A seleção do campeonato

Depois que o Troféu Camisa 13 premiou os mais votados pelos torcedores, em grande evento realizado anteontem à noite, a coluna apresenta sua lista dos melhores do campeonato. A escolha recaiu sobre cinco jogadores do campeão Paissandu, dois do S. Raimundo, dois do Remo e dois do Águia.

O goleiro é Adriano, do Remo. Não fosse pela regularidade, o “Paredão” azulino já mereceria a titularidade somente pelas soberbas atuações nos três clássicos Re-Pa. Teve um campeonato praticamente sem falhas – a exceção foi o segundo gol do S. Raimundo na semifinal do returno, em Santarém.

Na lateral-direita, Sinésio, do Águia. Não houve um grande desempenho na posição, mas o experiente lateral foi o mais regular de todos.

Rogério Corrêa foi, disparadamente, o melhor zagueiro de área. Trazido por Flávio Campos, garantiu estabilidade ao setor defensivo do Remo. Darlan, do Águia, conseguiu se destacar pela sobriedade e boa colocação, apesar da campanha apenas razoável da equipe marabaense.

Aldivan pontificou na lateral-esquerda do Paissandu. Seguro na marcação, brilhou também como trunfo ofensivo. Numa terra em que os laterais normalmente cruzam mal, Aldivan é uma saudável exceção.

Mael é, desde o ano passado, o melhor volante em atividade no Pará. A combatividade e o bom passe (fundamento raro na posição) fazem dele peça fundamental no quadrado de meio-campo do Paissandu.

Dadá é o segundo melhor volante do Estado. Com a mesma seriedade do parceiro nas ações de combate, apareceu bem no apoio aos atacantes. Nas finais, chegou a surgir como elemento-surpresa no ataque do Papão.

Zeziel custou a cair nas graças do torcedor. Atuou em várias posições do meio-campo – e até como lateral durante o primeiro Re-Pa. Versátil, sempre deixou sua marca quando foi ao ataque. Assumiu a responsabilidade da armação da equipe na ausência de Rossini e Vélber na primeira partida da decisão. E marcou quatro gols nos dois jogos.

Michel, do S. Raimundo, resgatou o refinamento da posição de meia-armador. Foi o grande condutor de bola do vice-campeão estadual. Camisa 10 de recursos, fez sucesso com dribles, bons lançamentos e chutes certeiros. Instável nas finais, merece lugar na seleção do Parazão pelo que mostrou ao longo da disputa.

Atingido por San (Remo) no último Re-Pa do torneio, Vélber desfalcou o Paissandu na decisão (entrou nos últimos minutos da finalíssima), mas já havia deixado sua marca inconfundível na campanha, com gols decisivos e jogadas criativas que ajudaram a furar as defesas adversárias.

Hélcio começou muito bem, desandou a fazer gols e ajudou a pôr o S. Raimundo nas decisões dos dois turnos. Perdeu gás no returno, mas, ainda assim, terminou como principal atacante de área do torneio.

O técnico da seleção é Valter Lima, que operou o pequeno milagre de inserir o Pantera na disputa historicamente dominada pela dupla Re-Pa. Montou um time caseiro, redescobriu Luís Carlos Trindade e revelou Michel e Maurian. Com um esquema simples, centrado na aproximação entre os setores e na valorização da posse de bola, conseguiu resistir até aos altos e baixos de sua defesa. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 15/05)

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