Coluna: Meio caminho andado

O Paissandu pôs um pé na Série B 2011. O gol de Lúcio (com luxuosa colaboração de Tiago Potiguar), aos 27 minutos do segundo tempo, evitou uma derrota quase certa àquela altura e mudou completamente o panorama para o confronto de volta, no dia 17.
O time de Charles Guerreiro depende agora exclusivamente de seus esforços, podendo até empatar em 0 a 0 para garantir a classificação ansiosamente buscada há quatro anos. Diante de sua torcida, só mesmo um improvável acidente de percurso poderia frustrar os planos bicolores.
O incrível é que, ao longo de todo o primeiro tempo, o Paissandu facilitou a vida do Salgueiro, apresentando o encolhimento habitual em jogos fora de casa. Parecia acanhado, deixando-se dominar no meio-campo e permitindo chances na defesa. Como Tiago Potiguar, seu melhor jogador, era muito marcado e não rendia. As tentativas de ir ao ataque limitavam-se aos laterais, mas estes também estavam travados, sem inspiração.
Bosco fez talvez sua pior atuação com a camisa alviceleste e Aldivan se entregava mais à marcação, preocupado com os avanços de Fagner e Cléberson pelo seu lado. Bruno Rangel mandou uma bola na trave, no único bom momento do setor ofensivo.
Por falta de ajuste na pontaria, o Salgueiro ficou apenas no 1 a 0, em penal contestado pelos bicolores, mas que expôs os problemas de marcação na zaga e podia ter rendido até a expulsão do goleiro Alexandre Fávaro.
Aliás, o goleiro foi novamente figura destacada, fazendo defesas importantes, principalmente no começo do segundo tempo. As entradas de Lúcio, substituindo Marquinhos, e Cláudio Allax mudaram – para melhor – o posicionamento do Paissandu em campo.
Charles Guerreiro recuou Tiago Potiguar para sua função original de meia-armador e lançou Lúcio no ataque, para diminuir o isolamento de Bruno Rangel. Allax foi liberado para ir à frente e criou boas situações. Na prática, diante do placar desfavorável, a equipe saiu para o jogo, surpreendendo o Salgueiro, que já não tinha a habilidade e os lançamentos de Cléberson, substituído logo no início da etapa final.
O gol de empate nasceu de uma investida de Tiago Potiguar a partir da linha de meio-campo. Com habilidade, livrou-se de dois adversários e deu um passe perfeito para Lúcio finalizar. Antes desse lance, Aldivan e Fabrício chegaram com relativo perigo, em jogadas iniciadas também por Potiguar. A liberdade desfrutada pelo meio-campo do Paissandu coincidiu com a mudança de posicionamento dos jogadores e com um aparente cansaço do Salgueiro, que recuou muito para segurar o resultado. No fim das contas, uma atuação ruim com um resultado excepcional. 
 
No Bola na Torre, na enquete sobre a cessão de Héliton do Remo para o Paissandu, 43% dos telespectadores consideraram que o negócio foi bom para o Papão, 20% votaram que beneficiou o Remo e 23% que foi satisfatório para ambos. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11) 

16 comentários em “Coluna: Meio caminho andado

  1. Tenho que admitir que já vi este time em melhores dias, mas uma trava nos últimos jogos tem provocado preocupações. O 1º tempo do jogo contra o salgado time do salgueiro foi um filme de terror. O fator sorte foi decisivo neste jogo e aqule gol caiu do céu e até poderia até abriu a possibilidades para um mortal para o time pernanbucano, mas ficou para no caldeirão, com uma boa fervura no tocupi, colocar o maior do norte de fato e de direito na séria B. Isso é o que importa de momento, ganhar a C passou a ser secundário para a fiel, mas um afinco para os que representam em campo o clube de maiores conquistas do futebol paraense.

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    1. Acácio na tua escalação eu tiraria apenas o Aldivan – para colocar um apoiador de fato . No resto concordo, inclusive em relação à escalação da torcida !!!!!!

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  2. Com algumas correções necessárias:

    Tenho que admitir que já vi este time em melhores dias, mas uma trava nos últimos jogos tem provocado preocupações. O 1º tempo do jogo contra o salgado time do salgueiro foi um filme de terror. O fator sorte foi decisivo neste jogo e aqule gol do lùcio caiu do céu e até poderia abrir possibilidades para um mortal para o time pernanbucano, mas ficou para no caldeirão, com uma boa fervura no tucupi, colocar o maior do norte, de fato e de direito, na séria B. Isso é o que importa de momento, ganhar a C passou a ser secundário para a fiel, mas um afinco para os que representam em campo o clube de maiores conquistas do futebol paraense.

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  3. O Argentino-brasileiro Alonso tem razão.Nós brasileiros somos muito limitados em enxergar o óbvio.Já não basta não conseguirmos superar o enraizamento a uma cultura atrasada,ultrapassada como a emblemática romaria recente ainda temos que conviver com opiniões desconexas.A enquete da Radio Clube prova isso.Alguem inventa ou planta resultados fora da realidade.Apenas 12% dizer que o papão vai subir é uma falta de respeito tremendo com a maior torcida do Norte do Brasil.Prova de que os azulinos invejosos plantam isso é que ainda votaram no tecnico que ENTERROU O TIMINHO DELES PRA QUARTA DIVISÃO como FIGURA que encanta numa enquete no diario do Pará. é serem muito dontes e crer em utopia.Quanto a Helington,ele não sequer metade do Moisés.é razoavel apenas e pra ele sim o negocio foi MARAVILHOSO e pro Remo ,haja vista que os dois estariam sem vitrine alguma.Retifico, o Remo sem vitrine é qu sai lucrando…Quanto ao acesso ão favas CONTADAS.PAPÃO 3X0 E MORDAM-SE DE INVEJA SOFREDORES DA PERIFERIA SEM RUMO.

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    1. Carlos Rodrigues! Se enquete e pesquisa falassem a verdade, DILMA já estava eleita e o Remo na 1a divisão.
      A verdade brota nas 4 linhas e foi por aí que o papa título está chegando a B e os cabeças sem pena seguindo para o Anita Cheirosa. Chupem essa manga torcedores sem divisão.

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  4. A receita para a vitoria domingo eh simples: Time dedicado e ligado o tempo todo, e a Maior do Norte fervendo e fazendo muito barulho no caldeirao. Vamos dar as boas vindas para o Salgueiro desde a sua chegada a Belem. Acho tambem que o LOP nao deve permitir nem que eles aquecam dentro do gramado, contato com a massa soh na hora do jogo.

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  5. Tem que lembrar a turma que assiste o jogo atrás do banco dos visitantes para não esquecer as vuvuzelas, pois pelo que vimos lá, eles adoram este delicado instrumento de manifestação de alegria.
    VUVUZELAS NELES!

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