonato. Para ficar com o título, o PFC precisará vencer por 5 gols de diferença no próximo domingo, no estádio Jornalista Edgar Proença.

Djalma abriu o placar, aos 23 minutos, arrematando rasteiro de fora da área depois de um cruzamento de Eduardo Ramos, que foi desviado de calcanhar por Rafael Oliveira. Logo em seguida, aos 39, Eduardo Ramos cobrou falta da intermediária e o goleiro Michael Douglas falhou no lance. O terceiro gol nasceu três minutos depois. Pikachu sofreu pênalti, cobrou, o goleiro defendeu com o pé, mas Rafael Oliveira estava ligado no lance e aproveitou o rebote, cabeceando para as redes.

Assustado com o placar inesperado, o PFC errava passes e se mostrava intranquilo na defesa. Um time inteiramente diferente do que havia atropelado o Remo no domingo passado. Aleilson pouco aparecia e o meio-de-campo, entregue a Paulo de Tárcio, Dudu e Marquinhos, não conseguiu criar jogadas perigosas. Adriano Miranda recuava para ajudar na marcação e, na prática, o 4-4-3 anunciado por Charles Guerreiro se transformou em 4-4-2 à medida que o Paissandu crescia em campo.

PFCXPSC final do Parazao2013-Mario Quadros (24)

No segundo tempo, Charles botou o meia-atacante Eduardo, passando a jogar com quatro atacantes. Conseguiu sufocar até os 15 minutos, desperdiçando pelo menos três boas chances, em jogadas de Adriano Miranda, Weller e Eduardo. Nesse período, o goleiro Zé Carlos se destacou com grandes defesas. Cometeu um pênalti sobre Adriano Miranda, que o árbitro Andrey da Silva e Silva interpretou como lance normal.

Em contra-ataque fulminante, aos 21 minutos, Ramos chutou para o segundo pau e João Neto perdeu o gol chutando em cima do goleiro. Para tirar o time do cerco armado pelo PFC, Lecheva substituiu João Neto por Iarley e Esdras por Vânderson. As mudanças reequilibraram o Paissandu, que voltou a tocar a bola, buscando envolver o afobado time de Paragominas. Aos poucos, o jogo entrou num ritmo mais cadenciado, com os bicolores marcando e neutralizando a pressão do adversário. Aos 38 minutos, uma bola foi esticada para Iarley, que entrou na área e bateu cruzado, fora do alcance do goleiro, estabelecendo 4 a 0 no placar.

Destaques da partida, pelo Paissandu: Eduardo Ramos, Djalma e Zé Carlos.

Renda na Arena Verde: R$ 93.540,00, com 4.927 pagantes. Com 500 credenciados, o público total foi de 5.427. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Dia das Mães! Não xingue o juiz!

Por José Simão

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Que ano é hoje? O Túnel do Tempo: “Após 17 anos, policiais acusados de matar PC Farias vão a julgamento”. JÁ? Como a justiça brasileira é rápida! Com essa correria o inquérito pode não ficar bem-feito! Rarará!

E esta: “Embrapa clona vaca chamada Brasília”. Já não basta uma? Vaca de divinas tetas! Só falta cruzar com o Touro Bandido! Rarará!

E hoje temos Santos X Corinthians no Dia das Mães! Atenção, torcida, não xingue o juiz. Respeite o Dia das Mães!

E o filho do século é o Maluf, que batizou um complexo viário com o nome da mãe: Complexo Viário Maria Maluf. Então é complexo de Édipo. Complexo de Édipo Maria Maluf.

E a mãe do século é a Xuxa, porque nunca deu pra filha usar aquele monte de porcaria que ela anuncia!

E como diz um amigo meu: “A Dilma parece a minha mãe, não consegue passar um dia feliz sem dar um pitaco em alguém”. Rarará!

E a revista “Caras” devia fazer uma edição especial sobre mães judias: revista ÇARAS! E qual a diferença entre a mãe judia e a mãe italiana? A mãe italiana diz: “Se você não comer tudo, eu te mato”. E a mãe judia diz: “Se você não comer tudo, eu ME mato”. Rarará!

Aliás, diz que a mãe judia estava na calçada com dois filhos quando uma vizinha perguntou a idade deles. E a mãe judia: “O cardiologista tem quatro anos e o físico nuclear, seis anos”. Rarará!

E a mãe portuguesa achou uma camisinha na bolsa da filha e gritou: “Ai, Jesus, tô achando que a minha filha tem pau”. Rarará!

E supermãe é aquela que, quando liga pro celular do filho e ele não atende, fica ligando pro celular dos amigos. E a frase típica da supermãe: “Não vai esquecer a jaqueta”.

E tem a mãe tuiteira também! A enfermeira com o recém-nascido no colo: “Você não vai querer ver o seu filho?”. “Pera aí, tenho que avisar os meus amigos pelo Twitter!” Rarará!

E aí perguntei para um amigo: “O que você vai dar de presente pra sua mãe?”. “Presente, presente, presente estarei pra filar boia na casa dela”.

E o melhor presente pra mãe é um Viagra pro pai. Rarará!

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Atlético-PR, Goiás, Náutico e Bota crescem mais

Do Blog do Paulinho

A imprensa recebeu, recentemente, números que colocam o Corinthians no topo dos que mais arrecadaram no Brasil. R$ 358 milhões, contra R$ 284 milhões do São Paulo, contando receitas de TV, patrocínios etc. Porém, não foi divulgado de maneira adequada que o clube de Parque São Jorge, entre 2011 e 2012, período da pesquisa, cresceu menos do que vários de seus adversários.

Por esse critério, o Corinthians situa-se apenas na 15ª colocação, demonstrando que, mesmo turbinado pelo dinheiro do Governo e também da Rede Globo, o acréscimo de arrecadação não foi, proporcionalmente, tão significativo.

Ranking atualizado dos clubes que mais tiveram acréscimo de receitas no último ano.

1º – Atlético/PR – 225%

2º – Goiás – 185%

3º – Náutico – 114%

4º – Botafogo – 109%

5º – Fluminense – 89%

6º – Bahia – 81%

7º – Portuguesa – 72%

8º – Palmeiras – 65%

9º – Grêmio e Atlético/MG – 63%

11º – Vitória – 53%

12º – Internacional – 33%

13º – São Paulo – 26%

14% – Coritiba – 24%

15º – Corinthians – 23%

16º – Flamengo – 15%

17º – Santos – 6%

18º – Vasco da Gama – 2%

19º – Figueirense – 1%

20º – Cruzeiro – -6%

*Palmeiras atingiu esse resultado porque incluiu no balanço discutíveis R$ 57,9 milhões de receitas dos prédios entregues pela WTORRE

FONTE: Amir Somoggi – Marketing e Gestão Esportiva

Um domingo de poesia

Por Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Os emergentes estão chegando

Por Gerson Nogueira

Pelo terceiro ano consecutivo, o Campeonato Paraense é decidido por um grande da capital e um emergente interiorano. Nas duas edições anteriores, o futebol do interior levou a melhor. Em 2011, o Paissandu teve pela frente o Independente, com triunfo final do representante de Tucuruí. No ano passado, o duelo foi entre Cametá e Remo, com desfecho favorável aos interioranos.

bol_dom_120513_23.psO que parecia há algum tempo apenas uma situação casual agora começa a ganhar ares de tendência. Não dá para ignorar a evolução dos clubes interioranos, refletida em duas conquistas, como também não se pode esquecer que esse crescimento coincide com o pior momento de Remo e Paissandu na era profissional.

A coincidência entre a ascensão de uns e a derrocada de outros conduziu a um Parazão de características ainda pouco claras. Os jogos realizados em estádios do interior dão ao torneio um tom simpaticamente estadual, mas a ausência de estrutura dos emergentes não permite apostar em vida longa para o atual modelo.

Enquanto os interioranos tiverem seu destino vinculado às verbas das prefeituras é certo que os times terão pouca chance de sobrevivência. A mais clara evidência disso é a situação de penúria dos últimos campeões, Independente e Cametá.

Dominados por interesses político-partidários, os dois times conquistaram o almejado título estadual, mas de imediato sucumbiram às dívidas e ao desmanche obrigatório de elenco. O Independente está apeado da divisão principal e o Cametá às duras penas conseguiu permanecer, embora tenha realizado campanha pífia.

Neste campeonato, a surpresa veio de Paragominas. O PFC aproveitou-se da passagem pelas duas fases anteriores para adquirir consistência tática e entrosamento. Com isso, chegou à etapa principal do Parazão em nível superior aos dos demais emergentes e equiparando-se à dupla Re-Pa.

Sua presença na final faz justiça à trajetória curta, mas bem sucedida. Pode ou não conseguir o título, mas leva – em comparação com Cametá e Independente – a vantagem substancial de ter uma gestão quase autossuficiente, embora se beneficie do apoio da prefeitura de Paragominas.

Outro aspecto diferencia o PFC dos demais emergentes: tem torcida apaixonada e sempre disposta a prestigiar seus jogos. Independente e Cametá tinham médias inferiores a 800 pagantes por partida, mesmo quando no auge. A existência de um estádio (Arena Verde) bem adaptado às necessidades do time é outro fator a ser levado em conta e que garante ao PFC um perfil único entre seus irmãos interioranos.

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Meio é o ponto de desequilíbrio

Sobre o primeiro jogo da final, há sempre a tentação de atribuir vantagem ao dono da casa. Empurrado pela torcida, o PFC suplantou o Remo no domingo passado explorando a velocidade de seus homens de meio e ataque. Nada impede que repita a dose diante do Paissandu hoje.

A diferença é que, desta vez, o visitante não entrará tão intranquilo e tenso. Para o Paissandu, ao contrário do que ocorreu com o Remo, o jogo não é definitivo. Haverá uma segunda oportunidade domingo que vem. Além disso, não há nada mais em disputa além do cetro estadual.

Lecheva teve tempo para treinar e mandar a campo sua melhor formação. A única dúvida é Vânderson, que está lesionado. De toda sorte, o meio-de-campo – setor mais azeitado do time – não sofrerá grandes abalos. A sintonia existente entre Capanema, Billy ou Esdras (caso Vânderso seja vetado), Djalma e Eduardo Ramos é o que faz do Paissandu o melhor time da competição.

Por parte do PFC, Charles Guerreiro não terá Rondinelli e Ilaílson, mas voltará a contar com Jaime e Eduardo. Mesmo pendurado com dois cartões, o artilheiro Aleilson concentra as expectativas da torcida depois que marcou duas vezes contra o Remo.

Veloz, o time se especializou em sufocar seus adversários na Arena Verde, com ou sem chuva. Pressiona desde o começo, chuta de fora da área e compensa eventuais desajustes com uma impressionante força de vontade, a partir das ações do volante Paulo de Tárcio.

Ainda assim, o favoritismo é bicolor.

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Lições não aprendidas no Baenão

O Remo vive dias turbulentos e marcados pela indefinição. Em meio ao desapontamento pela eliminação do campeonato, jogadores são chamados para firmar acordo e rescindir contratos. O que deveria ser um processo normal vem cercado de dúvidas, pois ninguém do departamento jurídico foi chamado para orientar os desligamentos de atletas. Cresce, portanto, o risco de reclamações trabalhistas em repiquete, como aconteceu com Finazzi e ocorre agora com a comissão técnica de Sinomar Naves.

Diante dessa inexplicável descortesia com os advogados do clube, o benemérito Ronaldo Passarinho preferiu sair de cena no final do primeiro mandato. Cansou de funcionar apenas como bombeiro, correndo para apagar incêndios plantados por acordos mal alinhavados. Como agora.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 12)