AK sem grana para pagar plantel e funcionários

Com ar de paisagem, festejando a venda do Baenão, Amaro Klautau acaba de informar através da Rádio Clube que não tem dinheiro para pagar o restante do plantel e os funcionários do Remo. Isso depois de ter antecipado o recebimento da grana dos patrocínios (Governo, Cerpa, Yamada e Unimed) e garantido que as finanças do clube estavam saneadas e sob controle.

É um estadista.

Ingressos esgotados para jogo de domingo

O repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, informa que não há mais ingressos à venda para o jogo Paissandu x Salgueiro (PE), no próximo domingo (17), às 9h, no estádio da Curuzu. Restam poucos ingressos na sede social, mas destinam-se aos sócios torcedores. Ainda serão distribuídos os 300 ingressos de gratuidade (para idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais). Hoje pela manhã, foram esgotadas em poucos minutos as meias entradas. A partir de agora, quem estiver a fim de ver o jogo decisivo terá que “morrer” nas mãos dos cambistas.

Copa 2014: Brasil já repete erros do Pan

Copa do Mundo de 2014 pode se transformar em mais uma grande dor de cabeça para o Brasil, assim como já aconteceu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. A conclusão é de um estudo inédito da consultoria econômica LCA, a que o jornal Folha de S.Paulo teve acesso e sobre o qual publicou reportagem na edição desta quarta-feira. De acordo com o levantamento, os eventos de maior êxito sob o ponto de vista econômico e social, e não necessariamente no aspecto esportivo, são aqueles que consumiram proporcionalmente mais investimentos em infraestrutura das cidades e menos em equipamentos esportivos.

Os casos de sucesso destacados pelo estudo da LCA, como a Olimpíada de Barcelona, em 1992, e a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, tiveram baixo índice de gastos com equipamentos esportivos (9,1% e 11,1%, respectivamente). O Brasil, por sua vez, prevê para 2014 cerca de R$ 22,7 bilhões de investimentos para a construção de arenas – ou 25% do total. Na África do Sul, por exemplo, essa proporção foi semelhante, de 28% só em estádios. (Da ESPN)

Coluna: Um parceiro para Potiguar

Charles Guerreiro tem, oficialmente, somente uma dúvida para escalar o time que vai batalhar pela classificação à Série B na manhã do próximo domingo. Como Leandro Camilo levou o terceiro amarelo, o técnico terá que decidir entre Da Silva e Rogério Corrêa, embora todas as projeções indiquem que o primeiro será o escolhido, até mesmo porque Corrêa ainda não atuou em nenhum jogo da Terceirona.
Na prática, porém, a dúvida maior se concentra mesmo no desenho do ataque, onde Lúcio deve entrar jogando, ao lado de Bruno Rangel, que não se apresentou bem em Salgueiro. O veterano, porém, encheu as medidas e mostrou talento suficiente para reivindicar a vaga de titular. Além do gol salvador, foi responsável por uma nova dinâmica no setor de meio-campo e na ligação com o ataque.
Como tem bom passe, usou de toda a experiência para prender a bola no ataque num momento crucial do jogo. Antes dele, o Paissandu não conseguia chegar, a não ser através de tentativas isoladas de Tiago Potiguar. A entrada de Lúcio no time deve facilitar o trabalho de Potiguar, que passa a partilhar com ele as atenções da marcação adversária.
Apesar de ter caído mais pelo lado esquerdo, Lúcio pode desmembrar as incursões ofensivas do Paissandu, que estavam muito concentradas no setor canhoto, em função da característica de Potiguar, que gosta de jogar mais por ali. Ao mesmo tempo, quando o time for atacado e estiver sem a bola, o meia pode voltar para reforçar o bloqueio na meia-cancha.
Para o confronto decisivo de domingo, a habilidade de Lúcio será fundamental para ajudar a armar contra-ataques, visto que ao Salgueiro não resta outra saída a não ser pressionar o Paissandu em busca da vitória ou de gols que permitam o empate que lhe convém.
Em resumo: Lúcio era o jogador que faltava para dividir responsabilidades com Potiguar no time. Pela experiência e currículo, pode se credenciar a ser um dos líderes em campo, papel sempre importante numa equipe sem grandes estrelas, como é o Paissandu de hoje.
Admito que duvidei de seu aproveitamento na Série C, depois daquela estréia marota em Rio Branco, quando permaneceu apenas 17 minutos em campo. A impressão deixada foi de mais um ex-jogador em atividade de passagem pela Curuzu. Os 30 minutos de atuação em Salgueiro foram suficientes para desfazer a imagem inicial, embora persistam dúvidas quanto ao seu condicionamento físico para encarar um jogo inteiro.
 
 
Tudo leva a crer que será firmado hoje, na Justiça do Trabalho, o polêmico negócio entre Amaro Klautau e diretores da Agre/Leal Moreira para venda do Evandro Almeida. Segundo pessoas ligadas ao presidente do Remo, o negócio foi fechado há meses, bem antes do primeiro turno das eleições para o governo do Estado. Faltava só botar o preto no branco. A única dúvida é quanto aos termos do espantoso memorial descritivo da futura “arena”, cujo endereço sequer foi definido.   

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 13)