O Conselho Deliberativo do Remo reúne, hoje, para tratar do processo de venda do estádio Evandro Almeida. Nada de bombástico deve sair do relatório da comissão criada (com atraso) para acompanhar o negócio. Os conselheiros designados para a tarefa pouco, quase nada, podem fazer, visto que a transação parece definitivamente firmada, apesar de não haver ainda nenhum documento oficial assinado.
A comissão só fez acompanhar os últimos lances da nebulosa transação que vai inserir o Remo num patamar inédito entre os clubes brasileiros centenários e donos de grande torcida: será o primeiro a, por iniciativa própria, dilapidar seu patrimônio com o alegado objetivo de sanear as finanças. Se a comissão está de mãos e pés atados, o Condel ainda pode fazer algo para corrigir sua vergonhosa omissão nessa triste novela.
Há dois anos, desde que o atual presidente assumiu, o único projeto executado e seguido à risca no clube foi o da venda do estádio. Enquanto isso, o time envolveu-se em duas campanhas estaduais inglórias. Depois de um ano apeado de campeonatos nacionais, classificou-se às duras penas para a Série D em 2010, de onde acabou eliminado por um time semi-amador de Estado sem tradição futebolística.
Em meio à barafunda instaurada no clube, dominado por um presidente que se dedica obcecadamente à função de corretor imobiliário e representante da única firma interessada na compra, chega a ser espantoso que não apareça um conselheiro capaz de liderar uma reação à insanidade do tal projeto de “permuta” do Baenão por uma arena da qual só se conhece a maquete.
Integrantes da comissão descobriram, abismados, que os passos de AK foram cuidadosamente calculados ao longo de cada etapa da operação de desmanche do patrimônio azulino. Sempre na surdina, o presidente pôs em marcha o plano de venda, cuidando inicialmente de desonrar os compromissos junto à Justiça do Trabalho ao mesmo tempo em que demolia a imagem institucional do clube, dando publicidade a dívidas cujos valores hoje não se confirmam. Incluiu na conta até débitos já quitados pelo Remo, como o acordo com o jogador Vélber.
O ato de destruir a picaretadas o símbolo do clube no pórtico do Baenão, aparentemente insano, foi apenas um truque para cercar de garantias a venda do estádio e anular um eventual pedido de tombamento. Tanto empenho em se desfazer do principal patrimônio do clube, localizado na área mais valorizada do centro de Belém, obviamente não tem como razão maior a situação do clube. Pelo contrário. Aparenta, sob todos os pontos de vista, a satisfação de um projeto pessoal e isso fica ainda mais claro quando se sabe que, ao cabo de três meses, terminará o mandato da atual diretoria.
Diante disso, é estranho que o Condel aceite passivamente a situação de descalabro e não tome a iniciativa de apelar à Justiça por um novo prazo, até a posse da futura diretoria – e a tempo de achar alternativa para evitar a perda do imóvel ou vendê-lo por um preço decente. Ainda há tempo.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 7)
MUITO ME PREOCUPA O QUE VEM ACONTECENDO COM O CLUB DO REMO, POIS AS COISAS VEM ACONTECENDO DE FORMA ESTRANHA E PREOCUPANTE, A ATUAL DIRETORIA QUE COLECIONA DERROTAS FORA E DENTRO DE CAMPO, VEM AGORA QUERER CONVENCER QUE TEM A FORMULA PARA A SOLUÇÃO DE TODOS OS PROBLEMAS PARA O CLUB, ESTA IDÉIA FIXA QUE A MELHOR E ÚNICA OPÇÃO É ENFIAR O TIME NO AURÁ NÃO CONVENCE E NÃO SE JUSTIFICA, POIS EU MESMO CHEGUEI A OFERECER AO CLUB UM TERRENO, NA MARIO COVAS PROXIMO A AUGUSTO MONTENEGRO, HOJE CONSIDERADA UMA ÁREA NOBRE PARA O MERCADO IMOBILIÁRIO, E ARESPOSTA QUE OBTIVE FOI DE QUE O PROJETO DO REMO NÃO CABE DENTRO DE 91000 METROS QUADRADOS, O QUE ME DEIXOU INTRIGADO É QUE HOJE O REMO OCUPA UMA ÁREA MUITO MENOR A ESTA E MESMO ASSIM OFERECI UMA OUTRA ÁREA NA ESTRADA DA MARACACUERA DE 200000 MIL TROS E NEM SE QUER ALGUÉM SE INTERESSOU EM IR PELO MENOS EM VER A TAL ÁREA OU SEJA NÃO É FALTA DE OPÇÃO E SIM FALTA DE INTERESSE MESMO, SÓ PARA LEMBRAR O CONDOMINIO MAIS CARO DO BRASIL, ESTA CONSTRUINDO EM OUTEIRO, PORQUE ESTE MEGA EMPREENDIMENTO, QUE TEM DEZENAS DE PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS, ENTENDERAM QUE OUTEIRO É O LOCAL IDEAL PARA O EMPREENDIMENTO E NÃO O AURÁ COMO O REMO ACHA QUE É O LOCAL IDEAL PARA O FUTURO DEVE SER PORQUE A DIRETORIA DEVE ENTENDER MUITO MAIS DE MERCADO QUE TODAS AS CONSTRUTORAS JUNTAS POIS NENHUMA ATÉ HOJE COMPRARAM TERRENOS NO AURÁ
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Sinto muito,mas a oposição perdeu. O Baenão já está vendido e, o Terreno do Aurá, já foi comprado pela Construtora. O Remo do Futuro, vem aí.
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Que assunto chato, que não vai nem para frente, nem pra trás.
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Cláudio, com todo respeito, agora vi que você não é um pau mandado, você é o enviado pelo Frade.
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Pelo respeito que tenho por ti não vou chamar-te de pau-mandado, mas és o enviado do Frade. É lamentável.
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Azulinos! A principio fui a favor da negociação do Baenão, mas desde que, dentro do Clube do Remo houvesse pessoas capazes de gerenciar e garantir a integridade do Projeto anunciado ao público alvo. Mas hoje, já se sabendo que a 1ª versão do projeto caiu por terra e, além disso, todos os cartolas azulinos são comprometidos, um com os outros, eu, humildemente, começo a repensar a minha 1ª tendência. Não tenho outra alternativa, a tempestade de informações veio e, com ela apareceram atitudes nem um pouco dignas de “administradores” e sem exceção, azulinos. É uma pena!!
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Nunca é tarde, só falta o amigo Cláudio Santos TCVC (Tô Com Vcs Cartolas), mas esse não dá mais o braço a torcer por uma questão de honra…
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É questão de opinião, amigos. O amigo Falconi, dizer que não acredita mais, lembrando da 1ª versão do projeto, que é totalmente inferior a essa 2ª. Te contar, amigos. Só posso pensar que algumas pessoas estão mal informadas sobre esse projeto.
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ESSE ASSUNTO TAH ENCHENDO OSACO…O REMO NÃO MERECE ESSES ADMINISTRADORES QUE ESTÃO MATANDO O CLUBE…INFELIZMENTE
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A primeira proposta é para 24.500 lugares. A atual proposta é só para 15.ooo. Claudio, onde o Remo está ganhando. Explica porque essa redução é benéfica ao clube.
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