Nos bastidores do rock

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Scott Ian, guitarrista do Anthrax, contou para a Landry. Audio uma curiosa história envolvendo o saudoso Lemmy, líder do Motörhead, já falecido. Ele literalmente quase perdeu vários dedos dos pés quando estava lutando contra o diabetes, vários já estavam pretos por causa da má circulação. Um médico de Los Angeles disse que ele perderia os dedos, Lemmy decidiu pegar uma segunda opinião com um outro médico e voou pra Londres, onde obteve o mesmo diagnóstico, e agravado pela opinião do médico que a amputação deveria ser feita em caráter de urgência.

Ian continua: “Ele foi fazer a cirurgia e estava no consultório fumando quando alguém lhe disse ´Não é permitido fumar aqui, você está louco?’. E Lemmy respondeu ´Bem, se eu vou perder a porra dos dedos, vou ao mesno fumar uma porra dum cigarro´. A pessoa insistiu que era proibido fumar ali, e Lemmy perdeu a paciência e saiu. Depois ele foi ver outro médico, que lhe disse que bastava mudar sua dieta que seus pés voltariam ao normal. ‘Mude [a Coca-Cola que toma com Jack Daniels] pra Coca Diet que você não vai perder seus dedos!’. Assim foi feito, e um cigarro literalmente evitou que Lemmy sofresse uma amputação”.

Trilha de filme faz Queen ter melhor posição nos EUA desde 1980

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A trilha sonora de “Bohemian Rhapsody”, cinebiografia sobre o Queen, fez com que a banda conquistasse sua melhor colocação nas paradas de álbuns dos Estados Unidos, a Billboard 200, desde 1980. A informação foi confirmada pelo próprio site da revista Billboard, responsável por divulgar os charts americanos.

O álbum com a trilha sonora teve 59 mil cópias vendidas na última semana, o que garantiu a terceira posição no ranking atual. Desde o disco “The Game” (1980), que contou com hits do porte de “Another One Bites The Dust” e “Crazy Little Thing Called Love”, o Queen não conquistava uma posição tão expressiva nos Estados Unidos.
Na época, o Queen emplacou “The Game” na primeira posição por cinco semanas consecutivas. Os álbuns posteriores não obtiveram a mesma repercussão – “Hot Space” (1982) foi o que chegou mais longe nas paradas americanas, conquistando o 22° lugar na ocasião de seu lançamento.

Graças ao filme “Bohemian Rhapsody”, outros dois discos do Queen conquistaram posições expressivas na parada Billboard 200. A coletânea “Greatest Hits I II & III: The Platinum Collection” saltou da 194ª para a 9ª posição e fez com que a banda tivesse, pela primeira vez em sua história, dois álbuns no top 10 das paradas. A também compilação “Their Greatest Hits”, por sua vez, seguiu da 71ª para a 48ª colocação.

“Bohemian Rhapsody” tem tido ótima bilheteria em termos mundiais. Em apenas 10 dias, o filme arrecadou US$ 100 milhões em ingressos e já é a terceira cinebiografia musical mais rentável da história do cinemaamericano, atrás apenas de “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.” e “Johnny & June”.

O desempenho no Brasil também é muito bom: o filme lidera o ranking de bilheteria há duas semanas. No total, o longa-metragem arrecadou R$ 20,87 milhões com 1,15 milhão de ingressos vendidos no Brasil. (Do Whiplash.net)

Ciro erra ao dinamitar pontes com o PT

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Por Ricardo Capelli

Ciro tem razão em boa parte das críticas que faz ao PT. Diferenciação e demarcação de campo é da política, faz parte do jogo. Erra, entretanto, ao fornecer munição aos que desejam a destruição do PT.

O Partido dos Trabalhadores é a maior agremiação política do Brasil. Uma força viva impressionante. Difícil imaginar outro que sobreviveria ao massacre a que está submetido.

Independentemente do custo de sua estratégia para o país, o resultado objetivo é que o PT saiu do pleito com 56 deputados federais E 4 governadores.

É errada qualquer sinalização de que a eventual formação de um bloco com PDT, PSB e PCdoB seja um movimento anti-PT. É um arranjo necessário para reorganização do campo progressista, inclusive para ajudar o PT.

Política não se faz com frases de efeito ou com a justeza de teses, em tese, mais corretas. É movida pela correlação de forças objetiva, matéria contra matéria.

O PT não é hegemonista apenas porque quer, mas, sobretudo, porque pode. Isoladamente é maior que qualquer outra força do campo progressista. Capaz até de eleger Bolsonaro presidente pela força de sua negação.

A formação de um bloco político-social com cerca de 70 deputados pode fazer bem ao campo progressista. PDT, PSB e PCdoB se complementam e têm trajetórias históricas importantes.

O PT deveria ser bem recebido no bloco. É pouco provável que se interesse. Como Zé Dirceu já disse, “o partido já é uma frente, não tem como ir para dentro de outra”.

A construção de uma alternativa na esquerda poderá equilibrar o jogo com o PT, fazê-lo refletir. Não faz sentido exigir do partido autocrítica em praça pública. Entretanto, com um aliado de mesmo tamanho para conversar as coisas podem fluir de forma diferente.

Ciro acerta ao não aceitar o papel de poste de Lula ou do Petismo. Errou ao não declarar apoio a Haddad no segundo turno. Erra novamente ao dinamitar pontes com o PT.

Quem tem responsabilidade com a formação de uma frente ampla capaz de defender o Brasil do neoliberalismo tardio, anacrônico e abutre precisa contar com todos que tenham compromisso com a nação. No momento de abrir portas, fechá-las é erro grave.

Liderança não se impõe. É processo, construção. É absoltamente artificial alguém acreditar que Lula, de Curitiba, num “canetaço”, nomeie o novo líder da oposição. É voluntarismo ingênuo acreditar que esta liderança se afirmará com auxílio da direita na negação do petismo.

Se Bolsonaro naufragar, Doria, um antipetista raiz, já está de boca aberta na fila esperando o núcleo duro dos votos do Capitão.

Não é correto imaginar que qualquer caminho para a esquerda brasileira tem que passar necessariamente pelo PT. Ao mesmo tempo é brigar com a realidade desconsiderar que os companheiros jogarão papel central, qualquer que seja o cenário.

A música do bloco precisa estar afinada, ser bem tocada, com todos os instrumentos em sintonia. Aceitar a pecha de antipetista é morder a isca dos que operam contra a sua formação.

Com muita calma e maturidade a orquestra vai avançar. A derrota foi retumbante. Falar de 2022 agora é acreditar em duendes. Serenar os ânimos e construir uma frente verdadeiramente ampla e democrática é imperativo.

Após ataques de Bolsonaro, Cuba anuncia que não participará mais do programa Mais Médicos

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O governo de Cuba comunicou nesta quarta-feira (14/11) que vai se retirar do programa Mais Médicos devido a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou modificações “inaceitáveis” no projeto. “Diante dessa realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa ‘Mais Médicos’, anunciou o ministério cubano, que comunicou ter informado o governo brasileiro. A decisão significa que os milhares de médicos cubanos que trabalham no Brasil dentro do programa deverão retornar à ilha.

Bolsonaro questionou a formação dos especialistas cubanos, condicionou sua permanência no programa à revalidação do diploma e impôs como único caminho a contratação individual, argumentou o governo cubano.

“O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que confiou desde o primeiro momento nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que foi atendido, vai compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não podem continuar prestando seu apoio solidário no país”, afirmou o Ministério da Saúde Pública de Cuba.

A nota do governo de Cuba, na íntegra:

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana, participa desde seus começos, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil.

A iniciativa de Dilma Rousseff, nessa altura presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir a atenção médica à maior quantidade da população brasileira, em correspondência com o princípio de cobertura sanitária universal promovido pela Organização Mundial da Saúde.

Este programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas desse país.

A participação cubana nele é levada a cabo por intermédio da Organização Pan-americana da Saúde e se tem caracterizado por ocupar vagas não cobertas por médicos brasileiros nem de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, perto de 20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113 milhões 359 mil pacientes, em mais de 3 mil 600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88% de todos os médicos participantes no programa.

Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Baía, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia, foi amplamente reconhecida pelos governos federal, estaduais e municipais desse país e por sua população, que lhe outorgou 95% de aceitação, segundo o estudo encarregado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou próximo da data de vencimento do convênio e em meio dos acontecimentos relacionados com o golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando no acordo com a Organização Pan-americana da Saúde para a implementação do Programa Mais Médicos, enquanto sejam mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, o que até o momento foi respeitado.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-americana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa a revalidação do título e como única via a contratação individual.

As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba.

Estas condições inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais cubanos no Programa.

Por conseguinte, perante esta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu interromper sua participação no Programa Mais Médicos e foi assim que informou a Diretora da Organização Pan-americana da Saúde e os líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa.

Não aceitamos que se ponham em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67 países.

Em 55 anos já foram cumpridas 600 mil missões internacionalistas em 164 nações, nas quais participaram mais de 400 mil trabalhadores da saúde, que em não poucos casos cumpriram esta honrosa missão mais de uma vez.

Destacam as façanhas de luta contra o ébola na África, a cegueira na América Latina e o Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

Na grande maioria das missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano.

Igualmente, em Cuba formaram-se de maneira gratuita 35 mil 613 profissionais da saúde de 138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista.

Em todo momento aos colaborados foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100 por cento de seu ordenado em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, mesmo como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde.

A experiência do Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo, demonstra que sim pode ser estruturado um programa de cooperação Sul-Sul sob o auspício da Organização Pan-americana da Saúde, para impulsionar suas metas em nossa região.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas em cooperação triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os povos da Nossa América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez com que o Programa Mais Médicos fosse uma conquista social, que desde o primeiro momento confiou nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que foram atendidos, poderá compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não possam continuar oferecendo sua ajuda solidária nesse país.

Havana, 14 de novembro de 2018.

A um passo do paraíso

POR GERSON NOGUEIRA

Para quem estava há três rodadas amargando quatro pontos atrás do CRB, o PSC deu um salto gigantesco para se salvar do rebaixamento. O empolgante triunfo de virada (a primeira do time nesta Série B) contra o Figueirense, ontem à noite, fez o time de João Brigatti ultrapassar o CRB na classificação, sair da zona maldita (agora é o 16º) e começar a desfrutar de um cenário bem mais favorável à sua permanência na competição.

A reação no torneio, tida por quase todo mundo como improvável, está quase concretizada. O time foi a 43 pontos, passando de candidato certo ao rebaixamento a um dos que têm chances reais de sobreviver à renhida disputa que se desenrola na parte inferior da tabela.

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O jogo pendeu inicialmente para o Figueirense, que aproveitou duas bobeadas do setor defensivo bicolor para abrir vantagem de 2 a 0, com Elton marcando aos 5 e aos 13 minutos. Os gols poderiam ter feito ruir a estrutura emocional do PSC, mas não foi o que se viu.

Com bom toque de bola no meio, a partir de saídas seguras de Renato Augusto e triangulações envolvendo Pedro Carmona e Thomaz, o Papão foi se reerguendo. No final do 1º tempo já tinha quase 60% de posse de bola, conseguindo levar ampla vantagem sobre a frágil marcação do Figueirense.

Os únicos perigos do lado alvinegro vinham de bolas na área para finalizações de Elton, mas, depois que Carandina e Renato Augusto acertaram a marcação na meia-cancha, o Figueira praticamente ficou sem força ofensiva, pois Romarinho era figura decorativa no lado esquerdo.

Antes do fim da etapa inicial, após Magno ter perdido grande oportunidade, uma trapalhada da zaga catarinense propiciou ao PSC diminuir a vantagem. Bola afastada pela zaga foi no braço de Diego Renan. O penal, indiscutível, foi convertido com calma e precisão por Carmona.

No intervalo, Brigatti tirou Thomaz e lançou Hugo Almeida. O PSC ganhou mais presença de área e a pressão foi aumentando sobre o Figueira, que se limitava a rebater bolas na defesa.

Como resultado da intensa troca de passes no campo inimigo, Renato Augusto recebeu livre na entrada da área e bateu forte no canto direito. O goleiro Vítor Caetano pulou atrasado e não conseguiu impedir o gol de empate.

A partir daí, a partida virou ataque contra defesa. Timbó entrou na zaga e Diego Ivo virou centroavante em tempo integral, ao lado de Hugo Almeida. O próprio Hugo desperdiçou duas boas chances antes que Mike fizesse o terceiro gol, aos 33’, anulado erradamente pela arbitragem. A bola foi tocada por um zagueiro do Figueirense antes de chegar ao atacante do PSC.

Rogério Micale, que já demonstrava irritação com os erros e a lentidão excessiva de seu time, foi expulso por reclamação. Nem estava mais ao lado do campo quando surgiu o chorado e merecido terceiro gol do Papão.

Um dos 400 escanteios cobrados por Carmona caiu na linha da pequena área e foi desviado por Fernando Timbó aproveitando a saída em falso do inseguro goleiro do Figueira. Bola no barbante e festa bicolor em Floripa, estendendo-se por todo o Estado.

O que parecia improvável começa a se materializar. Com esforço e disciplina, o PSC tem superado com competência seus adversários, sabendo explorar a fragilidade encontrada diante de Guarani e Figueirense.

A primeira parte da missão foi cumprida com louvor, ao cabo de três rodadas e nove gols marcados (cinco sofridos). Resta fechar a régua com vitória na última rodada para – dependendo de outros resultados – assegurar a permanência na Segunda Divisão Nacional.

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Complemento da rodada definirá o quadro de chances

CRB e Criciúma jogam na sexta-feira. Só então será possível ter uma ideia do quadro de chances para a rodada final do campeonato. O fato é que os ventos agora sopram favoravelmente ao clube paraense, pela primeira vez nesta fase decisiva da Série B. A pressão fica inteiramente com alagoanos e catarinenses, que não podem perder seus jogos na rodada.

E ambos terão pela frente adversários respeitáveis: o CRB visita o Londrina, que tem chances reais de brigar pelo acesso, e o Criciúma vai a Goiânia enfrentar o Vila Nova, que também luta para ingressar no G4. Em caso de derrota da dupla, o PSC ficará precisando de vitória simples sobre o Atlético-GO para se salvar.

Empate de ambos dificulta as coisas, pois o time alagoano (que tem -6 gols de saldo contra -8 do PSC) voltaria à 16ª colocação. O Criciúma iria a 44 pontos (também com saldo de 2 gols em relação ao PSC), ficando em situação privilegiada para garantir a vaga, pois o time paraense teria a necessidade de vencer o Atlético por dois ou mais gols de diferença.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 14)