Viva Jimi!

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Jimi Hendrix faria 76 anos nesta data, se vivo fosse. Nasceu a 27 de novembro de 1942, em Seatlle, EUA. Foi o maior guitarrista da história do rock. Cantor e compositor norte-americano, tornou-se em vida e mesmo depois de sua morte (na Inglaterra, em 1970) influência para músicos do mundo inteiro.

Na canção clássica de Bob Dylan, All Along the Watchtower, uma pequena amostra da genialidade de Hendrix. Fã apaixonado da obra de Dylan, capaz de passar horas ouvindo discos do bardo de Minnesotta, Jimi gravou a música no LP Electric Ladyland, de 1968.

Remo anuncia dois primeiros reforços

Dentro dos critérios anunciados pela nova diretoria do clube, o Remo anunciou nesta terça-feira seus dois primeiros reforços para a temporada 2019: o lateral direito Geovane e o volante Robson.

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Geovane (foto acima) tem 23 anos e é natural de Natal (RN). Começou nas divisões de base do Globo (RN), onde esteve até esta temporada. Pela equipe potiguar, Geovane conseguiu um acesso para para a Série C em 2017 e foi um dos destaques da equipe no Brasileirão deste ano. O lateral teve a oportunidade de jogar contra o Leão no ano passado.

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O volante Robson (acima) também tem experiência na Série C, onde defendeu a equipe do Ypiranga (RS). Gaúcho, o jogador tem 26 anos, com passagem de destaque pelo América (RN). Ele atua também como meia. Os dois contratados se apresentam ao clube em dezembro, para realizar exames e iniciar a pré-temporada junto com o elenco azulino. (Com informações do site oficial do Remo)

“Green Book” vence o NBR, prêmio que inaugura temporada do Oscar 2019

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National Board of Review, organização de críticos sediada em Nova York, divulgou hoje (27) sua tradicional lista de melhores filmes do ano. Embora a escolha da entidade para o principal prêmio não tenha coincidido com a feita pelo Oscar nos últimos 10 anos, a distinção dada pela NBR é considerada por muitos como ato inaugural no ciclo de premiações de fim de ano que termina na entrega das estatuetas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, servindo como um bom ponto de partida para saber quais produções estão ou não no páreo.

Este ano, o principal filme de destaque aos olhos do NBR é “Green Book: O Guia”, road movie dirigido por Peter Farrelly e estrelado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali que recebeu o prêmio de Melhor Filme e Ator. Outros filmes que triunfaram com certo vigor no círculo de críticos da organização foram o “Nasce Uma Estrela” de Bradley Cooper, que faturou troféus de Direção, Atriz e Ator Coadjuvante, e o “Se a Rua Beale Falasse” de Barry Jenkins, lembrado nas categorias de Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado. “First Reformed” completa a lista principal ao ser honrado como Melhor Roteiro Original do ano, enquanto Bo Burnham (“Oitava Série”) e Thomasin McKenzie (“Sem Rastros”) foram consagrados respectivamente como melhor diretor e atriz estreantes de 2018.

Além dos prêmios individuais, o National Board of Review é conhecido pelos “tops” de filmes do ano, um conjunto de listas que ajuda a orientar a identificação das produções mais fortes na corrida, mas o destaque maior ficam para as tradicionais esnobadas bizarras dadas pela entidade a alguns dos principais longas da temporada. Este ano, as grandes ausências na premiação foram “A Favorita”“Infiltrado na Klan”“Vice” e “O Primeiro Homem” no ranqueamento principal, além da preferência por “Guerra Fria” no lugar de “Roma” (um dos grandes players deste ano) na eleição de Melhor Filme Estrangeiro.

Considerado o tradicional erro de cálculo da premiação (o último filme a vencer o NBR e o Oscar foi “Quem Quer Ser um Milionário?”, bom lembrar), já dá pra tirar algumas conclusões do status da corrida pelo prêmio da Academia da lista do National Board. Além do fortalecimento das campanhas de “Green Book”, “Nasce Uma Estrela” e “Se a Rua Beale Falasse” – que tirando o último já estavam chegando fortes no páreo inicial do ciclo – a presença de “Pantera Negra” entre os “Filmes do Ano” reitera a possibilidade cada vez maior do filme da Disney de mostrar alguma presença nos principais prêmios do ano, incluindo aí o Oscar que o estúdio mostra estar tão afim de investir. “First Reformed” é outro que vê sua candidatura pela estatueta nascer graças ao NBR e ao Spirit Awards, onde foi um dos principais indicados.

Do outro lado da briga, o “Infiltrado na Klan” de Spike Lee começa a mostrar certas instabilidades neste início de campanha, já que depois da esnobada no NBR e no Spirit ele agora depende mais do que nunca da lembrança nos prêmios dos círculos da crítica.

Confira abaixo a lista completa de vencedores dos prêmios da NBR:

Melhor Filme: “Green Book: O Guia”

Melhor Diretor: Bradley Cooper (“Nasce Uma Estrela”)

Melhor Ator: Viggo Mortensen (“Green Book: O Guia”)

Melhor Atriz: Lady Gaga (“Nasce Uma Estrela”)

Melhor Ator Coadjuvante: Sam Elliott, (“Nasce Uma Estrela”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”)

Melhor Roteiro Original: Paul Schrader (“First Reformed”)

Melhor Roteiro Adaptado: Barry Jenkins (“Se a Rua Beale Falasse”)

Melhor Animação: “Os Incríveis 2”

Melhor Atuação de Estreia: Thomasin McKenzie (“Sem Rastros”)

Melhor Debute na Direção: Bo Burnham (“Oitava Série”)

Melhor Filme Estrangeiro: “Guerra Fria”

Melhor Documentário: “RBG”

Melhor Elenco: “Podres de Ricos”

William K. Everson Film History Award: “The Other Side of the Wind” and “They’ll Love Me When I’m Dead”

NBR Freedom of Expression Award: “22 de Julho”, “On Her Shoulders”

Filmes do Ano (em ordem alfabética)

“The Ballad of Buster Scruggs”
“First Reformed”
“Nasce Uma Estrela”
“Oitava Série”
“Pantera Negra”
“Poderia Me Perdoar?”
“O Retorno de Mary Poppins”
“Roma”
“Se a Rua Beale Falasse”
“Um Lugar Silencioso”

Top 5 de Filmes Estrangeiros (em ordem alfabética)

“Assunto de Família”
“Custódia”
“Culpa”
“Em Chamas”
“Lazzaro Felice”

Top 5 de Documentários (em ordem alfabética)

“Crime + Punishment”
“Free Solo”
“Minding the Gap”
“Three Identical Strangers”
“Won’t You Be My Neighbor?”

Top 10 de Filmes Independentes (em ordem alfabética)

“Buscando…”
“Domando o Destino”
“Mid90s”
“A Morte de Stálin”
“The Old Man & the Gun”
“A Rota Selvagem”
“Sem Rastros”
“Sorry to Bother You”
“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”
“We the Animals”

Nos bastidores do rock

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Escritório da Atlantic Records em Nova York, primeiros dias do mês de setembro de 1971. De um lado o co-fundador da gravadora, Ahmet Ertegun. Do outro, o guitarrista e o manager de uma das bandas do selo, que estavam na cidade para um show que aconteceria no Madison Square Garden alguns dias depois. Preenchendo a mesa, os representantes legais dos dois lados.

O motivo desta tensa reunião era a capa do disco conhecido pelo número de catálogo Atlantic 7208, o quarto álbum do Led Zeppelin. Peter Grant, o temido manager do Led Zeppelin, informa Ertegun que o LP só será lançado se o desejo de seu guitarrista, Jimmy Page, for atendido: colocar o álbum nas lojas sem título e sem o nome da banda na capa. Ahmet Ertegun surta, balança as mãos para o ar e grita para todo mundo ouvir: “Como vocês querem lançar o disco sem o nome da banda na capa? Isso é suicídio!”.

Phil Carson, então o chefão da Atlantic na Inglaterra, recorda o que se passou naquela sala: “A Atlantic falou: ‘Isso é loucura, o disco não vai vender’. Mas Grant respondeu na lata: ‘Podem colocar o LP dentro de um saco marrom que, mesmo assim, ele vai mudar a vida das pessoas’”. Peter Grant, cuja reputação aterrorizava a todos na indústria, deixou claro que Ertegun não teria acesso às fitas masters se a Atlantic não atendesse as solicitações de Jimmy Page. “No final da reunião eu pedi a palavra e falei: ‘Confiem em mim, as pessoas vão encontrar o disco e o comprarão’. É preciso lembrar que, naquela época, o Led Zeppelin era responsável por algo entre 20% e 25% do total de vendas da Atlantic. Meu trabalho era garantir que a banda continuasse satisfeita e gravando álbuns de sucesso”, completa Carson.

O uso dos quatro s

ímbolos como uma espécie de título do quarto álbum do grupo agregou ainda mais mistério à história da banda. O significado de cada um deles ainda hoje divide opiniões entre os fãs. Os símbolos foram apresentados para a mídia, primeiramente, através de uma série de teasers veiculados nas publicações da época antes do lançamento do álbum, com cada anúncio apresentando apenas um dos símbolos que fariam história no próximo disco do grupo.

Os símbolos utilizados por John Paul Jones e John Bonham foram retirados do livro The Book of Signs, de Rudolph Koch. O de Jones, um círculo invadido por três formas iguais, representa uma pessoa que possui, ao mesmo tempo, confiança e competência (ele é o mais difícil de desenhar com precisão). Os três círculos do símbolo de John Bonham representam a tríade formada por pai, mãe e filho. Ele também pode significar – vide a paixão que o baterista tinha pelas bebidas alcoólicas – a logo da cerveja Ballantine.

O de Robert Plant foi, ao que parece, desenhado pelo próprio vocalista, inspirado em um símbolo que Plant viu no livro The Sacred Symbols of Mu, de Colonel James Churchward. A pena dentro do círculo representa a pena de Ma’at, a deusa egípcia da justiça, e é o emblema de um escritor. “A pena é um símbolo presente em todas as formas de filosofia. Ela representa, por exemplo, as tribos de Caras Vermelhas dos Estados Unidos”, explica o próprio Plant.

O símbolo de Page, o enigmático “ZoSo”, tem várias teorias sobre a sua origem. Estudiosos dizem que ele surgiu em 1557 em representação ao planeta Saturno. Também se observou de que ele é constituído pelos símbolos astrológicos de Saturno, Júpiter e, talvez, Marte e Mercúrio. O mesmo desenho havia aparecido, em uma forma praticamente igual, em um raro dicionário de símbolos do século XIX chamado Le Triple Vocabulaire Infernal Manuel du Demonomane, de Frinellan, um pseudônimo utilizado pelo escritor Simon Blocquel, publicado em 1844. “Meu símbolo é sobre invocação e ser protegido. Isso é tudo o que eu vou falar sobre ele”, declarou Page ao jornalista Mick Wall em 2001.

Independente de seus significados, estes quatro símbolos se tornaram sinônimos dos músicos do Led Zeppelin, e ao longo dos anos foram sendo adaptados por Plant, Page e Jones em seus respectivos trabalhos solo. Mais recentemente Plant voltou ao tema, utilizando uma forma adaptada do seu na contracapa do álbum Band of Joy, lançado em 2010. Já Page colocou o ZoSo na capa da autobiografia fotográfica Jimmy Page by Jimmy Page, de 2011.

Lançar um novo álbum sem o “Led Zeppelin” na capa (e também na lombada na lateral do disco) era um gigantesco “foda-se” para todos que acusavam a banda de ser apenas um grande hype. Incomodado com os comentários negativos publicados em grande parte da imprensa desde que a grupo havia surgido no final de 1968, Page queria provar que a música do quarteto poderia vencer pelos seus próprios méritos, sem o apoio dos nomes envolvidos. “A imprensa não me incomodou até o terceiro disco”, contou o guitarrista em entrevista para Steven Rosen, da Guitar Player, vinte anos depois. “Já éramos uma banda estabelecida, e a imprensa continuava afirmando que éramos apenas um hype. Foi por essa razão que o quarto disco saiu sem título. Era um protesto sem sentido, eu sei, mas nós queríamos provar que as pessoas não compravam os nossos discos pelo nome estampado no capa, mas sim por causa da música”.

“O gênio de Jimmy Page está no fato de que as pessoas sempre se esquecem das atitudes contra o sistema que ele tinha. Coisas como lançar discos sem qualquer informação na capa. Para mim, isso era mais punk do que os Sex Pistols assinando um contrato em frente ao Palácio de Buckingham”, afirmou Jack White, um grande fã da banda, em 2006.

Punk ou não, a coragem e as convicções do Led Zeppelin não foram mais questionadas a partir do momento em que o tal disco sem título – também conhecido como Led Zeppelin IV, ZoSo, Runes ou Four Symbols – se transformou no álbum mais vendido da banda (atualmente, ele ocupa a décima-segunda posição entre os discos mais vendidos de todos os tempos). Se os três primeiros LPs haviam transformado os caras do Led em estrelas, o quarto álbum os deu status de superestrelas. Em menos de dois anos eles eram, inquestionavelmente, a maior banda de rock do planeta.

Combinando o peso de Led Zeppelin II com o lado acústico de Led Zeppelin III, o álbum se equilibrava entre blues rock selvagens (“Black Dog”) e devaneios hippies (“Going to California”), rock retrôs (“Rock and Roll”) e mandolins medievais (“The Battle of Evermore”). E tinha também um épico de oito minutos intitulado “Stairway to Heaven”. “A música é como um caleidoscópio, e eu acho que esse disco em particular nos fez ir além em todos os sentidos”, declarou Robert Plant a NME na época.

“No meu ponto de vista, é a melhor coisa que nós já fizemos”, falou John Bonham à Melody Maker. “Jimmy foi absolutamente incrível neste disco”. “Depois deste álbum, ninguém mais nos comparou ao Black Sabbath”, conclui John Paul Jones.

O quarto álbum do Led Zeppelin teve início um ano antes da fatídica reunião com Ahmet Ertegun, na visita anterior da banda a Nova York. Promovendo Led Zeppelin III, o show final da sexta turnê norte-americana do grupo também aconteceu no Madison Square Garden, em um estado de quase exaustão completa depois da banda ter cruzado o país de costa a costa e conquistado de vez o público americano. “Estávamos fartos de viajar pelos Estados Unidos. Fizemos isso por dois anos”, declarou Jimmy Page em 1973.

Em 19 de setembro de 1970 a banda fez dois shows no mesmo dia no Madison Square Garden. Os músicos estavam à beira de um colapso e não viam a hora de voltar pra casa. Além disso, as más notícias cruzavam o Oceano Atlântico com a informação de que Jimi Hendrix havia sido encontrado morto em Londres um dia antes, deixando o clima pesado durante os dois shows. Depois da quarta música, “Bring It On Home”, Robert Plant homenageou Hendrix, que havia declarado algum tempo antes que John Bonham “tinha um par de castanholas no pé direito”.

O baterista sentia saudades de sua esposa Pat e de seu filho Jason, então com 4 anos de idade. “Nós fizemos três turnês no último ano e, no final, decidimos dar um basta naquilo”, declarou Bonzo ao jornalista Chris Welch, da Melody Maker. “Nós trabalhamos muito em um espaço muito pequeno de tempo, estávamos exaustos. Tínhamos ofertas para continuar na estrada tocando na França e pelos EUA, mas recusamos. Precisávamos dar uma parada. Havíamos dado duro, e Peter, provavelmente, tinha trabalhado mais do que todos nós juntos. Nós gostamos do que fazemos, mas precisamos dar uma parada antes de ficarmos velhos”. A pausa do grupo fez surgir rumores de que a banda estava prestes a se separar.

Grant não estava na sua melhor forma física, e viu nessa parada uma oportunidade para fazer algo sobre o seu peso, que só crescia. Assim, o manager da banda foi fazer um tratamento em um spa. Ao mesmo tempo, Page e Plant recordaram da energia de uma pequena casa em South Snowdonia, no País de Gales, onde haviam passado um tempo na primavera anterior, e decidiram retornar ao local, batizado de Bron-yr-Aur, em uma espécie de retiro para atiçar a criatividade. A única companhia da dupla na viagem foram os roadies Sandy MacGregor e Henry “The Horse” Smith.

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“Pegamos um furgão branco e fomos dirigindo até Bron-yr-Aur”, recorda Smith, um americano que havia trabalhado ao lado de Richard Cole nas turnês norte-americanas do Led Zeppelin e do Jeff Beck Group. “Era como estar acampando. Jimmy usava galochas e cardigãs, além do famoso chapéu que ele usou na edição de 1970 do Bath Festival. Era um look bem folk. De certa maneira era meio apavorante para eles. Jimmy era um cara da cidade, e Plant era o típico inglês. Ele havia estado em Bron-yr-Aur quando criança, e recordava de lá com um lugar seguro. Foi interessante vê-los trabalhar em um ambiente de serenidade”.

Uma casa de pedra localizada no topo de uma pastagem de ovelhas, Bron-yr-Aur passava uma ótima sensação, conforme relembra Smith: “Se você queria escrever você precisava se afastar das pessoas. E aquele era um ótimo lugar para ficar isolado porque não havia, literalmente, ninguém por perto. De vez em quando as ovelhas entravam dentro da casa enquanto Jimmy e Robert estavam trabalhando em uma canção. Várias vezes eu e Robert caminhávamos pela propriedade e sentávamos na grama para conversar. Falávamos sobre as canções que estavam surgindo e os temas que as letras explorariam. Me lembro de falar sobre os pequenos animais que caminhavam pela grama e o que eles estavam fazendo lá”.

Tradução de Ricardo Seelig (matéria publicada originalmente na Classic Rock 161, de agosto de 2011)

Boca não aceita entrar em campo e Conmebol ameaça punir jogadores por críticas

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Enquanto o Boca Juniors mostra-se irredutível quando à decisão de não mais entrar em campo para jogar com o River pela final da Libertadores, a Conmebol planeja suspender quatro jogadores do Boca para a segunda partida decisiva, marcada nesta terça-feira para dia 8 ou 9 de dezembro, fora da Argentina.

Segundo a TNT Sports, os jogadores Carlos Tévez, Pablo Pérez, Ramon Ábila e Nahitan Nández podem receber suspensão de um jogo por terem criticado a Conmebol durante os incidentes de sábado. Os jogadores do Boca acusaram a entidade de fazer pressão para que o jogo se realizasse apesar do ataque ao ônibus da equipe.

Escola Sem Partido ou Escola com Respeito?

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Por Toni Reis, no Congresso em Foco

De 21 a 23 de novembro, tive a grata oportunidade de participar da 3ª Conferência Nacional de Educação (Conae 2018), em Brasília. Diversas questões foram levantadas e discutidas, mas uma que me marcou foi sobre o projeto Escola Sem Partido. Foram mostrados em torno de 70 exemplos de situações de aulas com atividades impróprias sobre gênero e sexualidade que, de fato, não deveriam acontecer nas escolas. A doutrinação e o proselitismo também não combinam com a educação crítica.

Contudo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), o Brasil tem mais de 2,5 milhões de professores/as, enquanto os depoimentos/denúncias no site do Escola Sem Partido sobre casos como esses são em torno de 70, representando 0,003% das ocorrências. Não se pode fazer uma lei pela exceção inexpressiva. Fere o princípio da razoabilidade.

Os casos devem ser averiguados e, conforme necessário, solucionados dentro dos mecanismos já existentes, como as ouvidorias das Secretarias de Educação. A Conae 2018 deu um sonoro não ao Escola Sem Partido, aprovando várias propostas pela liberdade de ensinar e aprender. Nesse sentido, é preciso sim agir para garantir a conduta profissional ética. Mas de que forma?

Por outro lado, tratam-se de incidentes isolados e não generalizados, possivelmente fruto da falta de formação inicial dos/das profissionais de educação nesses assuntos. Como afirmou o próprio ministro da Educação durante a abertura da Conferência, há problemas na educação brasileira muito mais graves que as situações excepcionais apontadas pelo Escola Sem Partido e outras iniciativas afins.

De tanto o Escola Sem Partido insistir em exemplos como os citados acima, auxiliado pelo poder das mídias sociais, parcelas da população estão convencidas de que eles viraram a regra, quando na verdade são a exceção. Gênero, sexualidade e diversidade sexual, entre outros tópicos, tornaram-se objeto de um pânico moral cujo fundamento tem sido exagerado desproporcional e propositadamente.

A resposta do Escola Sem Partido é uma educação de absorção acrítica de informações transmitidas por profissionais que acabariam por ser meros repassadores de conteúdos censurados. Por isso recebeu uma moção de repúdio pela maioria absoluta dos mais de 1,5 mil participantes da Conae 2018.

É preciso retornar a duas questões essenciais. A primeira delas é o objetivo da educação e a forma como ela é feita. Segundo a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os objetivos da educação são o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, tendo entre seus princípios a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.

Para superar seus problemas de ordem social e até moral, o Brasil precisa que as futuras gerações tenham uma educação que lhes proporcione o desenvolvimento do senso crítico, capaz de discernir e rejeitar práticas corruptas, discriminatórias e iníquas, em prol de uma sociedade justa, ética, respeitosa e solidária. Para tanto, a educação não pode ser estanque e uniforme, ela precisa cultivar o diálogo e a compreensão para com o outro.

A segunda questão se refere a situações-problema enfrentadas pela população feminina e pelas assim chamadas minorias sexuais, sem deixar de mencionar a violência generalizada que assola o país – que não são, em absoluto, “mimimi”, e sim um reflexo de quanto o sistema educacional ainda está falhando no preparo das pessoas para o exercício da cidadania. Pesquisa nacional realizada sobre o ambiente escolar em 2015/2016 mostrou, entre seus achados principais em relação à diversidade sexual, que 73% dos/das estudantes LGBTI+ foram agredidos/as verbalmente; 36% foram agredidos/as fisicamente; e 60% se sentiam inseguros/as na escola no último ano por serem LGBTI+.

Essa situação já presente na escola se encontra de forma igualmente grave na sociedade como um todo. São noticiados mais de 300 assassinatos de pessoas LGBTI+ por ano no Brasil caracterizados como crimes motivados por ódio às pessoas LGBTI+. Além disso, o governo federal registra níveis elevados de denúncias de violações de direitos humanos contra pessoas LGBTI+.

Em relação à violência contra as mulheres, o Mapa da Violência de 2015 informa que, entre os anos 1980 e 2013, foram assassinadas 106.093 mulheres no Brasil, número que vem aumentando gradativamente, a cada ano: de 3.851 no ano de 2001 para 4.762 no ano de 2013, sendo que nesse último ano 27% dos assassinatos ocorreram no próprio domicílio das vítimas.

Além dos assassinatos, outra forma de violência de gênero contra as mulheres é a “cultura do estupro”. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2015, foram registrados 47.646 estupros no país em 2014 (uma redução de 6,7% em relação ao ano de 2013). Contudo, a mesma fonte considera que 35% dos crimes sexuais não são notificados, de modo que o número de estupros pode ser muito maior.

Diante desses dados e evidências, que são apenas alguns exemplos, é claro que a educação tem que ser uma das frentes empregadas para promover mudanças sociais que levem à diminuição dessas violências. Entre outras coisas, é preciso discutir a igualdade entre os gêneros, o respeito à diversidade sexual e a não violência de modo geral. Mas, para isso, os/as profissionais de educação precisam dispor de formação inicial e continuada que habilite para abordar esses assuntos de forma dialógica, educativa e, acima de tudo, apropriada para a faixa etária dos/das estudantes, e com material didático fundamentado em evidências científicas. Os exemplos apontados pelo Escola Sem Partido se devem, pelo menos em parte, a essa falta de preparo adequado.

E mais. Não cabe somente aos/às profissionais de educação cumprir esse papel. Os pais, as mães e responsáveis dos/das estudantes precisam estar envolvidos/as e contribuir para construir uma educação que seja aceitável para eles, e não apenas criticá-la de fora com base em informações distorcidas que circulam nas mídias sociais. Os pais, as mães e responsáveis devem se fazer presentes nas escolas quando das entregas das notas, nas assembleias, nos conselhos escolares e, principalmente, ajudar a construir em conjunto o projeto político-pedagógico, para que contribuam, entendam e estejam de acordo com a educação que está sendo proposta para seus filhos e suas filhas. As direções e equipes pedagógicas gostam de pais, mães e responsáveis presentes na vida escolar.

Na 3ª Conferência Nacional de Educação, o que me pareceu ser consenso entre a maioria é não aceitar o Escola Sem Partido, e sim defender uma educação com ética e respeito universais, por parte dos/das docentes e também por parte dos/das discentes. Ética e respeito no que se ensina e na forma como se ensina, e ética e respeito para com o outro em seu sentido mais amplo.

PGR ignora escândalo do WhatsApp e recomenda aprovação das contas de Bolsonaro

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, considerou que as contas da campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro, devem ser aprovadas com as ressalvas levantadas no relatório da área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentado no última final de semana.

No documento enviado ao TSE, Dodge, que também é a procuradora-geral eleitoral, destaca que foram constatadas irregularidades no valor de 171 mil reais, o que representa 3,9% do total de gastos, mas ressalta que o parecer técnico aponta que as inconsistências encontradas não comprometem a prestação de contas da campanha.

A avaliação das contas de Bolsonaro e seu vice, general Hamilton Mourão, será feita pelo plenário do TSE no dia 4 de dezembro. A aprovação com ressalvas não inviabilizaria as contas da chapa de Bolsonaro.

Entre as ressalvas destacadas no relatório da área técnica do TSE estão a “doação de fonte vedada na vaquinha”.

“Sobre as fontes vedadas, o parecer concluiu que pessoas físicas permissionárias (como é o caso de taxistas) não poderiam doar, nem pela vaquinha. Porém, pelo volume ínfimo, não haveria razões para a reprovação”, afirmou a assessoria.

Em defesa apresentada ao TSE, a campanha alegou que a quantidade de doadores (24.986 por meio de financiamento coletivo) torna a “pesquisa cadastral muito difícil de ser realizada, em vista do volume de doadores a serem ‘investigados'”.

“Além disso, a fim de regularizar as contas, será providenciado o recolhimento dos valores ao erário público. A devolução espontânea saneia a pendência e não compromete a regularidade da prestação de contas do candidato”, disse.

Na manifestação entregue ao TSE, Dodge relata as irregularidades, mas destaca que houve “preservação do princípio da transparência e do controle social quanto à identificação dos doadores” e dos dados da doação. A irregularidade apontada, diz, é de “natureza formal e não compromete a confiabilidade das contas prestadas”, afirmou a procuradora-geral.

Trump manda sub-falcão ao Brasil em missão de reconhecimento

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No próximo dia 29, numa escala em sua viagem com destino à reunião do G20 em Buenos Aires, o conselheiro para segurança nacional de Donald Trump, John Bolton, aportará no Rio de Janeiro para ter uma conversa com Bolsonaro. A armada Bolsoleone, já abanando alvoroçados rabos, vê essa reunião com um “sub” como uma demonstração de grande prestígio mundial.

Evidentemente, não é. Em primeiro lugar, porque trata-se de uma reunião com alguém de segundo escalão. Em segundo, porque Bolton não vem ao Brasil especificamente para ver Bolsonaro. Ele apenas aproveitou sua viagem a Buenos Aires para fazer uma escala no Rio e conversar com o capitão. Em terceiro lugar, porque Bolton é figura extremamente controversa.

Com efeito, embora tenha influência junto a Trump, o “falcão” Bolton não goza de prestígio algum na comunidade diplomática internacional.

Um dos principais propugnadores do destrutivo unilateralismo norte-americano, Bolton sempre viu os organismos internacionais, espacialmente os vinculados à ONU, com profundo desprezo. O mesmo desprezo que agora aflora em nosso chanceler pré-iluminista.

Bolton foi, aliás, o principal responsável da saída dos EUA do Tribunal Penal Internacional. Tendo alcançado esse objetivo, Bolton afirmou que a saída dos EUA do TPI tinha sido o “momento mais feliz” de sua carreira.

Além disso, ele sempre se destacou por utilizar métodos brutais e desonestos para atingir seus objetivos.

Em 2002, por exemplo, Bolton, sempre obcecado por Cuba, tentou emplacar a tese de que aquele país estava exportando armas biológicas para regimes terroristas. Entretanto, como os analistas para armas biológicas do Departamento de Estado não corroboraram com a tese tresloucada de Bolton, ele tentou derrubar o chefe desses profissionais. Mais tarde, em audiência no Senado, Bolton mentiu sob juramento dizendo que não havia tentado destituir o analista–chefe. Porém, sete profissionais da área o desmentiram.

Mas o que Bolton não conseguiu com Cuba e as armas biológicas ele conseguiu com o Iraque e as armas químicas.

Com efeito, Bolton foi o grande articulador da destituição do grande embaixador brasileiro José Maurício Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

Bustani, um diplomata brilhante, havia sido eleito o primeiro Diretor-Geral da OPAQ, em 13 de maio de 1997, e reeleito para um segundo mandato de quatro anos, em maio de 2001. Em ambos os casos, seu nome tinha sido escolhido por decisão unânime da Conferência dos Estados-Partes da organização.

Durante a competente gestão de Bustani, o número das ratificações à Convenção aumentou 67%. Ademais, a OPAQ conseguiu, nesse período, realizar mais de 1.100 inspeções em todo o mundo e reduzir o estoque de armas químicas em 1/6.

Sua gestão foi tão boa que até Colin Powell elogiou publicamente seu trabalho.

No entanto, Bustani cometeu um pecado mortal. Ele levou tão a sério seu trabalho que conseguiu atrair o Iraque para a OPAQ e, com isso, submeter aquele país às rigorosas inspeções daquela organização.

Acontece que, na época (2002), os EUA já estavam planejando a invasão do Iraque, usando o pretexto, cínico e mentiroso, de que aquele país dispunha de armas destruição em massa, principalmente armas químicas. Ora, a iniciativa de Bustani jogaria por terra esse pretexto hipócrita, pois as inspeções da OPAQ demonstrariam que o Iraque não dispunha mais dessas armas.

Bolton, na época Subsecretário para Desarmamento do Departamento de Estado, se encarregou pessoalmente de perseguir e destituir Bustani. Ele viajou à Haia, sede da organização, para articular uma reunião de seu Conselho Executivo, na qual foi apresentada uma moção de desconfiança contra Bustani por fantasiosas e caluniosas “irregularidades financeiras”. A moção foi rejeitada. Contudo, não satisfeito, Bolton conseguiu convocar uma irregular “reunião especial” da Conferência da organização, especificamente para destituir Bustani como Diretor-Geral da OPAQ.

Usando de todos os meios de pressão disponíveis, inclusive de ameaças, Bolton, dessa vez, conseguiu seu objetivo. Com 48 votos a favor de sua demissão, sete contrários e 43 abstenções, Bustani foi afastado.

A maioria dos latino-americanos se absteve na votação vergonhosa. Por quê?

Porque o Brasil não defendeu seu embaixador, como deveria e poderia. Não fez as articulações que poderiam ter salvo Bustani. Pressionado pelos EUA, o governo FHC fez questão de anunciar, aos seus pares, que a OPAQ não era “uma prioridade para o Brasil”.

Assim, o governo da época abandonou seu embaixador à própria sorte. Ante a pressão dos EUA e a posição de Pôncio Pilatos do governo brasileiro, muitos países latino-americanos e africanos, aliados naturais do Brasil, preferiram se abster, na votação da vergonha.

A oposição brasileira tentou, por uma iniciativa capitaneada pelo então deputado Paulo Delgado (PT/MG), amigo de Bustani, extrair algum apoio do Congresso brasileiro para nosso embaixador, já que o Executivo se negava a apoiá-lo de forma efetiva.

Paulo Delgado me mostrou alguns e-mails de Bustani, nos quais ele se queixava de ter sido abandonado e descrevia as manobras sujas, capitaneadas por Bolton, para manchar a sua imagem e destituí-lo do cargo. Era algo de embrulhar o estômago.

Lembro-me que redigi uma moção de apoio a Bustani que o deputado Paulo Delgado apresentou no Plenário da Câmara. Em vão. A base governista se encarregou de enterrá-la. Esse foi um dos episódios mais tristes e vergonhosos da história da diplomacia brasileira. Uma humilhação difícil de esquecer.

Observe-se que, em julho de 2003, o Tribunal Administrativo da Organização Internacional do Trabalho (TAOIT) condenou a demissão de Bustani como ilegal, pois ela fora totalmente irregular e havia contrariado “a independência dos servidores públicos internacionais”.

Mas Bolton é não apenas agressor do Brasil por ter liderado a demissão ilegal de Bustani. Ele é, sobretudo, um inimigo do Brasil soberano, pois deseja que o nosso país secunde acriticamente a defesa do que ele julga serem os interesses norte-americanos no subcontinente. É também um inimigo do multilateralismo e da construção de uma ordem mundial simétrica e pacífica, algo que beneficiaria muito um país como o nosso.

O sentido da próxima conversa com Bolsonaro é exatamente esse. Ele vem “passar as instruções” para que o Brasil participe ativamente de um jurássico enfrentamento a Cuba e Venezuela. Também instruirá o governo eleito a se afastar da China, nosso maior parceiro comercial, e se alinhar de forma subordinada aos EUA, no grande jogo de poder mundial.

Objetivamente, nada disso interessa, de fato, ao Brasil. Trata-se de uma agenda geopolítica importada, que prejudicará os autênticos interesses nacionais. Se conseguir êxito, Bolton poderá transformar a América do Sul numa região conflagrada, tal qual o Oriente Médio. E, muito provavelmente, acabaria com a soberania do Brasil, já muito fragilizada pelo golpe.

Bolton, um “falcão” delirante, controverso na comunidade internacional e em seu próprio país, assim como o presidente a quem serve, sabe que a armada Bolsoleone, primitiva como é, poderá ser útil aos seus designíos políticos e ideológicos.

Acima de tudo, Bolton e Trump sabem que, com o presidente pré-redemocratização e com um chanceler pré-iluminista, a hora para inserir integralmente o Brasil na órbita geoestratégica dos “falcões” dos EUA é agora.

Em 2002, no episódio de Bustani, o governo FHC fez papel de Pôncio Pilatos. Será que agora o governo eleito estaria disposto a emular as atitudes de alguém como Joaquim Silvério dos Reis? No momento em que antigos agressores do Brasil são tão valorizados, tudo parece possível. (Transcrito do blog Nocaute) 

PCdoB e PPL anunciam unificação

Na íntegra, a nota conjunta PCdoB-PPL:

A eleição de Jair Bolsonaro, da extrema direita, coloca em alto risco a democracia, a soberania nacional e os direitos do povo brasileiro.

Face a essa realidade, impõe-se a união das mais amplas forças políticas, sociais, econômicas e culturais para empreender a resistência e exercer a oposição, tendo como convergência a defesa da democracia, da Constituição de 1988, dos direitos dos trabalhadores e dos
interesses nacionais.

Diante desse quadro e visando a cumprir suas responsabilidades com o Brasil e seu povo, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Pátria Livre (PPL) iniciaram um elevado diálogo, buscando uma solução política e jurídica para atender às exigências, na forma da lei, de superação da cláusula de desempenho – e assim criar as condições para seguir cumprindo um papel relevante na busca de soluções para o Brasil, particularmente nesse período de resistência democrática em que ingressamos.

Desse diálogo frutífero, veio a convicção de que as duas legendas, em relação ao presidente eleito e ao seu futuro governo, têm o entendimento comum, a visão tática confluente de que é preciso agregar, sem hegemonismos ou imposições, um leque amplo de forças para empreender a resistência, a oposição e a luta contra o retrocesso e o obscurantismo. As conversações também ressaltaram as afinidades programáticas entre os dois partidos.

De comum acordo, as direções das duas legendas concluíram, então, que o caminho para realizar os objetivos propostos é o da unidade, cujo encaminhamento prático, legal e imediato é a incorporação do PPL ao PCdoB. Esse processo, assentado na legislação e nos estatutos das duas legendas, se efetivará simultaneamente em suas instâncias de decisão e deliberação.

Para concretizar esse processo, acontecerá, no próximo dia 2 de dezembro, uma reunião conjunta de instâncias máximas das duas legendas, na qual será comunicada a decisão tomada. O evento ocorrerá às 10 horas no auditório do Sindicato dos Eletricitários, na cidade de São Paulo, rua Thomaz Gonzaga, 50, Liberdade.

Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

Sérgio Rubens de Araújo Torres
Presidente do Partido Pátria Livre (PPL)

Leticia Colin posa com seios à mostra e diz: “Nudez não é convite”

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A atriz Leticia Colin aproveitou a alta em sua carreira, após interpretar a mocinha Rosa na novela “Segundo Sol”, da Globo, para protagonizar um ensaio sensual para as lentes da revista “Marie Claire”. Com os seis à mostra, a atriz caprichou no carão e falou sobre o seu corpo de forma empoderada. “Minha nudez não é um convite”.

Leticia comentou também sobre como a nudez feminina deveria ser encarada: “Diante do avanço do conservadorismo, posar com os seios à mostra é um jeito de lutar pelas liberdades. No mundo inteiro existem tabus em torno da imagem feminina e leis que interferem nas escolhas que fazemos em relação a ela. Nosso corpo deve ser um instrumento de nossas escolhas e desejos. Seios de mulheres não deveriam causar estranhamento. Por que homens podem andar sem camisa e nós não?”.

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A famosa também publicou uma foto da capa da publicação e escreveu: “Juntas, Somos. Com liberdade. Pelo dia em que nossos corpos nunca mais nos farão mortas”.

(Extraído do Catraca Livre)

“Empoderadas”, o mais novo livro de Palmério Dória

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Por Marcius Cortez

Ainda não são nem 10 da manhã mas ele já levantou a saia da mulher mineira. E já soltou os cachorros em cima da cavalaria golpista. Já cravou em seus tuites que a demência reinante será acompanhada por um sol moribundo de cor sinistra a pairar sobre um mar de lama que exala um fedor abominável.

O Brasil inteiro conhece o jornalista Palmério Dória, autor de “Honoráveis Bandidos”, um dos livros mais vendidos dos últimos 10 anos no país. Palmério vale por um jornal de boa tiragem, um programa de rádio de boa audiência, um show na tevê de bom Ibope. Basta somar o que publica e divulga em forma de posts, tuítes, whatsapps, mesengers, stories ao longo do dia que você verá que sua visualização equivale ao alcance produzido pelos meios de comunicação tradicionais.

Da sua caverna, no seu apartamento no Baixo Augusta, Palmério vai alimentando seu sonho diurno. Pois apesar de longa a arte e de tão breve a vida, o princípio esperança é questão de sobrevivência.

Defino o seu último livro, “Empoderadas. Mulheres eternas corpo a corpo com a vida”, lançado semana passada em São Paulo, como uma pequena enciclopédia da esperança. A obra traz informações preciosas sobre mais de 200 mulheres, entre brasileiras e estrangeiras, que lutaram por mudanças no mundo. O leitor tem encontro marcado com Marielle Franco, Nise da Silveira, Pagu, Chiquinha Gonzaga, Lina Bo Bardi, Zilda Arns, Luiza Erundina, Dolores Duran, Leila Diniz, Hilda HiIst, Lucélia Santos, Maria da Penha, Amy Winehouse. Um vasto mundo de “coisas findas, muito mais que lindas”.

É dispensável dizer que o texto cativa. Em muitos momentos se esmera na “soltura” e mantém-se fiel ao bom humor. Contudo quando precisa ser grave preserva o nível, rejeitando o fácil e o lugar comum. No capítulo intitulado “Muito Além da Realidade” dedicado à psicanalista Nise da Silveira há uma boa mescla de pesquisa com textos da criadora do Museu das Imagens do Inconsciente. Destaco especialmente esse trecho: “Vou lhe fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda”.

Óbvio que se tratando de uma obra de Palmério não poderiam faltar interessantes revelações como a que dá conta que foi Paulo César Pereio o inventor da Leila Diniz. Nas areias de Ipanema o ator levava um papo com Tarso de Castro insistindo que o Pasquim tinha que lançar gente nova. O jornalista então pediu um exemplo. Pereio apontou o dedo para a moça que acabara de pisar na areia, era ela, em corpo e alma, a radiante Leila Diniz.

Seus amigos mais próximos, Luiz Fernando Emediato, Samir Salman, José Luiz Del Roio, Paulo César Pereio afirmam que Palmério soltou todo o seu lado mulher. Brincadeiras à parte, as 136 páginas de “Empoderadas” confirmam que quando as mulheres irrompem na História, elas criam o novo. Ou em outras palavras, elas refundam e renovam a utopia.

(“Empoderadas. Mulheres Eternas Corpo a Corpo com a Vida”. Palmério Dória. Geração Editorial. Preço: R$64,90).