Renato Gaúcho renova com o Grêmio por mais uma temporada

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Após longos dias de conversas, especulações e apreensão, a novela sobre o futuro de Renato Gaúcho encerrou. E com final feliz aos gremistas, logo no dia em que festejam o aniversário de um ano do tri da América. Nesta quinta-feira, o Grêmio acertou a permanência do treinador para comandar a equipe em 2019.

O acordo foi selado em uma reunião entre o presidente Romildo Bolzan e o treinador à tarde, no CT Luiz Carvalho. Mais cedo, o representante do treinador, Gerson Oldenburg, o Gauchinho, se reuniu com o CEO Carlos Amodeo. A informação foi publicada pelo site Gaúcha ZH.

Logo após o acerto, o presidente concedeu entrevista coletiva no CT. Sorridente, Bolzan afirmou que a permanência era um desejo “recíproco” e já serve para dar início ao planejamento de 2019. Além de Renato, a diretoria se mantém com Duda Kroeff como vice de futebol, Deco Nascimento como diretor e André Zanotta como executivo.

– Chegamos a um acordo de renovação por mais um ano. (Renato) Vai dar continuidade ao trabalho, era um objetivo, um desejo recíproco. E já damos início ao planejamento do ano que vem. Damos uma resposta à torcida, um projeto de continuidade, de um grupo vencedor. Vamos com a mesma direção e mesma comissão técnica com a mesma perspectiva de conquistar mais títulos – disse o presidente.

FLU DEMITE MARCELO

O treinador Marcelo Oliveira, de 63 anos, foi demitido nesta quinta-feira, um dia depois da eliminação para o Atlético-PR na Copa Sul-Americana e às vésperas da equipe decidir a permanência na Série A do Brasileirão. No domingo, o Tricolor busca evitar o rebaixamento contra o América-MG, no Maracanã. O time carioca está há oito partidas sem vencer e sem marcar gols, maior jejum da história do clube na era moderna.

De cada 10 casos de discriminação no esporte, 9 ocorrem no futebol

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Em estádios e quadras de todo o país, ao menos 69 profissionais da cadeia esportiva foram alvo de discriminação racial, LGBTIfobia, machismo e xenofobia em 2017. Também no ano passado, oito atletas brasileiros passaram por algum tipo de hostilidade ao participar de competições no exterior.

Estes dados constam do Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol, fruto de uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Elaborado com base em reportagens da imprensa nacional e internacional – às vezes enviadas pelas redes sociais por colaboradores voluntários –-, o documento, que está na quarta edição, está sendo lançado oficialmente hoje (29), em Porto Alegre.

Para Marcelo Carvalho, criador do observatório, as conclusões do estudo tiram o campo de futebol do pódio de espaços que disseminam a tolerância, já que este se destacou como o principal cenário das segregações, vinculando-se a 61 (88,4%) dos casos detectados no Brasil.

Foi por desconfiar de que o respeito à diversidade existe, muitas vezes, somente no plano da aparência que o administrador de empresas decidiu investigar a fundo a questão. “O que me chamou a atenção foi a falácia de que o futebol é o espaço mais democrático da sociedade brasileira, onde brancos e negros têm as mesmas oportunidades. Parando para analisar, vi que não é verdade, porque dentro dos clubes não tem negros como técnicos, nem em cargos de comando”, afirmou.

Segundo Carvalho, a alta incidência de atos discriminatórios no futebol talvez se explique pela ampla cobertura midiática reservada a esta modalidade esportiva. Reconhecendo que isso pode se refletir nos resultados do levantamento, já que a metodologia dos pesquisadores abrange a análise de notícias, ele diz que há um ponto positivo na atenção despendida ao futebol. “Fala-se, em 95% do tempo, sobre futebol. Por causa do status que tem, tanto de mídia como econômico. E acaba que ele é mais vigiado,”

De acordo com o relatório, 43 das ocorrências em estádios nacionais envolviam racismo ou injúria racial; 10 a LGBTfobia; cinco reproduziam comportamentos machistas e três tinham como pano de fundo a xenofobia. Vinte e nove crimes relativos ocorreram em estádios, 11 na internet e três em outros espaços.

Dados do relatório mostram que o Rio Grande do Sul, pelo terceiro ano seguido, concentra a maioria dos casos de racismo ocorridos em estádios. No ano passado, ocorreram em arenas gaúchas dez dos 29 casos de racismo, número quase três vezes maior do que o registrado nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia, com três episódios, cada um.

Os números do levantamento mostram a tendência de se espalhar o preconceito pelo país, uma vez que Bahia, Mato Grosso e Amazonas, que não constavam da listagem de 2016, apareceram, na do ano passado. Por outro lado, em 2017, não houve registros no Paraná, em Santa Catarina e em Pernambuco, que figuravam no relatório de 2016.

Embora admita que os jornais têm desempenhado papel importante, Marcelo Carvalho disse que estes erram, por vezes, ao não deixar claro que o ofensor cometeu um crime, podendo auxiliar ainda mais na tipificação das violações. “Muitas vezes, é difícil de se entender que foi cometido um crime. Outro ponto é falar muito do fato e pouco das punições”, acrescentou.

Há 15 anos, está em vigor no Brasil o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que subsidia órgãos da Justiça Desportiva na apreciação dos casos. Conforme destaca Carvalho, aspecto também mencionado no relatório, há casos em que o jogador é punido pelo crime e o clube ao qual pertence é absolvido, quando deveria responder solidariamente.

A justa tipificação também é relevante porque impede outras formas de minimização do crime e até mesmo a subnotificação desse tipo de prática. “Como o tribunal julga, ele absolve o clube da questão, mas pune o clube pela violência. Mas a violência foi em decorrência da homofobia. Isso me chama muito a atenção. Porque, afinal, qual é a preparação de quem está jogando essas coisas, não é?”, questionou Carvalho.

Para ele, a responsabilidade dos times deve ir além de campanhas restritas a datas como o Dia da Abolição da Escravatura e o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrados em 13 de maio e 20 de novembro.

Da Agência Brasil

Madri vai sediar final da Libertadores

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A segunda partida da final da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors será disputada no estádio do Real Madrid em 9 de dezembro, segundo a imprensa argentina e espanhola. O jornal esportivo espanhol Marca, o jornal argentino La Nación e as redes esportivas ESPN e TyCSports informaram que a partida histórica ocorrerá no Santiago Bernabéu.

A Conmebol anunciou na terça-feira que, por razões de segurança, a Argentina não seria a anfitriã do jogo. O Boca pediu para ser declarado o vencedor devido ao ataque sofrido no sábado por seus jogadores no ônibus por torcedores do River, quando eles estavam nas proximidades do Estádio Monumental, em Buenos Aires.

O Tribunal Disciplinar da Conmebol pode emitir ainda nesta quinta-feira uma decisão a favor do Boca que poderia anular a segunda partida da final. A Conmebol, que fixou em 8 ou 9 de dezembro a data em que River e Boca vão jogar, não confirmou as reportagens. (Do portal Terra)

Leão luta contra velhos hábitos

POR GERSON NOGUEIRA

Acompanho quase diariamente nos programas esportivos da Rádio Clube as manifestações desconfiadas da torcida azulina diante da notícia de que a nova diretoria impôs limites para contratar reforços para a próxima temporada, providência que visa estabelecer uma política menos consumista e mais racional.

Fábio Bentes, ao assumir a presidência, reafirmou princípios que defendeu ao longo da campanha eleitoral. Contratar com responsabilidade, abrir espaço para valores regionais e evitar a todo custo o endividamento irresponsável, como se tornou rotina nas últimas gestões do clube.

A reeducação financeira talvez seja a rota mais sensata a ser seguida pelos azulinos a partir de agora. Décadas de gastança resultaram em parcos resultados em campo e uma montanha de processos trabalhistas.

Bentes sabe onde pisa. Fechar o cofre, impedindo contratações marqueteiras e extravagantes, é caminho fácil para a impopularidade. A torcida foi acostumada a aplaudir a cartolagem que faz média trazendo jogadores que não pode pagar.

São velhos hábitos, arraigados e cristalizados, contra os quais a nova e jovem diretoria remista precisará travar uma batalha quase insana. Os primeiros resultados, já no Campeonato Estadual, irão ditar a convivência entre diretoria e torcida.

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Vitórias estarão sempre servindo de régua para avaliar o trabalho. Renovado após o desmanche ocorrido após a Série C, o perfil do Remo deve mudar bastante em relação ao time já modesto de 2018. A equipe terá poucos figurões e apostas em atletas pouco conhecidos – como Geovane (foto) e Robson, os primeiros nomes anunciados.

Por fim, numa concessão aos velhos tempos, há a promessa de aquisição de um “camisa 10 de peso”. Como a realidade do futebol jogado no Brasil não permite enxergar um camisa 10 razoavelmente bom nas principais divisões, nem mesmo na Seleção, não precisa ir longe para identificar um imenso risco de frustração que poderia ter sido evitado.

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O Papão diante do desafio de reconectar com o povão

É uma excelente notícia, para o Papão e para o futebol do Pará, que um jovem dirigente assuma a presidência do clube. Cheio de sonhos e ideias, Ricardo Gluck Paul prepara-se há tempos para desempenhar essa missão. No país confuso que anda a cultivar a assustadora ideia de que a ignorância vale tanto quanto o conhecimento é sempre saudável que um cidadão bem-intencionado, estudioso e inquieto assuma projeto tão desafiador.

Ricardo, fã de rock de qualidade, o que o credencia tremendamente perante a coluna, já sinalizou que dará continuidade aos planos de expansão do PSC como instituição e marca, investindo na boa gestão administrativa, sem perder contato com a torcida.

Estabelecer canais de conexão com a massa é uma de suas prioridades. Vai certamente recorrer a estratégias de marketing para fazer com que o clube volte a prestar atenção às camadas mais humildes de sua torcida.

Era justamente o bolsão que, nos idos de 1950-60-70 e até 1980-90, fazia do Papão o “clube dos pobres” em contraponto ao então elitizado Clube do Remo, cujos salões integravam a agenda de recepções sociais importantes na vida de Belém.

A partir da virada do século, repentinamente, a coisa se inverteu. A elitização passou a ser marca característica do PSC, enquanto o Remo, assolado por dívidas e derrotas em campo, voltou às origens cativando a massa que ocupa o chamado piso da pirâmide socioeconômica. Os seguidos recordes de público nos estádios confirmam isso.

E, se há alguém capaz de conduzir o processo de repacificação do PSC com suas raízes torcedoras, seguramente é Ricardo, pela plena consciência da importância que a popularização da marca tem para o futuro imediato da instituição. Não significa que irá abrir mão dos conceitos que marcam, positivamente, a era Novos Rumos. O clube seguirá regido pela austeridade financeira, bem como a transparência nas ações administrativas.

Impressiona o fato de que os planos do novo presidente não são grandiosos ou megalomaníacos. Pelo contrário, revelam uma preocupação em fincar nos pés no chão. Tem tudo para dar certo.

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Paraná reedita dupla que fracassou no PSC

O Paraná anunciou, orgulhosamente, a contratação de André Mazzuco como executivo de futebol para a temporada 2019. Com isso, está refeita a dupla com Dado Cavalcanti. Junto com o técnico, o gerente foi responsável por grande parte das desastradas escolhas de jogadores para o PSC em 2018.

Resta desejar sorte aos paranistas, diante do desafio que será conter o ímpeto por contratações desastradas. Jogadores que defenderam o PSC, como Renan Rocha, Maicon, Carandina, Timbó, Cáceres, Claudinho & cia., deverão ser os primeiros da lista de “reforços” do tricolor curitibano.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 29)