
A imprensa argentina expressou a vergonha sentida no país pelos episódios de violência no sábado, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, que resultaram no adiamento da final da Copa Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, para este domingo, às 18h (de Brasília). Termos como “Vergonha”, “Vergonha Mundial”, “Vergonha Monumental” e “A violência ganhou a final” dominaram as manchetes dos principais jornais deste 25 de novembro.
O tom dos artigos opinativos foi o mesmo. Colunistas de diversos veículos de comunicação lamentaram o comportamento dos torcedores que atiram pedras no ônibus do Boca Juniors na chegada ao Monumental e que feriram jogadores do clube.
A imagem da mãe que coloca sinalizadores dentro da calça da filha, para supostamente adentrar o estádio com os artigos pirotécnicos, também foi citada para exemplificar o vexame do sábado na capital argentina.
O colunista do Olé, Jorge Mario Trasmonte, publicou um texto com o título: “Somos um país de doentes mentais”.
Por conta de superlotação nesse sábado, quando seria realizada a final da Copa Libertadores, o estádio Monumental de Núnez chegou a ser interditado preventivamente pela Agência Governamental de Controle de Buenos Aires.
O anúncio, feito pelo diretor-geral Ricardo Pedace, chegou a colocar em xeque a realização da partida entre River Plate e Boca Juniors neste domingo, às 18h (de Brasília). Mas, durante a madrugada, após pagamento de uma multa, cujo valor não foi revelado, o palco foi liberado para receber a decisão e com a presença de público.