Técnico destaca a importância da fé

“Depois de uma partida atípica contra o Guarani, se doaram demais e tivemos só dois dias para recuperar. Você viu que a equipe sentiu, principalmente no começo do primeiro tempo. O time estava espaçado, não ferveu na partida como tem acontecido. Você sair perdendo de 2 a 0 contra uma equipe complicada como essa, que só ficou atrás, esperando para jogar por uma bola para definir a partida… Ainda bem que tivemos o pênalti para nós, que o Carmona converteu. Formos para o vestiário e conversamos muito. (…) Eu trabalhei muito tempo na Ponte, eu nasci na Ponte Preta. Tinha um segurança lá, Brandão, que dizia assim: ‘o homem não pode ser um homem de pouca fé’. Isso está gravado na minha cabeça desde 11 anos de idade, quando eu entrava no túnel da Ponte, encontrava o Brandão e ele falava isso”.

João Brigatti, técnico do PSC, sobre a vitória de virada.

Stan Lee inspirou parte de sua obra em líderes progressistas dos EUA

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Por Pedro Zambarda de Araújo

O quadrinista Stan Lee morreu aos 95 anos no dia 12 de novembro por complicações de saúde em Los Angeles – ele já tinha sofrido com uma pneumonia recentemente. “Excelsior”, uma expressão que Lee utilizava com frequência para causar impacto, inundou as redes sociais e seu nome chegou aos Trending Topics do Twitter.

Muitos fãs da Editora Marvel de quadrinhos lembraram as criações e co-criações de Stan Lee, que começou de baixo na empresa até se tornar o seu principal executivo. Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Vingadores, Hulk e X-Men foram muito lembrados pelos fãs.

Nascido Stanley Martin Lieber em Nova York, em 28 de dezembro de 1922, ele surgiu na chamada “Era do Ouro” das revistas (1938-50) e se consolidou na “Era de Prata” (entre 1956 e 1970). Lee subiu na Marvel até se tornar publisher após uma crise econômica e de criatividade que fechou inúmeros quadrinhos depois do boom dos super-heróis após a Segunda Guerra Mundial. Pegou o espírito da contracultura e do rock que embalou o mundo a partir de 1960.

De acordo com o livro “Marvel Comics – A História Secreta” (2012), uma das criações que teve o toque de Stan Lee com caráter mais progressista, fora do patriotismo e do conservadorismo norte-americano, é a equipe dos X-Men.

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No YouTube, Stan Lee resume as origens dos mutantes que obedecem o Professor X. E disse: “Estou em dúvida se conto para vocês a verdade ou uma história interessante. Bom, vamos lá. Eu já tinha criado o Quarteto Fantástico, fiz o Homem-Aranha e criei o Hulk. Estava procurando o que fazer e o quarteto tinha sido um sucesso. Decidi então criar outro grupo de super-heróis”.

Lee então explica o processo: “Uma das coisas mais trabalhosas é explicar de onde vem o poder dos heróis. Quantas pessoas podem ser picadas por aranhas radiativas, raios gama ou raios cósmicos? Então eu tomei o caminho mais covarde e pensei ‘se disser que todos meus heróis são mutantes, que eles nasceram dessa forma, não precisarei explicar nada de qualquer forma. Tive a sorte de ter um gênio como Jack Kirby para desenhá-los e ainda recebo os créditos por isso”.

O fato é que, além de toda a equipe da Marvel que o ajudou, sua esposa Joan Lee o inspirou a criar o Quarteto em 61. A partir de 1963, inspirado por Martin Luther King e Malcoln X, Stan Lee deu início aos quadrinhos dos X-Men e aos mutantes que passaram a fundamentar todos os heróis do chamado “Universo Marvel”.

Diferente da DC Comics, sua concorrente principal que fez sucesso na Segunda Guerra, a Marvel criou personagens que partiam do cotidiano e não eram deuses ou semi-deuses, como é o caso do Super-Homem e da Mulher Maravilha (Batman é a exceção mais conhecida da concorrente). Homem-Aranha era um menino nerd, fotógrafo, que por acaso ganhava super-poderes e tinha que arcar com a responsabilidade das suas escolhas.

O Hulk era um cientista que se tornava uma criatura verde e gigante, numa releitura da obra literária “O Médico e o Monstro”. O Capitão América, embora refletisse ideais patrióticos da DC, era um personagem da Marvel que, com o tempo, passou a criticar o sistema americano.

Mas o lado mais progressista de Stan Lee está sem dúvida nos X-Men. Com diferentes formações, a liga de mutantes luta pelo futuro da humanidade que os rejeita e os odeia. Xarles Xavier, o Professor X, opta pelo conflito pacifista, imitando o militante negro Martin Luther King. Já o poderoso Magneto, judeu sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, defende a sobrevivência dos mutantes pelo confronto, simbolizado por Malcoln X na história.

Os X-Men trazem também a representação feminina através da personagem Jean Grey e os diferentes períodos históricos no personagem Wolverine, que possui um “fator de cura” que o mantém imortal.

Numa correspondência de 1968, resgatada pelo site Daily Beast, Stan Lee defende que a luta contra o racismo só é possível “expondo os racistas”. Era uma forma de brigar contra o preconceito e o conservadorismo que já eram ativos na sociedade americana. Ele fez isso criando personagens fictícios que simbolizavam a história mundial.

O Brasil, e muitos brasileiros, tem bastante a aprender com a extensa obra de Stan Lee.

Esposa de Schumacher afirma que ele não desistirá de recuperação

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Desde que o alemão Michael Schumacher, heptacampeão da Fórmula 1, sofreu um acidente de esqui na França em dezembro de 2013, pouca coisa se sabe sobre a recuperação e o estado de saúde do ex-piloto, que vive recluso com a sua família na Suíça. Apenas familiares e amigos muito próximos têm contato com ele e quase nada é divulgado para a imprensa e fãs do automobilismo.

Em um raro momento concedido pela esposa de Michael Schumacher, Corinna, ela falou sobre o marido em uma carta enviada ao cantor alemão Sascha Herchebach. Casada com o ex-piloto há 23 anos, disse que ele é um lutador e não desistirá de sua recuperação.

As informações sobre Schumacher foram reveladas por Herchebach em uma entrevista à revista alemã Bunte. Poucos meses após o acidente, o cantor compôs a canção “Born To Fight” (Nascido para Lutar, em português) em homenagem ao ex-piloto e enviou um CD à família. E revelou que não esperava uma resposta.

“Eu gostaria de agradecer sinceramente por sua mensagem e pelo belo presente, que nos ajudará neste momento difícil. É bom receber tantos votos e outras palavras bem-intencionadas, é um grande apoio à nossa família. Todos sabemos que Michael é um lutador e não desistirá”, escreveu Corinna.

“Não esperava uma resposta e estou emocionado”, disse Herchebach. “A carta foi escrita e assinada por Corinna. Ela escreveu que estava muito feliz e que isso (a música) a ajudou e a sua família a passar por esses momentos difíceis”, completou.

É agora ou nunca!

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POR GERSON NOGUEIRA

A frase ficou famosa na canção de Elvis Presley e deve ser o mantra do Papão para os dois jogos que restam no campeonato. Depois de duas vitórias convincentes, com apresentações que há muito tempo a torcida não via, o time encara hoje nova missão decisiva nesta reta final de Série B.

Mais do que mostrou contra Oeste e Guarani, quando marcou seis gols e sofreu três, é preciso que o time de João Brigatti supere um adversário possivelmente mais bem estruturado. Apesar de quase a salvo da queda, o Figueirense ainda corre algum risco.

Dirigido por Rogério Micale há dois meses, o time catarinense faz campanha trôpega nas últimas 15 rodadas. Soma 46 pontos (11 vitórias e -1 gol de saldo), o que dá certa tranquilidade, mas joga contra times que estão desesperados, PSC e CRB.

Caso não pontue mais, corre o risco de ser ultrapassado por Criciúma, Oeste e CRB, e alcançado pelo Papão. O fato é que a linha de corte para o rebaixamento, que chegou a ser projetada em 43 pontos, deve ficar entre 45 e 46 pontos.

No Papão, a evolução de jogadores como Magno, Perema, Mateus Silva, Thomaz e Pedro Carmona faz crer numa melhoria geral do conjunto. É da soma das individualidades que o coletivo se beneficia.

João Brigatti, cuja campanha no comando da equipe não era positiva até o jogo com o Oeste, agora já tem um retrospecto bastante satisfatório. O lado emocional, item importantíssimo em fases culminantes de competições, parece também estar bem trabalhado pela comissão técnica.

Resta ao time fazer hoje à noite o que o bom senso prega nesses momentos. Atacar, buscar chegar ao gol logo que possível, sem permitir que o adversário controle as ações no meio-campo. A vitória sobre o Guarani só foi possível porque o PSC teve absoluto domínio da posse de bola.

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Stan Lee: um gigante que agora é lenda

Como tanta gente do meu tempo, cresci devorando gibis e admirando super heróis. Garoto ainda, lá em Baião, ficava esperando as remessas de revistas, que chegavam por barco – não havia estrada ligando a cidade a Belém – e eram disputadas quase no tapa. Foi nessa época que conheci, entre aventuras de Mandrake, Fantasma, Batman, Superman e Lanterna Verde, as sagas de Stan Lee e seus companheiros de Marvel.

Mergulhei no universo de Homem-Aranha, Hulk, Demolidor, Homem de Ferro, Thor e outros, criados por ele ou em parceria com outros craques, como Jack Kirby. Nesse tempo, o material da Marvel era editado de maneira incerta no Brasil, através da Ebal e da Rio Gráfica. Levava tempo para sair uma nova série e mais tempo ainda para chegar lá em Baião.

Eram tempos de pouca aceitação dos gibis pelos pais e professores. Consideravam subliteratura, lixo mesmo, mas eram revistinhas irresistíveis e a gente sempre dava um jeito de burlar a vigilância dos mais velhos.

Em Belém tive acesso às séries exibidas na TV. Décadas mais tarde, voltei a me interessar vivamente pelo mundo de Stan Lee pelas mãos de meu filho João, ávido consumidor do material produzido pela Marvel e por seu  um fã das histórias boladas pelo gênio.

Lee, ao contrário de Disney, estabeleceu uma conexão dos quadrinhos com o mundo dos adultos, pela emoção e até pelas imperfeições. Antes dele, gibi era coisa de criança. Sem ele, as histórias em quadrinhos jamais seriam reverenciadas no mesmo nível do cinema e da literatura.

Várias gerações foram abastecidas pelos produtos oriundos da mente criativa e delirante do genial Lee. Generoso e vaidoso, aparecia fazendo pontas e gaiatices nos filmes, encantando a gente. Cansei de esperar o filme inteiro, com João e Pedro, pelo momento em que o sorriso límpido pintava na tela, às vezes já em meio aos créditos.

O velho quadrinista percebeu, como poucos, o quanto o entretenimento preenche a vida das pessoas. Somos muito gratos por isso.

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Mbappé confirma gastança e mordomias

Ao contrário do mimado Neymar e do sempre chorão Thiago Silva, que resolveram atacar o noticiário sobre as mordomias e remunerações até para saudação à torcida, o jovem Mbappé confirmou ontem a verdadeira farra existente hoje nas negociações e agrados que os grandes clubes oferecem aos craques na Europa.

Um dos mais talentosos e valorizados jogadores do mundo, o jovem campeão do mundo admitiu, em entrevista ao canal suíço RTS, que as verbas que circulam no futebol são exageradas.

“É realmente indecente para mim, que venho de uma família bastante modesta, mas o mercado é assim, o mundo do futebol funciona assim e eu não vou revolucionar o futebol. É um sistema, tens que saber respeitá-lo e ficar no teu lugar”, disse Mbappé.

De certa forma, confirmou as denúncias da Mediapart na semana passada. Não se pode dizer que o atacante reza pela cartilha de Neymar. Ainda bem.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 13)