Boavista: triunfo do clube-vitrine

Patinho feio da final da Taça Guanabara, o Boavista é o que se pode chamar de “clube-vitrine”. Um de seus gestores é o empresário João Paulo Magalhães, 29 anos. O clube nasceu há sete anos. No sábado, o Boavista eliminou o Fluminense, superando o campeão brasileiro na disputa de penais após empate de 2 a 2 no tempo normal. Nos anos 80, a família de João Paulo marcou época no vôlei e no futsal. Eram donos da Atlântica Boavista, um dos primeiros clubes-empresa do Brasil. Sem torcida, o Boavista é um time diferente. Seu objetivo principal é lucrar com a negociação de atletas. Conquistar títulos é meta secundária. Manda os seus jogos em Saquarema, cidade da Região dos Lagos, mas passa a semana bem longe de lá. A equipe treina em Xerém, na Baixada Fluminense, a mais de 100 km da cidade-sede. “Como uma empresa, queremos lucro. Mas, aos invés de espalhar atletas por outros clubes, fizemos questão de ter o nosso próprio time para expor os nossos atletas”, diz João Paulo. Para o campeonato carioca deste ano, o Boavista quase teve o ex-atacante da seleção italiana Vieri. Ele treinou no clube, mas se contundiu e preferiu se aposentar. (Com informações do Folhaonline)

Cametá goleia Castanhal e derruba técnico

O Cametá goleou o Castanhal por 4 a 1, no estádio Parque do Bacurau, e voltou a ter chances de classificação às semifinais do primeiro turno. Leandrinho, jogando como meia, fez o primeiro gol, num cabeceio fulminante, aos 38 minutos. Em seguida, Leandro Cearense desperdiçou algumas boas chances de marcar. Ainda no primeiro tempo, Leandro Cearense ampliou ao cobrar pênalti cometido por Felipe Bragança, que foi expulso de campo. Depois do intervalo, Jaílson ampliou para 3 a 0. De falta, Leandro Cearense fez o quarto gol e aproximou-se de Rafael Oliveira na tábua dos artilheiros, agora com 9 gols. Paulinho 47 fez o gol de honra do Castanhal, aos 27 minutos. Em consequência da nova derrota, o técnico Luiz Carlos Apeú foi demitido pela diretoria do Japiim.

Coluna: Empate pune Tuna e Remo

Público decepcionante (pouco mais de 7 mil pagantes), renda ruim (ainda mais com as despesas absurdas), jogo fraquinho. Se o empate sem gols atrapalhou o Remo, foi péssimo para a Tuna, que saiu do G4 e terá que vencer em Cametá para se classificar às semifinais do turno.
No final da partida, o técnico Flávio Goiano considerou que a Tuna havia jogado de igual para igual. Um erro de perspectiva: atuou como time pequeno, aceitando a pressão do Remo em seu próprio campo e só indo ao ataque em breves escapadas de um homem só, Fabinho. E isso já nos dez minutos finais!
Do lado remista, Paulo Comelli fez análise mais realista: o resultado foi prejudicial aos dois. Esqueceu apenas de emendar que escala um centroavante, mas não sabe o que fazer com ele no ataque. Quando se esperava que Ró fosse o homem a ser acionado com lançamentos longos e cruzamentos, eis que o Remo insiste em ficar trocando passes na intermediária, aguardando uma brecha para finalizar.
Para quem começou o campeonato apenas com um atacante improvisado, Tiago Marabá, Comelli já teve tempo de achar uma maneira de aproveitar os centroavantes à sua disposição, Ró e Max Jari. Com atacantes de ofício, o Remo precisa explorar o jogo aéreo com mais freqüência.
Deu certo contra o Paissandu, que saía para o jogo e ficava com poucos (e fracos) defensores. A Tuna, além de ter uma zaga mais segura, praticamente se defendia com nove. Só de vez em quando tentava uma jogada mais esticada.
Com isso, as tabelinhas e triangulações do Remo não davam liga e esbarravam na canela de um adversário. Isso se repetiu ao longo de todo o jogo, pois a multidão de marcadores não largava do pé de Tiaguinho (depois Rafael Cruz), Léo Franco, Elsinho, Fininho, Marlon e até Adriano Pardal, que entrou nos instantes finais.
Para piorar, quando teve oportunidades claras de gol, com Marlon e Léo Franco, no primeiro tempo, o tiro final saiu torto. Na etapa final, houve o lance do gol de Paulo Sérgio anulado por impedimento e a grande arrancada de Fininho, que também errou no último toque.
Pensando bem, era jogo para 0 a 0 mesmo. A bola pune, segundo o filósofo Muricy. Um time foi punido por não saber finalizar e esquecer seu centroavante. O outro porque entrou apenas para se defender, deu sorte por não ter sofrido gol no primeiro tempo – e ainda saiu festejando uma “perfeição tática” que não existiu.
 
Como já esperado, Marlon e Luís André cavaram advertências e estão fora do jogo contra o Independente. São peças importantíssimas no esquema de Comelli e ficam livres para encarar as semifinais. O problema é que ambos, talvez pressionados pela necessidade de provocar o terceiro cartão, jogaram muito abaixo do esperado. Marlon teve apenas dois bons momentos no apoio ao ataque. Luís André se perdeu na confusão reinante no meio-de-campo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 21) 

A frase do dia

“Para nós, a festa ainda não acabou. Perdemos o turno, mas o campeonato continua. Daqui a 20 dias vamos cruzar os bigodes com eles e ver o que vai dar. Lógico que não estamos satisfeitos, mas também não é para enfiar a cara no chão. Saímos de forma honrosa. O time foi regular no primeiro tempo e muito bem no segundo. Apenas o resultado foi o que não esperávamos. Vale lembrar que saímos invictos do primeiro turno. Olha o que é o futebol”.

De Joel Santana, depois de perder nos pênaltis para o Flamengo.

Paredão justifica apelido e sai aplaudido

Seguro, sem dar rebotes ou sair em falso, Adriano justificou novamente a fama de “paredão”. Nos lances mais agudos do ataque do Remo mostrou perícia e deu tranquilidade à jovem defesa tunante. Antes e depois do jogo deste domingo no Mangueirão, foi homenageado pela torcida do Remo, que levou faixas e cartazes agradecendo pelos bons serviços prestados ao Leão. (Foto 1: CEZAR MAGALHÃES; foto 2: MÁRIO QUADROS/Bola)

Público pagante decepciona no clássico

Dos 25.240 ingressos colocados à venda para o jogo Remo x Tuna, sobraram 17.806. O clássico teve somente 7.434 pagantes, que proporcionaram renda de R$ 104.580,00. Descontadas as despesas de R$ 67.096,44, Remo e Tuna ficaram com R$ 18.741,78, cada. O público total foi de (com 1.760 credenciados) de 9.194 espectadores. Além da transmissão ao vivo para Belém, o jogo teve ainda a concorrência direta do clássico Flamengo x Botafogo pelas semifinais da Taça Guanabara, também mostrado ao vivo para todo o país. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Remo tropeça na Tuna e fica em 2º na classificação

Sem inspiração na criação de jogadas e com suas principais peças bem marcadas, o Remo não conseguiu passar pela Tuna e ficou no empate em 0 a 0, decepcionando a torcida que compareceu ao estádio Edgar Proença. Com o resultado, o Leão foi a 14 pontos, um atrás do Paissandu, que é o líder do turno. A Tuna, com 7 pontos, divide a quarta colocação com o Cametá. No primeiro tempo, o time azulino foi mais agressivo e organizado no ataque, chegando a desperdiçar seguidas oportunidades com Marlon, Léo Franco e Tiaguinho. A Tuna se mantinha cautelosa, deixando apenas Felipe Mamão no ataque, pois o outro atacante, Adriano Miranda, recuava para ajudar a marcar Marlon. Em função disso, o Remo pressionava jogando no campo de defesa cruzmaltino. Em tabelas rápidas, conseguia envolver a defesa e chegava com facilidade à zona de tiro. Ocorre que, ao contrário do jogo contra o Paissandu, o último tiro era sempre defeituoso, facilitando as coisas para Adriano ou indo longe do gol. Até as cobranças ensaiadas de falta não funcionavam. Léo Franco errou pelo menos três cruzamentos para a área.

O grande momento do Remo no primeiro tempo foi em arrancada de Marlon, que ultrapassou três marcadores e bateu forte da entrada da área, mas a bola subiu demais. No segundo tempo período, quando se esperava mais pressão remista, foi a Tuna que começou se soltando e levando perigo, principalmente depois que Fabinho substituiu Adriano Miranda. Em dois lances agudos, aproveitando contragolpes, Fabinho quase marcou. O Remo esteve perto do gol em cruzamento que Paulo Sérgio desviou para as redes, mas a arbitragem apontou impedimento. Lance duvidoso, reclamado pelos azulinos. Depois, quase no final, Fininho fez bonita jogada individual, mas bateu sobre o travessão de Adriano. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Vem aí os celulares de Leão e Papão

Dica de Mauro Bonna, que transcrevo aqui. A rede BigBen está firmando parceria com Remo, Paissandu e LG para lançar telefones celulares personalizados da dupla Re-Pa, com rádio AM-FM e hino como toque de chamada. Grande ideia.

Ficha técnica: Tuna x Remo

TUNA X REMO

Local – Estádio Edgar Proença (Mangueirão), às 16h.

Árbitro – Joelson Nazareno Cardoso (FPF), auxiliado por Diógenes Serrão e João Paulo Sousa (FPF).

Tuna – Adriano; Hugo de Leon, Bruno Prado, Bruno Oliveira e Maraú; Negreti, Dudu, Japonês e Alexandre Chaves; Felipe Mamão e Adriano Miranda. Técnico: Flávio Goiano.

Remo – Léo Rodrigues; Elsinho, Paulo Sérgio, Rafael Morisco e Marlon; San, Ramon, Luís André e Tiaguinho; Léo Franco e Ró. Técnico: Paulo Comelli.

Ingressos – R$ 15,00 (arquibancada), R$ 30,00 (cadeira).

Na Rádio Clube, Claudio Guimarães narra, João Cunha comenta. Reportagens: Paulo Caxiado e Francisco Urbano.

TV Cultura transmite o jogo para todo o Estado.