Capa do Bola, edição de terça-feira, 08

Capa do Bola, edição de terça-feira, 08

Leãozinho bate Corinthians alagoano por 3 a 0

Com uma atuação segura nos dois tempos, o Remo derrotou o Corinthians alagoano por 3 a 0, na tarde desta segunda-feira, em Jaguariúna-SP, pela Copa São Paulo. O meia Rodrigo, grande destaque da partida, abriu o marcador aos 28 minutos e ampliou aos 41 minutos. No segundo tempo, mandando no jogo, o Leãozinho desperdiçou várias oportunidades e fechou o placar com o volante Biro, aos 48 minutos. A próxima partida será contra o São Mateus, quarta-feira. (Com informações da Rádio Clube)

Messi ganha troféu da Fifa pela 4ª vez

A festa de gala da Fifa não reservou surpresas no momento mais aguardado do evento desta segunda-feira, em Zurique, na Suíça. Lionel Messi foi eleito o melhor jogador do mundo de 2012 pela premiação Bola de Ouro, que é dada pela entidade em parceria com a revista francesa France Football. O argentino superou Andrés Iniesta e Cristiano Ronaldo para ficar com o prêmio pela quarta vez na história, um recorde.
Antes, o camisa 10 do Barcelona, que havia triunfado já nas últimas três edições, estava igualado a Ronaldo (1996,1997 e 2002) e Zinedine Zidane (1998,2000 e 2003). Vale lembrar que a premiação, entre os anos de 2001 a 2009, era dada apenas pela Fifa. A partir de 2010, foi unificada com a do veículo jornalístico.
A eleição da France Football, por sinal, que ocorreu de forma individual de 1956 a 2009 e só considerava jogadores que atuam na Europa, também só premiou, no máximo, três vezes um mesmo jogador. São eles: Johan Cruyff (1971, 1973 e 1974), Michel Platini (1983, 1984 e 1985) e Marco Van Basten (1988, 1989 e 1992).

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Melhores e piores do Brasil, segundo os boleiros

O UOL Esporte ouviu 100 jogadores dos grandes clubes brasileiros para fazer um raio-x do futebol no país pelos olhos dos boleiros. Os grandes destaques foram Messi e Neymar, ambos escolhidos o melhor jogador do mundo e o melhor do Brasil, respectivamente. Por outro lado, Jorge Henrique, jogador do Corinthians, e Kléber, atacante do Grêmio, estão sem moral com os companheiros e foram escolhidos como o mais irritante e o mais violento, respectivamente. 

Sob anonimato, atletas de São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Internacional, Figueirense, Goiás e Vitória votaram nos 13 quesitos. 

Outro que está em baixa entre os boleiros é o técnico Leão, atualmente desempregado e considerado o pior entre os homens da prancheta. Sandro Meira Ricci também está em baixa e foi apontado como o pior árbitro.  

Os jogadores também deram seus pitacos em assuntos de fora do campo e aproveitaram para “lavar a alma” e apontarem o pior comentarista, posto ocupa pelo ex-atacante Muller. O também ex-atacante Caio foi escolhido o melhor nos comentários e Milton Leite como o melhor narrador.

Confira o balanço do Pesquisão do UOL Esporte: 

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Pikachu é liberado para voltar aos treinos

Depois de causar um susto na comissão técnica, ao ser atingido violentamente no jogo-treino de domingo em Barcarena, o lateral-direito Pikachu se submeteu a exames em Belém nesta segunda-feira e foi liberado para voltar aos treinos. Ao contrário do que se chegou a especular, não houve fratura, o jogador sofreu apenas uma luxação na perna. No começo da tarde, acompanhado pelo fisioterapeuta Junior Furtado, Pikachu viajou para Barcarena a fim de se reintegrar ao elenco do Paissandu.

Saudades de 1964. A nova direita (parte 2)

Por Leandro Fortes

Millenium possui uma direção administrativa formada por dez integrantes, entre os quais destaca-se a diretora-executiva Priscila Barbosa Pereira Pinto. Embora seja a principal executiva de um instituto que tem entre suas maiores bandeiras a defesa da liberdade de imprensa e de expressão – e à livre circulação de ideias Priscila Pinto não se mostrou muito disposta a fornecer informações a CartaCapital. A executiva recusou-se a explicar o formidável organograma que inclui uma enorme gama de empresas e empresários.

Entre os “mantenedores e parceiros”, responsáveis pelo suporte financeiro do instituto, estão empresas como àGerdau, a Localiza (maior locadora de veículos do País) e a Statoil, companhia norueguesa de petróleo. No “grupo máster” aparece a Suzano, gigante nacional de produção de papel e celulose. No chamado “grupo de apoio” estão a RBS, o Estadão e o Grupo Meio & Mensagem.

Há ainda uma lista de 25 doadores permanentes, entre os quais, se incluem o vice-presidente das Organizações GloboJoão Roberto Marinho, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho do falecido empresário José Alencar da Silva, vice-presidente da República nos dois mandatos de Lula. O organograma do clube da reação possui também uma “câmara de fundadores e curadores” (22 integrantes, entre eles o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o jornalista Pedro Bial), uma “câmara de mantenedores” (14 pessoas) e uma “câmara de instituições” com nove membros. Gente demais para uma simples instituição sem fins lucrativos.

Uma das atividades fundamentais é a cooptação, via concessão de bolsas de estudo no exterior, de jovens jornalistas brasileiros. Esse trabalho não é feito diretamente pelo instituto, mas por um de seus agregados, o Instituto Ling,mantido pelo empresário William Ling, dono da Petropar, gigante do setor de petroquímicos. Endereçado a profissionais com idades entre 24 e 30 anos, o programa “Jornalista de Visão” concede bolsas de mestrado ou especialização em universidades dos Estados Unidos e da Europa a funcionários dos grupos de mídia ligados ao Millenium.

Em 2010, quando o programa se iniciou, cinco jornalistas foram escolhidos, um de cada representante da mídia vinculada ao Millenium: Época (Globo), Veja (Abril), O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Zero Hora (RBS). Em 2011, à exceção de um repórter do jornal A Tarde, da Bahia, o critério de escolha se manteve. Os agraciados foram da Época (2), Estadão (1), Folha (2), Zero Hora (1) e revista Galileu (1), da Editora Globo. Neste ano foram contemplados três jornalistas do Estadão, dois da Folha, um da rádio CBN (Globo), um da Veja, um do jornal O Globo e um da revista Capital Aberto, especializada em mercado de capitais.

Para ser escolhido, segundo as diretrizes apresentadas pelo Instituto Ling, o interessado não deve ser filiado a partidos políticos e demonstrar “capacidade de liderança, independência e espírito crítico”. Os aprovados são apresentados durante um café da manhã na entidade, na primeira semana de agosto, e são obrigados a fazer uma espécie de juramento: prometer trabalhar “pelo fortalecimento da imprensa no Brasil, defendendo os valores de independência, democracia, economia de mercado, Estado de Direito e liberdade”.

Millenium investe ainda em palestras, lançamentos de livros e debates abertos ao público, quase sempre voltados para assuntos econômicos e para a discussão tão obsessiva quanto inútil sobre liberdade de imprensa e liberdade de expressão. Todo ano, por exemplo, o Millenium promove o “Dia da Liberdade de Impostos” e organiza os debates “Democracia e Liberdade de Expressão”. Entre os astros especialmente convidados para esses eventos estão Marcelo Tas, da Band, e Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, ambos de Veja. Humoristas jornalistas. Ou vice-versa.

O frio e envelhecido Campeonato Carioca

Por João Máximo

Sou de um tempo em que as semanas que antecediam a abertura do Campeonato Carioca eram vividas em clima de grande expectativa. Torcedores, jornalistas, jogadores, técnicos, clubes, todos agiam como a maioria das pessoas ao início de novo ano: desejando que seja tão bom ou melhor que o que passou. Os chamados grandes, geralmente reforçados, sonhavam com o título. Mais importante que outro qualquer porque a luta por ele era temperada por aquele emulação que faz do futebol algo tão apaixonante.
As coisas, porém, mudaram. Sei que o mesmo acontece em São Paulo, Rio Grande do Sul, talvez Minas, mas falo do Rio porque foi no Estado (antes, era somente a Cidade) que vivi mais intensamente minha transformação de torcedor em jornalista. Fosse qual fosse meu papel na história, aguardava ansioso, como todo carioca, o início de mais uma temporada.
Hoje vejo que tal expectativa se desvaneceu. O Fluminense, campeão de 2012, não está nem um pouco interessado no bi, que diminuiria a distância que o separa do Flamengo como recordista de títulos conquistados. Vai de time misto ou mesmo reserva a propósito de pensar mais na Libertadores, espécie de obsessão que se instalou na alma dos tricolores.
O Flamengo, em vez de contratar craques, contratou gestores. Armou respeitável equipe de dirigentes, administradores, gente que pensa o futebol, mas não joga. Deve ter os seus motivos para investir em quem possa arrumar a casa, mas o que a massa rubro-negra gostaria de ver, mesmo, é um time capaz de brilhar mais em campo do que nos gabinetes.
O Vasco, posso estar errado, mas é a primeira vez que vai participar de um Campeonato Carioca conformado com um terceiro ou quarto lugar. Está afogado em dívidas, vendeu seus melhores jogadores, não comprou nenhum que mereça substituir os que se foram e, além de estar na mão de um técnico inexperiente, terá de torcer para um milagre da comissão formada por um Ricardo Gomes recem-saído de sérios problemas de saúde e um Renê Simões meio perdido.
Bem, resta o Botafogo, que promete entrar na disputa com o que tem de melhor, concentrado, sem pensar em nada além da briga pelo primeiro lugar. Dos quatro grandes, é o único que entra no Campeonato Carioca de 2013 com seriedade. Não será surpresa se sua gloriosa torcida for premiada no fim da história. Caso afirmativo, há de ser por merecimento.

Paissandu vence jogo-treino em Barcarena

O Paissandu realizou jogo-treino na manhã deste domingo, em Barcarena, e venceu um combinado local por 3 a 1. No primeiro tempo, com muitos erros de passe, os bicolores não conseguiram superar a esforçada equipe nativa. Os gols surgiram no segundo tempo, marcados por jogadores que vieram do banco de reservas. Djalma (que substituiu a Lineker) abriu o placar aos 13 minutos. O zagueiro Raul (que entrou na vaga de Tiago), de cabeça, ampliou aos 21. Maicon, cobrando penalidade máxima, diminuiu para Barcarena. Aos 44 minutos, Diego Ourém (substituto de Diego Bispo) fechou a contagem. Paissandu: Zé Carlos (Paulo Wanzeler); Pikachu (Gleysinho), Tiago (Raul), Diego Bispo (Diego Ourém) e Pablo (Bray);  Vanderson (Ricardo Capanema), Esdras (Billy), Lineker (Djalma) e Alex Gaibu; Heliton (João Neto) e Rafael Oliveira (Castanhal). Técnico: Lecheva. Barcarena: Ronaldo; Erivelton (Nilsinho), Pedro Paulo; Chicão, Dede – Cartão Amarelo (Ponês); Gelder (Roberto), Mayco, Everton (Jackson) (Clebinho), Wilson, Catita e Arraia (Bruno). Técnico: Vigia. Árbitro: Oswaldo Tavares. (Com informações da Rádio Clube)

Pensata: Moral ou imoral

Por Janio de Freitas

Seja qual for a verdade a que José Genoíno se refere, como razão da sua “consciência serena e tranquila” e a surgir “mais cedo ou mais tarde”, sua decisão entre aceitar ou recusar a volta à Câmara é, a meu ver, de apreciação muito menos simples do que pareceu à maioria das opiniões divulgadas.

Pensei cá comigo, como faço nas dúvidas frequentes, em como agiria sob situação semelhante. Não achei resposta segura.

O motivo maior do impasse, entre vários, partiu da firmeza com que Genoino se afirma inocente, desde o início do escândalo. E cada vez com maior emoção.

Calma aí, não são todos os acusados que se dizem inocentes, não. Nem mesmo no caso desse denominado mensalão.

Marcos Valério e Delúbio Soares não o fizeram. Procuraram minimizar parte dos seus atos, justificar outros e negaram alguns, isso sim.

Silvio Pereira cedo preferiu a permuta de confissão por pena branda, a chamada delação premiada: um modo de negar a inocência.

“Legal, mas imoral!”, disseram muitos sobre a decisão de Genoino por se empossar. Imoral, moral?

Pois me dei conta de que seria exatamente como defesa de minha moral, se a sentisse injustiçada, que a posse me atrairia. Uma afirmação altiva do direito da inocência aos direitos a ela inerentes.

Também pensei em sentido oposto. Injustiças indignam e enjoam. Mandar tudo às favas, de um modo à altura da injustiça, também me pareceria possível.

Enfim, sentir a dignidade ultrajada por uma injustiça poderia justificar a decisão de José Genoino de defendê-la, com um ato político e institucional, e à sua convicção de inocência.

Não tenho como saber o que o moveu nem estou questionando a veracidade da inocência ou a culpa imputada. O assunto é outro. E é o mesmo. A dimensão e o transcurso conturbado do julgamento no Supremo deixaram um ambiente tão excitado e desmedido que mesmo os não facciosos se confundem e incorrem em imprecisões injustas.

A respeito da posse, ouvi por exemplo pela CBN, na quinta-feira, respeitado professor de filosofia dizer que “ficou provado” que José Genoino “assinou um empréstimo com o propósito de lesar o erário público”.

Tal propósito, fosse atribuído a Genoino ou ao empréstimo, não foi provado nem esteve sequer próximo disso. No valor de R$ 3 milhões, foi quitado pelo PT em parcelas depois do escândalo.

Genoino está condenado a 6 anos e 11 meses por corrupção passiva e por quadrilha, como presidente do partido em cujo interesse foram feitas as transações montadas por Marcos Valério, o PT e o Banco Rural.

Em alguma parte ou no todo dessa acusação supõe-se que esteja, com a consequente injustiça, a burla da verdade a surgir “mais cedo ou mais tarde”.

Se e quando surja, estará dizendo se a posse de José Genoíno foi “legal, mas imoral!” ou legal e moral.

A dura vida dos “generais”

Por Gerson Nogueira

Recente pesquisa feita entre os jogadores da Primeira Divisão atestou a baixíssima cotação de técnicos conhecidos pela mão pesada, os chamados “generais de vestiário”. Emerson Leão surge, disparadamente, como o mais antipatizado. Até aí, nenhuma surpresa. Seus métodos pouco convencionais – com castigos e multas quase diárias – geram uma natural rejeição por parte dos boleiros. O interessante é que a posição manifestada pelos atletas acaba, de uma forma ou de outra, coincidindo com a dos dirigentes.

bol_dom_060113_11.psHá algum tempo que Leão – concentro a análise nele por ser o líder do ranking de impopularidade – tem dificuldades para se estabilizar no comando de uma equipe. É convocado, quase sempre em momentos de crise no elenco, consegue apagar o incêndio e até obtém algum resultado nos primeiros meses. À base do chicote, é bom que se diga. Mas o sucesso é efêmero e a ação é de tiro curto.

Assim que as coisas começam a se ajeitar, o técnico durão é mandado embora quase sempre por atritos com o elenco que aparentemente havia domado. Quando a relação do treinador não se desgasta com o grupo, acaba se indispondo com os dirigentes. Materializa-se então um cenário indicativo de que, em condições de normalidade, o estilo castrense de Leão não tem vez. Só serve para situações anormais.
A baixa aceitação da escola linha-dura é um sintoma dos novos tempos. Houve época, não muito distante, em que o perfil disciplinador dos treinadores era apreciado pela maioria dos clubes. O irascível Yustrich chegou a viver dias de glória nos anos 70. Nas últimas décadas, Leão foi apenas o mais notório dos durões, aquele sujeito que parece feliz por não sorrir. Felipão, também afeito à rigidez, acabou se destacando por um lado paternalista que atenua o rigor das cobranças. Ganha a confiança de seus jogadores e estabelece uma relação mais afetiva. Coincidência ou não, sua “família Scolari” saiu-se muitíssimo bem no Mundial 2002. Oito anos depois, o jeito carrancudo de Dunga não conseguiu reeditar o sucesso.
Cartilhas e regras em excesso revelam o temperamento controlador de técnicos da velha escola, servindo para enriquecer o anedotário dos “professores” da bola no Brasil. Ah, nas demais posições da pesquisa, aparecem Celso Roth, o próprio Felipão e Argel. A inclusão de Felipão na lista é meio injusta pelo passado recente, mas prova que é difícil apagar uma história. Apesar do evidente esforço de mudança da imagem, o veterano treinador continua mal avaliado. O problema – para os boleiros – é que ele está novamente comandando a cena.
No plano regional, se houvesse uma enquete entre os jogadores, não precisa de muito esforço para descobrir quem encabeçaria a lista. Edson Gaúcho, inflexível com os comandados, ganharia fácil. A exemplo de Leão, seu estilo costuma gerar resultados rápidos, mas o temperamento forte não permite que o trabalho se prolongue por muito tempo.
O fato é que a vida também é dura para os generais: preparam o terreno para que outros profissionais possam encontrar o ambiente pacificado, mas raramente têm seus méritos reconhecidos. Deixam também o legado de comparação: depois de passar pelas mãos de um capataz, até jogadores mais problemáticos dispõem-se a colaborar com o técnico que chega.
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Leãozinho expõe mazelas
A estreia do Remo na Copa São Paulo, na sexta-feira, ficou dentro das expectativas. Contra um Santos mais organizado, a molecada do Remo sentiu o impacto do gol de abertura nos primeiros minutos, em falha do goleiro Elielton, mas fez um bom segundo tempo. Importante mesmo é que o jogo expôs mazelas antigas do nosso futebol. A mais gritante é a visível má formação física dos garotos, que, diante dos grandalhões adversários, parecem nanicos. A acentuada diferença de porte se reflete no rendimento do time, que não consegue se impor nas divididas e disputas de bola aérea. Jogadores remistas tinham dificuldades para se antecipar às jogadas e quase nunca conseguiam recuperar bolas em velocidade.
No choque, perdiam todas. Ironicamente, quando conseguiu maior aproximação entre os setores, o Remo levou perigo na etapa final e perdeu duas boas chances (com Rodrigo e Jaime), mas o Santos liquidou a fatura em dois contra-ataques fulminantes. Interessante foi a participação do goleiro Elielton, que se recuperou após o erro no primeiro gol. Pegou um pênalti (o Santos ainda perderia outro) e fez pelo menos três outras grandes defesas. Além dele, somente Rodrigo e Jaime mostraram desenvoltura para fugir à dura marcação santista. Os demais tiveram atuação discreta.
Impossível não observar também defeitos de posicionamento, com a superexposição da defesa e a timidez dos laterais. Os jogadores de meio-de-campo custaram a entender que Jaime não podia passar o jogo isolado entre os beques santistas. Quando perceberam, o Remo quase conseguiu jogar de igual para igual.
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O mundo é dos empresários
O futebol está transformado – certamente para pior. Empresários ditam as regras das negociações falando em nome dos jogadores. No final do ano, o presidente Vandick Lima quase acertou com um conhecido goleiro, mas o representante do atleta rejeitou a proposta. Dias depois, o próprio jogador telefonou e se surpreendeu ao saber que alguém havia recusado a oferta em seu nome. Agora, Iarley vem negociando com o Paissandu, mas seu representante tem dificultado um acordo. Pesa negativamente, também, o fato de que o jogador pretende amarrar um contrato vantajoso. Aos 39 anos, sabe que esta é uma de suas últimas temporadas. Por parte do clube, há o receio de repetir os erros do caso Sandro, que voltou em fim de carreira e não conseguiu mais jogar em alto nível. Creio que já houve mais possibilidade de um acerto.
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Bola na Torre
O presidente da FPF, Antonio Carlos Nunes, é o convidado deste domingo. Apresentação de Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e Valmir Rodrigues. Começa às 23h45, depois do Pânico na Band.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 06)