Luiz Inácio bate novo recorde de aprovação

A aprovação ao governo do presidente Lula voltou a subir na reta final da eleição, após meses de estabilidade, e atingiu na segunda semana de outubro seu maior índice desde que o petista foi eleito, mostra pesquisa Datafolha realizada nos dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 2020 municípios. Pela primeira vez, a aprovação do presidente chega a 81% de ótimo/bom, recorde na série histórica do Datafolha. No levantamento realizado na semana passada, 78% dos eleitores brasileiros consideravam a administração de Lula ótima ou boa. Antes, a melhor avaliação havia sido atingida em 24 de agosto (79%).

Cabra bom.

Dilma amplia vantagem sobre Serra

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, mantém a liderança na disputa do segundo turno. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (15) mostra Dilma 8 pontos à frente de José Serra (PSDB). A petista tem 54%, contra 46% do tucano quando os votos brancos e nulos são descartados. Na simulação geral, Dilma tem 47% e Serra aparece com 41%. Brancos e nulos somam 4% e indecisos chegam a 8%, de acordo com a pesquisa divulgada hoje. A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Liverpool oficializa venda a grupo americano

Após muitas idas e vindas e uma polêmica nos últimos meses que rachou a cúpula do clube e também os torcedores, o Liverpool finalmente oficializou sua venda ao grupo New England Sports Ventures (NESV), dono do time de beisebol norte-americano Boston Red Sox. A informação foi divulgada há pouco pelo site do jornal britânico The Guardian, que acompanha o caso em tempo real.
Donos do Liverpool, os empresários norte-americanos Tom Hicks e George Gillett Jr retiraram a ação judicial no Texas, nos Estados Unidos, que estava barrando a venda do clube inglês. Apesar disso, eles ainda exigem uma compensação financeira de US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 2,72 bilhões) pela realização do negócio, feito contra a vontade de ambos.
A diretoria do Liverpool já havia acertado a venda do clube para o NESV por 300 milhões de libras (R$ 787,8 milhões). Como acharam o valor muito baixo, Hicks e Gillett entraram com ação judicial para tentar barrar o negócio.
O problema é que o Liverpool tem dívidas que chegam a 280 milhões de euros, o que forçou Hicks e Gillett a colocá-lo à venda ainda no primeiro semestre. Diante da desesperadora situação financeira do clube, os diretores resolveram concretizar o negócio agora, mesmo diante da posição contrária dos dois donos.

Entenda o caso
O NESV estava pronto para enviar os 340 milhões de euros estipulados para comprar o Liverpool assim que fosse retirada a ordem do Tribunal do Texas que tinha bloqueado o processo e cujo prazo terminava ao meio-dia desta sexta-feira (horário de Brasília).
A última sentença do Alto Tribunal de Londres, ditada na quinta-feira, obrigava a Justiça americana a retirar a ordem restritiva de caráter temporário que emitiu no dia anterior para paralisar, a pedido dos atuais proprietários do clube – Tom Hicks e George Gillet -, a venda da entidade inglesa.
Os coproprietários do Liverpool, que o compraram em 2007 por 174 milhões de libras (198 milhões de euros), tentaram evitar a venda do clube desde que na semana passada se anunciou o acordo alcançado entre o conselho e o americano NESV, que oferece 300 milhões de libras.
Após tentar paralisar esse processo com a expulsão de dois diretores do conselho, para substituí-los por duas pessoas de sua confiança e controlar assim as votações, Hicks e Gillet entraram na justiça de seu país para que interviesse e detivesse de novo a operação.
Gigante do futebol europeu, o Liverpool é o maior campeão da história do Campeonato Inglês – tem 18 títulos, ao lado do Manchester United. Mas, por conta da enorme dívida e dos problemas de administração, está enfrentando uma temporada péssima, ocupando a zona de rebaixamento do torneio nacional. (Da ESPN)

Fico imaginando o que o “Estadista” do Remo faria com toda essa grana em oferta.

Coluna: O silêncio pode custar caro

O torcedor do Remo perdeu a capacidade de se indignar. A frase não é minha. Pertence a Ronaldo Passarinho, um respeitado benemérito com extensa folha de serviços prestados ao clube. Disse isso a propósito da letargia que domina a grande nação azulina, famosa pela capacidade de empurrar o time a grandes vitórias nos estádios e pelo espírito indomável diante da menor ameaça que fosse ao pavilhão remista. 
Breve comparação ilustra bem o estado de alienação que tomou conta dos azulinos sob o mandato da atual diretoria. Em 2007, depois da débil campanha na Série B, o volante Ricardo Oliveira foi à sede do Remo receber seus salários e acabou discutindo com um funcionário. Revoltado, quebrou a socos a vidraça de uma janela. A diretoria denunciou a agressão ao patrimônio em boletim de ocorrência na Seccional de São Brás.
Neste ano, em meio às manobras de bastidores para garantir a qualquer custo a venda do estádio Evandro Almeida às incorporadoras Agre/Leal Moreira, o próprio presidente mandou quebrar, na calada da noite, o escudo do clube que encimava o pórtico do Baenão. A manobra sorrateira serviu para impedir que o estádio fosse tombado como patrimônio público de Belém e tivesse sua venda sustada.
Até hoje, decorridos mais de dois meses, poucos torcedores protestaram publicamente contra o crime confessado candidamente pelo dirigente. Paralisado, o Conselho Deliberativo sequer cogitou de registrar queixa na Polícia contra o agressor. Muito menos julgou o pedido de expulsão do quadro de associados, solicitado por 35 conselheiros e beneméritos. 
Ao lado de Ubirajara Salgado, Manuel Ribeiro, Roberto Porto, Sérgio Cabeça, Djalma Chaves e tantos outros, Ronaldo tem sido injustamente incluído pelos poucos defensores de AK no rol dos que contribuíram para endividar o Remo. Muito pelo contrário. Todos prestaram incontáveis serviços ao clube, contribuindo para gloriosas conquistas. E, acima de tudo, tiveram a decência de jamais considerar, mesmo remotamente, a hipótese de desmanchar o patrimônio erguido ao longo de um século de história.
Como destruir é processo que não requer talento, nem arte, bastaram dois anos para que o clube tivesse seus bens seriamente saqueados. Hoje se sabe que o script foi traçado a partir da desconstrução da imagem do Remo, acentuando dívidas e inflando pendências. Com a intenção de desvalorizar o produto e baratear seu preço para venda a um único comprador, definido antes mesmo da posse do atual mandatário.
Diante tantos descalabros, a massa torcedora – recordista de público na Série C 2005 – se mantém alheia, silenciosa e inerte. Até quando?
 
 
AK disse à Rádio Clube que não há mais dinheiro – ele antecipou todo o recebimento dos patrocínios – e que funcionários e atletas só irão receber a partir de janeiro. E foi além: os débitos serão cobertos com o dinheiro da venda do Baenão! Será que a transação, além de cobrir as dívidas atuais, também servirá para cobrir papagaios futuros? Melhor não duvidar. Tudo é possível no reino de fantasia criado pelo cartola-corretor.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15)

A frase certeira

“As acusações que fazem a ela (Dilma) vêm de uma parte da elite que fazia essas acusações a Ulysses Guimarães (1974), a Tancredo Neves quando foi ao Colégio Eleitoral, faziam a mim em 1989; fizeram contra Getúlio, Jango e Juscelino. A elite não se conforma que um torneiro mecânico sem diploma universitário tenha feito mais que eles”. (Foto: Tarso Sarraf)

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quinta-feira, em Ananindeua.