Marin põe militares para gerir CT da Seleção

O presidente da CBF, José Maria Marin, trocou o comando da Granja Comary e reforçou a presença de militares na administração da concentração da seleção brasileira. A granja está sendo reformada para receber a seleção durante a Copa do Mundo. Marin tirou o coronel José Antonio de Almeida, há mais de uma década no cargo, e nomeou o coronel Moacyr Alcoforado para cuidar do CT. Um tenente-coronel e um sargento também foram chamados por Marin para ajudar na administração da granja.

Os três passaram os últimos dias em Teresópolis (RJ), sede da concentração, despachando com funcionários. Pelo menos nove foram demitidos após a troca de comando. A administração da granja era um dos pontos delicados da CBF. O desvio de equipamentos e material esportivo era comum. Há cerca de três meses, o dirigente recebeu um dossiê na sua casa relatando uma série de irregularidades na concentração. Desde que assumiu o poder, em março passado, Marin se aproxima dos militares. (Da Folha SP) 

Agora vai… 

A frase do dia

“Não entendo a postura dele agora. Ele, que pregava a ética e rebeldia, age como uma puta para vender livro. Nos anos 1980 as ideias dele [Lobão] não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. (…) Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui.”

Mano Brown, respondendo a Lobão, que deu entrevista esculhambando Deus e o mundo.

Galera alvinegra esgota ingressos para a final

HOME-Torcida-Botafogo-Alexandre-LoureiroLANCEPress_LANIMA20130309_0092_25A torcida do Botafogo fez sua parte e esgotou o lote de ingressos para a partida com o Fluminense neste domingo, às 16h, no Estádio Raulino de Oliveira, válido pela final da Taça Rio. Tanto nos postos de venda do Rio de Janeiro quanto nos de Volta Redonda, não há mais bilhetes. Na sede do clube, em General Severiano, ainda restam ingressos para os sócios.

A expectativa da diretoria, porém, é que eles também acabem nesta sexta-feira. Campeão da Taça Guanabara após vencer o Vasco por 1 a 0 na final, o Botafogo pode faturar o Campeonato Carioca já neste domingo, caso vença o Tricolor e garanta o título dos dois turnos. (Do Lance!)

Como explicar o rock dos anos 90?

Por André Barcinski

Ontem passei um bom tempo escolhendo CDs para tocar numa festa “anos 90”. Acabei tirando da estante um monte de discos empoeirados que não ouvia há muito tempo. Quando juntei os CDs foi que dei conta: impressionante a quantidade de discos bons lançados nos anos 90, especialmente no início da década. E não falo só de clássicos manjados como “Nevermind” (Nirvana), “Loveless” (My Bloody Valentine), “Every Good Boy Deserves Fudge” (Mudhoney), “Bandwagonesque” (Teenage Fanclub), “Bloodsugarsexmagik” (Red Hot Chili Peppers), “Ritual de Lo Habitual” (Jane’s Addiction) e tantos outros.

A primeira metade dos 90 foi a época de “Copper Blue” (Sugar), “Pod” e “Last Splash” (Breeders), “Cure for Pain” (Morphine), “Circa Now” (Rocket from the Crypt), “Sweet Oblivion” (Screaming Trees), “Independent Worm Saloon” (Butthole Surfers), “Steady Diet of Nothing” (Fugazi), “Meantime” (Helmet) e muitos outros. Saíram também ótimos discos de bandas hoje pouco lembradas, como Neds Atomic Dustbin, The Donnas, Porno for Pyros, Therapy, Mercury Rev, Luna, B.a.l.l., Eugenius, etc.

A onda nostálgica dos anos 90 já chegou, e alguns dos discos mais cultuados do período, como “Copper Blue” e “Last Splash”, estão sendo relançados em edições comemorativas de 20 anos, com faixas-bônus (você sabe que está ficando velho quando um disco que você ouviu no lançamento está sendo relançado com pompa de velho clássico).

O início dos anos 90 foi uma época interessante para o rock. Depois da explosão do Nirvana, as grandes gravadoras começaram um intenso leilão para contratar qualquer banda alternativa. Vários selos foram comprados por multinacionais e acabaram desaparecendo quando o “hype” evaporou.

É curioso lembrar como bandas esquisitas e radicais como Flaming Lips, Meat Puppets e Butthole Surfers, acabaram lançando discos por grandes selos.

Para mim, foi a última grande época do rock alternativo. Não lembro um período em que tantos discos bons saíram ao mesmo tempo.

P.S.: Se você estiver em São Paulo hoje e gosta de rock dos anos 90, sugiro dar uma passada na festa Freedom 90’s, do amigo Mexicano. Paulo Cesar Martin e eu vamos representar o “Garagem”. A festa acontece no Clube Glória e terá também sets de Focka, Bezzi e Roots Rock Revolution.

Corpo de Jango será exumado

A Comissão Nacional da Verdade e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul decidiram exumar o corpo do ex-presidente João Goulart. Ele morreu em dezembro de 1976 durante o exílio na Argentina. A família do ex-presidente acredita que ele possa ter sido envenenado. A suspeita gira em torno de organismos de segurança do regime militar. O corpo de Jango está sepultado no cemitério de São Borja, no Rio Grande do Sul.

Uma batalha de alto risco

Por Gerson Nogueira 

Será mais encrespada do que se imaginava a batalha de domingo, na Arena Verde, pela decisão do returno do Campeonato Paraense. Paragominas e Remo decidem o título em confronto sem favoritos, levando em conta o equilíbrio na primeira partida. Mesmo a vantagem de jogar pelo empate não é condição suficiente para tranquilizar o time de Flávio Araújo.

COLUNA GERSON_03-05Além da disputa em campo, o jogo tem muitos componentes de risco fora dele, em função dos interesses que envolvem o resultado. A torcida remista prepara caravanas, bem como existem torcedores de cidades próximas se organizando para invadir Paragominas. Reforço do esquema de segurança é item fundamental para que se evitem conflitos em torno do estádio.

As provocações, visíveis nas redes sociais da internet e até mesmo em declarações inoportunas de dirigentes dos dois lados, ganham a cada momento ingredientes inflamáveis, com ameaças e bravatas que só acirram os ânimos e brincam perigosamente com questões bairristas.

A pequena quantidade de ingressos (1.000) destinada à torcida remista é outra fonte de preocupação da própria Federação Paraense de Futebol, pois pode ser o estopim de tumultos no acesso ao estádio. Indiferente a isso, a diretoria do Remo parece não ter qualquer preocupação com a situação, o que é revelador do grau de amadorismo da cúpula dirigente do clube.

Com a experiência de outros carnavais, afinal passou por sérios apuros no ano passado em disputa de turno no estádio Zinho Oliveira, resultando em briga generalizada – tendo o saudoso lateral Aldivan como principal vítima da refrega –, o clube deveria orientar seus torcedores, a fim de evitar desordens e brigas.

Exemplos recentes e trágicos de desordens de torcidas em estádios do Brasil e do exterior (como o caso Kevin, na Bolívia) forçam as autoridades responsáveis pela organização da partida a adotarem medidas preventivas rigorosas. Além de Polícia Militar, cabe à diretoria do PFC, mandante do jogo, providências no sentido de fazer com que tenhamos apenas futebol domingo à tarde na Arena Verde.

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REMOXPFC semifinal Parazao2013-Mario Quadros (12)

Lição que Araújo não esquece

As escalações do Remo, que variam de acordo com a direção do vento, voltam a centralizar os debates às vésperas do embate decisivo em Paragominas. Flávio Araújo já deixou claro que mexe no time dependendo do adversário que tem pela frente. Depois de mandar a campo anteontem uma formação em moldes conservadores, no 4-4-2, provavelmente vai fechar o meio-de-campo no confronto de domingo.

Deve, porém, levar em conta a experiência negativa do último jogo contra o PFC em Paragominas, quando saiu derrotado por usar um esquema excessivamente defensivo. Na ocasião, as precárias condições do campo contribuíram ainda mais para a debacle remista. Araújo saiu tão atordoado daquela partida que chegou a pedir demissão, sendo posteriormente demovido por jogadores e dirigentes.

Quem acompanha de perto a movimentação dos jogadores no Baenão crê na volta do sistema 3-6-1, bem sucedido no primeiro clássico das semifinais contra o Paissandu. Congestionando o meio, Araújo conseguiu extrair pela primeira vez uma grande atuação do time, que trocou passes, defendeu e atacou com eficiência. Com um atacante, Val Barreto, teve presença ofensiva e confundiu a marcação adversária. No segundo clássico, variou para o 4-5-1, também com sucesso.

Sem Nata, seu volante preferido, é provável que lance mão de Tony, Endy e Jonathan para o trabalho de proteção ao trio de beques. Os dois primeiros são essencialmente marcadores, mas Jonathan é hoje o elo de ligação entre meio e ataque, tendo sido decisivo nas semifinais. Com ele, o time ganha a mobilidade que Ramon e Capela não conseguem dar. Sua volta, por sinal, é o grande reforço que o Remo terá para o jogo mais importante do ano.

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Direto do blog

“Isso é uma vergonha. Como é que pode? Apenas 1 mil ingressos para a torcida do Remo, a maior do Estado? Engraçado, eu queria saber qual a diferença entre a torcida do Remo e a do Flamengo em relação a jogos no Pará. Sendo que aqui o Flamengo chega e dão metade do Mangueirão para os torcedores mistos. Aí vem um time do interior, que disputa pela primeira vez o Campeonato Paraense, impõe suas vontades e ninguém faz nada! É por isso que eu fico indignado com essa diretoria do Remo. Até nisso, eles são omissos”.

De Adriano Zell, torcedor azulino, cobrando mais atitude da cartolagem.

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Falha nossa

A lamentável troca de escudos na chamada de da vitória do Remo por 1 a 0 sobre o Paragominas, na edição de ontem do DIÁRIO, provocou uma justificada enxurrada de reclamações de leitores e da apaixonada torcida azulina, chateada com a inversão involuntária do placar. Compreendemos a insatisfação e pedimos desculpas. O maior e mais premiado jornal do Norte não pode cometer tais falhas.

O lado positivo da história é a confirmação do imenso sucesso do DIÁRIO, líder absoluto em nível de leitura e circulação no Estado. A repercussão do episódio atesta o tamanho dessa liderança.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 03)