Mangueirão vai sediar GP Brasil neste domingo

O Grande Prêmio Brasil Caixa/Governo do Pará de Atletismo será disputado neste domingo (12) no estádio Jornalista Edgar Proença. O torneio, que faz parte do IAAF World Challenge, abre o Brazilian Athletics Tour-2013. O meeting começa às 8h25, com o lançamento do martelo masculino. Serão ao todo 15 provas, sendo oito masculinas e sete femininas. O evento reunirá 120 atletas de 28 países, incluindo o Brasil. Uma das estrelas da competição é a campeã olímpica Maurren Maggi, que treinou na manhã deste sábado no Mangueirão.

O título mais fácil da história

Por Gerson Nogueira

bol_sab_110513_11.psFoi tão tranquilo que nem parecia uma final de campeonato com o Botafogo. Como se sabe, nada que envolve o Botafogo é rotineiro ou convencional. Quase tudo vira drama. Quis o destino que o Carioca 2013 flagrasse um Botafogo menos tenso que o normal. Seguro quanto a suas forças e limites, levou a disputa assim como quem não quer nada. Sem querer, querendo. Quando a vitória final chegou, sem solavancos, foi até meio esquisito. Fácil demais para um coração botafoguense forjado nas dificuldades da vida.

Por tradição, quando vejo o Botafogo abrir uma sequência vitoriosa, cumpro um período de espera para começar a acreditar de verdade. É a quarentena que previne dissabores. Com anos de estrada nessa delícia que é torcer pela Estrela Solitária criei alguns truques particulares para me certificar se a coisa vai terminar bem ou é apenas nuvem passageira.

Por conta desses cuidados já escapei de me entusiasmar com aquele time treinado por Joel Santana, que ameaçou chegar às finais do Brasileiro e acabou entregando o ouro aos emergentes – Avaí, Ponte.

No ano passado, com um meio-de-campo rápido e habilidoso, que tinha Renato, Andrezinho, Seedorf e Elkeson, a expectativa era alta. Osvaldo de Oliveira, ou Osvaldinho da Cuíca para quem acompanha meus escritos, encarregou-se de fulminar todas as chances ao abdicar de atacantes. Deixou Herrera, Maicosuel e Loco Abreu partirem. Desde os tempos de Parreira não tinha notícia de um treinador tão desinteressado em relação ao ataque.

Sem empecilhos pelo caminho, Osvaldinho ficou à vontade para dar a camisa 9 a Rafael Marques, sensação no futebol japonês. Apesar da resignação inabalável que acompanha todo botafoguense, foi duro ver Marques apanhando da bola e desperdiçando as jogadas construídas pela meia-cancha mais ilustre do país. Passou o campeonato em branco, desafiando a lógica e a paciência da torcida.

Sob esse cenário, o time fechou 2012 em baixa, apesar do privilégio de contar com um astro de primeira grandeza. Cidadão do mundo, Clarence Seedorf chegou, ocupou seu espaço e hoje é um legítimo astro alvinegro. Antes de seguir em frente, cabe a explicação. Astros da bola podem ser maravilhosos, deslumbrar o planeta, mas só se eternizam ao botar sobre o peito o escudo imortal.

Vamos a um exemplo recente. Quem era Loco Abreu antes de ser botafoguense? Foi ídolo do Nacional de Montevidéu, passou uma chuva no Grêmio e perambulou por mais de 20 clubes. Seu currículo hoje começa pela citação à passagem rápida, mas feliz, pelo Botafogo. Assim é a vida.

Seedorf, que encantou plateias holandesas, espanholas e italianas, sabia que só um clube mítico como o Botafogo é capaz de estabelecer um portal com a história. Sábio, veio em busca disso. Ou alguém imagina que a essa altura o maestro está em busca de contratos milionários? Certamente só quer sossego, reconhecimento e honra. Pois bateu no lugar certo.

É fato que nenhum outro clube brasileiro convive tão bem com os artistas da bola, até por ter sido povoado por eles desde priscas eras. No Botafogo, ser craque não representa nenhuma graduação especial, é quase rotina. Seedorf está onde deveria estar, sente-se em casa. No topo.

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Paissandu blinda contratações

Diante de alguns desencontros quanto a contratações, a diretoria do Paissandu adotou uma providência que deveria ser obrigatória em grandes clubes. Só vai anunciar o nome de reforços quando eles já estiverem em Belém e devidamente aprovados nos exames médicos.

Com isso, evita-se o desgaste junto à torcida. A desajeitada situação envolvendo o zagueiro Fábio Sanches foi a que mais irritou os dirigentes. Tudo estava sacramentado com o jogador e seu empresário, mas o Mogi Mirim brecou o negócio, exigindo garantias inusitadas em transações nacionais.

Há, ainda, a possibilidade de acordo com Sanches, mas a diretoria se acautelou. Essa atitude já envolve também o anunciado interesse pelo atacante Marcelo Nicácio, cujo vínculo com o Vitória foi prorrogado por mais 30 dias depois que o Paissandu demonstrou a intenção de contratá-lo.

Assim como ocorre em relação a Sanches, Nicácio segue na mira dos bicolores, mas o interesse arrefeceu um pouco. Outros nomes continuam em análise, alguns já praticamente fechados, mas a torcida e a imprensa só serão avisadas quando tudo estiver sacramentado, sem risco de revertério.

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Boa na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, com participações de Giuseppe Tommaso, Ronaldo Porto e deste escriba baionense. O Bola na Torre começa por volta de meia-noite, depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 11)