A frase do dia

“Não entendo a postura dele agora. Ele, que pregava a ética e rebeldia, age como uma puta para vender livro. Nos anos 1980 as ideias dele [Lobão] não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. (…) Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui.”

Mano Brown, respondendo a Lobão, que deu entrevista esculhambando Deus e o mundo.

8 comentários em “A frase do dia

  1. Não recordo do ano, mais lembro que uma vez alunos da UFPA, contrataram o LOBÃO para dar uma palestra na universidade federal. Os alunos queriam também que rolasse um showzinho básico do músico oitentista, no entanto a pedida dele foi alta, e o valor disponibilizado pelos alunos mal dava para pagar a palestra, enfim ele aceitou a dar a palestra e no fim deu uma canjinha para os alunos, mandando duas ou três musicas consagradas suas.
    O Almirzinho Gabriel, filho do finado ex-tucano/governador Almir Gabriel de fizera presente. Ele começou a querer entrevistar o Lobão, fez uma monte de perguntas relacionadas a nossa cidade, culinária, mulheres, ate que perguntou sobre a nossa música.
    – Lobão, o que você acha da música paraense! Especificamente do brega? Lobão redpondeu na bucha! O brega e uma verdadeira bostaaaaaaa.
    O Almirzinho ficou tão sem graça com a resposta fo lobão, que calou imediatamente e sai de mansinho quando procurado.
    Moral da história – o lobão sem dúvida e um grande artista, ele também consegue ser autêntico e verdadeiro com o que pensa. Ele diz na lata e doa a quem doer, mais não expressa o mínimo de sensibilidade com o seu público. Seu excesso egocentrismo e altamente maléfico a quem o arrodeia.

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  2. A cada declaração desses caras que foram, para alguns, heróis do rock nacional, me convenço que Cynara Menezes foi cirúrgica em sua avaliação: não passa de um pseudo-revolucionário que confunde declarações fortes com verborragia barata de nível ginasial. É um mimadinho que, talvez por inadequação, tenha sido inspirado na adolescência justamente por um sentimento urgente de inserção num mundo pouco compreendido. Definitivamente ele (e muitos outros do período e até de um período anterior aos anos 80, como Caetano Veloso) envelheceu muito mal. Não se tornou reacionário, mas talvez sempre tenha sido!

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  3. Acho que é preciso aceitar a opinião alheia. Por exemplo, acho a música do Lobão uma m… Mas acho a mesma coisa do brega. Essa coisa de ficar apregoando que temos que valorizar o que é nosso é pura tolice. Brega representa um preconceito aceito por quem foi ou é discriminado, por isso, se tornou uma identidade, igual ao apelido que você odeia e que “pegou”. O brega “pegou” no paraense, que leva na esportiva. O que a cultura paraense tem é o Lundu e o Carimbó, açaí com peixe frito e manga com farinha, maniçoba e tacacá, Remo e Paysandu, Verequete e Pinduca, sumano e pai d’égua, e por aí vai… Isso é nossa cultura, ninguém faz igual, é a nossa identidade, como a bandeira do Estado. A opinião do Lobão é só uma opinião, que ele expressou com liberdade, garantida pela constituição, aliás. Se ele acha o brega uma bost…, tudo bem, eu também acho, assim como são o funk carioca, o rap paulista, na minha opinião. Talvez o próprio Lobão concorde comigo… Somos livres para dizer o que pensamos, não somos?… Pois então, digamos a opinião. A minha, por exemplo, é de que a música do Lobão é uma bost…

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  4. Concordo Lopes Junior. Agora, o que os amigos acham do forró? Não aquele tradicional que não se ouve mais, mas este novo que virou febre. Eu o acho pior que uma bosta, e vocês?

    Ariano Suassuna falando do forró atual…

    ‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma plateia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
    Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
    Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando- se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
    Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na plateia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

    Ariano Suassuna

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  5. Ariano Suassuna tem 100% de razão, eu não aguento mais escutar este tipo de forró(bosta), e digo a quem quiser ouvir: Quando voltar para o meu Pará nunca mais irei estragar minha audição com estas porcarias! E isso vale para o tal do funk que coisa medonha e o rap bela merda!

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