Re-Pa pode ter arrecadação de R$ 851 mil

Caso todos os 39.472 ingressos sejam vendidos, o Re-Pa de sábado terá a renda recorde de R$ 851.920,00. Serão colocados 29.250 ingressos de arquibancada (a R$ 20,00) e 4.300 cadeiras a R$ 50,00, cada, além de diversos outros preços por localização no estádio Edgar Proença (Mangueirão). Chama atenção na discriminação de ingressos à venda a quantidade destinada às chamadas torcidas organizadas: 3 mil ingressos de arquibancada (1.500 para remistas e 1.500 para bicolores) ao preço unitário de R$ 10,00. A carga total de 42 mil será completada pelas gratuidades (2.528), distribuídos entre credenciados, menores, idosos, policiais civis e militares, bombeiros e convidados especiais.

Dewson Freitas apita o Re-Pa

Acaba de sair a escala de árbitros para a quarta rodada do Parazão e Dewson Fernando Freitas da Silva está confirmado para comandar o Re-Pa de sábado. Seus assistentes serão: José Ricardo Guimarães Coimbra e Luis Diego Nascimento Lopes. O 4º árbitro será Andrey da Silva e Silva e o 5º será Benedito Pinto da Silva.

Julio César??? Ai, ai, ai…

Por Renato Maurício Prado

Felipão fez hoje a sua primeira convocação e, confesso, pra mim já começou com o pé esquerdo. Trazer Júlio César de volta é uma piada. Uma piada de mau gosto. O ex-goleiro do Flamengo, da Inter de Milão e da seleção brasileira já não é mais nem sombra do excelente arqueiro que já foi e o fato de ter realizado, recentemente, uma ou duas boas atuações pelo Queens Park Rangers (onde chegou também a ser barrado), enfim um ou dois bons jogos nem de longe o recomendam para voltar ao gol do Brasil.

Se ainda estivéssemos vivendo uma entressafra na posição, poderia-se até entender, como um ato de desespero, a tentativa de reviver o passado, trazendo Júlio César de volta. Não é o caso. O último Campeonato Brasileiro nos mostrou um Diego Cavallieri em forma soberba e a última Libertadores e o último Mundial Interclubes revelaram um Cássio simplesmente milagroso e espetacular. Além deles, ainda temos Jefferson, Vitor e outros menos votados, como Fábio, do Cruzeiro etc.

Nada, rigorosamente nada, pode justificar a volta de Júlio, que falhou grostescamente na Copa da África do Sul, em 2010, e voltou a se apresentar mal na Copa América, na Argentina, em 2011. Depois disso, foi dispensado pela Inter de Milão, após outra sequência de erros escandalosos. Decididamente, no gol, Felipão começou pisando na bola. Tomara que rapidamente reconheça o erro e o corrija nas próximas convocações.

No restante da lista, gostei das voltas de Ronaldinho Gaúcho, Fred e Luís Fabiano. Após o belo campeonato brasileiro que fez pelo Atlético Mineiro, o Dentuço merecia mesmo voltar a vestir a amarelinha. Já em relação a Fred e Luís Fabiano, creio que na Copa de 2014, somente um deles deverá estar na equipe. Diante da idade de ambos e de seus históricos de contusões, não creio que os dois cheguem em forma ao Mundial. Mas se um deles estiver bem, terá tudo para ser o titular, até porque os atacantes jovens, como Leandro Damião e Alexandre Pato, ainda não conseguiram se firmar.

Dentro dessa linha de veteranos, não entendi a ausência de Kaká. Ele pode até não estar jogando no Real Madrid de José Mourinho mas nas últimas vezes em que jogou pela seleção, com Mano Menezes, foi muito bem! Arrumou o nosso meio-campo! Por isso, soou como injustiça o seu esquecimento. Justiça, pelo menos, se fez com Hernane, que caiu em desgraça com Mano e agora ganha nova chance agora, com Felipão. Ele tem se destacado muito na Lazio e merece a convocação.

No resto, Scolari convocou mais ou menos o que se esperava, apresentando de novidade mesmo o lateral Filipe Luís, do Atlético de Madrid, e o zagueiro Dante, do Bayern de Munique. Desses dois, melhor esperar para poder analisar com equilíbrio.

Hora da verdade para Kaká e PH Ganso

kaka

Por Juca Kfouri

Se Kaká e Ganso querem jogar na Copa do Mundo do Brasil a hora é esta.

Um está mais para o fim do que para o começo da carreira.

O outro, ao contrário.

Mas se Kaká, com a vida feita, acha que falta uma chave de ouro, será útil abrir mão de mais dinheiro ainda e tratar de voltar a jogar no Brasil.

Porque ficou claro que Felipão não apostará nele como Mano Menezes, corretamente, fez.

gansoE se Ganso, com a vida por fazer, sonha em voltar a atuar ao lado de Neymar, deverá redobrar seus esforços para ficar 100% fisicamente.

Porque é estranho que depois de tanto tempo, e com as férias pelo meio para que se aprimorasse, ele vá para o banco num jogo tão importante como o de amanhã pela pré-Libertadores.

Aqui de longe, fora do país, ainda em férias, fico me perguntando por que Felipão não deu sequência ao que Kaká vinha fazendo tão bem na Seleção e por que Paulo Henrique Ganso não deu mais de si para já estar tinindo no começo da temporada.

Felipão reabilita Julio César e Ronaldinho Gaúcho

13022383O meia-atacante Ronaldinho Gaúcho e o goleiro Julio César foram as principais novidades da convocação da seleção brasileira para o amistoso contra a Inglaterra, dia 6 de fevereiro, em Wembley, em Londres (às 17h30, de Brasília). Esta foi a primeira convocação do técnico Luiz Felipe Scolari em seu retorno ao comando do time principal da CBF. O retorno do Julio César foi o mais surpreendente. O jogador defende o QPR, lanterna do Campeonato Inglês. Já Ronaldinho Gaúcho havia ficado de fora das últimas listas de Mano Menezes, contrariando a vontade do presidente da CBF, José Maria Marin. Outras novidades foram o meio-campista Hernanes, da Lazio (ex-São Paulo), o lateral Filipe Luís, do Atlético de Madri, o zagueiro Leandro Castán, da Roma, e o zagueiro Dante, do Bayern de Munique. O zagueiro Thiago Silva, capitão de Mano, que defende o Paris Saint-Germain, não entrou na lista por estar machucado.

Goleiros
Julio César (QPR-Inglaterra)
Diego Alves (Valencia-Espanha)

Laterais
Adriano (Barcelona)
Daniel Alves (Barcelona)
Filipe Luís (Atlético de Madri)

Zagueiros
Dante (Bayern de Munique)
David Luiz (Chelsea)
Leandro Castán (Roma)
Miranda (Atlético de Madri)

Meio-campistas
Paulinho (Corinthians)
Arouca (Santos)
Hernanes (Lazio)
Oscar (Chelsea)
Ramires (Chelsea)
Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG)
Lucas (Paris Saint-Germain)

Atacantes
Fred (Fluminense)
Hulk (Zenit)
Luis Fabiano (São Paulo)
Neymar (Santos)

Vitória não esconde problemas

CametaXRemo Parazao 2013-Mario Quadros (30)

Por Gerson Nogueira

Apesar da liderança 100%, o Remo fez um jogo desconcertante ontem em Cametá, mostrando o pior e o melhor de seu repertório nos dois tempos. Na fase inicial, apesar de marcar um gol logo aos 6 minutos (Val Barreto, de cabeça), acomodou-se e permitiu que o Cametá dominasse as ações. De tanto se apequenar na defesa e abrir o meio, acabou cedendo o empate aos 42 minutos (Leandro Mineiro, também de cabeça) e por pouco não sofreu a virada.

Mais espantoso ainda foi o comportamento do meio-de-campo nesse período. Chutões para todo lado, nenhuma articulação com os demais setores e incapacidade de antecipação para marcar. Tantos problemas deixaram o time travado e presa fácil da empolgação e da velocidade do Cametá, cujos armadores Adelson e Leandro Mineiro manobravam com liberdade.

Na segunda metade da partida, usando a mesmíssima escalação, o Remo voltou transfigurado e apresentou sua melhor atuação no campeonato. O time escapou da pressão a partir do novo posicionamento do volante Endy, deslocado para o lado direito da marcação, e da aproximação entre Fábio Paulista e Tiago Galhardo.

CametaXRemo Parazao 2013-Mario Quadros (42)

Como por encanto, a bola passou a rolar de pé em pé, o jogo fluiu e o time começou a fazer triangulações para envolver a defesa cametaense. Aos 8 minutos, nasceu o segundo gol em escanteio cobrado por Galhardo para o cabeceio de Henrique. Ao contrário do começo do jogo, quando fez o gol e se encolheu, o Remo continuou a atacar e criar chances.

Desfrutou de três boas oportunidades antes dos 20 minutos, com Galhardo e Paulista obrigando Labilá a defesas difíceis. Val Barreto cansou e foi substituído por Leandro Cearense e a equipe passou a tocar a bola com mais lucidez e precisão. Até o ala Berg, que errava passes a todo instante, evoluiu e passou a funcionar como opção ofensiva.

Fábio Paulista e Leandro quase ampliaram o marcador em chutes da entrada da área, que Labilá espalmou para escanteio. Pouco acionado na etapa inicial, o goleiro cametaense se configurou na grande figura do segundo tempo pelas defesas. Um sinal claro da transformação ocorrida com o Remo.

CametaXRemo Parazao 2013-Mario Quadros (39)

O Cametá até atacava, principalmente depois que Cacaio lançou Landu e Marçal, mas a defesa remista aparecia bem postada pelo alto e não dando espaço para arremates de dentro da área. Até a frágil marcação dos volantes passou a funcionar melhor.

Flávio Araújo elogiou o comportamento do time nos últimos 45 minutos, mas é evidente que deve se preocupar em arrumar o meio-de-campo, onde a fragilidade maior está no baixo rendimento dos volantes e na solidão do meia Galhardo.

Enquanto tiver apenas com Endy e Nata ao seu lado, o camisa 10 pouco vai produzir. Seu crescimento e consequente utilidade para o time dependem de um parceiro qualificado para dialogar. Leandro Cearense talvez seja esse jogador. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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CametaXRemo Parazao 2013-Mario Quadros (15)

A armadilha dos três zagueiros

bol_ter_220113_11.psNo futebol paraense, o 3-5-2 tem uma história de insucessos. A rigor, jamais funcionou bem no Brasil, talvez porque aqui os técnicos acabaram com o líbero e usam o esquema para retrancar ainda mais os times. Com três zagueiros, os times precisam ter alas de verdade e volantes com bom passe. Essa combinação, por ser rara, é também cada vez mais cara.

Sob o comando de Flávio Araújo, por força das circunstâncias, o Remo vem adotando o sistema, mostrando claros sinais de instabilidade. Nos três jogos disputados no Parazão, o time cedeu espaços em demasia, principalmente no começo das partidas. Custou a ajustar a marcação e teve problemas para reter a posse de bola. No entanto, venceu sempre e lidera o turno.

Há a convicção de que os alas não funcionam e que o meio-de-campo padece de marcadores em excesso e criadores de menos. A expectativa é para os próximos passos a serem dados pelo treinador. Caso tenha laterais em condições de jogo, manterá o 3-5-2 ou adotará o 4-4-2?

Com jogadores ainda à espera de uma chance, como Ramon e Jerônimo, e alguns lesionados, Valber e Jonathan, é provável que Araújo vislumbre outras formas de montar o time.

Por ora, tem prevalecido a versão mais conservadora do 3-5-2 à brasileira, que muitas vezes se transforma em 5-3-2. As vitórias acontecem, mas o jogo é desenvolvido meio aos trancos e barrancos.

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Direto do blog:

“Continuo com a mesma convicção. O PSC é favorito para o sábado. Tem mais elenco. O time do Remo mostrou limitações extremas. O futebol, porém, trabalha com a imponderabilidade da possibilidade. A probabilidade é toda do Papão”.

De Cássio de Andrade, azulino desconfiado.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 22)