A posição da Federação

Recebo e transcrevo, também na íntegra, a posição manifestada pelo diretor da FPF, Paulo Romano, sobre as críticas ao comportamento da entidade em relação a Remo e Paissandu.

Caro GERSON, eu te pergunto, Se um clube de BAIÃO disputasse o Campeonato Paraense de Futebol Profissional e tivesse um estádio com estrutura semelhante a do COLOSSO DO TAPAJÓS e este clube fosse para uma semi-final e final de turno e/ou campeonato, esses jogos deveriam ser jogados todos em Belém ou poderia haver um em cada Cidade? Em 2007 o PSC não estava em nenhuma Série do Brasileirão, conquistou a vaga no campeonato paraense e não houve essa grita da imprensa! Para finalizar, seguindo esse raciocínio eu te pergunto, quem seria o indicado para disputar a Série D de 2010? lembra que o REMO ficou fora da decisão. Esse critério de indicar o campeão do ano anterior só é usado nos estado onde o campeonato só termina após iniciados todos os campeonatos da CBF, tais como AMAPAENSE, MARANHENSE e mais um ou dois. Devemos ter decisões técnicas e não decisões emotivas. O REMO é uma das duas forças do nosso futebol papa chibé, isso não há dúvidas, mas já não há mais espaços para privilégios em detrimento a regulamentação de campeonatos, a maior prova é a queda seguida de grandes clubes brasileiros, que em anos atrás haviam as viradas de mesa para proteger determinados clubes, os tempos são outros e quem não se adequar ficará pelo meio do caminho. Acho que o Clube do Remo voltará forte em 2010 assim como fez o PSC de 2007 para 2009, sentiremos todos a não participação do Remo em Competições Nacionais? Claro que sim, porém não podemos passar por cima de leis.

Para complementar a informação anterior, informo-lhe que logo que o Presidente do Remo AMARO KLAUTAU assumiu a presidência do clube no início deste ano, o mesmo solicitou através de ofício a vaga da Série D por ter sido o Campeão de 2008, este ofício foi encaminhado ao Departamento de Competições da CBF e a resposta, também através de ofício, foi que a vaga da Série D de 2009 deveria ser através do índice técnico do Campeonato Paraense de 2009, pois o nosso Estado tem times na Série C e conseqüentemente o estadual termina antes do início da Série D, portanto não houve omissão por parte da FPF em preencher a vaga da Série D em detrimento ao Remo. Grato,

Paulo Romano

A posição santarena

Recebi e transcrevo (na íntegra) comentário enviado pelo Júnior Tapajós, “santareno tapajônico com muito orgulho”, criticando meu posicionamento sobre a Federação Paraense de Futebol.

Lí sua coluna hoje no Diário do Pará, e me dei conta de quanto o seu pensamento é pequeno quando diz que Remo e Paysandú são quem comandam o Campeonato Paraense e que deveriam tomar conta do Campeonato Estadual.

Tenho consciência que Remo e Paissandu são grandes forças não só no estado como também em todo o território nacional, mas dizer que  FPF deveria sempre previlegiar os dois da capital em detrimento dos clubes do interior já é um pensamento pequeno demais, pois a maior prova de campeonato estadual disputado e de sucesso é o Campeonato Paulista que privelegia não só os grandes, mas também os clubes do interior, e olha que aí estamos falando de São Paulo, Corinthinas, Palmeiras e Santos, clubes que estão anos-luz dos dois clubes de Belém sendo que um está na série C, e o outro nem série tem, não por culpa da federação como você tenta insinuar na sua coluna, mas por pura incompetência dos seus dirigentes e por muita competência do meu grande São Raimundo, recordista em público e renda no 2º turno do Parazão.

A minha indignação hoje é a mesma que você tem quando a CBF e o clube dos 13 privelegiam os grandes do país, mas aí “pimenta nós olhos dos outros é refresco”, não é?

Um abraço, e que a partir de 2010 Remo e Paissandu façam um campeonato independente onde os dois farão 05 jogos entre si, e o maior vencedor será o campeão. Faço uma aposta que será record de público e emoção, mas o melhor de tudo mesmo é que a taça ficará sempre na mão dos dois, do jeito que você sempre sonhou.

Um grande abraço de um santareno tapajônico com muito orgulho!

Júnior Tapajós

Diretor-Executivo – W3Mais Comunicação Interativa Ltda.

 

Os “prejuízos” da FPF

Recebo do Ricardo Von-Grapp o seguinte comentário, sobre a situação angustiante da FPF:

Hoje, lendo sua coluna no Bola, li que a Federação e seu presidente está se queixando que a entidade encontra-se sem apoio do governo do Estado e que está de pires na mão. Isso é pra rir ou apressar a saída desse sr., que deveria sair sem ao menos ser lembrado por todos, um cara de pau, desculpe a expressão. Mas tenho alguns dados que pesquisei ontem à noite e por coincidência li na sua coluna hoje. Aí vai:

COPA DO BRASIL DE 2008.

ARRECADAÇÃO TOTAL: R$ 170.410,00

FEDERAÇÃO: 5% = R$ 8.120,00

 

COPA DO BRASIL DE 2009.

ARRECADAÇÃO TOTAL: 1.175.339,00

FEDERAÇÃO: 5% = 58.767,00

OBS: O JOGO ÁGUIA X AMÉRICA (MG) EM MARABÁ NÃO FORNECEU PÚBLICO E RENDA.

 

CAMPEONATO PARAENSE 2008:

TOTAL DE PÚBLICO PAGANTE: 348.111

JOGOS: 93

MÉDIA POR JOGO ENTRE OS 93: 3.743

OBS: NÃO SE ENCONTRA NO SITE A 9ª RODADA DO 2º TURNO DE 2008.

JOGOS: PEDREIRA X S. RAIMUNDO, VILA RICA X CASTANHAL E PAISSANDÚ X TUNA.

ARRECADAÇÃO TOTAL: R$ 4.806.674,00

MÉDIA DOS 93 JOGOS: R$ 51.685,00

FEDERAÇÃO: 10% = R$ 480.667,00

 

CAMPEONATO PARAENSE 2009:

PÚBLICO PAGANTE: 308.285

JOGOS: 68

MÉDIA POR JOGO ENTRE OS 68: 4.534

ARRECADAÇÃO TOTAL: 4.134.069,00

MÉDIA DOS 68 JOGOS: R$ 60.795,00

FEDERAÇÃO: 10% = R$ 413.406,00

 

VALOR ARRECADADO EM 2008/2009: R$ 961.060,00 (NOVECENTOS E SESSENTA E UM MIL, E SESSENTA REAIS)

Números arredondados.

Então, meu caro Gerson, esperar algo dessa Federação fica cada vez mais distante para os clubes. Não podem contar com esses caras-de-pau que só querem bater no peito e dizer um monte de besteiras em rádios, jornais e TV, sem saber ao menos como se interpreta a cláusula de um regulamento de campeonato que eles mesmos elaboram. Clubes como os nossos não merecem esse tipo de tratamento. Remo e Paissandu são as grandes fontes de arrecadação dessa “pobre” Federação. Espero que venha alguém que possa mudar esse conceito fraco e vergonhoso de fazer futebol profissional.

Um abraço do seu amigo internauta,

Ricardo Von-Grapp

Sobre a lei natural das coisas

Matéria do Bola, no último domingo, mostrou que Remo e Paissandu resolveram mirar no poder cada vez mais absoluto da Federação Paraense de Futebol. Tal disposição ainda depende de atos concretos e o passado recente recomenda prudência.

O programa Bola na Torre exibiu matéria do repórter Lino Machado (RBA) com o presidente da FPF, Antonio Carlos Nunes. Para espanto geral, o coronel queixa-se de falta de apoio financeiro do governo do Estado e diz que a entidade está “de pires na mão”.

Não é de hoje que o poder do coronel Nunes desperta ímpetos belicosos nos principais clubes. A falta de alternância de poder, perpetuando um feudo na entidade máxima do futebol local, gera queixas de todo lado. Ocorre que não aparece nenhum candidato disposto a testar a capacidade de sobrevivência política do veterano cartola.

Neste ano, intitulando-se “dona” do campeonato (o que é apenas força de expressão, pois não há campeonato sem a dupla Re-Pa), a FPF avocou a decisão de definir sobre questões omissas no regulamento do Parazão.

No vácuo do tal (des)regulamento, impôs jogos no interior nas decisões de turno, beneficiando o S. Raimundo, que pertence a uma região que rende muitos votos. Ao mesmo tempo, deixou o Remo ao deus-dará ao optar pela definição de vaga à Série D no campeonato que terminou ontem.

 

A FPF não levou em conta o fato de que se trata de um novo torneio e foi insensível à situação periclitante de seu mais antigo filiado (e uma de suas maiores fontes de renda), pois a situação era absolutamente inusitada: o Remo, eliminado da Série C, estava fora das divisões nacionais.

Era um caso especial, a merecer tratamento especial – e nem era necessário infringir nenhum preceito legal, já que a própria CBF referendava a escolha automática. Esse mau passo, que lesou o Remo (que depois, como se viu, não teve competência para obter a vaga em campo), acabou por incomodar o outro gigante local.

Fontes do Paissandu revelam que o clube não ficou indiferente à situação do rival, abandonado à própria sorte em momento particularmente ruim. Não declarou sua solidariedade, nem caberia, mas se sentiu desconfortável ao ver o que a FPF pode fazer com seus mais ilustres associados.

No fundo, fala mais alto o velho instinto de sobrevivência, característica intrínseca a todos os animais – racionais e irracionais. Os bicolores sabem que, em situação análoga, poderiam ter recebido o mesmo tratamento.

De mais a mais, nunca se sabe como será o dia de amanhã.

Ninguém sabe até onde vai esse sentimento de insatisfação, mas talvez só mesmo o puro instinto leve Leão e Papão a se unirem para derrotar um predador maior, agora ou mais lá na frente. É a lei natural das coisas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 12/05)

Pelo telefone

Um detalhe que chamou atenção durante as comemorações do título do Paissandu, sábado, foi a declaração de Edson Gaúcho ressaltando o papel do ausente Rafael Oliveira, que saiu da Curuzu mordido com o treinador.

Foi um gesto bonito e até surpreendente.

O episódio que marcou a saída do jogador foi bastante comentado, à época, no clube.

Segundo testemunhas, Rafael conversava ao telefone na concentração quando Gaúcho, no melhor estilo linha-dura, questionou aquele papo interminável.

Em altos brados e soltando sonoros palavrões.

Rafael ainda tentou ponderar, mas o técnico foi inflexível. Exigiu que desligasse o celular imediatamente.

O jogador então explicou que estava falando com a mãe.

Gaúcho duvidou da explicação e disse que ele devia estar conversando com alguma garota (a expressão não teria sido exatamente essa).

O problema é que era, de fato, a mãe de Rafael – que ouviu todas as “homenagens” do outro lado da linha.

Naquele dia, a jovem promessa bicolor decidiu ir cantar (ou telefonar) noutra freguesia.

O comentário alugado

Da sempre bem informada coluna de Cláudio Guimarães, no Bola desta terça:

Tenho informação de que cresce o movimento para Ricardo Rezende sair candidato à presidência da FPF nas próximas eleições, com apoio político para defenestrar Antonio Carlos Nunes que, aliás, está lá em razão de idêntico movimento de Ricardo, que o colocou para tirar Euclides Freitas Filho.

Nada feito entre Fla e Cruzeiro

Como já havia informado o Matheus Lima em outro post, melou a troca de Zé Roberto por Wellington Paulista que o Flamengo havia proposto ao Cruzeiro e chegou a anunciar na tarde desta segunda-feira.

O problema é que esqueceram de combinar com os principais envolvidos. Zé Roberto pediu alto para jogar no Cruzeiro e Wellington prefere ficar em Belo Horizonte.

Pegou mal para o boquirroto Kleber Leite, que publicamente desqualificou sua mercadoria, dizendo que Zé Roberto não mostrou futebol no Fla.

Confirmado: S. Paulo avança às quartas

S. Paulo e Nacional do Uruguai, que deveriam enfrentar Chivas e San Luis, respectivamente, estão automaticamente classificados às quartas de final da Libertadores.

A decisão foi anunciada pela Conmebol aos clubes, através de ofício, na noite desta segunda-feira. O documento foi registrado no site oficial do Tricolor.

A entidade se decidiu após receber um comunicado da Federação Mexicana de Futebol, informando a retirada dos clubes mexicanos da competição, por não concordar com a determinação de jogo único para cada confronto, em S. Paulo e Montevidéu.

Os jogos que seriam realizados no México foram inicialmente adiados por causa da epidemia da nova gripe que assola o país.

Posteriormente, os duelos em solo mexicano foram cancelados e a Conmebol determinou a realização de um jogo só para decidir cada classificação, no dia 20 de maio.

Chivas e San Luis não aceitaram a medida e se retiraram da Libertadores.

O adversário do S. Paulo vai sair do cruzamento entre Cruzeiro e Universidad do Chile.

Fla e Raposa trocam ex-alvinegros

Confirmada a troca do meia Zé Roberto, do Flamengo, pelo atacante Wellington Paulista, do Cruzeiro.

Wellington Paulista, que será apresentado na terça-feira, é o quarto centroavante do elenco do Flamengo. Além do ex-cruzeirense, já trabalham com o técnico Cuca Emerson, Josiel e Obina. E Adriano já foi apresentado também.
Cuca gostou da troca e foi o principal incentivador da aquisição de Wellington Paulista, com quem trabalhou no Botafogo.

O treinador também lamentou o fato de Zé Roberto não ter emplacado no Flamengo depois de ter sido contratado no início do ano.

Engraçado. Aquele time do Botafogo era tão contestado por alguns e acabou atraindo a atenção de todos os demais grandes clubes brasileiros.

A saber: Jorge Henrique, no Corinthians; André Lima e Joílson, no S. Paulo; Lúcio Flávio, no Santos; Zé Roberto, no Flamengo; Diguinho, no Fluminense; Wellington Paulista, no Cruzeiro; e Túlio, no Grêmio.

Torcedor sugere tabela de preços

Como o seu espaço midiático é sem sombra de dúvidas o melhor locus para divulgação de ideias, venho propor ao meu querido Paysandu a seguinte tabela de preços para os jogos da Série C, caso (e assim espero) chegue à grande finalíssima.

A primeira fase inteira com preço de 15 reais, as quartas com preço de 20 reais, as semifinais a 30 reais e a grande final a 50 reais.

A este preço, a grande final poderia render aos cofres do Papão a bagatela de dois milhões bruto (aproximadamente 1 milhão e 300 mil líquidos).

De posse dessa arrecadação, proporia a diretoria que esse montante fosse totalmente revertido para pagamento de dívidas com a justiça.

Tenho certeza de que com esta finalidade (desde que lavrada em acordo com a justiça) o valor do ingresso não seria considerado um absurdo, mas uma grande sacada para abatimento nas dívidas.

 

Ps. O torcedor é o grande pagador das dívidas que não realizou. Quem sabe um dia isso mude por essas terras amazônidas.

Abraço!

Carlos Lira

STJD pode punir agressor

O atacante Dentinho, do Corinthians, pode ser suspenso por até 540 dias pela agressão a Rafael Moura, do Atlético-PR, na derrota do time do Parque São Jorge por 3 a 2, no dia 29 de abril, pela Copa do Brasil.

Segundo o site “Justiça Desportiva”, nesta segunda-feira, a Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) marcou o julgamento do atleta para a próxima sexta, a partir das 14h.

Na ocasião, o atacante do Corinthians acertou uma cotovelada na boca do adversário, desencadeando um princípio de confusão em campo (o blog mostrou a imagem da agressão).

Curiosamente, não foi expulso de campo (nem advertido!) pelo assoprador de apito Nielson Nogueira Dias.

Logo depois, Dentinho faria o segundo gol corintiano na partida.

Ele responderá ao artigo artigo 253 (Agressão física) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A pena varia de 120 a 540 dias de suspensão.

Quero só ver…