Papão estreia com tropeço dentro de casa

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Por Gerson Nogueira

O técnico Lecheva e o zagueiro Raul saíram dizendo que “a bola não quis entrar”. A realidade do futebol indica outros motivos para o empate do Paissandu com o aplicado ASA (AL) nesta sexta-feira à noite, em Paragominas, marcando o retorno do time paraense à Série B do Campeonato Brasileiro depois de seis anos de ausência. O bonito gol de Rafael Oliveira aos 5 minutos abriu esperanças de uma noite triunfante para o Papão, mas essa impressão durou apenas dois minutos. Em ataque fulminante, o ASA empatou com Wanderson, depois de três arrojadas defesas de Zé Carlos.

Com dificuldades sérias para chegar à área do ASA, o Paissandu dispensava a troca de passes e insistia em cruzamentos inúteis sobre a área. Nenhum lance perigoso foi criado depois do gol de Rafael, embora os alagoanos tivessem criado uma segunda chance com Wanderson, novamente salva por Zé Carlos. Aos 39 minutos, quando Eduardo Ramos escapava livre em direção ao gol, foi derrubado pelo zagueiro Jorginho, que recebeu o cartão vermelho.

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Confuso e sem criatividade para furar o bloqueio defensivo do ASA, o Paissandu insistia em chuveirinhos e passes laterais. Lecheva trocou o fraco lateral Janilson por Pablo, mas o time permaneceu tímido, pouco agressivo nas ações ofensivas. Como os alagoanos recuaram para se defender melhor, ficou a ilusória sensação de que o Paissandu tinha o jogo sob controle. Não tinha. Chegou com perigo num cabeceio de Raul que bateu na trave e num chute rasteiro de Alex Gaibu (que substituiu Djalma). E foi só.

O público foi tão decepcionante quanto o time. Apenas 1.227 torcedores pagaram ingresso na Arena Verde. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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19 comentários em “Papão estreia com tropeço dentro de casa

  1. Este papo de que “a bola não quis entrar” é a desculpa dos incompetentes. Puseram a culpa na bola! Mas a bola não tem querer. Os homens é que não tiveram competência para fazê-la entrar. Passou o tempo, o Paysandu não preparou seu time para a segunda divisão. Não contratou técnico! O campeonato já se iniciou e o Paysandu não tem time. Os reforços trazidos, tudo indica, são bondes, talvez piores do que os daqui. A derrota para o Naviraiense, tratada inexplicavelmente como um “deslize”, serviu como um aviso tardio. A não ser que ocorram mudanças radicais, a briga do time será apenas para não cair. E a batalha será árdua! Até quando vai durar a blindagem que impede críticas à diretoria?

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  2. To começando a concordar com o rocildo. O papao vai brigar para nao cair. Acho que a diretoria deveria mandar o proximo jogo pra santarem. O melhor gramado do Pará é do Colosso.

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  3. Como primeiro jogo e em um gramado impraticável, claro que não se podia esperar muito. Mas o pouco apresentado mostra que é preciso promover estréias com a máxima urgência e que certos medalhôes, tidos pela torcida como titulares absolutos, precisam melhorar, precisam de ‘sombra’, precisando principalmente de jogar coletivamente.
    Fora, como já de costume, Eduardo Ramos, o resto do time padeceu do mal da indigência criativa. Apenas dois lances, o gol de Rafael Oliveira e a jogada entre João Neto e Raul, que culminou com a bola na trave cabeceada pelo último, foi o máximo que o Papão mostrou à torcida, quase nada diante do desafio que enfrenta.
    De novidade e beleza, só o uniforme apresentado, infelizmente, enfeiado pelo pobre futebol apresentado.

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  4. De onde tiraram esse coveiro chamado Janilson. Não acerta passe, tropeça na bola e não tem intimidade com a bola e para piorar é lançado como titular. É incomparavelmente inferior ao Pablo, que ficou no banco e olha que o Pablo não é nenhum craque. Era essa a qualidade que estavam procurando? Será que os outros reforços são do mesmo nível?

    FORA COM ESSE JANILSON É UM PEREBA EU TÔ AVISANDO.

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  5. Libere aí o comentário 3 Sr. Gerson. Obrigado!
    Fiquei muito preocupado com esse reforço que foi apresentado como titular.
    Eu hein…….

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  6. Time ruim dos infernos! Um time que perde três vezes para o atual time do Remo em um campeonato não pode ser levado a sério! Na estréia empata em casa com um a mais contra o ASA que nada mais é do que o Águia das alagoas.
    Se não mudar muito, e eu digo técnico e uns 4 ou 5 reforços de verdade e não os que já foram contratados, ano que vem estaremos de volta para a terceirona. Sem mais!

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  7. Realmente o time foi muito mal ontem, o estreante, que reconheceu seu fraco desempenho, foi de mediano para baixo, tem que melhorar.
    Gerson no lance do gol alagoano o autor do gol retornou da posição de impedimento, como o bandeira estava encoberto pelos demais jogadores não viu e o árbitro comeu mosca no lance, mas a vida segue. Para mim o ASA deixou de ganhar três pontos dada a fragilidade do Paysandú, o time vai ter que melhorar muito para o resto do campeonato!

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  8. Amigo Gerson, só a título de sugestão deveria se criar um mecanismo para bloquear automaticamente os ANÔNIMOS que passeam pelo blogue.
    Não me chateio quando fico na moderação é para o bem do espaço, mas sugiro também que algo fosse feito para mante bom nível que nos últimos dias tem sido bem crítico.

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  9. Égua!! Quando é pra criticar aparece gente de tudo que é canto. É muito facil críticar sem ter a realidade financeira de uma instituição seja qual for…só quem dirige e tem a realidade nas mãos e leva com responsabilidade, sabe onde pode chegar o seu limite, eu penso que tem muito torcedo que pensa somente no seu ego…que o presidente tem que adiministrar o clube da sua maneira sem conhecer as profundeza e dificuldade do clube financeiramente…não é por aih gente…sei e entendo a anciedade de todos…sou tbm um apaixonado torcedor como vcs pelo Paysandu, por isso temos que dar um voto de confiança a essa diretoria

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  10. Será que foi o uniforme que fez a “Miss Mucura” tropeçar? A propósito, Miguelangelo, o termo aspeado é uma impagável contribuição destes que você quer riscar do mapa. Daí que, minha opinião, é que não há necessidade. Desde que não ofendam ninguém, eles também tem direito de curtir o espaço. Aliás, esta questão de colocar um nome acima do comentário é muito relativa, quanto a dizer quem a pessoa realmente é, ou do que ela é capaz de escrever ofensivamente ou não às outras pessoas.

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  11. Antônio o time não jogou bem é fato! E o ASA não veio a fim de ganhar o jogo pois pelo futebol jogado ontem se apertasse mais um pouco sairia com a vitória.
    Os limites do Paysandú todos já conhecem e suas virtudes também. Acredito que o treinador do time alagoano viu os jogos do Papão e nisto ele foi eficaz anulando o pouco que há de positivo no atual elenco.
    Em nenhum momento falamos que o Campeão Paraense estava preparado para a série B, mas com reforços de qualidade pode ser que tenhamos mais sucesso nos jogos futuros!
    Outro fato é a enorme dificuldade do Paysandú ao enfrentar um time bem armado defensivamente são coisas que o Lecheva deverá se alertar daqui para frente!
    Mas foi notório a desorganização do time em campo!

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  12. O Lecheva já deveria ter sido demitido após as duas derrotas para o remo, depois veio o fiasco contra o Naviraiense, agora esse papo de que a bola não quis entrar. O que o Paysandu criou Lecheva? Pelo amor de Deus Vandick, contrate um técnico porque nós não temos nenhum. Ah! Esse reforço da lateral esquerda me fez sentir saudade do Ruim Alvim. Vejo um futuro negro galera bicolor,infelizmente, e não foi por falta de aviso.

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  13. Estou seriamente preocupado com o futuro do Paysandu nesta série B e não é para menos. A coisa é mais séria do que se imagina. O histórico dessa temporada desde janeiro até hoje para o Paysandu demonstra alguns dados preocupantes. Se não vejamos: ganhamos um título estadual com dificuldade, apesar do nível técnico desprezível. Perdemos 3 clássicos para um adversário cheio de problemas todo capenga, perdemos muito dinheiro e vaga na terceira fase da Copa do Brasil para um adversário tão medíocre que dispensa qualquer comentário, o plantel no geral já demonstrou que é muito fraco. O treinador desde de 2012 quando subiu o Papão vinha tendo lampejos de altos e baixos, ganhando um jogo interessante mas perdendo outros inexplicáveis. LEMBREMOS que o acesso foi com uma derrota e antes disso, estávamos quase eliminados daquela série C se não fosse a necessidade que o Águia tinha de vencer o Santa Cruz em Marabá para fugir do rebaixamento para a quarta divisão. Então com muitos resultados negativos do Lecheva aliados a outros positivos( ocorridos até com lampejo de sorte) faz me crer que já é hora do Lecheva pedir o boné para o bem do Paysandu pois acho temeroso continuarmos com Lecheva e pagar para ver o que vai acontecer. Eu quando digo que Lecheva tem de pedir o boné, estou falando no sentido real da palavra, porque se Lecheva for mandado embora, não será uma atitude inteligente e poderá causar transtornos para outro que vier a assumir. So para ser mais claro, Lecheva tem de fazer igual ao GiVA, que por 2 vezes percebeu que não iria conseguir o objetivo que o Paysandu almejava, agradeceu o grupo de dirigentes atletas bicolores e pediu para sair sem fazer estardalhaço, ajudando muito o Paysandu que com essa atitude dele conseguiu o objetivo com outro treinador. Numas dessas foi em 2012, ao saber que dificilmente subiria o Papão, pediu para sair e inda indicou o Lecheva para continuar o trabalho, onde levou o Paysandu a esta serie B. Lecheva tem de ser inteligente e fazer a mesma coisa e pedir para sair apenas do comando técnico mas é claro que deva ficar como um ótimo auxiliar, mas para isso dar certo a atitude tem de partir exclusivamente dele.

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  14. Meu DEUS do céu, quanto pessimísmo! Talvez seja essa a diferença entre as duas maiores torcidas. Enquanto uma mesmo não ganhando um título há muito tempo está sempre acreditando, a outra basta um resultado não muito bom pra sair chutando o presidente, o técnico e os jogadores. Calma gente, nós vamos chegar entre os quatro primeiros colocados.

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  15. Amigo Edilson ontem fiquei preocupado com a deficiência do plantel. Não consegue sobrepor um time com um esquema defensivo e ficou limitado a alçar bolas na área o que facilitou e muito o trabalho da zaga adversária!
    Uma rodagem maior é importante ao treinador mas se não houver um começo ninguém adquire experiência.
    O que ocorre também é que não dispomos de um material humano de qualidade, muita coisa terá que ser feita!
    O próximo adversário é muito rápido e conta com o entrosamento além do fator campo a seu favor.
    Tomara que o Lecheva estude o time do Ceará e não procure agir conforme o oponente somente no decorrer da partida porque uma derrota maiúscula poderá significar sua saída do clube bicolor.
    É o que eu penso!

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  16. Fernandes Filho,
    Talvez seja essa a explicação para que o time dessa outra torcida se encontre no desespero do abismo profundo, a ponto de pedir esmola de vaga numa quarta divisão nacional, uma das últimas do futebol mundial. Deus me livre eu como bicolor, chegar a esse nível. Por isso alerto em quanto há tempo pois é só que posso fazer enquanto torcedor, além de prestigiar sempre. Mas jamais vou negar a realidade seja lá em qualquer coisa, inclusive no futebol. E a realidade é que esse plantel, incluindo o treinador, do Papão é fraco para uma difícil série B. Fernandes Filho, quando me identifico como enciclopédia bicolor, é porque conheço ou lembro de dados antigos sobre o Papão que dificilmente outros torcedores lembram. Um desses casos foi em 2005, último ano que o Paysandu disputou a Primeira Divisão. Naquele ano se iniciou a decadência do Tourinho, após muitas conquistas inesquecíveis comandando o Papão, onde para o início daquela temporada, Tourinho teve a infeliz ideia de contratar seu boneco Aguinado de Jesus ( campeão 100% em 2004 pelo remo) para comandar o Bicola no parazão e já montar a base para a primeirona. Aguinaldo indicou jogadores, ajudou a montar o plantel, passou 4 meses no Papão e não conseguiu o objetivo, saiu sem ter acrescentado nada de bom e ainda deixou o Papão sem base para estrear na elite da primeira divisão, apesar do papão ter sido o campeão paraense com outro treinador local. Aí ao termino do Parasão, mesmo com o titulo, o Papão estava sem time convicente para estrear e disputar aquela competição. E começou muito mal com derrota e teve de se preparar e montar o time base dentro da própria competição mas isso não foi possível e o Paysandu foi rebaixado para segunda, depois para a terceira onde passamos 6 anos, nessa competição horrível em que desprezamos até a conquista do título. Felizmente e com muitos lances de competência, mas também muitos de sorte do Lecheva, o Paysandu retornou a sua verdadeira praia, que é a serie B, depois de 6 anos frequentando praia da serie C que pertence a outras equipes de fato e de direito. Nessa nossa praia serie B, eu quero ficar bem por muito tempo e quando tiver de sair para frequentar praia dos outros, que seja da serie A.

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  17. Caro Edilson,assino embaixo novamente em sua postagem, é cruel admitir mas com este plantel possivelmente vamos somente lutar contra o rebaixamento.

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  18. Prezado Edilson, reconheço e admiro seu profundo conhecimento da história do nosso PAPÃO. Também já tive um pouco dessa sua virtude, hoje em razão da minha idade (58a) alguns fatos já começam a sumir da minha memória. Apenas para ênfase, embora dito algumas vezes neste espaço, frequento a Curuzu desde 1966, quando tinha 11 anos, vindo de Manaus. Naquele ano, ao chegar aqui em Belém, escolhi o PAPÃO para dividir com o FOGÃO as minhas preferências clubistas. Vi jogando e treinando Quarentinha, Bené, Robilota, Da Costa, Almir, Oberdan, João Tavares, Beto, Moreira e muitos outros craques. Mas o que eu queria dizer é que não vejo relação entre seu Boneco e o Lecheva, pois o primeiro nunca teve história no nosso PAYSANDU, já o Lecheva, queira ou não engoli-lo, ele conseguiu em menos de um ano duas conquistas (acesso a série B e campeão paraense) que muitos professores não conseguiram. Ah, e a diferença entre os presidentes Vandik e o Tourinho, deixo pra você dimensioná-la. Um forte abraço e tenha um feliz fim de semana junto com sua família.

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