Deixemos de nhenhenhém (parte II)

Mais ditados e chistes…

Salvo pelo gongo – O ditado tem origem na na Inglaterra. Lá, antigamente, não havia espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados para o ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz.Só que, às vezes, ao abrir os caixões,os coveiros percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo (catalepsia – muito comum na época). Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Desse modo, ele seria salvo pelo gongo. Atualmente, a expressão significa escapar de se meter numa encrenca por uma fração de segundos.

imagesElefante branco – A expressão vem de um costume do antigo reino de Sião, situado na atual Tailândia, que consistia no gesto do rei de dar um elefante branco aos cortesões que caíam em desgraça. Sendo um animal sagrado, não podia ser posto a trabalhar. Como presente do próprio rei, não podia ser vendido. Matá-lo, então, nem pensar. Não podendo também ser recusado, restava ao infeliz agraciado alimentá-lo, acomodá-lo e criá-lo com luxo, sem nada obter de todos esses cuidados e despesas. Daí o ditado significar algo que se tem ou que se construiu, mas que não serva para nada.

Comer com os olhos – Soberanos da África Ocidental não consentiam testemunhas às suas refeições. Comiam sozinhos. Na Roma Antiga, uma cerimônia religiosa fúnebre consistia num banquete oferecido aos deuses em que ninguém tocava na comida. Apenas olhavam, “comendo com os olhos”. A propósito, o pesquisador Câmara Cascudo diz que certos olhares absorvem a substância vital dos alimentos. Hoje o ditado significa apreciar de longe, sem tocar.

Amigo da onça – Segundo estudiosos da língua portuguesa, este termo surgiu a partir de uma história curiosa. Conta-se que um caçador mentiroso, ao ser surpreendido, sem armas, por uma onça, deu um grito tão forte que o animal fugiu apavorado. Como quem o ouvia não acreditou, dizendo que , se assim fosse, ele teria sido devorado, o caçador, indignado, perguntou se, afinal, o interlpcutor era seu amigo ou amigo da onça. Atualmente, o ditado significa amigo falso, hipócrita.

Estar com a corda no pescoço – O enforcamento foi, e ainda é em alguns países, um meio de aplicação da pena de morte. A metáfora nasceu de anistias ou comutações de pena chegadas à última hora, quando o condenado já estava prestes a ser executado e o carrasco já lhe tinha posto a corda no pescoço, situação que, de fato, é um sufoco. Hoje, o ditado significa estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros.

Como sardinha em lata – A palavra sardinha vem do latim sardina. Designa o peixe abundante na Sardenha, conhecida região da Itália. É um alimento apreciado e nutritivo, de sabor bem peculiar. As sardinhas, quando enlatadas em óleo ou em outro molho, vêm coladas umas às outras. Por analogia, usa-se a expressão popular sardinha em lata para designar a superlotação de veículos de transporte público.

Pior cego é o que não quer ver – Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver. Atualmente, o ditado se refere a a alguém que se nega a admitir um fato verdadeiro.

Andar à toa – Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama. Hoje, o ditado significa andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Casa de mãe Joana – Este dito popular tem origem na Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: “Que tenha uma porta por onde todos entrarão”. O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou “Casa da Mãe Joana”. A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

Espanha mais pobre, Real e Barça mais ricos

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Da ESPN

Um de cada quatro espanhóis estão desempregados. A economia do país não consegue sair da recessão. As maiores empresas do país registram quedas recordes nos seus lucros. Mas, numa espécie de política do “pão e circo” da Roma antiga, Real Madrid e Barcelona se tornaram ilhas de prosperidade num país mergulhado no caos financeiro _incluindo para a maioria esmagadora dos demais clubes de futebol.

Segundo dados divulgados pela consultoria Deloitte, Real e Barça, que vão se enfrentar nas semifinais da Copa do Rei, seguem como clubes mais ricos do mundo. 
Na temporada 2011/2012, o Real Madrid faturou 513 milhões de euros (quase R$ 1,4 bilhão), ou 40% a mais do que o balanço fechado em 2008. O time catalão vem logo atrás, com receitas de 483 milhões de euros (R$ 1,3 bi), crescimento de 56% em relação ao que acontecia cinco anos atrás. Situação bem diferente de outros gigantes europeus. A Inter de Milão, por exemplo, teve um aumento de apenas 8% nas suas receitas nos últimos cinco anos.
Tudo muito diferente do que acontece no resto da Espanha. A previsão do órgão oficial de estatísticas da União Europeia é que o PIB, o produto interno do país, tenha fechado 2012 com uma queda de 3% em relação a 2008.
Nesta semana, foi anunciado um novo recorde de desemprego – 26% dos moradores do país não tem trabalho, índice que sobe para 50% entre os jovens.
As grandes empresas do país, mesmo globais, também não escapam da crise. Nos nove primeiros meses de 2012, o lucro do Banco Santander caiu 66%.
Também vendo seu lucro evaporar, a Telefônica cortou os salários de seus executivos em até 30% e também os dividendos pagos a seus acionistas.

Vote no mico da semana

Escolha seu King Kong e defenda-o com argumentos…

1) Comandante do Policiamento da Capital bate o pé e força mudança do Re-Pa para sábado, alegando preocupações com o monumental carnaval de rua de Belém. Como prêmio pela presepada, foi remanejado para tomar conta do policiamento na região do Salgado.

2) Em aparente sintonia com a fuga de ideia do coronel da PM, clubes só colocam ingressos à venda a partir de quarta-feira, como se não estivessem preocupados com a arrecadação do clássico.

3) Seleção sub-20 do Brasil apronta o maior vexame da história recente, sendo eliminada por Peru, Equador e Venezuela na primeira fase do Sul-Americano. Mateus, filho do pentacampeão Bebeto, era um dos titulares da equipe. 

 

Deixemos de nhenhenhém (parte I)

Por Nilva de Souza

Muitas vezes usamos certas expressões, mas não temos ideia do que elas significam. São ditados ou termos populares que através dos anos permaneceram sempre iguais, significando exemplos morais, filosóficos e religiosos. Tanto os provérbios quanto os ditados populares constituem uma parte importante de cada cultura. Historiadores e escritores sempre tentaram descobrir a origem dessa riqueza cultural, mas essa tarefa nunca foi nada fácil.

O grande escritor Luís da Câmara Cascudo já dizia que: “os ditados populares sempre estiveram presentes ao longo de toda a História da humanidade”. No Brasil isso não é nenhuma novidade. Muitas vezes ocorrem expressões tão estranhas e sem sentido, mas que são muito importantes para a nossa cultura popular. Veja aqui algumas dessas expressões ou ditados populares:

Bicho-de-sete-cabeças – Tem origem na mitologia grega, mais precisamente na lenda da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules. A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites à realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.

Com o rei na barriga – A expressão provém do tempo da monarquia em que as rainhas, quando grávidas do soberano, passavam a ser tratadas com deferência especial, pois iriam aumentar a prole real e, por vezes, dar herdeiros ao trono, mesmo quando bastardos. Em nossos dias refere-se a uma pessoa que dá muita importância a si mesma.

Ver passarinho verde – Significa estar apaixonado. O passarinho em questão é uma espécie de periquito verde. Conta uma lenda que alguns românticos rapazes do século passado adestravam o bichinho para que ele levasse no bico uma carta de amor para a namorada. Assim, o casal de apaixonados tinha grandes chances de burlar a vigilância de um paizão ranzinza.

Com a corda toda – Antigamente, os brinquedos que possuíam movimento eram acionados torcendo um mecanismo em forma de mola ou um elástico, que ao ser distendido, fazia o brinquedo se mexer. Ambos os mecanismos eram chamados de “corda”. Logo, quando se dava “corda” totalmente num brinquedo, ele movia-se de forma mais agitada e frenética. Daí a origem da expressão.

Favas contadas – De acordo com Câmara Cascudo, antigamente, votavam-se com as favas brancas e pretas, significando sim ou não. Cada votante colocava o voto, ou seja, a fava, na urna. Depois vinha a apuração pela contagem dos grãos, sendo que quem tivesse o maior número de favas brancas estaria eleito. Atualmente, significa coisa certa, negócio seguro.

Fazer ouvidos de mercador – Orlando Neves, autor do Dicionário das Origens das Frases Feitas, diz que a palavra mercador é uma corruptela de marcador, nome que se dava ao carrasco que marcava os ladrões com ferro em brasa, indiferente aos seus gritos de dor. No caso, fazer ouvidos de mercador é uma alusão a atitude desse algoz, sempre surdo às súplicas de suas vítimas.

cor-de-burro-quando-foge-brasil-escolaTapar o sol com a peneira – Peneira é um instrumento circular de madeira com o fundo em trama de metal, seda ou crina, por onde passa a farinha ou outra substância moída. Qualquer tentativa de tapar o sol com a peneira é inglória, uma vez que o objecto é permeável à luz. A expressão teria nascido dessa constatação, significando atualmente um esforço mal sucedido para ocultar uma asneira ou negar uma evidência.

O pomo da discórdia – A lendária Guerra de Troia começou numa festa dos deuses do Olimpo: Éris, a deusa da Discórdia, que naturalmente não tinha sido convidada, resolveu acabar com a alegria reinante e lançou por sobre o muro uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição “à mais bela”. Como as três deusas mais poderosas: Hera, Afrodite e Atena disputavam o troféu, Zeus passou a espinhosa função de julgar para Páris, filho do rei de Troia  O príncipe concedeu o título a Afrodite em troca do amor de Helena, casada com o rei de Esparta. A rainha fugiu com Páris para Tróia, os gregos marcharam contra os troianos e a famosa maçã passou a ser conhecida como “o pomo da discórdia” – que hoje indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si.

Afogar o ganso – No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima. Daí a origem da expressão, que se refere a um homem que está precisando fazer sexo.

Cor de burro quando foge – A frase original era “Corra do burro quando ele foge”. Tem sentido porque, o burro enraivecido, é muito perigoso. A tradição oral foi modificando a frase e “corra” acabou virando “cor”.

Pagar o pato – A expressão deriva de um antigo jogo praticado em Portugal. Amarrava-se um pato a um poste e o jogador (em um cavalo) deveria passar rapidamente e arrancá-lo de uma só vez do poste. Quem perdia era que pagava pelo animal sacrificado. Sendo assim, passou-se a empregar a expressão para representar situações onde se paga por algo sem ter qualquer benefício em troca.

De pequenino é que se torce o pepino – Os agricultores que cultivam os pepinos precisam de dar a melhor forma a estas plantas. Retiram uns “olhinhos” para que os pepinos se desenvolvam. Se não for feita esta pequena poda, os pepinos não crescem da melhor maneira porque criam uma rama sem valor e adquirem um gosto desagradável. Assim como é necessário dar a melhor forma aos pepinos, também é preciso moldar o caráter das crianças o mais cedo possível.

Do jeito que o torcedor gosta

Por Gerson Nogueira

O primeiro Re-Pa do campeonato normalmente não decide nada, é quase um amistoso, servindo apenas para atiçar a velha rivalidade. Desta vez, porém, o clássico vem recheado de bons ingredientes. Para começar, pela primeira vez em muito tempo, ambos estão liderando a classificação do turno, o Remo em primeiro e o Paissandu em segundo. Depois, há um bom equilíbrio entre as equipes. Se os bicolores têm o melhor ataque, os remistas têm a defesa menos vazada.

coluna gerson_25-01-2013Há, porém, um aspecto que torna o jogo especialmente interessante: a quantidade de bons jogadores em cena. Os times chegam ao clássico com atacantes de verdade, daqueles que empolgam a torcida e têm potencial de virar ídolos. Rafael Oliveira e João Neto fizeram oito gols, quatro cada, contribuindo para que a ofensiva bicolor tenha a excelente média de 3,3 gols por partida.

Do lado remista, cuja média de gols (1,6) é bem mais modesta, Val Barreto e Fábio Paulista se destacam. Além dos três gols, o carisma e o estilo desassombrado de Barreto cativaram a torcida, que já enxerga até semelhanças com o eterno ídolo Alcino. Exageros à parte, o Remo tem ainda Leandro Cearense e Branco, também em condições de entrar no time titular.

Juntam-se aos seis atacantes citados, outros jogadores de qualidade, como poucas vezes foi possível ver no chamado clássico-rei. Iarley, cuja estreia é um dos atrativos do jogo, foi contratado pelo Paissandu como reforço para a Série B. Apesar dos 36 anos, é um nome acima de qualquer discussão.

Alex Gaibu, outro veterano meio-campista, vem encantando o torcedor alviceleste desde a Série C. E começou o Parazão em alto nível, sendo responsável direto pelo entrosamento mostrado pelo Paissandu. O Paissandu tem ainda o ala Pikachu, unanimidade no futebol paraense atual.

Na meiúca do Remo, Tiago Galhardo é o principal nome. Sozinho na criação, ainda não conseguiu dar ao setor a consistência técnica esperada, mas se destaca pela qualidade individual. Dribla, lança e chuta muito bem.

A reunião de tanta gente que sabe jogar é uma coincidência feliz para o clássico, que ainda terá aplicados e operosos coadjuvantes – Ricardo Capanema, Carlinhos Rech, Vânderson, Zé Antonio, Pablo, Diego Bispo, Berg. Por isso, nem mesmo o dia inapropriado será capaz de atrapalhar a festa.

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Re-Pa no sábado: 31 vezes   

Pesquisa do repórter Jorge Luís Totti ajuda a explicar a estranheza geral com o clássico marcado para amanhã. Em um século de Re-Pa, 712 jogos no total, os rivais só escolheram o sábado para duelar em 31 ocasiões.

No meio da semana – quartas e quintas-feiras – foram realizados 221 clássicos. Ampla vantagem do domingo, o dia universal do futebol, com 460 embates entre Leão e Papão.

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A tragédia osvaldiana

O Botafogo atravessa nova fase de turbulência por obra e graça do técnico Osvaldo Oliveira, mantido pela diretoria depois de uma temporada de resultados insatisfatórios. A torcida não tolera as escolhas do treinador, que não esconde seu menosprezo por atacantes, principalmente os mais carismáticos – como Loco Abreu e Herrera.

Não por acaso, livrou-se de ambos tão logo assumiu o comando, no começo de 2012, e o Botafogo passou a temporada penando com a ausência de homens de área. Tinha um belo meio-campo, com Seedorf à frente, mas sem atacantes. Osvaldo trouxe do Japão seu apadrinhado, Rafael Marques, que logrou a façanha de não marcar um gol sequer – até hoje. Detalhe: fatura R$ 250 mil mensais.

No fim do ano, quando Loco retornou do exílio em Santa Catarina, foi avisado que o clube (leia-se Osvaldinho da Cuíca) não tinha interesse em sua permanência. Apoiado por uma diretoria omissa, o técnico conseguiu que o Botafogo pagasse mais de R$ 1,5 milhão ao jogador para que deixasse o clube!

Anteontem, Loco rompeu o silêncio. Disse que é botafoguense e que só saiu porque o técnico não o queria lá. Os fatos confirmam isso, por mais que o técnico desconverse. Repito o que escrevi aqui quando o artilheiro foi mandado para o Figueirense: um clube não pode virar as costas a um ídolo, nem trocá-lo por um personagem menor e passageiro. Ídolos são para sempre.

Em tempo: ao longo de dois anos com a camisa do Botafogo, Loco marcou 64 gols, contra zero do afilhado de Osvaldo.

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Real desavença espanhola

O jornal espanhol Marca relatou ontem, com exclusividade, uma reunião que significa praticamente o fim da linha para José Mourinho no Real Madri. O presidente do clube, Florentino Pérez, o principal executivo, José Ángel Sánchez, e os líderes do time, Iker Casillas e Sergio Ramos, em torno de uma mesa.

O assunto principal era a premiação do elenco para a temporada e os planos em relação à Champions League. O papo, porém, azedou quando se falou no técnico. Casillas e Ramos foram claros: com ele no banco, a maioria dos craques vai embora.

Durante o dia, a presidência do Real se esmerou em negar o teor da conversa, culpando o Marca por suposta tentativa de desestabilização. O jornal, em seu portal, bancou a informação. E foi além: estampou mensagens de celular que confirmam as críticas ao Special One, que, a essa altura, já deve estar começando a arrumar as malas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 25)