De cara, um passe espetacular de Xavi para Messi fazer o primeiro gol. Depois, a tabelinha infernal finalizada por La Pulga no terceiro. E, para arrematar, o passe de gênio para Daniel Alves marcar o quinto gol da goleada.
Mês: setembro 2010
A arte de Atorres
Capa do Bola, edição de quarta-feira, 15
Coluna: Entre o cemitério e o lixão
Termina como começou, em meio a zonas de sombras e informações desencontradas, o processo de venda do estádio Evandro Almeida. Fiel à conduta adotada desde que lançou o projeto de desmanche do maior patrimônio do Remo, o presidente Amaro Klautau recorreu ontem, outra vez, à imagem do “salvador da pátria” para justificar o negócio de R$ 33,2 milhões pela mais valorizada área do centro de Belém.
AK garante que vender o Baenão é a única saída, mesmo que por quantia abaixo da cotação de mercado – o terreno de 27 mil metros quadrados vale, pelo menos, R$ 20 milhões a mais, segundo consultores de imóveis.
O dirigente compareceu à Justiça do Trabalho para entregar um memorial descritivo de feições fictícias: descreve uma obra indefinida, de localização incerta e não sabida. Segundo boatos, o cartola já teria deslocado o novo estádio das cercanias de um cemitério em Marituba para a beira do Lixão do Aurá. Nada mais simbólico da triste situação vivida pela agremiação.
Nenhuma área, porém, foi confirmada. AK faz mistério, como se não estivesse em jogo a própria sobrevivência do clube. Visitada pelos repórteres do Bola e da Rádio Clube, a propriedade especulada não reúne condições mínimas de abrigar um estádio de futebol. Tomada pelo mato, fica na estrada do Aurá, a 2 quilômetros da rodovia BR-316.
É pouco provável que ao presidente do Remo, que deixa o cargo no fim do ano, interesse o aproveitamento do terreno a ser adquirido. Pelo que demonstrou até aqui, deixando de cumprir acordos trabalhistas para forçar a execução da dívida nos termos atuais, AK só alimenta uma obsessão: concluir, a qualquer preço, o acerto com as incorporadoras.
Para cumprir o prazo estabelecido pela Justiça do Trabalho, o esboço de documento – fundamental para sacramentar a venda – foi apresentado, mas será avaliado tecnicamente e, segundo engenheiros consultados pela coluna, é pouco provável que seja aceito nos precários termos atuais.
Em meio às inverdades, marchas e contramarchas alimentadas pela direção do Remo, o improvisado memorial só reafirma o caráter nebuloso de um negócio que deveria ser o mais transparente possível. A caótica escalada de números é o maior exemplo disso: o primeiro documento assinado pela construtora Agre/Leal Moreira estabelecia 24,5 mil espectadores para a arena. O próprio presidente rebaixou para 22 mil em junho. Há semanas, nova redução: AK passou a falar em 15 mil lugares.
Ao contrário da alegada pindaíba, AK chora de barriga cheia. Na verdade, nenhum outro cartola desfrutou de tantos patrocínios no Remo. Só da TV Cultura, para transmissão de jogos, recebe R$ 1.150.000,00 anuais. Mais R$ 720 mil do Banpará, R$ 960 mil da Yamada e R$ 360 mil da Cerpa perfazem a respeitável soma anual de R$ 3,1 milhões. E há, ainda, a verba de R$ 150 mil, doada pela Prefeitura de Belém para reforma do ginásio Serra Freire, cujo desvio até hoje não foi esclarecido.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 15)
Som na madrugada – Gram Parsons, She
Consagração do touro do tênis
Na noite de segunda-feira, Rafael Nadal conquistou o Aberto dos Estados Unidos, o último Grand Slam que lhe faltava. Nesta terça, o tenista espanhol carregou o tão cobiçado troféu para a Times Square, em Nova York, onde participou de uma sessão de fotos. Ele deve voltar para a Espanha ainda hoje.Para ficar com o título, Nadal derrotou o sérvio Novak Djokovic, por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7, 6/4 e 6/2.vitória nos Estados Unidos deixou Nadal como sétimo homem da história a completar o chamado “Career Grand Slam”, que é vencer os quatro principais torneios do mundo. (Da Folhapress)
Tribuna do torcedor (48)
Por Luís Alberto Oliveira (oliveiralulu@bol.com.br)
Meu caro Gerson, ainda triste e cabisbaixo com os acontecimentos, resta-me forças ainda apenas para uma colocação: após ler todas as notícias relacionadas ao maior absurdo que ja vi em relação ao futebol do Pará, que é a venda do nosso Evandro Almeida, só não li nada a respeito de alguem perguntar qual o valor exato da comissão que o “coveiro” do Remo vai pegar depois de efetuada esta transação de milhões.
CNT/Sensus: Dilma amplia vantagem
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, amplia vantagem sobre o tucano José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (14). Dilma aparece com 50,5% das intenções de voto, contra 26,4% do tucano. Marina Silva (PV) tem 8,9% da preferência do eleitorado. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No último levantamento do mesmo instituto, a petista tinha 46% e Serra, 28%.
O resultado aponta para uma vitória da petista no primeiro turno, já que ela teria 57,8% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos), contra 30,2% de Serra. Os votos brancos e nulos chegam a 3,5% e indecisos chegam a 9,1%. (Do R7)
Como previsto aqui, a peia será segura e inesquecível.
Um campeão desempregado
Atual técnico campeão brasileiro com o Flamengo, Andrade ainda não trabalhou em nenhum lugar desde que foi demitido em abril deste ano. O ex-jogador e ídolo do time da Gávea não poupa críticas ao clube. “O que chega no ouvido dos outros presidentes é que o Andrade não tinha comando. E as pessoas acreditam. A gente ouve muita coisa e eu prefiro não acreditar em determinadas coisas. Se eu não me empreguei acho que é porque não é o momento. Eu estou aguardando o meu momento”, disse o ex-técnico ao programa Arena Sportv.
Andrade foi demitido em abril antes das oitavas de final da Libertadores. O ex-jogador alega que ainda não recebeu o salário referente ao mês do desligamento. Muito se especulou que a saída foi por causa da falta de comando do técnico com um time de estrelas, como Vagner Love e Adriano. “Acho que o meu jeito de ser levou o Flamengo ao titulo Brasileiro. Era um grupo difícil de trabalhar. E na vida quem é que não tem problemas? Tudo o que eu pude fazer foi entender o problema de cada um e achar uma forma de conseguir os resultados. Todos achavam que o time ia ser rebaixado”, completou. (Da ESPN)
E pensar que enganadores diversos estão trabalhando. O futebol é realmente injusto. Te dizer…
Em defesa do cidadão (2)
Sábado, 11, equipe da Celpa veio trocar o “zolhão” no poste em frente à minha casa. Passaram nessa tarefa 4 horas. Depois que se foram constatei que perdi: microondas; ar condicionado; duas luminárias, tudo queimado, além da geladeira disparar o relay a cada 37 segundos impedindo sua função. Telefonei para a Celpa e aí começou uma série que culminou em de 10 a 15 telefonemas, já que a promessa de mandar reparo não ocorria. Dormi no nescuro, com calor, carapanãs, bebendo água quente. Finalmente vieram 27 horas após a queixa inicial, ou seja, domingo no início da noite. Disseram que a equipe inicial havia cometido um erro, tendo enrolado com um só fio de carga neutra um feixe de arames. Foram embora e os problemas persistiram, apenas a luz voltou. Mandei consertar, do meu bolso, o condicionador de ar – o microondas, antigo, por falta de peças não teve jeito. A geladeira só voltou à normalidade depois que um eletricista particular que paguei, descobriu que no meu disjuntor o fio do neutro estava trocado com o da fase e fez a inversão, se não eu teria perdido toda a alimentação, comprimida no congelador do referido aparelho desde sábado. Aconselharam-me a pedir ressarcimento, mas avisando que isso demora, tanto que uma vizinha teve seu freezer devolvido somente 20 meses depois e isso mesmo recondicionado. Desisto. Vou à forra dia 3 de outubro, votando contra que fez, da Celpa, privada.
Hélio Santana Mairata Gomes
Trav. José Pio, 538
Papa Jor-El, naice in piquiture
Roberto Carlos foi melhor que Nilton Santos?
Por Maurício Stycer
Apresentado como “o maior lateral da história do Brasil” pela revista “ESPN”, Roberto Carlos encontra no principal técnico hoje em atividade no país, Muricy Ramalho, o seu maior entusiasta: “Foi o melhor que eu vi na posição. Os caras falam do Nilton Santos, mas não tem comparação. Os caras são muito saudosistas”.
No interior da revista, o título dado ao jogador do Corinthians é um pouco menos grandiloqüente. Ele é apresentado “apenas” como “maior lateral-esquerdo da história do futebol”. O próprio Roberto Carlos, num raro momento de modéstia, reconhece que há outros jogadores na sua frente: “Acho Nilton Santos, Junior, Branco, e depois apareço eu”.
Na visão da revista, pesam a favor de Roberto Carlos a longevidade na seleção (125 e 11 gols), o sucesso internacional (13 títulos apenas pelo Real Madrid, incluindo dois mundiais e três europeus) e o talento tanto na defesa quanto no ataque. “No auge da carreira, ele era defensivamente perfeito”, diz Caio Maia, diretor de Redação da “ESPN”.
Na longa reportagem com o craque, não se mencionam dois de seus fracassos – as Copas de 1998 e 2006. “O fato de Roberto Carlos ter arrumado a meia naquele lance… Há um consenso que não podia ser um jogador baixo como ele a marcar o Henry”, defende Maia.
A eleição de Roberto Carlos como “maior lateral” do futebol brasileiro é contestada por um especialista no assunto, o jornalista Paulo Guilherme, autor do livro “Os 11 maiores laterais do futebol brasileiro” (Editora Contexto). Na sua seleção, que começa com Nilton Santos e termina com Roberto Carlos, há lugar ainda para Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Junior, Leandro, Branco, Leonardo e Cafu.
“É difícil fazer qualquer tipo de comparação entre jogadores que atuaram em épocas tão diferentes do futebol. Uma lista cronológica com Nilton Santos, Junior, Branco e Roberto Carlos é um ótimo exemplo de como a posição de lateral-esquerdo evoluiu no futebol brasileiro e mundial”, observa Paulo Guilherme.
Para o jornalista Roberto Porto, um dos principais historiadores do Botafogo, autor de vários livros sobre o clube, a escolha da revista é “um absurdo”. “É a escolha de um grupo de jornalistas jovens, que não viu nada de futebol, que não conhece e não estuda o passado do futebol brasileiro”. Caio Maia, da “ESPN”, defende-se. “Sabia que essa escolha ia causar uma polêmica. Mas não estamos dizendo que o Junior Cesar é o maior lateral de todos os tempos. É o Roberto Carlos”.
Te contar, era só o que faltava…




