O Rio Branco (AC) derrotou o Águia de Marabá por 2 a 1, na noite deste domingo, no estádio Arena da Floresta, e deixou a lanterna da chave com o São Raimundo, cada vez mais perto do rebaixamento. Ivan abriu o placar aos 33 do segundo tempo. Darlan empatou para o Águia aos 38, mas um minuto depois Anselmo desempatou. O Águia permanece na terceira posição, com 8 pontos. Mantém chances de classificação na briga direta com o Fortaleza, que tem 10 pontos ganhos. (Com informações da Rádio Clube)
Mês: setembro 2010
São Paulo derrota e complica vida do Galo
Bugre derruba outro carioca no Brinco de Ouro
Rock na madrugada – Libertines, Can’t Stand me Now
Remo comemora empate contra o Vila Aurora
Ao contrário do que foi prometido durante a semana pelo técnico Giba e pelos jogadores, o Remo não venceu e nem convenceu. Empatou em 0 a 0 com o Vila Aurora (MT), na noite deste domingo, em Rondonópolis, na primeira partida pelo mata-mata da Série D. O único lance de maior perigo em favor da equipe paraense ocorreu aos 36 minutos do segundo tempo, depois que o lateral-direito Lima acertou um chute forte em direção à área e o centroavante Frontini desviou de cabeça, acertando o travessão.
No primeiro tempo, o Remo entrou tocando mais a bola e deu a falsa impressão de que iria sufocar o fraco time matogrossense. Com o passar do tempo, porém, o time foi se acomodando em seu próprio campo e esperando chances para contra-atacar. Como isso aconteceu poucas vezes, o Remo também ameaçou muito pouco a defensiva do Vila Aurora. Gian tentou lançar Vélber e Frontini, mas os dois esbarravam na firme marcação da defesa adversária. Gilsinho, como de costume, corria muito, mas sem objetividade. Os laterais pouco apareciam e Marlon, que saía mais para o jogo, errava quase todos os cruzamentos. O Vila chegou em duas ocasiões, mas Adriano conseguiu evitar o gol.
Depois do intervalo, o Vila Aurora se mostrou mais ousado, com a entrada de Edu do Amparo pelo lado direito do ataque em manobras com o lateral-direito Raul. Como o time não evoluía no ataque, Giba tirou Vélber e lançou Zé Carlos. O que podia ter dado certo, caso o Remo explorasse o jogo aéreo, acabou resultando em mais lentidão no ataque. No meio, Gian foi substituído por Canindé, que se limitou a cobrar escanteios (dois deles para fora). Aos 44 minutos, talvez para reforçar a defesa, Giba pôs Didão e tirou Gilsinho. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
Cruzeiro, de virada, afunda time de Felipão
A grande sacada de Felipe Melo
Por Cosme Rímoli
Felipe Melo.
Pisou no holandês Robben na Copa do Mundo da África. Foi expulso, deixou o Brasil com dez jogadores. E veio a eliminação do Mundial nas quartas-de-final. O volante foi a maior aposta de Dunga no time titular. Ele prejudicou demais quem confiou nele. Felipe Melo foi banido da seleção brasileira. Seu nome não é lembrado. Pelo contrário, virou símbola do time fracassado montado por Dunga.
No Brasil, depois da Copa só andava com boné e óculos escuros. Cada vez que acabou reconhecido foi um vexame para ele e seus familiares. Gozações, palavrões e até mesmo ameaça de agressões. Felipe Melo virou um jogador marcado.
Como acabar com esse clima ruim? Ele teve uma idéia que considerou fenomenal. Resolveu sortear no seu twitter passagens, hospedagem e ingressos para uma pessoa acompanhar uma partida da Juventus. Na Itália. Foram milhares e milhares de concorrentes.
Diante do prêmio, as ofensas se transformaram em elogios, rezas, promessas. Houve o sorteio e uma jornalista mineira ganhou. E ela é só elogios ao volante. Que criativa estratégia. De vilão da Copa do Mundo a agente de viagem. Pena que Barbosa, Bigode, Flávio Costa, Lazaroni, Toninho Cerezo, Júnior, Zico, Júnior César, Ronaldo, Roberto Carlos, Zagallo, Parreira, Adriano, Júlio César não tiveram a mesma idéia.
Talvez não teriam sido tão criticados nas Copas que prejudicaram o Brasil. Mas Felipe Melo mostrou o caminho. Afundou a seleção brasileira, basta procurar a agência de viagens mais próxima. A memória do torcedor se transforma com a chance de viajar para a Europa de graça. Mesmo tendo a punição de vê-lo de novo em campo. Isso se for titular da Juventus…
Mas isso é detalhe.
Viva Felipe Melo, o melhor jogador da Copa do Mundo da África! O mais talentoso do planeta! Viva! Viva! Viva! Pronto… Doeu, o nariz cresceu… Mas tudo bem… Cadê a minha passagem para Paris? Que triste um mundo onde os jogadores acreditam que podem comprar tudo. Até a opinião das pessoas…
No sufoco, Papão vence e se classifica
Um gol de Bruno Rangel, aos 29 minutos do primeiro tempo, garantiu a vitória magra ao Paissandu sobre o São Raimundo, na tarde deste domingo na Curuzu. Sem jogar bem, apresentando-se de forma confusa na maior parte do jogo, o Paissandu conseguiu um triunfo importante, que o classifica antecipadamente para a próxima fase do Brasileiro da Série C. Além do gol, que nasceu de um cruzamento alto para a área, o Paissandu criou duas outras boas chances na primeira etapa, com o próprio Tiago e com Bruno Rangel. Aos 44, Michel finalizou boa jogada para as redes de Fávaro, mas arbitragem marca impedimento. Lance confuso e rápido, de difícil interpretação.
Na etapa final, mais tranquilo em campo, o Paissandu entrou a toda força e quase marcou logo aos 4 minutos. Sandro deu belo passe, mas Tiago Potiguar mandou na trave. Depois desse bom início, o time alviceleste começou a dar sinais do velho apagão. Charles fez mudanças – Alexandre Carioca em lugar de Marquinhos -, mas o meio-campo abria brechas. O São Raimundo partiu para o ataque e quase empatou, aos 32 minutos, em cobrança de falta de Daniel, que substituiu Michel. Logo em seguida, Labilá defende cabeçada perigosa de Bruno Rangel. No final, Zé Augusto (que substituiu Bruno Rangel) recebe passe de Fernandão e desperdiça boa oportunidade para ampliar. (Fotos: TARSO SARRAF/Bola)
Vasco detona Ceará no Castelão
Bota dá mole e cede empate ao Grêmio
Defesa dormiu no ponto. Te dizer.
O que o JN vai fazer para levantar Serra?
Por Luis Nassif
Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada? Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:
1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.
2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era “bandida” e “assassina”. Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola – em Curitiba – as coleguinhas repetem a mesma história.
As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.
Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado. A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final. A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.
Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto. No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.
Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo. Essa loucura – que, tenho certeza, ocorrerá – será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.
Todas essas possibilidades são meras hipóteses que partem do pressuposto da falta de limites total da velha mídia. Mas a hipótese fecha plenamente.
Olho vivo, rapaziada.




