Pantera reforçado na Série D

Para encarar a Série D em condições de buscar o título, o S. Raimundo, vice-campeão estadual, está reforçando o elenco.

Já assinaram contrato com o clube o bom lateral-direito Ceará, que jogava no Castanhal; o meia André Mensalão e o zagueiro Felipe Bragança, vindos do Ananindeua; e o atacante Emerson Bala, que estava no Cristal, do Amapá.

Além deles, estão praticamente contratados Helington, Gegê e Levy, liberados por empréstimo pelo Remo.

Valter Lima espera contar também com os ex-azulinos Edinho e Beto. E o atacante Joãozinho, do Ananindeua, está na mira.

Por outro lado, persiste forte o risco de perda dos titulares Michel e Hélcio. O meia é objeto de desejo do Paissandu e o artilheiro do campeonato negocia com o Águia.

O rio corre pro mar

Segundo o jornal esportivo La Gazzetta dello Sport, o emir Mohammed bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro dos Emirados Árabes, está a fim de investir 500 milhões de euros no Milan, adquirindo 35% da propriedade do clube do meia brasileiro Kaká.

A negociação seria feita através da sociedade Abu Dhabi United Group, cujos interesses se concentram principalmente nos setores turístico e imobiliário.

O proprietário do Milan, Silvio Berlusconi – que também é premiê da Itália -, teria concordado com a entrada de capital estrangeiro na sociedade para sair da crise e garantir a competitividade do clube em nível internacional.

A injeção de capital permitirá a manutenção dos salários dos jogadores e a contratação de reforços de qualidade para a próxima temporada.

Cartolagem sem juízo

O alto salário recebido pelo atacante Adriano não deverá trazer grandes prejuízos ao Flamengo. Para contrabalançar, a diretoria dispensará outro atacante do elenco, Josiel.

Com o salário de cerca de R$ 350 mil mensais, Adriano foi para a Gávea com a ajuda da Olympikus, empresa que substituirá a Nike como fornecedora de material esportivo a partir de julho e arcará com aproximadamente R$ 200 mil do salário do atacante – o restante será bancado pelo clube.

Josiel, artilheiro do Brasileiro de 2007, mas que não deslanchou no Fla, ganha atualmente R$ 165 mil mensais. Seu alto salário é o que motiva a diretoria a dispensá-lo.

Por esses disparates é que os grandes clubes estão falidos.

Só mesmo a cartolagem sem juízo para pagar salários de R$ 165 mil a um bonde como Josiel (e de R$ 150 mil a Obina!).

E o cabra ainda usa aquele cabelo esquisitão, com luzes. Vou te contar…

A cena do crime

A cena da covarde agressão de Pepe a Casquero, que rendeu a pena de 10 jogos.

Foi pouco.

O ato foi típico de bandido. Sujeito que tinha que sair no camburão, direto pro xaxado.

Brucutu continua suspenso

Da Agência Efe:

O comitê de apelação da Federação Espanhola de Futebol não reduziu a punição de dez jogos ao zagueiro brasileiro naturalizado português Pepe, do Real Madrid, pela expulsão no confronto diante do Getafe, pelo Campeonato Espanhol.

Na partida em questão, dia 21 de abril, o jogador cometeu pênalti no meia Casquero e ainda o chutou quando ele estava no chão. Depois de levar o vermelho, ainda socou o uruguaio Albín e ofendeu o quarto árbitro.

O zagueiro se mostrou arrependido pela atitude, mas o pedido de desculpas não comoveu o comitê.

Lá não tem refresco. Escreveu, não leu, o pau comeu. Se bobear, o cara ainda tem o gancho aumentado.

Fosse aqui e o brucutu Pepe vestisse uniforme de um dos grandes já teria sido anistiado.

Lambanças tucanas nos Pampas

Do Folhaonline:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quinta-feira que ficou surpreso com as denúncias de que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), fez caixa 2 em sua campanha eleitoral e de que ela comprou uma casa de forma irregular. FHC declarou apoio à correligionária, mas cobrou provas de sua inocência.

“Eu venho acompanhando [as denúncias] com surpresa”, afirmou o ex-presidente em um evento no HSBC Brasil.

Entre outras maracutaias, Yeda e integrantes de seu governo são acusados de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações, além de caixa dois na campanha eleitoral de 2006.

E, contra todas as evidências, o Farol de Alexandria reaparece para advogar a causa perdida que é Yeda Crusius e seu séquito tucano no Rio Grande.

Bancos federais lucram menos

Deu na Folha de SP:

Pressionados pelo governo a diminuir o “spread” (a diferença entre a taxa de captação e os juros cobrados dos clientes pelas instituições financeiras) a fim de amenizar os efeitos da crise econômica no Brasil, os bancos federais são os que mais tiveram queda nos lucros desde o início da crise, em setembro do ano passado, informa reportagem de Sheila D’ Amorim, publicada na Folha desta sexta-feira.

Depois da Caixa Econômica Federal anunciar que seu lucro no 1º trimestre caiu quase pela metade ante o mesmo período de 2008, o Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira um resultado 29% menor.

No mesmo período, a queda do lucro do Itaú-Unibanco e do Bradesco, maiores bancos privados do país, foram de 27,6% e 9,6%, respectivamente.

De minha parte, acho perfeitamente normal que bancos federais tenham lucros menores. Por essência, são bancos sociais ou de fomento, não devem ter pretensões de disputar índices de alto lucro com os bancos privados.

Por essas e outras é que aquela propaganda graciosa da Caixa, segundo a qual lá é tudo “fácil, fácil”, não engana ninguém.

O banco que mais dificulta a vida do cidadão comum, desde o atendimento até a análise de crédito, é justamente a dona Caixa. Sempre foi assim, mas nos últimos 10 anos só fez piorar. Lá, pobre não tem vez mesmo.

Nem Lula deu jeito.

A seleção do campeonato

Depois que o Troféu Camisa 13 premiou os mais votados pelos torcedores, em grande evento realizado anteontem à noite, a coluna apresenta sua lista dos melhores do campeonato. A escolha recaiu sobre cinco jogadores do campeão Paissandu, dois do S. Raimundo, dois do Remo e dois do Águia.

O goleiro é Adriano, do Remo. Não fosse pela regularidade, o “Paredão” azulino já mereceria a titularidade somente pelas soberbas atuações nos três clássicos Re-Pa. Teve um campeonato praticamente sem falhas – a exceção foi o segundo gol do S. Raimundo na semifinal do returno, em Santarém.

Na lateral-direita, Sinésio, do Águia. Não houve um grande desempenho na posição, mas o experiente lateral foi o mais regular de todos.

Rogério Corrêa foi, disparadamente, o melhor zagueiro de área. Trazido por Flávio Campos, garantiu estabilidade ao setor defensivo do Remo. Darlan, do Águia, conseguiu se destacar pela sobriedade e boa colocação, apesar da campanha apenas razoável da equipe marabaense.

Aldivan pontificou na lateral-esquerda do Paissandu. Seguro na marcação, brilhou também como trunfo ofensivo. Numa terra em que os laterais normalmente cruzam mal, Aldivan é uma saudável exceção.

Mael é, desde o ano passado, o melhor volante em atividade no Pará. A combatividade e o bom passe (fundamento raro na posição) fazem dele peça fundamental no quadrado de meio-campo do Paissandu.

Dadá é o segundo melhor volante do Estado. Com a mesma seriedade do parceiro nas ações de combate, apareceu bem no apoio aos atacantes. Nas finais, chegou a surgir como elemento-surpresa no ataque do Papão.

Zeziel custou a cair nas graças do torcedor. Atuou em várias posições do meio-campo – e até como lateral durante o primeiro Re-Pa. Versátil, sempre deixou sua marca quando foi ao ataque. Assumiu a responsabilidade da armação da equipe na ausência de Rossini e Vélber na primeira partida da decisão. E marcou quatro gols nos dois jogos.

Michel, do S. Raimundo, resgatou o refinamento da posição de meia-armador. Foi o grande condutor de bola do vice-campeão estadual. Camisa 10 de recursos, fez sucesso com dribles, bons lançamentos e chutes certeiros. Instável nas finais, merece lugar na seleção do Parazão pelo que mostrou ao longo da disputa.

Atingido por San (Remo) no último Re-Pa do torneio, Vélber desfalcou o Paissandu na decisão (entrou nos últimos minutos da finalíssima), mas já havia deixado sua marca inconfundível na campanha, com gols decisivos e jogadas criativas que ajudaram a furar as defesas adversárias.

Hélcio começou muito bem, desandou a fazer gols e ajudou a pôr o S. Raimundo nas decisões dos dois turnos. Perdeu gás no returno, mas, ainda assim, terminou como principal atacante de área do torneio.

O técnico da seleção é Valter Lima, que operou o pequeno milagre de inserir o Pantera na disputa historicamente dominada pela dupla Re-Pa. Montou um time caseiro, redescobriu Luís Carlos Trindade e revelou Michel e Maurian. Com um esquema simples, centrado na aproximação entre os setores e na valorização da posse de bola, conseguiu resistir até aos altos e baixos de sua defesa. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15/05)

Rock na madrugada – Badfinger, No Matter What

Pequena obra-prima dessa competente guitar-band, que foi apadrinhada por George Harrison nos tempos da gravadora Apple dos Beatles.

Cruzeiro vence e vai pegar S. Paulo

O Cruzeiro passou pelo Universidad do Chile, com gol do “gladiador” Kleber e frango do goleiro Pinto.  

Na próxima etapa da Taça Libertadores, a equipe mineira pega o São Paulo.

Cuidado com os medalhões

Recebo da Sandra Luz o seguinte comentário, a respeito das notícias sobre contratações de peso pelo Paissandu.

Gerson, tenho escutado alguns cronistas esportivos defenderem a contratação de um “nome de peso” para o elenco do Paissandu enfrentar a Série C, que começa no próximo dia 24.

Gostaria de saber sua opinião sobre assunto porque, na minha humilde visão, tirando como referência os últimos medalhões que aqui chegaram (Fábio Baiano, Luiz Mário e Fábio Bebel Oliveira), penso que o clube deva investir em jogadores bons que queiram realmente vencer no futebol, e isso quer dizer vestir a camisa com compromisso e respeito ao pavilhão azul-celeste.

O perfil deve ser igual ao desses jogadores que estão hoje na Curuzu, profissionais que demonstram que, de fato, assimilaram o projeto bicolor de subir para a Série B e falam isso em uníssono.

 Chega de chamar pra cá jogador em final de carreira, cujo objetivo é somente alimentar seus rendimentos e, o clube subindo ou não, vai embora sem olhar pra trás.

Tenho ouvido coisas absurdas, como alguém dar como bom exemplo o fato de um time da Terceirona ter contratado o Beto Cachaça, aquele mesmo que fez nome nos clubes do Rio de Janeiro, para reforçar a equipe!

Não consigo acreditar que nem mesmo os recentes fracassos havidos por aqui foram capazes de acordar essa gente.

Sandra,

Penso como você. Se for para trazer algum medalhão, que seja alguém que resolva, fazendo gols ou liderando a equipe.

Já ouvi defesas apaixonadas da contratação de Edmundo. Só quem não acompanhou a tumultuada passagem dele pelo Figueirense pode arriscar um palpite tão infeliz.

Não há dúvida de que seria um nome capaz de alavancar a marcar do clube, mas será o custo-benefício vale a pena?

Acho que nossos dirigentes têm feito muitas bobagens nos últimos anos. No caso do Paissandu, está na hora de sossegar o facho e adotar uma política mais austera, à altura das finanças do clube.

Vejo como positivo o fato de os dirigentes atuais serem menos pirotécnicos. Neste ano, depois das lambanças com o Léo Guerra e o Fábio Quasegol, estão pelo menos ouvindo a opinião do treinador antes de trazer reforços.

STJ mantém futebol das 11h às 17h

Notícia encaminhada por Sylvio Nóvoa:

Do site do Superior Tribunal de Justiça

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o mandado de injunção impetrado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenape) para proibir a realização, em todo o território nacional, de partidas de futebol no período das 11h às 17h, durante os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.
No mandado, a entidade sustentou que o Ministério do Trabalho e do Emprego, responsável pela regulamentação de todas as atividades e setores de trabalho, recusa-se a estabelecer regras especificas de proteção à saúde dos atletas profissionais de futebol, que continuam obrigados a jogar nesses horários críticos.

Para a Fenape, a exposição ao calor intenso, principalmente no período do horário de verão, coloca em risco a saúde e a vida dos atletas.
Previsto no artigo 5º, inciso LXXI, da Constituição Federal, o mandado de injunção é concedido sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, soberania e cidadania.
Segundo a relatora, ministra Laurita Vaz, a Lei n. 9.615/98 (Lei Pelé) impõe às entidades responsáveis pela administração do esporte profissional a observância de cuidados médicos e clínicos, bem como o oferecimento de condições necessárias à participação dos atletas nas competições.

Além disso, o anexo 3 da Norma Reguladora n. 15 do Ministério do Trabalho e do Emprego já disciplina os limites de tolerância para exposição ao calor dos trabalhadores em geral.
Para a ministra, não existe ausência de norma, mas um mero descontentamento da Federação com as que existem. Assim, por unanimidade, a Corte julgou o mandado de injunção extinto, sem resolução do mérito.