Só um brasileiro disputa a Bola de Ouro

O Brasil tem agora apenas um representante entre os jogadores que concorrem ao tradicional prêmio Bola de Ouro, concedido pela revista “France Football”. Neste domingo, a publicação francesa revelou a lista dos dez finalistas, e o meia Kaká foi o único brasileiro a permanecer de uma relação anterior de 30 nomes, divulgada no mês passado. Além do jogador do Real Madrid, o português Cristiano Ronaldo, vencedor no ano passado e companheiro de Kaká no time madrilenho também está na lista. No entanto, o grande favorito a ficar com o prêmio é mesmo o argentino Lionel Messi, que tem a companhia de mais três atletas do Barcelona entre os dez finalistas.

Junto de Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi, também estão na lista Zlatan Ibrahimovic, Andrés Iniesta e Xavi, todos do Barcelona, Didier Drogba, do Chelsea, Samuel Eto’o, da Inter de Milão, Steven Gerrard, do Liverpool, e Wayne Rooney, do Manchester United. Antes, os brasileiros Luís Fabiano e Júlio César também estavam entre os indicados. Dos finalistas, apenas Cristiano Ronaldo e Kaká já ganharam o prêmio. O meia ficou com a Bola de Ouro em 2007, quando ainda atuava pelo Milan.

Além de Kaká, outros três brasileiros já foram premiados. Ronaldo Fenômeno saiu vencedor em 1997 e 2002, enquanto Rivaldo ganhou em 1999 e Ronaldinho Gaúcho foi o melhor em 2005. O vencedor da Bola de Ouro de 2009 será revelado na próxima terça-feira. Caso Messi confirme o favoritismo e saia vencedor, será a primeira vez que um jogador argentino fica com o prêmio. (Da ESPN)

“Brega S. A.”, segundo seu realizador

Por Ismael Machado

Entre algumas tribos roqueiras de Belém, capital do Pará, o nome de Vladimir Cunha (http://twitter.com/vcunha) é pronunciado quase que com um rosnado. De traidor a oportunista, ele já foi acusado de quase tudo pelos roqueiros da cidade. Tudo porque Vlad ousou dizer que o rock de Belém é uma espécie de ‘zumbi que se arrasta pela cidade’, numa resenha para a revista Rolling Stone.

Como se não bastasse, ele e Gustavo Godinho empreenderam uma cruzada pelo território das festas de aparelhagens em Belém. Saíram de lá com o documentário “Brega S.A.” que, entre outras coisas, mostra como os produtores do tecnobrega, o ritmo eletrônico da periferia de Belém, aprenderam com muito mais propriedade a lição do ‘faça você mesmo’, herdada dos punks. Nesse mercado não há espaço para gravadoras ou coisas do gênero. A música é feita num quartinho qualquer, copiada, levada para o camelô, que a pirateia, depois segue para as aparelhagens e a festa começa. Os músicos vivem dos shows. Sem atravessador.

O documentário “Brega S.A.” capta esse momento revolucionário do mercado musical em Belém e mostra que o futuro já começou. E ele passa por essa relação entre artista-camelô. A pirataria se torna aliada, não inimiga. O documentário já foi exibido na MTV e está disponível para download gratuito no http://www.greenvision.com.br/brega.  É sobre a produção desse documentário, que já está disponível também em bancas de camelôs na cidade, que Vlad Cunha fala para o Scream & Yell. 

Qual foi o olhar que vocês pretenderam lançar sobre o brega? O que o diferencia de outros olhares?
Eu não sei se o nosso olhar é diferente dos outros, mas o filme não é exatamente sobre o tecnobrega e sim sobre o modo de produção dele e sobre a estrutura de produção, divulgação, distribuição e venda que o cerca. Para a gente a questão da informalidade no centro da cidade, os problemas socioeconômicos de Belém e a relação das pessoas com a música são tão importantes quanto as festas e a musica em si. Então assim, por conta disso, tem algumas coisas que a gente descartou logo de cara, tipo contar a história das aparelhagens ou a história do brega em Belém. Isso para a gente não interessou muito, tanto que ela aparece apenas como explicação para que as pessoas possam entender de onde veio o tecnobrega e as aparelhagens. Preferimos tratar o tecnobrega com um fenômeno fechado dentro de si mesmo e mostrar todas as suas ramificações musicais, culturais e socioeconômicas.

Como tu avalias esse formato de criação, difusão e distribuição da música em relação ao atual mercado discográfico?
A indústria musical é falida, né? É produto de um sistema auto-indulgente, meio paquidérmico, que não percebeu que estava cavando a própria cova. Basta ver que, diferente dos anos 90, os grandes projetos musicais não são mais bancados por gravadoras e sim por corporações. Como o dinheiro do ‘jabá’ sumiu, quem agora financia a carreira dos artistas são as corporações. E aí tu tem uma marca de refrigerante produzindo programa musical, telefonia celular bancado ‘reality show’ com banda e etc. Por outro lado, não acredito que o sistema criado pelos artistas de tecnobrega seja a saída. Acho que ele é um sistema possível de ser aperfeiçoado. Até porque, na maioria das vezes, o artista não se beneficia em nada da pirataria. Tem artista de tecnobrega que grava uma musica de brincadeira, estoura na pirataria, mas não tem grana pra montar uma banda e ganhar dinheiro com show. E às vezes não tem nem repertório, só uma musica que estourou.

Então essa formula produção musical + divulgação na pirataria = grana com shows, muitas vezes não funciona. Por isso eu acho cedo demais para sair soltando foguete apontando a pirataria como o grande salvador da indústria musical. Até porque nem todo mundo pode fazer parte dessa formula. Imagina os Beatles, uma banda que lançou seus melhores discos quando não fazia mais shows. Como eles sobreviveriam hoje? Ou mesmo projetos feitos exclusivamente para o formato LP ou CD, como os discos de dub do Billlaswell, o Steely Dan a partir do meio dos anos 70 ou o Gorillaz?

Não dá para dizer que essa fórmula seja aplicável a todos ou que seja a única solução possível. Por outro lado, a pirataria democratizou a informação e a cultura nas classes C e D de uma maneira que seria impensável há dez anos. Isso é fantástico, saber que um comerciário, uma doméstica, um pedreiro… que essas pessoas, por causa da pirataria, agora tem poder de escolha, que podem ver o filme que quiser, comprado a 3 reais, no DVD player parcelado em 12 vezes na Yamada, saca? Saber que essas pessoas não são mais vítimas da monocultura, que tem poder de escolha, ainda que sob um viés meio torto. Porque ninguém pensou no peão de banho tomado que juntava seu dinheirinho e ia ver “Stallone Cobra” no Iracema por um preço que ele podia pagar e que ficou desamparado quando os cinemas saíram da rua e foram para os shoppings, cobrando um preço proibitivo para quem vive de salário mínimo. Nenhuma loja de CD ou DVD fez seu mea culpa admitindo que 40 reais num CD ou 70 num DVD era um absurdo. Obviamente as pessoas tem vontade de consumir cultura e entretenimento. E como não podiam pelas vias oficiais, encontraram na informalidade o seu grande aliado.

(Trecho de matéria postada no blog Scream & Yell 2.0)

Os maiores exportadores

O Internacional é o campeão nacional de faturamento com a exportação de jogadores. Entre 2003 e 2008, o Colorado arrecadou R$ 251 milhões com a venda de jogadores. Em segundo lugar vem o São Paulo, com R$ 218 milhões. O Cruzeiro é o terceiro, com R$ 181 milhões. Em quarto, o Santos, com R$ 150 milhões. O quinto é o Atlético-PR, que faturou R$ 127 milhões. Em sexto lugar, o Corinthians aparece com R$ 125 milhões. O levantamento é da consultoria Crowe Horwath RCS. (Informações da Folha de S. Paulo)

Coluna: Os caprichos do acaso

Não há esporte mais surpreendente que o futebol, daí, de certa forma, derivando todos os seus mistérios e encantos. O puro acaso determina grande parte do desfecho das competições. Não precisa recuar tanto no tempo: vimos o Brasil perder a final da Copa do Mundo de 1998 porque seu principal jogador, Ronaldo, amanheceu indisposto e teve alguns tremores antes do jogo. Escalado na marra, funcionou como a válvula desregulada da engrenagem e deu no que deu. 
Recentemente, um gesto automático e distraído de Roberto Carlos determinou a eliminação do escrete do Mundial de 2006 na Alemanha. O lateral-esquerdo inventou de ajeitar o meião no instante em que a França atacava firme pelo lado esquerdo. O cruzamento chegou até Thierry Henry que flechava pela direita. Bola no fundo das redes e mais um descuido que entra para a história.
Justamente por esses pequenos acidentes de percurso que geram graves conseqüências o futebol é tão interessante. Costumo dizer que, às vezes, o estado de ânimo de um beque atolado em dívidas pode ser mais destruidor – e decisivo – do que o esquema tático mais revolucionário. Pensa-se no jogo sempre como um esforço coletivo (e é), mas se menospreza o peso do fator humano, tão imprevisível quanto desconcertante.
Tome-se o exemplo de Adriano, principal jogador do Flamengo e do atual Campeonato Brasileiro. Peça-chave na equipe de Andrade e esperança maior de gols da ruidosa torcida rubro-negra. Pois o Imperador, depois de driblar o sarrafo de zagas impiedosas, caiu ante um episódio inesperado. Segundo sua versão, tropeçou numa lâmpada no jardim e machucou o pé. Na versão mais verossímil, passeava de moto, como carona, e acabou com o pé chamuscado no escapamento.
Tanto faz, não importa. O certo é que o pequeno acidente doméstico golpeia terrivelmente o Flamengo para o clássico com o Corinthians, jogo crucial na rota do título nacional. Em lugar de seu maior jogador, terá que brigar pela vitória com o reserva Bruno Mezenga no ataque.
É o acaso pregando mais uma de suas peças, fazendo com que o futebol seja manobrado por acontecimentos imponderáveis. Por outro lado, de repente, os deuses da bola podem caprichosamente conspirar para que o jovem Mezenga vire o novo herói da massa. Só para contrariar os idiotas da objetividade.    
 
 
Quatro campeões nacionais travam uma guerra de foice no escuro, na parte baixa da tabela, para escapar ao rebaixamento. Coritiba, Atlético-PR, Botafogo e Fluminense. Um deles cairá, mas o veredicto só sai na próxima rodada. Meu palpite, suspeito, é que o Coxa vai dançar.
Na parte de cima, desconfio que os confrontos de hoje irão reaproximar Inter e Palmeiras das primeiras posições – e das possibilidades de título.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 29)

Juventude cai para a Série C

Neste sábado, o Juventude juntou-se a Fortaleza, Campinense e ABC e confirmou o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro após a derrota por 2 a 1 para o Guarani, pela 38ª e última rodada. O time alviverde ocupava a 17ª colocação e precisava que pelo menos um dos três concorrentes à última vaga na terceirona de 2010, Ipatinga, América-RN e Brasiliense, não vencesse seus jogos. O único que ‘ajudou’ o Juventude foi o América-RN, que não passou de um 0 a 0 com o Ceará. (Da ESPN)

Cine-video: “Herbert de perto”

Por Tiago Agostini*

A vida não é filme. A primeira cena do documentário “Herbert de Perto” mostra o cantor e guitarrista do Paralamas do Sucesso no esplendor de sua juventude e no auge do sucesso nos anos 80 falando com uma confiança impactante: “Acho que sempre consegui todas as coisas que eu quis, e não vejo nada que eu queira que eu não me sinta capaz de conseguir. Mesmo que acontecesse uma tragédia eu ia começar de novo e ia conseguir tudo de novo”. Corta. Um Herbert Vianna mais velho, já na cadeira de rodas, assiste ao vídeo em sua casa e faz uma cara de reprovação: “esse mané aí não sabe o que tá falando”.

Entre os dois momentos há uma história que todos conhecem: no dia 04 de fevereiro de 2001, Herbert Vianna e sua mulher, Lucy, sofreram um acidente no Rio de Janeiro. O ultraleve que Herbert pilotava para ir à festa de Fernanda, mulher de Dado Villa-Lobos, caiu na água. O vocalista ficou internado no hospital por dois meses, numa luta contra a morte. Em conseqüência do acidente, ficou paraplégico. Lucy morreu na tragédia.

Seria muito fácil, com um roteiro desses, fazer um dramalhão piegas sobre a celebração da vida. Ao contrário disso, o documentário, dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz, faz um retrato quase que imparcial de toda a vida do cantor, abrangendo desde a peregrinação por diversas cidades na infância até os shows pós-acidente. E, claro, foca boa parte de seu tempo na história do Paralamas.

Como todo documentário desse estilo que se preze, o filme é recheado de imagens raras ou inéditas, mostrando os bastidores dos anos 80 com maestria. A cena em que “Meu Erro” aparece pela primeira vez é sensacional, com cada membro da banda tocando sua parte separadamente enquanto Gilberto Gil conta a importância de um trio de rock. Berliner tem papel fundamental nesse resgate. Ele foi um dos primeiros a registrar os shows que aconteciam no Circo Voador no começo da década de 80, quando o local era o ponto de ebulição do nascente rock nacional. Mais do que isso, amigo pessoal de Herbert desde os anos 80, era dono de um material bruto fantástico de 250 horas, cuidadosamente decupado por Pedro.

Mais do que apenas imagens, o que vem à luz são histórias de bastidores engraçadas e pitorescas, como por exemplo o que a mãe de Herbert achou da primeira demo gravada pela banda. Ou então a do primeiro violão do músico, que ele customizou para conseguir tocar melhor as notas mais agudas. A paixão de Herbert pela aviação também é tratada com carinho, até desembocar no fatídico acidente. O depoimento de Dado, que viu a cena de longe, é emocionante e cuidadoso.

A parte final do filme trata do pós-acidente e da importância que a família e os amigos tiveram na recuperação de Herbert. É nessa hora que a câmera de Berliner fica mais pessoal, acompanhando o cantor no limite possível de sua intimidade. Os ensaios com a banda, as gravações dos novos álbuns, o retorno ao Circo Voador, a primeira aparição pública, tudo serve para mostrar a força de vontade de um guerreiro. Mas, sem dúvida, o momento mais emocionante fica por conta da homenagem do músico a Lucy, a amada falecida, que termina com uma sacada sensacional do diretor.

A participação de Pedro Bronz no projeto foi essencial para garantir o distanciamento necessário e tão fundamental para um bom resultado. O filme é mais um passo para documentar a história do principal movimento jovem da música brasileira e poderia ser um dramalhão, mas é uma grande homenagem a um dos gênios do rock dos anos 80.

(*) Tiago Agostini é jornalista e assina o blog A Day in The Life

Argentina descobre maracutaia na arbitragem

Depois do caso do juiz Edilson Pereira de Carvalho tentar manipular resultados de jogos de futebol no Brasil em 2005, a arbitragem da Argentina está sob suspeita: o árbitro Cristian Faraoni teria interferido direta e intencionalmente no placar de um jogo na abertura do Torneio Apertura. O ex-juiz Aníbal Hay, que ocupava um cargo de observador e relações públicas na Federação Argentina de Futebol (AFA) já foi demitido, pois ele teria pedido para Faraoni beneficiar o San Lorenzo, em time do atualmente corintiano Defederico, em seu primeiro jogo da competição. Na ocasião, o time de Almagro venceu por 3 a 1 o Atlético de Tucumán e o árbitro foi criticado por ter se equivocado em pelo menos três lances capitais (entre eles um gol anulado).

Após 15 semanas do ocorrido, Cristian Faraoni confessou o crime e declarou ter uma gravação de uma conversa telefônica que comprovaria sua versão. Oficialmente, Hay, que teria feito a ligação, foi desligado da AFA em virtude de uma reestruturação no departamento de arbitragem. Uma investigação foi instalada para apurar o caso.

“Eu confio que o Faraoni irá esclarecer esta questão. Devemos ouvir as partes e analisar friamente o que aconteceu. Eu, honestamente, não sei o que poderia ser dito ou ouvido, nem o que foi gravado”, declarou o secretário geral da Associação Argentina de Árbitros, Alejandro Toia, para a Rádio Rivadavia. “O pior que pode ocorrer nesta atividade são estas alegações”, lamentou. (Da ESPN)

Está na cara que o apito amigo é, cada vez mais, uma instituição universal.

Klautau vai anunciar oferta oficial pelo Baenão

Em meio a muito disse-me-disse, factóides de todo tipo e ofertas que não se materializaram, o presidente do Remo, Amaro Klautau, se prepara para anunciar na próxima segunda-feira, 30, na reunião do Conselho Deliberativo do clube, proposta oficial de compra do estádio Evandro Almeida. Justifica sua intenção de vender a tradicional praça de esportes remista como forma de conter a avalanche de dívidas trabalhistas e iniciar um processo de modernização do clube.

Para concretizar a transação, que envolveria a incorporadora paulista Agra (interessada em erguer na área do Baenão um conjunto de edifícios residenciais e escritérios), Klautau precisa convencer os conselheiros da viabilidade, vantagem e seriedade do negócio. Para tanto, está se munindo de todo o aparato tecnológico possível, a fim de fazer uma projeção virtual do que será a Arena do Leão, nome que deu ao projeto do futuro estádio, cuja localização ainda não tem definição clara. 

O valor da compensação extra que o comprador dará ao clube também é incerto – em alguns momentos, AK fala em R$ 20 milhões, noutros menciona R$ 15 milhões. A capacidade do futuro estádio também não está definida: seria, segundo assessores da diretoria remista, em torno de 20 mil lugares.

Escândalo atinge gerente do Comitê da Copa no DF

Fábio Simão (à dir.) em encontro com Arruda e Ricardo Teixeira

Um dos acusados do escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal é Fábio Simão, que ocupa três cargos estratégicos próximos ao governador José Roberto Arruda. Era chefe de gabinete até o aparecimento do escândalo, que já provocou seu afastamento. Fábio Simão é, também, presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal e gerente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, em Brasília. Simão foi afastado da chefia de gabinete pelo governador José Roberto Arruda, que nega participar de qualquer esquema de pagamento ilegal.

Simão segue na gerência do Comitê e na presidência da Federação. O governo do Distrito Federal também tem ligação histórica com a Linknet, patrocinadora do Atlético Goianiense, equipe recém-promovida à Série A e que tem como presidente de honra Valdivino José de Oliveira, também secretário de Fazenda do Ditrito Federal. (Por Paulo Vinícius Coelho/ESPN)