São Francisco bate Santa Cruz em Cuiarana

O São Francisco repetiu a boa atuação da estreia (contra o Paissandu) e derrotou o Santa Cruz por 2 a 1, na tarde desta quinta-feira, em Cuiarana (Salinas). O dono da casa começou no ataque, mas não criou situações muito claras de gol. Coube, então, ao Leão santareno abrir o placar com Jefferson, aos 14 minutos. O chute, disparado de fora da área, passou fora do alcance do goleiro Evandro. No segundo tempo, o Santa Cruz mostrou disposição e empatou logo a 50 segundos de jogo em cobrança de falta do meia Fininho.
Animado com o empate, o Santa Cruz insistiu no ataque, mas não acertava o pé. O jogo ficou equilibrado e, aos 33 minutos, Elielton desempatou para o São Francisco, após receber livre na entrada da área e driblar o goleiro Evandro. Com a vitória, o São Francisco chegou a 4 pontos e se igualou ao Paissandu na liderança do primeiro turno. O Santa Cruz ocupa a lanterna da competição, com nenhum ponto ganho até aqui.

A vitória da objetividade

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Por Gerson Nogueira

O Paissandu não desenvolveu tão bem seu jogo quanto na estreia diante do São Francisco. No entanto, mesmo com sérios problemas na transição entre meio-campo e ataque, fez o necessário para vencer: marcou dois gols em contra-ataques e assumiu a liderança do campeonato.

De quebra, saiu de Paragominas com um gol que vai para a galeria dos mais bonitos do campeonato. João Neto chapelou um marcador e aparou de primeira, desviando do goleiro André Luís. Pode não ser craque (e não é), mas fez um gol de craque.

Este gol, surgido aos 24 minutos, desequilibrou as ações na Arena Verde. Até então, predominava o equilíbrio. Os times eram rigorosamente parecidos, até nas falhas de posicionamento do meio-de-campo. Bolas rifadas e lançamentos tortos tornavam o confronto tecnicamente pobre.

O gol de João Neto salvou o primeiro tempo da mesmice e deu ao Paissandu motivos para se tranquilizar em campo. O time teve tempo também para ajustar melhor a postura dos zagueiros, permitindo-se ficar à espera do PFC.

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Para tornar tudo mais favorável, o time de Fran Costa confundia velocidade com afobação e não acertava as jogadas de ataque. Magno e Bruno Maranhão corriam com a bola ao invés de distribuir lançamentos. Aleílson, o principal atacante, perdia-se nas tentativas de passar pela linha de zagueiros. Diante disso, restava chutar de longe, o que não é o forte da equipe.

No segundo tempo, no afã de empatar, o PFC usou até três atacantes (Aleílson, Adriano Miranda e Buiú) mas produziu poucos ataques. Para piorar, sofreu o segundo gol em novo contra-ataque do Paissandu. A bola chegou a Rafael Oliveira, que, livre de marcação, só tocou para as redes.

Mais por desespero do que inspiração, o time da casa continuou atacando. Uma bola cruzada para a área do Paissandu permitiu que fizesse o gol de honra, com Rubran. Em seguida, Vânderson tentou peitar o árbitro e ganhou, merecidamente, o cartão vermelho. Nem com um jogador a mais, o PFC teve competência para se organizar no ataque. A defesa do Papão, reforçada por Raul e Billy, montou um bloqueio que assegurou a vantagem até o final.

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Copinha reproduz velhos erros

bol_qui_170113_11.psAs arbitragens da Copa São Paulo seguem à risca as trapalhadas cometidas pelos apitadores da Série A, beneficiando quase sempre os maiorais. No torneio sub-20, os paulistas têm sido acintosamente beneficiados. Ontem, o São Paulo virou o placar sobre o Santa Cruz graças a um gol irregular. Atacante se atirou sobre o goleiro pernambucano e, na sequência, ainda prendeu as pernas do guardião impedindo que apanhasse a bola.

Erro escandaloso, que ficou por isso mesmo. Pecados e injustiças começam logo no principal torneio nacional com jogadores recém-saídos das divisões de base. Além de tudo, essa preocupação em ajudar os grandes desmente aquele velho papo de que o interesse é na revelação de craques e que o título não é prioridade. Pelo que se vê, vencer a competição continua a ser questão de ordem para os representantes paulistas.

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Primeiro clássico testa ambições

A rodada prossegue hoje com os jogos entre Santa Cruz e São Francisco e Tuna x Remo. Em Cuiarana, dois times se enfrentam em busca de afirmação no campeonato, embora os santarenos venham de resultado interessante contra o Paissandu. Já o Santa Cruz, pelos investimentos feitos, precisa atender as expectativas criadas. O tropeço frente ao Remo tisnou um pouco essa imagem. Em casa, contra um time do mesmo porte, tem as condições favoráveis para mostrar a que veio.

No Mangueirão, tunantes e remistas fazem o primeiro clássico do campeonato. Para a equipe de Samuel Cândido, que estreou bem em Marabá, o embate representa a chance de reconquistar o respeito geral. Já faz tempo que a Tuna não é vista como real candidata ao título. Encarar um adversário tradicional é apenas mais um degrau no esforço remista em busca da conquista do Parazão, prioridade absoluta no clube neste primeiro semestre. A boa impressão deixada por alguns jogadores – Zé Antonio, Edilsinho, Val Barreto e Fábio Paulista – precisa ser confirmada hoje.

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Movimento exclui a dupla Re-Pa

Ronaldo Almeida dirige-se à coluna para lamentar que o futebol paraense, tão exuberante em torcida, tenha sido alijado – mais uma vez – de um grande projeto nacional. O recém-lançado Movimento por Futebol Melhor (nome meio esquisito) inclui, além dos clubes da Série A, equipes de porte médio e conhecidas pela pujança de suas torcidas. Estão lá Fortaleza, Sport, Ceará, Santa Cruz, Vitória e Goiás.

Remo e Paissandu têm o mesmo tamanho e nível, lembra Ronaldo, que é mineiro de nascimento, mas paraense de coração. Lembra, ainda, que a Chevrolet está patrocinando 20 campeonatos regionais (até do Piauí e Tocantins), mas o Pará está fora. Embora, neste último caso, a ausência se deva a uma estratégia misteriosa do presidente da FPF, coronel Antonio Carlos Nunes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 17)